{"id":134604,"date":"2024-06-09T11:25:00","date_gmt":"2024-06-09T11:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=134604"},"modified":"2025-09-27T21:38:39","modified_gmt":"2025-09-27T21:38:39","slug":"o-complacente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/o-complacente\/","title":{"rendered":"O Complacente"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"442\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Rui Tavares de Faria<\/strong><br>Professor e Investigador<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Sobre o complacente, o quinto car\u00e1cter acerca do qual discorre Teofrasto, h\u00e1 uma s\u00e9rie de considera\u00e7\u00f5es que aproximam este tipo \u00e9tico da figura do bajulador, situa\u00e7\u00e3o \u00e0 qual fizemos refer\u00eancia no texto anteriormente publicado neste jornal, no passado dia 1 de mar\u00e7o. Procuremos, ent\u00e3o, n\u00e3o cair num discurso repetitivo, porque, se o autor grego retratou dois caracteres t\u00e3o semelhantes em separado, quer isto dizer-nos que nos \u00e9, tamb\u00e9m, poss\u00edvel distingui-los ou, pelo menos, evidenciar alguns dos tra\u00e7os que os afastam, no \u00e2mbito da contemporaneidade.<br><br>A rela\u00e7\u00e3o entre o bajulador e o complacente tem sido alvo de estudo por parte de uns quantos fil\u00f3logos classicistas. Maria de F\u00e1tima Silva, em nota \u00e0 sua tradu\u00e7\u00e3o portuguesa do tratado do autor helen\u00edstico, esclarece-nos: contrariamente ao bajulador, h\u00e1 \u201cum objetivo ego\u00edsta que, em Teofrasto, move o complacente: o desejo de ser agrad\u00e1vel para obter popularidade ou influ\u00eancia. Logo, sem propriamente desejar vantagens materiais imediatas, o complacente pretende manter um relacionamento af\u00e1vel, e talvez proveitoso, com um c\u00edrculo o mais agrad\u00e1vel poss\u00edvel.\u201d Por outras palavras, o complacente \u00e9 o indiv\u00edduo que est\u00e1 sempre muito simp\u00e1tico e sorridente, que \u00e9 sol\u00edcito a toda a hora, e h\u00e1 de colher frutos doces dessa sua atitude. O seu comportamento torna-se, por vezes, de tal modo previs\u00edvel que o tomamos, num segundo ou terceiro reencontro, como uma aut\u00eantica personagem plana, designa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para classificar, no \u00e2mbito dos estudos liter\u00e1rios, a personagem cujo <em>ethos<\/em> n\u00e3o regista quaisquer altera\u00e7\u00f5es ao longo da a\u00e7\u00e3o da narrativa ou do drama.<br><br>No nosso entender, o complacente \u00e9 aquele simp\u00e1tico irritante com o qual se deve ter certo cuidado. Chegamos mesmo a questionar a naturalidade e a veracidade da sua simpatia sorridente. E nessa nossa d\u00favida percebemos que, no fundo, se trata de uma figura pouco escrupulosa. Vejamos, mais ao pormenor, o que acerca dele escreve Teofrasto, para verificarmos a (segura) correspond\u00eancia com a vers\u00e3o atual(izada) do perfil \u00e9tico sobre o qual incide o nosso texto. Segundo o autor antigo, o complacente \u201cv\u00ea um tipo ao longe e v\u00e1 de cumpriment\u00e1-lo por \u2018vossa excel\u00eancia\u2019; com rever\u00eancias e mais rever\u00eancias, d\u00e1-lhe um grande abra\u00e7o e, sem o largar, acompanha-o por algum tempo, pergunta-lhe quando o voltar\u00e1 a ver, e s\u00f3 ent\u00e3o, depois de mais alguns piropos, se vai embora.\u201d (<em>Char.<\/em> 5.2.)<br>Estou certo de que o meu\/a minha leitor(a) j\u00e1 se ter\u00e1 relembrado de uns quantos complacentes com quem se tenha cruzado \u2013 e ainda se cruzar\u00e1. \u00c9 o \u00ab\u00f3 su dot\u00f4r(a)\u00bb para cima, \u00e9 o \u00ab\u00f3 su dot\u00f4r(a)\u00bb para baixo, uma aut\u00eantica roda dos ventos de \u00ab\u00f3 su dot\u00f4res\u00bb e \u00ab\u00f3 su dot\u00f4ras\u00bb, a Norte, a Sul, a Este e a Oeste. Portugal \u00e9, como algu\u00e9m disse no passado, um pa\u00eds que n\u00e3o precisa de \u00absu dot\u00f4res\u00bb, porque j\u00e1 era, na altura, abundante em \u00absu dot\u00f4res\u00bb. Talvez seja tamb\u00e9m por isso que assume um desgoverno h\u00e1 umas boas d\u00e9cadas. O complacente, se n\u00e3o \u00e9 \u00absu dot\u00f4r\u00bb, sabe como agradar o interlocutor que \u00e9 (apenas) licenciado(a) e se toma por \u00absu dot\u00f4r\u00bb. Que j\u00fabilo! \u00c9 o que faz usar, erradamente, a abreviatura \u2018dr. (a)\u2019, ami\u00fade empregue para designar quem tem conclu\u00edda uma licenciatura e enverga o t\u00edtulo no cart\u00e3o banc\u00e1rio ou na placa que o(a) identifica no local de trabalho. Doutores s\u00e3o os que efetivamente se doutoraram; tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o aqueles que, por importa\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica anglo-sax\u00f3nica, vestem as batas brancas e nos cobram quase uma centena de euros para exercer, em 15 minutos, o mist\u00e9rio da medicina. Al\u00e9m das formas de tratamento, potentes armas discursivas na boca de um complacente, h\u00e1 tamb\u00e9m os cumprimentos enla\u00e7ados a sorrisinhos que, no rosto desse car\u00e1cter humano, tocam a caricatura. L\u00e1 vem ele ao nosso encontro s\u00f3 para nos desejar \u2018bom dia\u2019 e saber se estamos bem de sa\u00fade. Quando isso sucede \u00e0s segundas-feiras, n\u00e3o haver\u00e1 quem n\u00e3o lhe queira \u201cir \u00e0s ventas\u201d! O complacente \u00e9 o tipo que, no dizer de Teofrasto, n\u00e3o \u00e9 simp\u00e1tico, ele \u201cesfor\u00e7a-se por ser simp\u00e1tico\u201d (<em>Char.<\/em> 5.3.), o que n\u00e3o \u00e9 bem a mesma coisa, como sabemos. Sentimos que algo est\u00e1 mal, pois o olhar do complacente n\u00e3o condiz com o seu sorriso ou, ent\u00e3o, a forma como cerra os dentes, enquanto sorri, denuncia a falsa simpatia que faz por esconder.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Se, num contexto agon\u00edstico de debate ou conversa acesa entre amigos\/colegas, o complacente diz sim \u201cn\u00e3o s\u00f3 \u00e0 parte que apoia, mas tamb\u00e9m \u00e0 contr\u00e1ria, para dar um ar de imparcialidade\u201d (<em>Char.<\/em> 5.3.), o que suceder\u00e1 quando tiver de tomar ele pr\u00f3prio uma decis\u00e3o relativamente a si ou aos seus? Ser\u00e1 atrav\u00e9s de um sorriso ou de uma anu\u00eancia submissa que o complacente resolver\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o de conflito ou confronto de ideias\/opini\u00f5es contr\u00e1rias? Pode, na verdade, vestir a pele de um \u201cMaria vai com todas\u2026\u201d ou alistar-se como pol\u00edtico \u201cvira-casacas\u201d. Voltando-nos, com efeito, para esta \u00faltima alternativa, assinalar\u00edamos (eu, pelo menos, assinalo), no cen\u00e1rio pol\u00edtico do nosso pa\u00eds e das suas regi\u00f5es aut\u00f3nomas, os complacentes que se sentam \u00e0 direita, \u00e0 esquerda e ao centro, assim como os que, antes, se sentaram \u00e0 esquerda e, agora, se sentam \u00e0 direita, ou vice-versa. Seria um jogo do loto com muitos n\u00fameros a descoberto, f\u00e1cil e rapidamente cruzados, enquanto se assistia a outro jogo, o de quem se senta na cadeira, para ver quem apanha qual, \u00e0 medida que a m\u00fasica vai sendo interrompida. H\u00e1, infelizmente, quem fique sempre de fora, isto \u00e9, nunca se senta. Para esses casos, h\u00e1 sempre rem\u00e9dio: funda-se outro partido pol\u00edtico!<br><br>N\u00e3o tenhamos d\u00favidas de que a complac\u00eancia ser\u00e1 sempre um tra\u00e7o de car\u00e1cter intr\u00ednseco ao fulaninho e \u00e0 fulaninha que chegaram onde chegaram, sendo ou n\u00e3o \u00absus dot\u00f4res\u00bb, e, se o forem, ser\u00e3o abreviados, com certeza. Quando se diz e n\u00e3o se escreve \u2013 refiro-me ao \u00absu dot\u00f4r(a)\u00bb &#8211; tomam-se todos por igual. Mas n\u00e3o s\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o todos iguais, complacentes, caros(as) leitores(as). Como sugest\u00e3o de trato a ter com os praticantes dessa tend\u00eancia \u00e9tica, porque n\u00e3o abord\u00e1-los do mesmo modo e nos mesmos termos com que se nos dirigem? Acredito que o complacente, tendo a perfeita consci\u00eancia do seu teatro di\u00e1rio, se dar\u00e1 conta de que algo est\u00e1 a correr mal. \u00c9 um pouco como \u2018virar o feiti\u00e7o contra o feiticeiro\u2019. Fica, ao menos, a ideia engra\u00e7ada. Creio que se pode brincar com a complac\u00eancia.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui Tavares de Faria escreve este m\u00eas sobre &#8220;aquele simp\u00e1tico irritante com o qual se deve ter certo cuidado.&#8221; <\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[193,31,192],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Complacente - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Rui Tavares de Faria escreve este m\u00eas sobre &quot;aquele simp\u00e1tico irritante com o qual se deve ter certo cuidado.&quot;\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/o-complacente\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"fr_FR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Complacente - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Rui Tavares de Faria escreve este m\u00eas sobre &quot;aquele simp\u00e1tico irritante com o qual se deve ter certo cuidado.&quot;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/o-complacente\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-06-09T11:25:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-27T21:38:39+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u00c9crit par\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Dur\u00e9e de lecture estim\u00e9e\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-complacente\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-complacente\/\",\"name\":\"O Complacente - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-06-09T11:25:00+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-27T21:38:39+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Rui Tavares de Faria escreve este m\u00eas sobre \\\"aquele simp\u00e1tico irritante com o qual se deve ter certo cuidado.\\\"\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-complacente\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"fr-FR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-complacente\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-complacente\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Complacente\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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