
O vereador do PSD na Câmara Municipal da Lagoa, Rúben Cabral, justificou esta terça-feira, 23 de dezembro, a abstenção do partido na votação da proposta de Plano e Orçamento Municipal para 2026, apontando o que considera serem “fragilidades estruturais relevantes” nos documentos e a ausência de metas quantificadas por parte da autarquia.
De acordo com o comunicado enviado às redações, a decisão reflete a falta de indicadores de desempenho e de estudos de impacto, mantendo-se, na visão do PSD, um modelo de gestão “excessivamente centralizado” que limita a autonomia das Juntas de Freguesia. Para Rúben Cabral, estas lacunas comprometem a transparência num momento de responsabilidade acrescida, devido à execução de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do PO2030.
Apesar da posição de abstenção, o PSD salienta que apresentou 20 propostas concretas para o documento, abrangendo áreas estratégicas como a educação, saúde mental, ambiente e apoio social, procurando alinhar o orçamento com o programa eleitoral apresentado aos lagoenses.
“Foi precisamente em resposta a tais fragilidades que, mantendo uma postura responsável e construtiva, nos abstivemos. Mas apresentámos 20 propostas concretas para inclusão no Plano e Orçamento, procurando reforçar áreas que o PSD considera estratégicas para o concelho, como a educação, o combate às dependências, a saúde mental, o ambiente, a economia local, a juventude, o apoio social, a mobilidade, a cultura e as finanças municipais”, realça o social-democrata.
Uma das propostas centrais da oposição passava pela concessão da exploração do ginásio municipal Aquafit à iniciativa privada. O PSD defende que a gestão direta por parte da Câmara Municipal configura uma situação de “concorrência desleal” perante o tecido empresarial local. No entanto, a proposta foi rejeitada pela maioria socialista, que optou por manter o ginásio sob alçada pública, introduzindo apenas alterações ao modelo de exploração.
O vereador critica, ainda, a recente atualização de preços no Aquafit, alegando que a medida foi adiada por conveniência política para o período pós-eleitoral, o que gerou contestação entre os utentes. Rúben Cabral reforça, por fim, que a autarquia deve concentrar-se nas suas responsabilidades fundamentais e apoiar quem investe no concelho, em vez de insistir na gestão direta de negócios que deveriam pertencer ao setor privado.

O candidato do PSD/Açores a presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Rúben Cabral, apresentou publicamente a sua candidatura este sábado, 6 de setembro, no claustro do Convento de Santo António, em Santa Cruz.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, o cabeça-de-lista aos órgãos autárquicos às eleições de 12 outubro na Lagoa, reiterou que se apresenta “a mandatos completos para servir a Lagoa” e colocá-la “rumo ao desenvolvimento que se impõe a uma cidade”.
“Este momento marca o início de um novo ciclo, então automática e simultaneamente marca o fim de outro ciclo”, vincou, acrescentando tratar-se de uma “hora de apresentar um partido renovado, plural e assente nos pilares da social-democracia”.
“Não me lembro de ver uma lista candidata a este órgão tão plural, tão capaz tecnicamente, com toda a sensibilidade social, económica e ambiental e com uma garra e coragem ímpares na política local”, assegurou.
Segundo Rúben Cabral, o projeto que coloca em cima da mesa “é focado no único propósito para o qual foi criado: servir a democracia da Lagoa, servindo as suas pessoas para que todas possam atingir a sua plenitude pessoal e comunitária”.
“Não caímos na tentação de apresentar um manifesto típico de uma ‘check list’ de obras e medidas avulso e desconectadas entre si”, como faz o PS que apresenta um programa para 10 anos, “com o objetivo de fazer dois mandatos e meio, para que o próximo tenha mais facilidade em ganhar eleições”, sublinhou.
De entre os 13 eixos prioritários do programa, Rúben Cabral destaca seis, começando pela História, Identidade e Cultura, seguindo-se Saúde, Segurança e Proteção Civil, a Habitação, a Valorização da Orla Costeira, a Mobilidade Urbana, e por fim, a Economia Local.
Como lagoense nascido em Santa Cruz, morador no Rosário e casado em Água de Pau, o candidato à presidente da Câmara Municipal de Lagoa lamenta, a título de exemplo, que a primeira fábrica de Cerâmica Vieira, edifício com mais de 150 anos esteja à venda.
“Seria um presidente envergonhado se continuasse a ver à venda este edifício histórico”, observou, advertindo para a urgência de se proceder “à revisão do modelo de contratos programa com as coletividades local”, sendo hoje o terceiro município de São Miguel que menos investe em cultura e desporto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística.
Rúben Cabral sublinhou ser “a única candidatura que defende que a Lagoa deve ter a sua própria corporação de bombeiros e respetivas instalações”, apontando que o concelho “não é uma sucursal dos outros municípios”.
O candidato comprometeu-se com “acesso igualitário à habitação condigna, pois garante um direito humano fundamental ao proporcionar segurança e bem-estar e ser alicerce para a saúde, para a educação e para a inclusão social”.
“Não compete à câmara excluir classes sociais no acesso à habitação social”, afirmou, assumindo o PSD como um “partido interclassista que, por um lado, rejeita a exclusão social e por outro lado, promove a inclusão social”.
O social-democrata quer ainda “a valorização da orla costeira através proteção ambiental, qualidade de vida local e o desenvolvimento económico”, desde a Rocha Quebrada à Caloura.
“Se queremos virar a Lagoa para o mar não podemos ser uma câmara que apresenta projetos discordantes do próprio Plano Diretor Municipal ou com projetos de jardinagem como já fizeram na Baia de Santa Cruz”, apontou.
Rúben Cabral considera igualmente que “uma boa mobilidade urbana é essencial para a qualidade de vida dos lagoenses, pois melhora o acesso a empregos, à educação e serviços, além de reduzir desigualdades sociais, tempo de deslocação e, até, a necessidade de levar transporte próprio para os centros urbanos”.
Defendendo a criação de uma rede de transporte público municipal melhor gestão do tráfego rodoviário, entende que “é inadmissível cobrar uma renda de 1900 euros por mês a uma grande superfície comercial no Tecnoparque e pagar cinco mil euros para um parque de estacionamento”, indicou.
Por último, defende ainda uma “economia local vital na criação de empregos e retenção da riqueza criada dentro da comunidade local, promotora do bem-estar social, potenciando ciclos económicos virtuosos”.
Rúben Cabral reclama “o crescimento da economia da Lagoa numa perspetiva de dentro para fora, criando mais atrativos turísticos, revendo a política fiscal e de licenças no âmbito da atividade económica”.
“Estou aqui, em nome do PSD a dizer que estamos preparados para liderar os destinos da Lagoa e que é hora de dizer não aos tiques e aos truques dos mesmos de sempre. É hora de dizer sim a um novo modelo de desenvolvimento para a nossa Lagoa”, assegurou.
Por último, anunciou os candidatos ao executivo municipal, nomeadamente Carmen Ventura para vice-presidente da Câmara da Lagoa, Vitor Sousa, Sónia Câmara, Ilda Magalhães, João Botelho, Acir Meireles, Jéssica Sousa, Paulo Jorge Amaral Borges e Jacinto Ferreira Raposo.
O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, marcou presença e saudou os lagoenses “com orgulho e admiração” pelos candidatos aos órgãos municipais por serem “os melhores para servirem o futuro do município e de cada uma das suas cinco freguesias”.
José Manuel Bolieiro elogiou “a qualidade da equipa” quem se propõe aos destinos dos lagoenses, sem esquecer o projeto estratégico que confrontará “mais de 35 anos do mesmo partido [PS], mantido numa continuidade morna, porque os mesmos se acomodaram achando que são donos da democracia na Lagoa”.
“É por isso que a mudança é um desafio e uma grande oportunidade para a Lagoa”, frisou.
“E não há uma mudança no escuro, no incerto. É uma mudança na confiança e na esperança que a credibilidade e a qualidade destes candidatos aqui bem demonstraram”, garantiu o líder social-democrata açoriano.
José Manuel Bolieiro disse, ainda, que Rúben Cabral apresenta “um programa de governo demonstrando maturidade intelectual, maturidade política para com uma visão holística e integral de um modelo de governação para o futuro da cidade e do concelho da Lagoa”.
“Ele ama a história do seu povo, ele ama a história da sua cidade, do seu município e das suas freguesias e quer elevar essa identidade através do património”, prosseguiu.
José Manuel Bolieiro elogiou “o trabalho quotidiano de Rúben Cabral junto às populações, nas comissões parlamentares, na pesquisa das necessidades do nosso povo, sendo deputado com uma responsabilidade regional, sempre a puxar pela Lagoa”.
“Como candidato a presidente da Câmara da cidade e do concelho da Lagoa, é corajoso em nome da democracia, em nome do seu amor aos lagoenses que se destaca pelo seu carácter”, disse o líder social-democrata açoriano.
“O carácter associado à personalidade das pessoas é a base do nosso fazer”, vincou José Manuel Bolieiro, considerando Rúben Cabral “um homem corajoso na política, na democracia e nos desafios”.

O cabeça de lista do PSD/Açores à Câmara Municipal da Lagoa, Rúben Cabral, natural da freguesia de Santa Cruz, afirmou esta segunda-feira, 18 de agosto, que as listas da sua candidatura “refletem a pluralidade de pessoas que convergiram neste projeto único de renovação para o concelho”.
Segundo nota de imprensa enviada às redações pelos social-democratas, o candidato à presidência da autarquia lagoense falava aos candidatos e apoiantes do seu projeto à entrada do Tribunal de Ponta Delgada para a entrega das listas à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, às eleições autárquicas de 12 de outubro.
Emanuel Ponte, 46 anos, natural da freguesia de Santa Cruz, é o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal. Lurdes Rocha é candidata à Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Carlos Resendes à Junta de Freguesia do Cabouco, Martim Trindade à Junta de Freguesia da Ribeira Chã, Paula Moniz à Junta de Freguesia de Santa Cruz e Roberto Cabral à Junta de Freguesia de Água de Pau.
Rui Vieira da Câmara é o mandatário da candidatura de Rúben Cabral e formalizou o processo “num ambiente de motivação”, acompanhado dos concorrentes e simpatizantes que manifestaram o seu apoio “ao projeto de mudança que se impõe na Lagoa”.
Segundo o cabeça de lista do PSD/Açores, “gestores, advogados, auditores, professores, estudantes, reformados, condutores, jornalistas, empresários, comerciais, engenheiros, geólogos, carpinteiros, bancários, enfermeiros, lavradores, operadores fabris, eletricistas, domésticas, pintores, auxiliares de saúde, técnicos de limpeza, farmacêuticos, mecânicos, administrativos, bombeiros, contabilistas e cuidadores sociais”, compõe o elenco aos sete órgãos a eleger nas autárquicas.
A seu ver, trata-se essencialmente de “pessoas que constroem o presente da Lagoa a cada dia, todos os dias, e que se disponibilizaram para colaborar num projeto que pretende tornar o concelho mais unido, através de uma gestão pública focada sobretudo nos lagoenses”.

DL: É candidato à Câmara Municipal de Lagoa nas próximas autárquicas, porquê?
Sou candidato, mas sou o primeiro de um vasto conjunto de lagoenses, filiados e independentes, de provas dadas em termos profissionais e de cidadania, que estão organizados comigo e estão focados em preparar o futuro da Lagoa com os olhos postos, em primeiro lugar, na melhoria da qualidade de vida dos que cá vivem ou trabalham.
DL: Quais as preocupações do PSD Lagoa a nível do concelho?
Vivemos numa época em que a informação é transmitida a uma velocidade alucinante e as pessoas — e os agentes políticos também — instintivamente tendem a copiar modelos e iniciativas já existentes noutras paragens. Convém acautelar que nem tudo nos interessa e nem tudo pode ser implementado da mesma maneira.
Quando a Vila da Lagoa foi elevada a cidade foi-nos vendida a ideia de que os autarcas teriam acesso a todo um novo conjunto de parcerias e interconexões próprias das cidades. Eu próprio, confesso que fiquei entusiasmado. Agora, passados estes anos, tenho um sentimento de desilusão. Uma câmara não é uma empresa, mas por vezes os autarcas comportam-se como se fosse. Tentam importar modelos de fora, como se estivessem em concorrência ou num campeonato com os autarcas vizinhos, e por vezes a velocidade desse processo é tanta que se esquecem que o essencial é a inclusão de todos os lagoenses. A Lagoa do futuro deve ser estruturada para os mais novos e para os mais idosos, onde os pais encontrem, a par da saúde e segurança, serviços para educar, exercitar e entreter os seus filhos e serviços que garantam o conforto para os seus pais em idade de reforma. Neste momento, a procura por serviços de CATL e creche são superiores à oferta, tal como o facto de que a Lagoa está entre os três municípios dos Açores com mais casos de dependências e criminalidade associada. E a Lagoa é dos concelhos mais jovens dos Açores e até do país, por isso é necessário garantir mais educação, mais desporto, mais segurança, mais emprego e sobretudo, aquilo que deve ser um dos principais focos do executivo camarário, mais habitação compatível com os rendimentos e estilos de vida. Habitação em regime de autoconstrução, por exemplo. E mais que uma smart city, a Lagoa precisa ser uma cidade verde, reforçando a relação entre os lagoenses e a sua natureza de terra e de mar. Mas, infelizmente, a Lagoa é dos municípios dos Açores que menos investe na recolha de resíduos e na proteção da biodiversidade, enquanto praticamente não tem políticas para o meio rural e agrícola, e isto é algo que o PSD quer inverter o quanto antes.
DL: Defende que o Tecnoparque precisa de empresas de “cultura lagoense”. Quer explicar?
O Tecnoparque, na sua raiz, não foi criado para ser um ninho ou incubadora de empresas lagoenses. Era um projeto autónomo ao programa de desenvolvimento do concelho com vista a atrair investimento e cujo concelho pudesse vir a ser beneficiário como “inquilino” e “mentor”. Este plano já foi tema de muitas campanhas. As coisas não correram como foram pensadas. O próprio executivo PS tem vindo a afastar-se de muitas ideias iniciais do projeto.
Mas estou convicto que os espaços e os recursos que podem advir do Tecnoparque podiam, podem e devem ser melhor direcionados para o apoio a projetos que tenham maior ligação à Lagoa. Temos de ser honestos e de admitir que o que vemos nessa zona não espelha a realidade do que se passa em todo o concelho. É preocupante os recursos que consome e que podiam ser direcionados para outras zonas do concelho.
DL: É público que defende a criação de uma associação de bombeiros. Porquê?
A responsabilidade pela proteção civil da Lagoa é da Câmara da Lagoa e a maioria dos lagoenses já percebeu que a Lagoa precisa de melhorar a resposta no socorro urgente e que isso implica investimento em infraestruturas e recursos materiais e humanos. A Lagoa deve ter a sua corporação de bombeiros com instalações e recursos próprios, pois, se a Proteção Civil tem como primeiro tutor a Câmara Municipal, significa que cabe a cada concelho encontrar as suas soluções e cuidar e proteger da sua população, desde logo garantindo a prestação, atempada, de socorro.
É por isso que nos Açores existem apenas dois concelhos sem a sua própria corporação de bombeiros: Lajes das Flores e Lagoa. Sabemos que este será um processo demorado e que requer investimento e articulação com muitas outras entidades, mas algum dia tem de se começar e nós vamos começar.
DL: Considera que se fez progressos quanto ao futuro da Fábrica do Álcool?
Absolutamente. Foi algo que sempre defendi: democracia participativa.
A área e as infraestruturas da Fábrica são propriedade do Governo Regional, mas estão na Lagoa, fazem parte da história da Lagoa e nada fará mais sentido do que colocar a sociedade civil lagoense a refletir sobre o que ali fazer, pois é, principalmente, aos lagoenses, que deve servir o que ali se perspetivar. Estou confiante nas boas decisões e quero garantir aos lagoenses que comigo na Câmara da Lagoa haverá sempre uma voz a lembrar que as instalações não são meras ruínas, mas um testemunho da nossa história coletiva.
DL: Quer deixar uma mensagem aos lagoenses?
Prefiro conversar com os lagoenses no dia a dia, falar e ouvir, trocar ideias.
Desde que assumi a liderança do PSD Lagoa e, posteriormente, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, percebo que os receios quanto ao futuro são generalizados. E não posso deixar outra mensagem que não seja a de esperança.
A Lagoa não nasceu ontem, os lagoenses já superaram desafios maiores. Desde que estejamos unidos e com os pés assentes na nossa realidade iremos ultrapassar o que aí vem. As pessoas sabem quem sou e que lidero um grupo de gente, de carne e osso, que ama a sua terra, e que quer contribuir para o seu progresso, na construção de uma autarquia que tenha as pessoas no topo das suas prioridades e no centro da sua ação e, assim, construir uma Lagoa mais lagoense e para os lagoenses.

O presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD Lagoa, Rúben Cabral, repudia a “falta de respeito da Autarquia para com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários e mantém firme a necessidade de criar um corpo próprio para o Município”, pode ler-se em nota enviada às redações pelo partido.
O social-democrata considera que o atual autarca “está a tratar esta delicada matéria como uma caça à popularidade e com várias contradições”, a qual condena, entendendo que “está a usar o assunto como propaganda própria e do Partido Socialista”.
Rúben Cabral elenca assim o que diz serem “contradições com que o atual autarca da Lagoa tem encarado o processo”, dando como exemplo a “intenção de alterar a denominação da Associação de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, adicionando a Lagoa”, enquanto recorda a entrevista ao Diário da Lagoa, dada pelo presidente da autarquia, em “não coloca de parte a hipótese de se fundar uma Associação de Bombeiros da Lagoa”.
Rúben Cabral entende assim que “permitir que os sócios da AHBVPD tenham em discussão e votação a anexação da Lagoa na sua denominação, ao mesmo tempo que evidência a vontade de criar a própria associação de bombeiros da Lagoa é uma verdadeira e infeliz falta de respeito por esta centenária e valiosa instituição que tem vindo a servir e a socorrer os lagoenses com o mesmo empenho e profissionalismo que serve os habitantes do seu próprio concelho”.
O social-democrata, reforça ainda que a Câmara Municipal da Lagoa “já comunicou a aquisição de dois terrenos na zona do parque de máquinas para a construção de um centro de formação de bombeiros, algo que não irá resolver a questão de fundo: o prejuízo de 7 a 10 minutos que os lagoenses têm pelo seu socorro urgente partir de Ponta Delgada”.
Por outro lado, diz ainda que “o presidente da Câmara reforça a vontade de criar um posto avançado dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, o que representaria um custo significativo para a AHBVP, o que não é, de todo, justo”.
O presidente do PSD Lagoa acrescenta que “o atual presidente da Câmara Municipal da Lagoa, além de ser mais um presidente socialista por sucessão, sem ir a votos, recebeu também a máquina de propaganda do partido socialista e com o mesmo propósito: caça à popularidade”.
Em suma, o PSD Lagoa realça que “o PS não tem uma ideia definida para a Lagoa e não espera ser eleito para governar, ao invés, governa para ser eleito”.
O social-democrata defende que a “haver investimento na Lagoa, não deve ser somente para formação de bombeiros e transporte não urgente, mas sim na criação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Lagoa, com as suas próprias instalações e recursos e assim melhorar o socorro dos lagoenses e corrigir as lacunas existentes”, concluiu.

Rúben Cabral
Deputado pelo PSD na ALRAA
O ano de 2024 na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores é um ano atípico, com a discussão de 1 Programa de Governo (PG) e 2 Planos e Orçamentos.
O primeiro Plano e Orçamento (PO) discutido, foi o que levou ao fim da governação em regime de duodécimos por consequência do maior partido da oposição ter votado contra o Orçamento para 2024 no fim do ano anterior.
Este ano, os partidos da coligação aprovaram diplomas importantes para os açorianos e muito mais podia ter sido feito, no entanto o PS que afirmava que a coligação ia ficar refém de “facistas” do Chega, sempre que teve a oportunidade de contribuir para aprovar medidas que não são de direita ou de esquerda – e que são importantes para os Açores –, optou pelo bota-abaixo. Preocupa-me, por isso, que no passado o PS não tenha demonstrado cultura democrática e que não perceba para que serve o parlamento. Os governos de maioria socialista eram uma espécie de proprietários únicos dos organismos públicos e quando o GRA de José Manuel Bolieiro apareceu com uma liderança que promove o diálogo, o PS mostrou-se incapaz de corresponder, sendo que falta ainda confirmar o que acontecerá com a sua nova liderança socialista, embora os sinais não sejam animadores.
Um sinal, triste, é o facto de Cristina Calisto, vice presidente do PS/A, que enquanto autarca nunca colaborou com o GRA de coligação, não mostrar sinais de mudar esse comportamento. Assim, ao assumir o seu lugar no parlamento sem mudar o seu comportamento em 180 graus, será só mais uma deputada no meio de 22.
Este comportamento promove a instabilidade, pois foi o PS que perdeu eleições e em vez de avançar para soluções novas nas suas propostas, passa a vida a fazer contas com um passado que eles próprios criaram. Isto provoca também desgaste, porque obriga a discussões presas ao passado em vez de avançar com ideias para o futuro.
Já no que diz respeito à Lagoa, 2024 não foi atípico somente pelas 3 eleições realizadas. O PO 2024 contemplava duas rúbricas absolutamente inéditas e especiais para o concelho, como a reconstrução da EBI de Lagoa e da requalificação da orla costeira da baía de Santa Cruz, o famoso e absolutamente necessário pontão.
No caso da escola, está em causa a conceção do projeto da construção de um estabelecimento de ensino novo. Já em 2024, foi apresentado o estudo prévio do projeto e foi informada a possibilidade das obras iniciarem no fim de 2025. Um compromisso inédito do GRA, tendo em conta que os governos anteriores insistiram em colocar remendos numa escola que se queria nova mas que deixou os utilizadores expostos ao amianto – substância com graves consequências para a saúde – até finais de 2020.
Relativamente à baía de Santa Cruz, após 24 anos de Câmara e de GRA da mesma cor e de várias promessas impossíveis de executar por serem discordantes do PDM, finalmente aquela zona vê inscrita uma rubrica para a conceção do projeto de construção de um pontão que protege a terra do mar e que vai oferecer condições para mais e melhores atividades lúdicas e económicas.
Por último, de realçar que ambos os debates e votações – PG e PO, realizaram-se sem qualquer deputado lagoense na bancada do PS, responsabilidade única e exclusiva deste mesmo partido, pois Cristina Calisto foi eleita para o cargo de deputada, mas a serventia ao PS continua mais forte do que o compromisso com os lagoenses e micaelenses em geral.
Aliás, pelo PS de Cristina Calisto a Lagoa continuaria a não ter a sua escola nova ou o pontão na baía de Santa Cruz, pois votaram sempre contra o PO.

O presidente da Comissão Política Concelhia da Lagoa do PSD/Açores, Rúben Cabral, acusa a presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Cristina Calisto, de “inventar uma cabala” sobre o Orçamento da Região para 2025. O social-democraca alega que se trata de uma tentativa da autarca lagoense “disfarçar a sua fuga” para o cargo de deputada do PS no Parlamento.
Em nota de imprensa enviada às redações pelo PSD/Açores, Rúben Cabral afirma que: “a senhora presidente da Câmara Municipal da Lagoa prepara-se para assumir o lugar de deputada do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, desrespeitando o compromisso que estabeleceu com os lagoenses. Para disfarçar a sua fuga, inventou uma cabala sobre o Orçamento da Região para 2025, que é um dos melhores de sempre para o concelho, ao contrário do que sucedia nos governos socialistas”.
Segundo o deputado lagoense, as críticas que a presidente do Município fez na sequência da última reunião do Conselho de Ilha de São Miguel “são completamente absurdas, dado que o Orçamento da Região para 2025 contempla importantes investimentos no concelho da Lagoa”.
“Este Governo dos Açores da Coligação PSD/CDS/PPM, liderado por José Manuel Bolieiro, foi o que finalmente avançou para a construção da nova escola do Fisher. Foi também este Governo que solucionou os problemas estruturais e de saúde pública daquele edifício, que a governação socialista nunca quis resolver”, argumenta Rúben Cabral.
O social-democrata diz ainda que a Cristina Calisto “em vez de trabalhar em parceria a favor do bem-estar dos lagoenses”, prefere criticar o atual Governo da Coligação PSD/CDS/PPM por “estar a resolver assuntos relevantes para a Lagoa”.
“Durante a governação socialista, os lagoenses nunca ouviram Cristina Calisto reivindicar o que quer que fosse para o concelho. Agora, tem o desplante de exigir que se resolvam, de um dia para o outro, problemas com décadas”, acusa o deputado lagoense.
“A ainda presidente da Câmara da Lagoa, que agora se diz tão exigente, é a mesma pessoa que já gastou centenas de milhares de euros em estudos para obras em terra, que não faziam sentido sem construir no mar a devida proteção primeiro”, aponta o social-democrata.
Rúben Cabral salienta, por fim, que o Conselho de Ilha de São Miguel, é um órgão colegial que “reflete várias as sensibilidades políticas e sociais da ilha” e que deu parecer favorável, por uma “ampla maioria”, às antepropostas de Orçamento e Plano da Região para 2025.

Rúben Cabral, 34 anos, natural de Santa Cruz, Lagoa, nasceu a 4 de agosto de 1989 e é formado em Gestão empresarial. Assumiu a presidência da comissão política concelhia do PSD/Lagoa em 2023 sucedendo a António Vasco Viveiros e em 22 de fevereiro de 2024 estreou-se como deputado, na Assembleia Regional Legislativa da Região Autónoma dos Açores estando responsável pela pasta do Turismo.
DL: Como foi a entrada como deputado no parlamento regional?
Foi intensa e surpreendente porque estava em décimo quarto da lista e nem era suposto ter assumido essas funções. Mas é de facto uma grande honra ter a oportunidade de estar naquela que é a Casa da Autonomia e da Democracia dos Açores. Enquanto jovem e lagoense foi interessante e intenso. A maior parte dos deputados via na televisão e agora passei a vê-los pessoalmente. Há agora um sentimento de maior responsabilidade. Na Assembleia regional acabo por assumir uma outra função política para além daquela que já estava a acumular como presidente do PSD Lagoa.
DL: De que forma, enquanto deputado e lagoense, pode contribuir para a Lagoa?
Ser deputado não é um cargo executivo, é um cargo em que estamos num grupo parlamentar, não é algo que vá ser executado de uma forma linear. Ali estamos num grupo e nesse âmbito é preciso perceber que há círculos eleitorais e fui eleito pelo de São Miguel. Eu sou um deputado dos Açores, mas também sou um deputado de São Miguel e da Lagoa. Nós na Assembleia temos duas grandes funções, sendo que uma é legislativa — onde aprovamos e construímos legislação que depois o executivo vai aplicar na sua gestão — e, depois, temos uma outra grande função que é a fiscalização da ação política.
Já me disseram: “agora que és deputado tens que andar nas ruas da Lagoa para saber o que nos falta”. Eu encaro exatamente ao contrário, pois quando me tornei deputado eu já era da Lagoa e continuo a ser, portanto já sei o que é que falta à Lagoa. Na minha perspetiva é ao contrário, tenho que andar nos outros concelhos e ilhas dos Açores para perceber o que é que é feito nos outros e não é feito na Lagoa. Enquanto deputado, sempre que conseguir que haja uma coesão, justiça para a Lagoa, caso não exista, vou lutar por ela.
Eu não acredito que a guerrilha seja a estratégia certa para a Lagoa ou para os Açores.
O desenvolvimento dos Açores depende de um desenvolvimento harmonioso da região. E a Lagoa não pode desenvolver-se havendo atrofia de outro concelho, nem vice versa. Tem que haver justiça e harmonia no desenvolvimento. Por exemplo, a questão do Centro de Saúde. Não só era uma injustiça como era quase ridículo, porque era o único concelho dos Açores que não tinha Centro de Saúde.
O investimento político não pode ser avaliado pelo investimento no betão, José Manuel Bolieiro, farta-se de repetir que o seu principal investimento é nas pessoas. O Centro de Saúde da Lagoa é um grande exemplo disso. Mais do que fazer novas infraestruturas era só preciso uma alteração orgânica e ficávamos com melhores condições.
É importante estreitar relações com o eleitorado para que vejam em mim alguém com essa perspetiva global e harmónica, porque não acho que o desenvolvimento de uns deva ser feito em detrimento de outros.
DL: Ou seja, lutando pelos Açores está a lutar pela Lagoa?
Obviamente. O investimento político não pode ser avaliado pelo investimento no betão, são coisas diferentes. E este presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro, farta-se de repetir que o seu principal investimento é nas pessoas. O Centro de Saúde da Lagoa é um grande exemplo disso. Mais do que fazer novas infraestruturas era só preciso uma alteração orgânica e ficávamos com melhores condições.
Como estou inserido num grupo parlamentar, muitas das vezes vai ser difícil e tem sido, fazer ver aos meus colegas parlamentares, do mesmo partido, certas necessidades ou perspetivas para a Lagoa. E tenho que ter essa capacidade de reunir consensos. E, depois, há a intensidade do debate parlamentar e vivemos nessa ambiguidade de ambiente. É importante para mim estreitar relações com o eleitorado para que vejam em mim alguém com essa perspetiva global e harmónica, porque não acho que o desenvolvimento de uns deva ser feito em detrimento de outros. Isso faz-me lembrar o deputado Paulo Moniz que quando está a falar dos assuntos da República está lá com toda a sua capacidade combativa e de debate, mas depois também quando é para falar dos Açores faz muito bem esse papel. O resultado eleitoral provou exatamente o valor que ele teve enquanto parlamentar e mereceu uma renovação de confiança e ganhou na Lagoa também.
DL: Nas legislativas nacionais a AD — Aliança Democrática teve um maior eleitorado na Lagoa. Qual a leitura que faz disso?
O contexto tem uma grande cota de responsabilidade nesse resultado, mas considero que há uma onda positiva de crescimento social democrata. Tive, enquanto responsável partidário mais do que a sensação de vitória, uma sensação de alívio porque senti que nós mais do que estarmos a ganhar na Lagoa, estávamos finalmente a contribuir positivamente para o resultado social democrata.
E as freguesias que o PSD ganha na Lagoa são aquelas onde já temos implementação partidária, ou seja, núcleos de freguesia, Cabouco e Rosário. Além disso aquelas freguesias em que já temos alguma dinâmica de núcleo como na Ribeira Chã e principalmente Água de Pau onde só perdemos por 11 votos. Em Santa Cruz foi a exceção, porque naquela altura ainda não tínhamos iniciado essa dinâmica.
No meio de tudo isso penso que se trata de um castigo ao Partido Socialista devido à brincadeira do suspende ou não suspende. Refiro-me à senhora presidente da Câmara Municipal que está a ser a pior presidente de sempre porque as suas decisões estão a fazer com que a Lagoa não tenha um deputado socialista na Assembleia Regional. Ela foi na lista. Eu, por exemplo, fui na lista não para ir para o Governo mas para a Assembleia Regional.
DL: E se Cristina Calisto for deputada?
A Lagoa fica a ganhar como é óbvio, porque é sempre mais uma pessoa com capacidade para lutar pela Lagoa e como ela disse, por São Miguel. Portanto, Lagoa e São Miguel ficam a ganhar. Agora, acho que vai descredibilizar ainda mais a sua posição e figura política, porque quem se candidata e depois não assume funções e depois volta… E não só, é preciso não esquecer que em 2021 quando foi candidata à Câmara da Lagoa disse que iria fazer o seu mandato até ao fim. Não se consegue levar a sério nada disso. E isso vai fazer com que novamente um candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal em 2025 já seja presidente da Câmara. Nunca será alguém que só é candidato ou vice. Na minha opinião se a senhora presidente for para a Assembleia Regional vai mostrar ainda mais que a Lagoa é um objeto para a estratégia socialista dos Açores.
DL: E enquanto lagoense de que forma é que pode contribuir para os Açores?
A Lagoa é exemplo em algumas coisas, tem muitos recursos que não foram e deviam ter sido explorados, portanto, são potencial de exploração num futuro próximo. Um desenvolvimento deve ser harmónico e sempre que conseguirmos desenvolver a Lagoa estamos a desenvolver os Açores. Há objetivos que me fazem pensar nisso, porque se conseguirmos colocar o edifício da Fábrica do Álcool útil para a Lagoa, torna-se útil para toda a região. Estou numa posição em que nesse sentido posso contribuir para que possa ser resolvido de forma mais rápida ou ajustada àquilo que a sociedade quer, porque não pode ser uma decisão só de quem está num cargo executivo. Tem que vir de quem está nas ruas, de quem sabe o que é que as pessoas querem e precisam. Eu estou nas ruas, eu sou das ruas da Lagoa. Outro exemplo é o pontão em Santa Cruz, uma boa qualificação daquela zona também contribui para os Açores e mais especificamente para São Miguel. Não entro na luta de tudo para a Lagoa e nada para os outros, tentarei ser sempre um agente positivo no desenvolvimento harmónico entre todos os concelhos e região. E espero que o eleitorado consiga perceber essa minha postura de consenso, ligação e de criar pontes. E estou num concelho que tem um grande fosso geográfico e social entre si, está completamente dividido não só a nível político. Essa é também uma experiência que eu gostava que outras zonas de São Miguel não tivessem tanto, porque não faz sentido ver uma zona da Lagoa mais desenvolvida que outra no sentido dos serviços e do desenvolvimento económico, etc. Por exemplo, uma empresa da Ribeira Chã o seu tribunal é da Vila Franca do Campo. Uma empresa do Rosário, o seu tribunal é o de Ponta Delgada. A Lagoa não tem tribunal e essa é uma experiência que não acho que seja boa. São empresas do mesmo concelho que pagam os mesmos impostos e têm a mesma Câmara Municipal e depois são defendidas em sítios diferentes. Com os bombeiros passa-se o mesmo. Mas há uma coisa que para mim é importante e que deve ficar claro, o objetivo não é tudo para a Lagoa e nada para os outros, mas sim de justiça, equilíbrio e consenso, desenvolvimento equilibrado e sustentável. Para tudo isso os Açores vão contar com um deputado lagoense para contribuir para o desenvolvimento.