Governo dos Açores deu respostas eficazes às dificuldades criadas pela seca

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou, na Horta, que o Governo dos Açores tem trabalho a montante e a jusante para minimizar os efeitos de uma seca atípica na agricultura, com sentido estratégico, tendo criado respostas eficazes às dificuldades criadas por esta situação.

João Ponte, que falava na Assembleia Legislativa durante uma interpelação sobre o impacto da seca e a gestão da água, referiu que combater, minimizar e adaptar às alterações climáticas são “uma preocupação da atualidade, mas também do futuro” para o Governo dos Açores, devido à importância da água para garantir o desenvolvimento e a sustentabilidade da atividade agrícola, conforme está plasmado no Programa do Governo e consubstanciado no Programa Regional para as Alterações Climáticas dos Açores para o Setor dos Recursos Hídricos.

O Secretário Regional anunciou que, até ao final do ano, será aberto um aviso no âmbito do PRORURAL+, com uma dotação de 1,5 milhões de euros para comparticipar exclusivamente a instalação de reservatórios ou lagoas artificiais nas explorações agrícolas, dando assim mais um passo na capacidade de armazenamento de água do setor agrícola.

João Ponte referiu que, desde que surgiu a IROA, já foram investidos quase 55 milhões de euros em abastecimento de água, metade dos quais na última década, mas, porque é preciso mais, a proposta de plano da IROA para 2019 propõe investir mais de 50% do seu orçamento no armazenamento e abastecimento de água, num valor estimado de três milhões de euros.

Com o objetivo de promover uma maior racionalização do consumo e uma melhor resposta ao abastecimento das explorações, João Ponte salientou que a IROA vai implementar este ano um sistema de cobrança de água aos lavradores nos sistemas integrados de abastecimento de água à pecuária na ilha de São Miguel.

Além disso, a IROA está já a desenvolver, em ilhas como São Miguel, Santa Maria, Pico, São Jorge e Graciosa, uma avaliação sobre as necessidades de água para o abastecimento às explorações agrícolas, bem como a implementar um plano de ação com investimentos para a próxima década, para garantir a continua disponibilidade deste importante recurso.

O governante reiterou ainda a necessidade de as autarquias encararem o abastecimento de água às explorações agrícolas com o mesmo nível de preocupação com que o fazem em relação a outros setores de atividade económica.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas apelou aos agricultores para reforçarem o abastecimento de água nas explorações, através do aproveitamento de águas pluviais, existindo para o efeito uma comparticipação financeira de 75% para este tipo de investimentos.

Para João Ponte, o papel da floresta também não pode ser descurado no que ao ciclo da água diz respeito, daí que o Governo Regional tenha criado incentivos à arborização de terras agrícolas, especialmente pastagens em altitude, o que permitiu nos últimos três quadros comunitário de apoio que a florestas privada tenha crescido mais de 2.000 hectares.

DL/Gacs

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