Furnas e Água de Pau com novos agentes “Caça faturas”

A Escola Básica Integrada de Furnas e na Escola Básica Integrada de Água de Pau recrutou novos agentes Caça Faturas.

Ao todo, nestas duas escolas, foram formados 68 novos agentes Caça Faturas, sendo que 46 foram na EBI de Água de Pau, divididos por três turmas, enquanto que na EBI das Furnas foram 22, divididos por duas turmas.

As sessões em Água de Pau começaram a 8 de março, tendo o seu término a 12 de maio, enquanto na Furnas começaram no dia 20 de março, terminando a 2 de maio. 

Estes agentes Caça Faturas estão distribuídos por várias ilhas e concelhos: EBI Canto da Maia, EBI Roberto Ivens, EBI Ponta Garça, EBI de Furnas, EBI de Água Pau, EBI de Povoação, EBI de Horta, EBI de Angra do Heroísmo e Campo de Férias do Colégio do Castanheiro, sendo estas as escolas que acolheram este projeto, muito importante para a sociedade, que começou no ano letivo de 2015/2016 e que prevê continuar a sua recruta para a nossa brigada de agentes Caça Faturas.

Quinta-feira, dia 1 de junho, terminou a missão nas Escolas, neste ano letivo. No entanto, estarão presentes em ATL’s.

Refira-se que o “Caça Faturas”, é dirigido a crianças e jovens das escolas açorianas, mas também para professores, pais e encarregados de educação.

A Economia Paralela ou Economia Não Registada (ENR) representa, nos Açores, cerca de 32% do nosso Produto Interno Bruto, segundo os dados mais recentes. Em 2012, por exemplo, a ENR correspondia a cerca de mil e duzentos milhões de euros, o que em termos per capita representava cerca de quatro mil e oitocentos euros, o que corresponde a mais de metade do que é gasto em educação, saúde e outros apoios sociais.

Torna-se assim, urgente tomar medidas para combater a Economia Paralela, contudo o enraizamento desta no seio da nossa sociedade é forte. Desta forma será necessário criar um programa forte e de médio longo prazo. Este deve centrar-se na mudança de mentalidades, ou seja, na educação dos futuros consumidores portugueses. Pois é educando as nossas crianças e jovens que conseguimos minimizar este problema.

É deste entendimento que nasce o programa Caça Faturas.

Este programa desenrola-se em torno das figuras centrais desenhadas para o efeito: a Maria e o Zé que são dois miúdos que representam os alunos das Escolas. Nas ações do Caça Faturas, a Maria e o Zé são as personagens que apoiam os nossos técnicos na missão de transmitir aos mais jovens conceitos essenciais para o entendimento da Economia e, consequentemente, para o entendimento do efeito nocivo da Economia Paralela. Pelo caminho, os alunos aprendem sobre o dinheiro, os impostos, o sistema fiscal, as noções de receita e despesa, de prestações sociais e vários outros conceitos necessários à compreensão do fenómeno da Economia Paralela, mas não só: aprendem conceitos essenciais à vivência da Cidadania.

Os Caça Faturas é um programa constituído por quatro sessões, enriquecidas com jogos e diálogos construtivos. Apresentar as causas e, principalmente, as soluções deste mal da Economia Paralela é a meta colossal deste projeto. Os Caça Faturas têm público-alvo os alunos do 5.º e 6.º ano do Ensino Básico das nove ilhas dos Açores, pois acreditamos que é nesta fase da vida que as crianças começam a ter a capacidade de entender a máquina da economia, conseguindo transmitir conhecimentos, atitudes e valores aos adultos que os rodeiam.

Super-heróis do dia-a-dia, os Caça Faturas assumem como objetivos: desenvolver atitudes positivas relacionadas com a economia e legalidade fiscal; fomentar condutas corretas, aprender a reconhecer a mais-valia das faturas; desenvolver nos participantes o gosto pela economia e gestão de bens; motivar os jovens para temas relacionados com a Cidadania; proporcionar, aos participantes, um ambiente divertido e naturalmente alegre, onde se fomenta o espírito de cooperação e respeito entre todos; desenvolver a criatividade e aumentar a motivação dos jovens, criar autoconfiança e fomentar o espírito de equipa.

DL/AzoresGov

Categorias: Educação

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