{"id":132937,"date":"2024-05-11T10:23:59","date_gmt":"2024-05-11T10:23:59","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=132937"},"modified":"2025-09-27T21:38:44","modified_gmt":"2025-09-27T21:38:44","slug":"o-parolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/o-parolo\/","title":{"rendered":"O Parolo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"439\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 439px) 100vw, 439px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Rui Tavares de Faria<\/b><b><br><\/b>Professor e Investigador<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>O \u201cparolo\u201d, termo que entrou, com bastante for\u00e7a, na moda em l\u00edngua portuguesa, h\u00e1 sensivelmente umas tr\u00eas d\u00e9cadas, \u00e9 o tipo humano que Teofrasto retrata em quarto lugar na lista dos seus <em>Caracteres<\/em>. N\u00e3o se trata, portanto, de um tra\u00e7o psicol\u00f3gico que cause estranheza ao leitor do s\u00e9culo XXI, habituado que est\u00e1, feliz ou infelizmente, a conviver com a parolice, desde o amanhecer at\u00e9 ao sol se p\u00f4r. O parolo que nos descreve o autor grego coincide, mais coisa menos coisa, com o parolo da atualidade. Ele \u00e9 o despropositado e desenquadrado por excel\u00eancia, sem ter qualquer ideia do rid\u00edculo a que se exp\u00f5e, aos olhos da maioria das pessoas. Um problema coloca-se, por ironia, que \u00e9 quando s\u00e3o os parolos a dominar a cena, uma esp\u00e9cie generalizada nos nossos dias, independentemente do contexto em que se encontram e manifestam. Diria que o parolo at\u00e9 est\u00e1 a tornar-se num tipo de fungo social.<\/p>\n<p>Teofrasto define a parolice como \u201cuma esp\u00e9cie de desconhecimento das conveni\u00eancias\u201d (<em>Char<\/em>. 4.1.) e n\u00e3o as explicita, talvez por j\u00e1 no seu tempo serem por de mais abrangentes as esferas em que se movimentam os parolos. Se, na Antiguidade, precisamente na Gr\u00e9cia helen\u00edstica, altura em que foram escritos os <em>Caracteres<\/em>, o parolo desconhece os <em>modi operandi<\/em> das conven\u00e7\u00f5es sociais, nos nossos dias esta figura tende a representar tudo o que \u00e9 inconveniente, com naturalidade. As abordagens que dirige a quem quer que por si passe \u2013 num conv\u00edvio pessoal, profissional, familiar, etc. \u2013 s\u00e3o sempre inadequadas. Vejamos alguns exemplos. O parolo cumprimenta o amigo infortunado com sorrisos e efus\u00f5es, como se, ao inv\u00e9s de lamentar a fal\u00eancia que aquele sofreu nos neg\u00f3cios, fosse essa a melhor forma de confortar o \u201ctriste com a vida\u201d que perdeu praticamente todos os seus haveres. O parolo apresenta-se \u00e0\/ao companheira\/o e aos filhos da sua antiga cara-metade e diz-lhes que terminaram o relacionamento porque ele (o parolo) tinha percebido \u2013 passados uns bons anos \u2013 as incompatibilidades afetivas entre os dois. Mas n\u00e3o deixa de cumprimentar e saudar a nova fam\u00edlia do\/da \u201cex\u201d, dizendo que tudo h\u00e1 de correr muito bem.<\/p>\n<p>Nos conv\u00edvios familiares, o parolo \u00e9 aquele que, esquecendo eventuais quez\u00edlias entre primos e irm\u00e3os, genros ou cunhados, alude a assuntos tidos por \u201cproibidos\u201d, como, por exemplo, fala dos ex-namorados da irm\u00e3 encalhada e\/ou recorda ao primo recentemente casado (e aos restantes) a noite de esb\u00f3rnia da despedida de solteiro, nomeando \u2013 n\u00e3o para que todos saibam, mas para mostrar que as conhece \u2013 as <em>strippers<\/em> que executaram, na perfei\u00e7\u00e3o, uma s\u00e9rie de <em>Lap Dances<\/em> no colo do que ia dar o n\u00f3 nas pr\u00f3ximas horas. Nada disso o faz por mal, f\u00e1-lo por parolice pura. Noutros casos e ainda em contexto de festas de fam\u00edlia, o parolo bebe vinho no copo destinado \u00e0 \u00e1gua, porque \u00e9 maior, logo, tamb\u00e9m a quantidade com que o enche; o parolo usa o prato raso da refei\u00e7\u00e3o principal para se servir das sobremesas, o que n\u00e3o o impede, por\u00e9m, de as repetir, tantas vezes quanto as necess\u00e1rias para se sentir regalado. Afinal de contas, est\u00e1 em fam\u00edlia e n\u00e3o h\u00e1 por que fazer cerim\u00f3nia.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es sociais mais protocolares, refastela-se na cadeira ou poltrona de pernas abertas ou tra\u00e7a a perna de modo a exibir, n\u00e3o a meia fina ou a turca branca, se estiver de \u201ct\u00e9ni\u201d, mas os pelos abundantes (ou a sua depila\u00e7\u00e3o) que est\u00e3o acima da pr\u00f3pria pe\u00faga. Teofrasto refere que o parolo, \u201cao sentar-se, puxa o manto acima dos joelhos, de modo que fica com as pernas \u00e0 mostra.\u201d (<em>Char<\/em>. 4.4.). Sabe-se l\u00e1 o que mais deixa o parolo vislumbrar, por debaixo do manto ou acima dos joelhos. Sentar-se deste modo, \u201c\u00e0 macho\u201d, como entender\u00e3o muitos parolos, \u00e9 que imp\u00f5e respeito! Isso, sim, \u00e9 que \u00e9 de valor. E se, entre tanta virilidade, de tra\u00e7ar e destra\u00e7ar a perna, mostrar a perna cabeluda ou depilada, se conseguir dar a entender que h\u00e1 uma certa protuber\u00e2ncia entre as ditas, a\u00ed ganhou o dia o parolo, porque todos lhe viram o qu\u00e3o homem \u00e9. Resta-nos saber que uso lhe dar\u00e1, ou daria.<\/p>\n<p>Noutros \u00e2mbitos, a parolice manifesta-se de modo bem engra\u00e7ado. Teofrasto assinala que \u201cna rua n\u00e3o h\u00e1 nada que surpreenda [o parolo] ou o espante, mas se v\u00ea um boi, um burro, um bode, fica pasmado a olhar.\u201d (<em>Char<\/em>. 4.5.). Imaginemos o que n\u00e3o seria em S. Miguel, onde vacas, bois, asnos e mulas se passeiam e caminham, diariamente, pelas nossas estradas! Ter\u00edamos engarrafamentos humanos e de ve\u00edculos se, por c\u00e1, todos os parolos pasmassem a contemplar o gado, que ainda \u00e9 abundante. Adulterando o prov\u00e9rbio nosso conhecido, n\u00e3o seriam \u201cburros a olhar para um pal\u00e1cio\u201d, mas parolos a olhar para os burros e o s\u00e9quito de gado bovino. Estar\u00edamos em processo (natural) de autorretrato? Quase o mesmo \u00e9 o que se passa com as situa\u00e7\u00f5es em que, ainda num universo heterossexual, o parolo fica especado a olhar a mo\u00e7a bem arranjada que passa \u00e0 sua frente. O instinto animal, no seu estado mais puro \u2013 e de macho sempre em \u00e9poca de cio \u2013, d\u00e1-lhe sinal. Tal qual o c\u00e3o que olha para a cadela com quem pretende acasalar, assim \u00e9 o parolo que, de boca meia aberta e olhar parado, contempla (e cobi\u00e7a) a f\u00eamea que, no fundo, ele sabe que nunca ter\u00e1 nos seus bra\u00e7os. \u201cEi-la, como vai espl\u00eandida\u201d, j\u00e1 escrevia Ces\u00e1rio Verde, sem hip\u00f3teses poss\u00edveis de enla\u00e7amento (ou acasalamento). \u00c9 caso para se pensar se a poesia deste autor portugu\u00eas do final do s\u00e9culo XIX n\u00e3o teria o seu qu\u00ea de parolice, no que toca \u00e0 rela\u00e7\u00e3o que o sujeito l\u00edrico estabelecia com as mulheres citadinas de Lisboa, em termos de fic\u00e7\u00e3o po\u00e9tica.<\/p>\n<p>De qualquer forma, do parolo n\u00e3o nos livramos, caro leitor; \u00e9 figura em vis\u00edvel ascens\u00e3o no nosso meio. Ele n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo integral do inadequado ou do despropositado, tenhamos isso em aten\u00e7\u00e3o. Enquanto este, o inadequado ou despropositado, age com perfeita no\u00e7\u00e3o das suas inconveni\u00eancias, mormente por maldade de car\u00e1cter, na maior parte dos casos, o parolo \u00e9 inconveniente naturalmente \u2013 ou por natureza \u00e9tica \u2013 e atua, inconsciente, sem ter sequer a ideia do malef\u00edcio que tem sobre os outros. \u00c9 a configura\u00e7\u00e3o de Joane, o Parvo, personagem do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Deste todos se lembrar\u00e3o, com certeza, at\u00e9 os leitores mais novos. E parvos, atoleimados e parolos \u2013 estes, sim, todos voc\u00e1bulos sin\u00f3nimos com correspond\u00eancia na ordem dos 95%-100% \u2013 \u00e9 o que muito h\u00e1 por a\u00ed. Fa\u00e7amos-lhes a v\u00e9nia, de quando em vez.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui Tavares de Faria escreve na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas sobre o indiv\u00edduo &#8220;despropositado e desenquadrado por excel\u00eancia&#8221;.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[31,192,491],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Parolo - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Rui Tavares de Faria escreve na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas sobre o indiv\u00edduo &quot;despropositado e desenquadrado por excel\u00eancia&quot;.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/o-parolo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"fr_FR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Parolo - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Rui Tavares de Faria escreve na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas sobre o indiv\u00edduo &quot;despropositado e desenquadrado por excel\u00eancia&quot;.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/o-parolo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-05-11T10:23:59+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-27T21:38:44+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"\u00c9crit par\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Dur\u00e9e de lecture estim\u00e9e\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-parolo\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-parolo\/\",\"name\":\"O Parolo - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-05-11T10:23:59+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-27T21:38:44+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Rui Tavares de Faria escreve na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas sobre o indiv\u00edduo \\\"despropositado e desenquadrado por excel\u00eancia\\\".\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-parolo\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"fr-FR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-parolo\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-parolo\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Parolo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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