Geminações permitem “agir local e pensar global”

O presidente da Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Lagoa, do Algarve, considera que as geminações entre as diferentes autarquias são fundamentais, afirmando que atualmente, os municípios não podem viver sobre si próprio.

José Águas da Cruz falava ao Jornal Diário da Lagoa, no âmbito do Fórum para a Cooperação Cultural, Educativa e Económica, que se realiza na cidade de Lagoa (Açores) de 19 a 25 de junho.

O presidente da Assembleia Municipal defende que as autarquias têm que “agir local e pensar global”, fomentando uma relação entre si do ponto de vista internacional.

Por outro lado, Águas da Cruz, defende que a centralidade está onde se encontra a tecnologia e que o essencial é ter os instrumentos necessários para se criar uma “networking”, mais precisamente uma rede de contatos, ao nível internacional.

A relação de geminação entre as duas Cidades de Lagoa, fundamenta-se por vários pontos comuns, nomeadamente pelas razões históricas, aquando da colonização das ilhas, mas também pela cultura em comum, proporcionando, assim, um sentimento de se “sentir em casa”.

“Temos muita honra por participar neste Fórum, nesta bela iniciativa do município dos Açores, na certeza de que isto é profícuo para o município dos Açores e para os municípios e cidades irmãs”, salientou Águas da Cruz, mencionando que este momento permitiu criar laços de amizade com as diversas geminações.

Este Fórum permite criar uma comunidade de interesses, de valores e uma relação de cooperação entre os municípios, sendo esses os principais desafios de uma sociedade moderna.

No que diz respeito à receção da comitiva algarvia por parte da Lagoa de São Miguel, o presidente da Assembleia Municipal adianta que a mesma foi fabulosa, saindo dos Açores com o “coração a abarrotar”.

Por outro lado, Águas da Cruz, referiu o desenvolvimento, notório, nos Açores, nos últimos anos, nomeadamente com uma grande preocupação por parte do Governo Regional, no que toca à educação, ciência e turismo.

Estes intercâmbios proporcionam também o turismo cultural, estando tudo interligado, pois para além da cultural musical, com a vinda de dois grupos de cantares algarvios, o Grupo Folclore do Calvário e o Grupo de Cantares Fonte Nova, também houve um momento de partilha gastronómica com o Jantar Algarvio.

DL/AS

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