{"id":160362,"date":"2025-12-08T17:12:30","date_gmt":"2025-12-08T17:12:30","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=160362"},"modified":"2025-12-08T17:12:33","modified_gmt":"2025-12-08T17:12:33","slug":"antigamente-era-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/antigamente-era-assim\/","title":{"rendered":"Antigamente\u2026 era assim"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cPara onde foram as algas marinhas que o Atl\u00e2ntico deixava agarradas \u00e0s pedras&#8230;\u201d<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"518\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/antonio-xonina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-160366\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/antonio-xonina.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/antonio-xonina-300x162.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/antonio-xonina-768x414.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/antonio-xonina-18x10.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Ant\u00f3nio Xonina na apanha de musgo ou algas marinhas<mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\"> \u00a9 ARQUIVO ROBERTO MEDEIROS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>Havia um tempo em que o mar n\u00e3o era apenas horizonte: era vizinho, confidente, mestre silencioso. Nas nossas ilhas, cada onda contava uma hist\u00f3ria, cada rocha guardava mem\u00f3rias de m\u00e3os que sabiam tocar o mundo sem o quebrar. Antes que os dias corressem apressados como correm hoje, havia homens e mulheres que acordavam com o sussurro do Atl\u00e2ntico e adormeciam com o sal impregnado na pele. Para as fam\u00edlias dos pescadores do porto da Caloura, o mar n\u00e3o era paisagem; era vida, of\u00edcio, poesia.<\/p>\n<p>Entre essas atividades, uma cintilava pela delicadeza do gesto: a apanha do musgo, ou das algas marinhas que o Atl\u00e2ntico deixava agarradas \u00e0s pedras, como se fossem cartas do tempo. Era um trabalho de paci\u00eancia e precis\u00e3o, feito ao compasso das mar\u00e9s, com conhecimento transmitido de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Quem o praticava sabia decifrar o mar como quem l\u00ea um livro antigo: as correntes, as mar\u00e9s, o cheiro do vento, cada detalhe era li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Miguel, os mergulhadores-de-polvos e os pescadores mais velhos \u2014 aqueles que j\u00e1 n\u00e3o navegavam para o largo nos barcos de boca aberta da Caloura, de \u00c1gua de Pau ou do Porto dos Carneiros, no Ros\u00e1rio da Lagoa \u2014 encontravam no musgo uma liga\u00e7\u00e3o silenciosa ao oceano e, ao mesmo tempo, um sustento para as fam\u00edlias. O musgo era colhido com cuidado, levado para terra e estendido ao sol, formando mantas ou tapetes que secavam lentamente, absorvendo a luz e a mem\u00f3ria do mar.<\/p>\n<p>Havia uma empresa que comprava todo o musgo ou algas marinhas apanhadas nos A\u00e7ores durante o per\u00edodo de colheita. Como o \u00abmusgo\u00bb era muito rico em nutrientes, tinha v\u00e1rios destinos, sendo o principal o fabrico de medicamentos. A empresa Pereira e Pereira, pertencente ao Grupo Bensa\u00fade \u2014 atualmente dono do Centro Comercial Parque Atl\u00e2ntico e do Hiper Continente, em Ponta Delgada \u2014 recolhia todo o musgo apanhado na ilha de S\u00e3o Miguel pelos mergulhadores e pescadores mais idosos. Depois, exportava-o para a produ\u00e7\u00e3o de medicamentos, perfumes e at\u00e9 complementos alimentares. No Continente, por contraste, o musgo era usado para fertilizar os campos agr\u00edcolas, pr\u00e1tica que nunca se implementou nos A\u00e7ores. No arquip\u00e9lago, durante mais de 400 anos, os agricultores utilizavam tremoceiros, faveiras e molheiros para fertilizar as suas terras, at\u00e9 \u00e0 chegada dos fertilizantes qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Nos anos 60, 70 e 80, este ritual era vis\u00edvel nas ruas de \u00c1gua de Pau: moto-triciclos carregados de sacas desciam e subiam ruas como a Portela, o Cerco, a Galera e os Ferreiros, espalhando tapetes de musgo sobre cal\u00e7adas e passeios. Homens como o o Ti Ant\u00f3nio Xonina, o Ti Manuel Madeira, o Morreira, o Z\u00e9 \u201cvira-o-bolo\u201d, o Subica ou o Z\u00e9 da Gl\u00f3ria Giganta trabalhavam com m\u00e3os calejadas, mas delicadas, espalhando vida e hist\u00f3ria. Para muitos aposentados e fam\u00edlias numerosas, esta atividade era um complemento econ\u00f3mico modesto, mas vital \u2014 cada tapete estendido era um poema silencioso de sobreviv\u00eancia e engenho, cada saco transportado, uma ponte entre o homem e o oceano.<\/p>\n<p>Na Caloura, quando ia aos banhos com familiares e amigos, dizia-se que o mar tinha prefer\u00eancia por Ti Ant\u00f3nio Xonina. Talvez porque ele falava pouco, talvez porque sabia ouvir. Ajoelhava-se, colhia o musgo como quem recolhe mem\u00f3rias l\u00edquidas, e enchia o saco de serapilheira sem pressas, como se cada fio esverdeado escuro guardasse um segredo. Quando o vento soprava, parecia que as algas chamavam por ele, sussurrando hist\u00f3rias de mar\u00e9s antigas.<\/p>\n<p>A costa sul transformava-se em cen\u00e1rio vivo: sombras inclinadas, o brilho molhado das pedras, o marulhar ritmado das ondas. Era quase uma coreografia, uma dan\u00e7a antiga entre o mar e aqueles que dele dependiam. Depois vinha a tarde, e o musgo estendia-se ao sol como roupa lavada, libertando um cheiro de sal, vento e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Hoje, tudo isso pertence \u00e0 mem\u00f3ria. O mar continua imenso, igual a si mesmo, mas a apanha do musgo desapareceu. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 m\u00e3os a decifrar as mar\u00e9s, nem rostos a contemplar o reflexo da vida no musgo. Restam apenas fotografias antigas, onde o sol, o mar e as pessoas parecem conspirar para eternizar um mundo perdido. Recordar \u00e9 um ato de ternura e respeito: \u00e9 lembrar que fomos capazes de viver em harmonia com o oceano, e que essa harmonia \u00e9 um patrim\u00f3nio que n\u00e3o se pode esquecer.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Agora\u2026 \u00e9 assim<\/strong><\/h3>\n\n\n<p>O que antes era paci\u00eancia e cuidado transformou-se numa invas\u00e3o. As praias a\u00e7orianas, incluindo a Caloura em \u00c1gua de Pau, s\u00e3o hoje invadidas por toneladas de algas Sargassum. O mar devolve-nos esta massa vegetal, densa e implac\u00e1vel, como se quisesse dizer que a natureza se cansa da explora\u00e7\u00e3o. O acesso \u00e0 \u00e1gua \u00e9 dificultado, o prazer de estar \u00e0 beira-mar \u00e9 roubado, e os munic\u00edpios enfrentam encargos enormes para retirar o excesso.<\/p>\n<p>Estas algas prov\u00eam do Mar dos Sarga\u00e7os, vasto Atl\u00e2ntico central, mas n\u00e3o s\u00e3o apenas mensageiras do mar: s\u00e3o sinal de desequil\u00edbrio. Nutrientes excessivos provenientes de fertilizantes industriais, produ\u00e7\u00e3o intensiva de gado, desfloresta\u00e7\u00e3o e eros\u00e3o do solo transformam o oceano numa m\u00e1quina que gera vida e caos em simult\u00e2neo. Onde antes se lia o mar com olhos atentos, hoje o mar l\u00ea-nos e responde com invas\u00e3o.<\/p>\n<p>O contraste \u00e9 brutal: antigamente, m\u00e3os humanas recolhiam o musgo com rever\u00eancia; hoje, o mar devolve-nos invas\u00f5es que ningu\u00e9m pediu. A riqueza que antes era partilhada entre comunidades agora \u00e9 explorada por interesses distantes, e a natureza paga o pre\u00e7o da gan\u00e2ncia. O oceano, que outrora ensinava, alerta-nos agora: o seu sil\u00eancio j\u00e1 n\u00e3o esconde a degrada\u00e7\u00e3o e o desequil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Antigamente\u2026 era assim. Agora\u2026 \u00e9 assim<\/strong><\/h3>\n\n\n<p>Recordar n\u00e3o \u00e9 nostalgia: \u00e9 aprender. O musgo colhido com paci\u00eancia, as m\u00e3os calejadas e delicadas, os rostos iluminados pelo sol e pelo mar s\u00e3o patrim\u00f3nio vivo da nossa identidade. Se quisermos proteger o futuro, precisamos de ouvir o oceano, respeitar o equil\u00edbrio e recordar o que ele nos deu. Antigamente, o homem lia o mar; hoje, o mar l\u00ea o homem e mostra-lhe as consequ\u00eancias da sua cegueira.<\/p>\n<p>E talvez, se aprendermos a olhar de novo, possamos ainda transformar a invas\u00e3o em aviso, a mem\u00f3ria em sabedoria, e o oceano em parceiro, como foi sempre.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPara onde foram as algas marinhas que o Atl\u00e2ntico deixava agarradas \u00e0s pedras&#8230;\u201d<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":160366,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[30,64,193,246,465,3745,3746],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Antigamente\u2026 era assim - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/antigamente-era-assim\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"fr_FR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Antigamente\u2026 era assim - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cPara onde foram as algas marinhas que o Atl\u00e2ntico deixava agarradas \u00e0s pedras...\u201d\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/antigamente-era-assim\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-12-08T17:12:30+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-12-08T17:12:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/antonio-xonina.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"518\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u00c9crit par\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Dur\u00e9e de lecture estim\u00e9e\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/antigamente-era-assim\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/antigamente-era-assim\/\",\"name\":\"Antigamente\u2026 era assim - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-12-08T17:12:30+00:00\",\"dateModified\":\"2025-12-08T17:12:33+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/antigamente-era-assim\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"fr-FR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/antigamente-era-assim\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/antigamente-era-assim\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Antigamente\u2026 era assim\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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