{"id":108502,"date":"2023-04-19T14:27:18","date_gmt":"2023-04-19T14:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=108502"},"modified":"2025-09-28T00:35:01","modified_gmt":"2025-09-28T00:35:01","slug":"historias-da-minha-antiga-vila-de-agua-de-pau-iv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/fr\/historias-da-minha-antiga-vila-de-agua-de-pau-iv\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias da minha antiga Vila de \u00c1gua de Pau &#8211;\u00a0 IV"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Jos\u00e9 e a Maria \u2013 A lapa fugiu para o buso?<\/strong><\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Roberto-Medeiros.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100168\" width=\"406\" height=\"406\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Roberto Medeiros<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No meu tempo em \u00c1gua de Pau, pelos anos sessenta, j\u00e1 havia casamenteiros, como sempre houve, e hoje, no tempo da internet, essa fun\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o faz falta. Atualmente, os namorados na minha terra, em geral, n\u00e3o t\u00eam intermedi\u00e1rios, e os pais que antigamente eram os que consertavam e amanhavam o casamento dos filhos, s\u00e3o agora os \u00faltimos a saber dos seus namoros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sou do tempo em que entre o povo tudo isto se passava muito simplesmente como presenciei por exemplo, na rua dos Ferreiros. Era o rapaz que se dirigia \u00e0 sua escolhida, que era a sua vizinha, ou conhecia-a duma desfolhada de milho, das vindimas da Caloura, ou de a ver numa casa de Esp\u00edrito Santo, onde j\u00e1 tinha balhado com ela ou cantou com ela e ela aceitou os trocadilhos que ele lhe atirava, como este:<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Atirei um len\u00e7o ao ar<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">caiu no ch\u00e3o e fez um S<br \/><\/span><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">a tua cara rosada<br \/><\/span><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">j\u00e1 nunca mais me esquece<br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas vezes come\u00e7ava assim o namoro, e foi assim que come\u00e7ou o do Jos\u00e9 \u201cbuso\u201d com a Maria \u201clapinha\u201d, ele da rua das Limeiras e ela da rua da Carreira.<\/span><\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O namoro ao canto da rua<\/strong><\/h3>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes que os pais de Maria soubessem da inclina\u00e7\u00e3o da filha, o Jos\u00e9 n\u00e3o passou do canto da rua onde ficava a casa da pretensa namorada. Ali permanecia horas esquecidas, divisando de quando em quando o vulto da pequena Maria, que de fugida chegava \u00e0 janela ou ia ao quintal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos domingos \u00e9 que ocorriam essas oportunidades de se verem de longe, que de semana todos se entregavam ao labor da vida, se bem que o namorado quando vinha e ia para o trabalho procurava passar pela casa&nbsp; do seu namoro, e j\u00e1 o v\u00edamos por vezes, uma hora comprida, a fumar cigarros ao canto da rua, im\u00f3vel, est\u00e1tico, e a pequena debru\u00e7ada \u00e0 janela, num sil\u00eancio enorme, que s\u00f3 falava ent\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o numa linguagem que n\u00e3o era permitido revelar.<\/span><\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O namoro \u00e0 janela<\/strong><\/h3>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando, por\u00e9m, os pais da Maria n\u00e3o se opunham ao casamento, ou quando os namorados atingiram a sua maior idade, e assim n\u00e3o havia possibilidade de estranhos o fazerem acabar, ent\u00e3o o namorado chegou-se \u00e0 janela, \u00e0 noitinha, e conversava com a namorada longo tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E as vizinhas, e as amigas, comentando o caso, arrematavam as suas obje\u00e7\u00f5es:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; \u201cJ\u00e1 se falam \u00e0 janela, aquilo \u00e9 para breve!\u201d<\/span><\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O namoro de porta para dentro<\/strong><\/h3>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi a \u00faltima fase do namoro do Jos\u00e9 e da Maria; em geral, depois do pedido formal, os pais dela deram licen\u00e7a ao rapaz de entrar em casa: a princ\u00edpio uma ou duas vezes por semana, aos domingos, aos dias santos; e \u00e0 maneira que o casamento se aproximava, mais familiaridade ia havendo, e ent\u00e3o o namorado podia entrar mais algumas vezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquela fase o namorado acompanhava a noiva e a fam\u00edlia aos divertimentos, aos passeios, e mesmo sem o noivo a pequena n\u00e3o se atrevia a ir a festa alguma.<\/span><\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pedir a noiva<\/strong><\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Casamento-com-cortejo-a-pe-1949-Agua-de-Pau-02-DR.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-108506\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><strong>Casamento em 1949 com cortejo a p\u00e9<\/strong>, <strong>descendo a antiga rua da Carreira <\/strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 D.R.<\/mark><\/sup><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pedido de casamento era para ser numa noite, mas ocorreu num domingo \u00e0 tarde; o pretendente foi s\u00f3 e dirigiu-se ao futuro sogro levando no pensamento aquilo que ia dizer:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00abQue deitou as suas vistas sobre a sua filha Maria e pretendia com ela casar, se fosse da vontade de todos os da casa.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nem sempre, \u00e9 claro, o pedido \u00e9 satisfeito, e assustava-lhe o pensamento a recusa nestes termos: \u00abeu n\u00e3o tenho filhas para casar.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todavia, o pedido foi atendido, e o casamento era do agrado da fam\u00edlia da noiva, o pai desta perguntou-lhe ent\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00abE \u00e9 do agrado dos teus pais? Eu n\u00e3o quero cousas contra vontade. Por mim a\u00ed a tens, trata-a bem, que eu bem sei o que te dou.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 casos, pensou ele, em que os pais da pedida se v\u00eam for\u00e7ados a dar o sim, bem contra sua vontade; o povo tinha uma frase pr\u00f3pria para esta situa\u00e7\u00e3o: \u00abDigo-lhe que sim, porque n\u00e3o lhe posso dizer que n\u00e3o\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, n\u00e3o era esse o caso da Maria \u00ablapinha\u00bb pois n\u00e3o precisava fugir para o Jos\u00e9 \u00abbuso\u00bb. Ele era s\u00e9rio e nunca a tinha tocado ainda nem com a ponta de um dedo, descansou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ajustado enfim o casamento, e acertada a \u00e9poca aproximada dele, ficou o rapaz assim autorizado a vir a casa da noiva aos domingos de tarde, aos dias santos e num ou noutro dia de semana quando convidado para isso. De semana falava \u00e0 janela durante o tempo que entendia, mesmo de dia, que n\u00e3o havia que murmurar:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; \u00abJ\u00e1 s\u00e3o noivos, t\u00eam o casamento acertado para o ano novo.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dois ou tr\u00eas dias depois do pedido, a noiva acompanhada da sua m\u00e3e foi dar aos pais do noivo do pedido e do ajuste do casamento para tal tempo. E assim juntas as duas fam\u00edlias puseram em relevo as bondades e os defeitos dos noivos:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; \u00ab\u00c9 bom que isto se saiba, n\u00e3o quero que o meu filho v\u00e1 enganar ningu\u00e9m. Temos toda a vizinhan\u00e7a por testemunha.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E os noivos iam-se, no entanto, sorrindo um para o outro, desejando que aquela visita se prolongasse toda a noite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora todo o tempo se empregaria no arranjo do dote.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi a noiva quem tudo levou dos arranjos da casa, que o noivo, por si, al\u00e9m das suas roupas pr\u00f3prias, s\u00f3 tem de trazer para o casal o seu sacho ou a sua ferramenta, que era toda a riqueza e todo o seu orgulho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O quarto de camada Maria, era composto da barra de casados, feita de madeira de ac\u00e1cia, ou de castanho, envernizada num tom escuro, da c\u00f3moda da mesma madeira em cima da qual se colocou o Menino Jesus, que fazia parte integrante e indispens\u00e1vel do dote de uma noiva, ladeado por dois vasos com flores e um par de casti\u00e7ais, algumas cadeiras, uma pequenita mesa de tr\u00eas p\u00e9s, e na parede alguns quadros de Santos emoldurados, entre os quais se encontrava uma Senhora dos Anjos, uma Senhora das Dores e um Santo Cristo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O meio da casa, era o quarto de entrada; era a\u00ed que os camponeses faziam o seu celeiro; a\u00ed arrumavam o milho, a fava, o feij\u00e3o, as batatas, enfim todos os produtos agr\u00edcolas necess\u00e1rios para o seu sustento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os noivos tinham este quarto muito francamente apetrechado, que o seu celeiro foi provido das d\u00e1divas que receberam dos seus pais, vizinhos e amigos no dia do casamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na cozinha havia o indispens\u00e1vel: uma ou duas panelas, uma trempe, uma peneira, uma chaleira, alguns alguidares de barro, a sopeira, a ca\u00e7arola, a tigela, o lava-m\u00e3os, alguma lou\u00e7a, mas pouca, que pouca era ainda a gente da casa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em roupas, al\u00e9m das do uso pr\u00f3prio da noiva, mais uns dois andaimes de roupa de cama. E eis tudo; era muito para quem era pobre, bastante para quem n\u00e3o era rico.<\/span><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Casamento-com-cortejo-a-pe-1949-Agua-de-Pau-01-DR.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-108507\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><sup><strong>Casamento com cortejo a p\u00e9<\/strong>, subindo a Pra\u00e7a Nova, a caminho da Igreja <\/sup><\/strong><sup><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 D.R.<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Supersti\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As conversas dos namorados \u00e0 janela versavam antigamente sobre aquilo que acreditavam e desejavam para o futuro, mas tamb\u00e9m sobre os mitos e medos, os ditos e ditados. Queriam conhecer-se bem para se precaverem de por exemplo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ningu\u00e9m se casa \u00e0 ter\u00e7a nem \u00e0 sexta-feira, que s\u00e3o dois dias aziagos; nem no ano bissexto se casa algu\u00e9m, que o casal que assim fizer ser\u00e1 infeliz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o se deve permitir que a noiva depois de vestida para a cerim\u00f3nia do casamento, se v\u00e1 mirar ao espelho, porque grande infort\u00fanio lhe advir\u00e1, e viver\u00e1 mal com seu marido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na noite do casamento n\u00e3o se apagam todas as luzes, fica ao menos uma sempre acesa, porque aquele dos dois que apagar a \u00faltima luz, esse ser\u00e1 o primeiro dos dois que morrer\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a cama do casal n\u00e3o deve ter os p\u00e9s voltados para a rua, que se assemelha assim a uma tumba, e morre cedo o noivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acontece por vezes n\u00e3o haver lenha com abund\u00e2ncia para se aquecer o forno, e ter-se assim de lan\u00e7ar m\u00e3o de quaisquer cousas velhas; pois se entre essas for algum resto de cesto de vimes, velho, e como \u00c1gua de Pau sempre foi terra de vimes, cesteiros e cestos, \u00e9 isso um dos sinais que o povo tem para anunciar que em breve haver\u00e1 naquela casa um casamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Cr\u00f3nica publicada na edi\u00e7\u00e3o impressa de <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/DL_2023.4.pdf\">abril de 2023<\/a><\/span><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jos\u00e9 e a Maria \u2013 A lapa fugiu para o buso? 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