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“Os Açores no ‘Fit for 55’ – por uma transição climática justa e coesa”

Ana Jorge
Deputada PSD/Açores

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou no dia 8 de abril na XXIX Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia (RUP), que decorreu em Saint-Denis, na ilha da Reunião. Nesta ocasião, entregou a “Agenda dos Açores” — um documento estratégico que, entre outras temáticas, alerta para a particular vulnerabilidade da Região Autónoma dos Açores face às alterações climáticas.

Na minha perspetiva, este alerta é da maior importância. Os impactos de fenómenos naturais extremos, cada vez mais frequentes e intensos, tornam evidente a urgência de uma resposta europeia justa e proporcional, que tenha em conta as especificidades e necessidades do nosso território insular.

É por isso fundamental para os Açores a posição do Presidente Bolieiro ao defender que o pacote legislativo europeu “Fit for 55”, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu, integre de forma efetiva as Regiões Ultraperiféricas. Esta integração deve reconhecer os seus desafios concretos no processo de transição climática. Os Açores devem ser considerados prioritários no acesso a apoios financeiros e instrumentos de compensação, de modo a garantir não só a adaptação, mas também a mitigação dos efeitos das alterações climáticas.

Recordo que, no seguimento do Pacto Ecológico Europeu e da Lei Europeia do Clima, a União Europeia assumiu o compromisso de reduzir em 55% as emissões líquidas de gases com efeito de estufa até 2030, relativamente aos níveis de 1990. Trata-se de uma meta ambiciosa, e também necessária, num momento em que fenómenos como tempestades extremas, secas e inundações se intensificam a olhos vistos.

Este desafio, no entanto, deve ser enfrentado com justiça. A luta contra as alterações climáticas não pode agravar desigualdades, antes deve promover solidariedade entre gerações, entre Estados-Membros, entre regiões e entre setores sociais. Esta é uma questão de equidade global.

É fundamental reconhecer que o “Fit for 55” não se resume a um pacote ambiental — trata-se igualmente de uma transformação económica profunda. E esta dimensão exige uma atenção redobrada à realidade insular e ultraperiférica dos Açores. A escassez de escala, os custos logísticos acrescidos e a menor capacidade de atração de investimento privado colocam-nos perante desafios estruturais, que este Governo antecipa de forma visionária.

Por isso é essencial garantir aos Açores um acesso reforçado a fundos europeus como o Fundo Social para o Clima e o Fundo de Modernização. Estes apoios permitirão concretizar investimentos em infraestruturas verdes, transportes sustentáveis e eficiência energética — áreas fundamentais para uma transição justa.

É também necessário apoiar setores estratégicos como a agricultura, a agroindústria e as pescas, que enfrentarão inevitavelmente custos acrescidos com o aumento do preço da energia e novas exigências regulatórias. Sem mecanismos de compensação e estímulo à modernização, corre-se o risco de pôr em causa a coesão económica e social do arquipélago.

O “Fit for 55” é uma oportunidade para os Açores. Podemos — e devemos — aproveitar esta transição para valorizar os nossos recursos endógenos, como a geotermia e a biomassa, e posicionar a Região como um verdadeiro laboratório vivo de soluções climáticas para contextos insulares.

Termino enaltecendo o papel do Presidente José Manuel Bolieiro, que nesta Conferência reiterou uma mensagem crucial: para que pacote legislativo europeu “Fit for 55”seja verdadeiramente inclusivo, deve contemplar uma abordagem diferenciada para os Açores. Só assim se garantirá uma transição energética e ecológica que respeite os princípios da coesão territorial e da solidariedade europeia, dando voz às especificidades da nossa Região e do nosso futuro coletivo.

PSD/Açores destaca investimentos de 78 milhões de euros para setor agrícola

© HUGO MOREIRA

A vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, Délia Melo, destacou os investimentos diretos previstos pelo Governo regional, no montante de 78 milhões de euros para o setor agrícola, em 2025, segundo nota enviada pelo partido.

Délia Melo falava aos jornalistas no final de uma reunião com a direção da Associação Agrícola de São Miguel, em Santana, em que se fez acompanhar dos deputados Francisco Gaspar, Luís Raposo, Paulo Simões e Ruben Cabral.

A parlamentar social-democrata, citada na mesma nota, sublinhou que “a Agricultura é um setor fundamental para a economia dos Açores. Contudo, enfrenta desafios constantes, que têm resultado num aumento dos encargos e dos custos de produção”.

A seu ver, o Governo Regional “tem uma excelente relação com quem representa o setor, essencial para a definição de prioridades e de políticas públicas de incentivo e reequilíbrio desta área”, lê-se.

De acordo com Délia Melo, algumas das medidas a implementar “são reivindicações já atendidas”, tais como os investimentos ao nível dos caminhos agrícolas, que têm, no Plano de Investimentos para o novo ano, uma ação específica com uma dotação no montante de dois milhões de euros destinados à ilha de São Miguel.

A parlamentar social-democrata salientou igualmente a inauguração “do novo Laboratório de Classificação de Leite de São Miguel, num investimento de 2,9 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência”.

A deputada do PSD/Açores garantiu, por seu turno, que o Governo da Coligação “vai continuar com políticas públicas que têm dado bons resultados, como o fim dos rateios no POSEI-Açores e do Prorural+, a redução voluntária da produção de leite, a reconversão das explorações de leite para carne, abertura de novas candidaturas para a agricultura biológica, apoio em 80% à sementeira de milho e sorgo”.

Délia Melo frisou ainda “uma questão muito pertinente que tem a ver com o apoio aos jovens agricultores para pagamento à segurança social, apoio para a instalação de jovens agricultores a tempo inteiro e a tempo parcial e, ainda, a criação da Linha de Apoio SAFIAGRI IV, através do qual se apoia em 40% os juros relacionados com empréstimos agrícolas”.

A vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata elencou ainda a implementação “da eliminação do teto ao’ plafond’ do gasóleo agrícola, o apoio ao investimento nas explorações agropecuárias para a transição verde, digital e tecnológica, que contam com uma dotação de 14,6 milhões de euros”, lê-se ainda, na mesma nota.

PSD/Açores acusa PS de ser “incapaz de apresentar propostas concretas” para o HDES

© PSD/AÇORES

A deputada do PSD/Açores Délia Melo afirmou que o Partido Socialista é “incapaz de apresentar propostas concretas” para o Hospital Divino Espírito Santo (HDES), considerando que o PS se limita a ser o “porta-voz do populismo e do alarmismo”, segundo nota enviada pelo partido social democrata.

“O PS de Francisco César continua a ser incapaz de apresentar propostas concretas para a recuperação e retoma plena da atividade do HDES. O deputado Francisco César é contra o hospital modular, mas não apresenta nenhuma solução alternativa. O PS tornou-se no porta-voz do populismo e do alarmismo na área da Saúde”, afirmou, citada na mesma nota.

Délia Melo disse ainda que, após o incêndio de 4 de maio de 2024, “a preocupação do Governo Regional foi assegurar a continuidade da prestação de cuidados de saúde aos doentes e a retoma de funcionamento do HDES”.

“A opção pela construção de um hospital modular não foi uma decisão política, mas uma decisão técnica, tomada pelo Governo Regional, depois de ouvida a direção clínica do HDES, a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, a Comissão de Catástrofe e a equipa de Engenheiros do Hospital de Santa Maria, de Lisboa, que visitou o HDES e partilhou a sua larga experiência, num trabalho de inegável qualidade”, frisou.

Segundo a vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, “a construção do hospital modular é a solução mais rápida para retomar a prestação de cuidados de saúde no HDES, cujo funcionamento foi severamente afetado pelas devastadoras consequências do incêndio de 4 de maio”, lê-se.

“A retoma da atividade e a entrada em funcionamento, de modo faseado, do hospital modular, tem por objetivo assegurar a total segurança na prestação de cuidados de saúde, bem como a segurança dos profissionais de saúde e colaboradores do HDES”, explicou ainda.

“O processo de reabilitação e recuperação do HDES tem por objetivo responder aos novos desafios da saúde, preparar este hospital para o futuro e dotá-lo de novos equipamentos, tecnologicamente avançados. No fundo, trata-se de romper com a falta de investimento que caracterizou os governos do PS/Açores”, salientou, de acordo com o mesmo omunicado.

Para Délia Melo, “o PS transformou o incêndio no HDES num instrumento de combate político, quando deveria preocupar-se com a prestação de cuidados de saúde aos açorianos e apresentar soluções para que os Açores possam superar esta tragédia”.

José Bolieiro anuncia novas medidas nas áreas da habitação e educação

© HUGO MOREIRA

No discurso de encerramento do 26.º Congresso Regional do PSD/Açores, em Ponta Delgada, no passado domingo, 27 de outubro, José Manuel Bolieiro anunciou novas medidas nas áreas da habitação e educação, com o objetivo de fixar pessoas, nomeadamente os jovens, segundo nota enviada pelo partido.

“Vamos agir para que cresça a oferta de habitação social e de habitação acessível à classe média, que, fruto das condições do mercado imobiliário, da subida das taxas de juro e do baixo nível remuneratório que a nossa economia suporta, tem muitas dificuldades em encontrar habitação”, afirmou o líder do PSD/Açores, na ocasião.

José Manuel Bolieiro, também presidente do Governo dos Açores, salientou que “há que agilizar os mecanismos da contratação pública para que não se percam possibilidades de financiamento abertas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, lê-se, em citação na mesma nota.

“Com futura legislação nacional, temos de resolver esse constrangimento, também para os Açores. Há que agilizar processos de licenciamento de construção para que se encurtem os tempos de entrega”, frisou.

“Vamos agir no sentido de se recuperar a dinâmica e a relevância que em outros tempos as cooperativas de habitação tiveram. Temos, igualmente, de recuperar outros instrumentos já usados com bons resultados, como por exemplo a autoconstrução ou a construção a custos controlados”, referiu ainda Bolieiro.

O presidente do PSD/Açores assegurou também que se vai “aprofundar as políticas de apoio à reabilitação urbana e de habitação degradada”, além de trabalhar para a “valorização do mercado do arrendamento”.

Saúde: cumprir 100% de cobertura de médicos de família em todas as ilhas

Na área da Saúde, José Manuel Bolieiro, dirigindo-se ao líder nacional do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou a resposta pronta do Governo da República ao incêndio de 4 de maio no Hospital Divino Espírito Santo (HDES), ao assegurar uma comparticipação de 85% nas despesas de recuperação e adiantando 20 milhões de euros.

Mas o trabalho a desenvolver no setor da Saúde nos Açores vai mais além da reconstrução do HDES, disse, apontando, desde logo, “o objetivo de cumprir 100 por cento (%) de cobertura de médicos de família” em todas as ilhas.

O líder social-democrata anunciou também “um ambicioso programa de recuperação de listas de espera cirúrgicas, consultas e exames de diagnóstico”, a implementar já em 2025, sem esquecer o lançamento do projeto ‘Hospital Digital’, aproveitando os fundos do PRR, com vista à digitalização do Serviço Regional de Saúde.

De acordo com José Manuel Bolieiro, o ‘Hospital Digital’ vai permitir “a interligação dos sistemas de informação de toda a rede pública de cuidados de saúde da Região, com a prestação de um melhor serviço aos utentes”.

Além disso, apontou que estão em curso os processos relativos à construção dos novos Centros de Saúde das Lajes do Pico e da Ribeira Grande, bem como dos Postos de Saúde da Maia e do Livramento, na ilha de São Miguel.

Educação: acautelar a aposentação massiva de docentes

José Manuel Bolieiro reiterou a sua prioridade na educação enquanto “elevador social chave da mudança que se está a operar nos Açores desde o final de 2020”, destacando os sucessos alcançados com a redução da taxa de abandono precoce da educação e formação, a par da média superior à média nacional em 10 disciplinas, incluindo Matemática A e Português.

De forma a acautelar a “aposentação massiva de docentes”, o líder dos social-democratas açorianos anunciou a “revisão do modelo de concursos docentes, atinente a princípios de fixação em ilhas e grupos carenciados, promovendo a coesão nas nossas ilhas pela Educação de qualidade”.

José Manuel Bolieiro destacou que, com a Estratégia Educação Açores 2030, se pretende “retirar os Açores da cauda dos indicadores educativos e sociais, mantendo a caminhada, que já encetámos, para o seu topo”.

“É com este desiderato que anuncio, para breve, o desenvolvimento e concretização de um plano de combate ao abandono precoce da educação e da formação, com uma intervenção desde o pré-escolar, processo que envolverá os autarcas municipais e de freguesia”, assegurou, de acordo com o mesmo comunicado.

O presidente do partido deixou também um apelo à juventude açoriana para se fixar na região de forma a “construir um projeto de vida” ou que “voltem” após terminarem estudos.

Bolieiro desafia Montenegro para “revisão ampla e profunda” da Lei das Finanças Regionais

© HUGO MOREIRA

O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, desafiou ontem, 27 de outubro, o líder nacional do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que se promova uma “revisão ampla e profunda” da Lei das Finanças Regionais, segundo nota de imprensa enviada pelo PSD/Açores.

O líder social-democrata açoriano discursava na sessão de encerramento do 26.º Congresso Regional do PSD/Açores, no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada. “A revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas é um processo complexo”, que “não deve ser lento e empatado”, advertiu José Manuel Bolieiro, desafiando Montenegro a “assumir este assunto como prioritário e urgente”.

José Manuel Bolieiro alertou para a necessidade de “adequar o financiamento das Autonomias às necessidades de desenvolvimento dos territórios e dos povos em causa”, para que “o Estado assuma as responsabilidades que tem para com todos os cidadãos do país, designadamente e especialmente em matérias de serviços de educação e de saúde”, pode ler-se, na nota.

Nesse sentido, o líder social-democrata açoriano considerou que o processo deve arrancar já no Orçamento do Estado para 2025, “com diálogo e a satisfação justa das necessidades de financiamento das Regiões Autónomas”, frisou.

José Manuel Bolieiro manifestou, por outro lado, a sua satisfação com o cumprimento do Governo da República no que toca ao “pagamento de 45 milhões de euros em dívida, desde 2021, relativos à comparticipação da despesa com a recuperação da calamidade provocada pelo furacão Lorenzo”.

De acordo com o mesmo comunicado, por seu turno, o presidente do PSD nacional e primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se com “uma nova Lei das Finanças Regionais justa e previsível” para com as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

O líder social-democrata açoriano e presidente do Governo da Coligação (PSD/CDS/PPM) solicitou, por sua vez, “ao Governo de Portugal melhor compreensão do valor do mar e da gestão conjunta e partilhada da sua dimensão, com os Açores e a Madeira”.

Entretanto, lamentou a declaração de inconstitucionalidade “de algumas normas introduzidas no início do ano de 2021 na chamada ‘Lei do Mar’, que revelam a interpretação restritiva e centralista de alguns juízes do Tribunal Constitucional”. “É oportuno reafirmar que temos um entendimento diverso da decisão explanada pelo Tribunal Constitucional no seu Acórdão relativo à Lei de Bases do Mar”, salvaguardou Bolieiro, citado na mesma nota.

Para José Manuel Bolieiro, “as Regiões Autónomas devem ser observadas, compreendidas e respeitadas não só como regiões de necessidades, mas sobretudo como regiões de oportunidades para o país”, lembrando ainda que “Portugal é um Estado com uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo”, para o qual “os Açores contribuem de forma determinante para essa dimensão marítima e atlântica do País”.

O líder social-democrata açoriana destacou também que “o vasto espaço marítimo das nove ilhas, correspondente a uma área total de quase um milhão de quilómetros quadrados, detém uma multiplicidade de recursos naturais e é percecionado como um vetor estratégico, importante no desenvolvimento socioeconómico dos Açores e, assim, de Portugal”.

José Manuel Bolieiro acentuou ainda que “Portugal na Europa vale mais com os Açores. A Europa no mundo vale mais com os Açores”.

Para tal, e para que “o País consiga vingar com os seus interesses marítimos”, impõe-se sobretudo “vontade política, liderança, influência internacional, conhecimento científico, capacidade tecnológica, e capacidade de gestão, monitorização e fiscalização”.

Por fim, José Manuel Bolieiro solicitou apoio a Luís Montenegro para “a futura instalação da sede europeia do Observatório Europeu do Mar Profundo, a ser localizado nos Açores, no Faial”.

O presidente do PSD nacional e primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, presente também na sessão de encerramento do 26.º Congresso Regional do PSD/Açores, aproveitou a ocasião para anunciar a redução de 10 por cento (%) das tarifas aéreas para residentes e estudantes entre os Açores e continente e em 33% entre as regiões autónomas.

Ou seja, um residente que paga hoje um preço máximo de 134 euros, vai passar a despender 119 euros para se deslocar, em viagem de ida e volta, ao continente português e vice-versa. O estudante que desembolsa 99 euros vai passar para 89 euros. As ligações com a Madeira ficam a 79 euros. “Vamos simplificar os procedimentos, vamos pagar mais rápido”, garantiu.

PSD/Açores acusa Pedro Nuno Santos de “fazer politiquice com a saúde dos açorianos”

© D.R.

O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, acusou, esta segunda-feira, 30 de setembro, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, de “desconhecer a realidade da região” e de “fazer politiquice com a saúde dos açorianos”, após as declarações do socialista, no congresso regional do PS/Açores, sobre a situação no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada.

No domingo, o secretário-geral do PS tinha criticado o Governo dos Açores pela demora em fazer o levantamento dos prejuízos do incêndio no HDES e acusou o executivo açoriano de “insensibilidade social” devido à redução dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção e à aprovação, por parte do PSD, da recomendação do Chega para priorizar as crianças com pais trabalhadores no acesso à creche.

O social democrata João Bruto da Costa, segundo comunicado do partido, acusa agora Pedro Nuno Santos de estar “mal informado sobre a realidade dos Açores, nomeadamente no que diz respeito ao HDES”, recordando que “o primeiro levantamento dos prejuízos foi anunciado pelo Governo regional a 22 de maio, três semanas após o incêndio”.

A 24 de maio, no debate do Orçamento da Região para 2024, foi aprovada, com o voto favorável dos deputados do PS, uma proposta de alteração que criou uma rubrica de 24,3 milhões de euros para a recuperação do HDES, lê-se, na mesma nota.

A 5 de julho, o governo açoriano entregou na Assembleia Legislativa uma série de relatórios, nomeadamente sobre os custos resultantes do incêndio no HDES e o montante da despesa com a construção do hospital modular. “Ou seja, apesar de mal informado sobre a situação do HDES, o secretário-geral do PS não resistiu a fazer politiquice com a saúde dos açorianos” afirma João Bruto da Costa.

De acordo com presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, “o secretário-geral do PS mostrou também desconhecer a realidade social e económica dos Açores”, pois “os Açores têm hoje a maior população empregada de sempre, a economia cresce há 39 meses consecutivos e os salários dos trabalhadores aumentam de ano para ano”, diz ainda João Bruto da Costa, na nota.

No comunicado, João Bruto da Costa acusou ainda Pedro Nuno Santos de ter sido “um mau ministro para os Açores”, de ignorar os “interesses dos Açores”, de adiar o processo do novo cabo submarino de telecomunicações entre os Açores e Portugal Continental, e, ainda deixar “na gaveta a revisão das Obrigações de Serviço Público de transporte aéreo para as ilhas do Faial, Pico e Santa Maria”.

José Bolieiro recandidata-se à liderança do PSD/Açores

© HUGO MOREIRA

O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, formalizou a sua recandidatura à liderança do partido, assente num “renovado espírito de missão” com os açorianos e com o “compromisso de consistência e continuidade deste projeto político”, segundo nota de imprensa do partido.

“Esta recandidatura cumpre um percurso natural que assumo com renovado espírito de missão, compromisso e unidade”, reiterou aos jornalistas, na sede do PSD/Açores, em Ponta Delgada.

De acordo com a mesma nota, José Manuel Bolieiro apresenta-se ciente da “importância da estratégia política de desenvolvimento, de princípios e valores robustos, de estabilidade, no quadro da social-democracia de um partido que é personalista, humanista, intergeracional e interclassista”.

Para o líder do PSD/Açores, também presidente do Governo regional, “a continuidade tem a ver com compromissos e com a satisfação da consistência dos resultados obtidos” na governação da Coligação PSD/CDS/PPM.

O líder social-democrata reconhece que “os tempos são e têm sido muito desafiantes” e que, apesar das dificuldades, se pautam “pela capacidade de superação a todos os eventos com que fomos confrontados”, citado no mesmo comunicado.

A sua moção global de estratégia “é fundada numa ideia de inovação e de consistência”, a par da “mudança de paradigma de políticas públicas” que dita, desde a 2020, as suas linhas de atuação, “expressas nos dois Programas do Governo” aprovados no Parlamento dos Açores.

José Manuel Bolieiro pretende prosseguir a sua liderança “com base no diálogo, na concertação política e social, indispensáveis à estabilidade”, salientou.

O recandidato à liderança do PSD/Açores admitiu que foi com esta postura, no contexto de uma maioria relativa, que pôde “demonstrar com humildade democrática, disponibilidade para o diálogo necessário à estabilidade e formação de maiorias, apesar da geometria variável das votações”.

O presidente do PSD/Açores afirmou que foi “mais além” e compromete-se “a ir mais além, através do elemento essencial da democracia participativa com os parceiros sociais, razão pela qual conseguimos alcançar um acordo de parceria estratégica para os anos 2023-2028”.

São estes os pressupostos que caracterizam o rumo que pretende que seja “de progresso, de diálogo e de concertação”.

José Manuel Bolieiro acredita que “os Açores têm ainda mais futuro que passado”, por via dos “recursos produtivos tradicionais, com capacidade de criação de riqueza em valor acrescentado, fundado na excelência dos produtos açorianos de transação comercial dos setores agroalimentar, marítimo-alimentar, ou mesmo dos serviços públicos que prestamos para a Educação, Saúde, Inovação, Ciência e Tecnologia”.

O líder social-democrata manifesta-se igualmente confiante na posição geoestratégica dos Açores que vai além do carácter de defesa, mas “sobretudo de Ciência, de Tecnologia, de Inovação, nas Transições que os Açores, a Europa e o Mundo passam”.

O recandidato refere-se concretamente às transições climática, digital e energética, salvaguardando “o valor das novas economias, em que as atuais gerações estão mais bem preparadas para desenvolver o seu talento e desenvolver a economia azul e espacial”.

“Os Açores foram sempre considerados com base na sua posição geoestratégica, em função da geografia e da condição territorial terrestre. Falta agora acrescentar – sendo este o maior desafio do nosso futuro – a capacidade territorial espacial e marítima”, disse.

José Manuel Bolieiro elencou ainda os resultados positivos da sua governação, começando pelo crescimento económico, através do consumo privado, com base no desenvolvimento das políticas públicas, passando pela maior população de sempre empregada.

“Os Açores têm hoje a maior população empregada de sempre, o que é revelador de pujança, confiança e desenvolvimento económico”, indicou.

O presidente do PSD/Açores acrescentou que “está focado em colocar a Educação e a Saúde como as grandes prioridades do elevador social que queremos promover nos Açores”.

As eleições diretas à liderança do PSD/Açores realizam-se no próximo sábado, dia 20 de julho.

PSD/Açores destaca capacidade de resposta do Governo regional ao incêndio no HDES

© DL

A vice-presidente da bancada parlamentar do PSD/Açores, Délia Melo, destacou a “capacidade de resposta e coordenação” do Governo da coligação (PSD, CDS-PP e PPM) ao incêndio que deflagrou no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, a 4 de maio, de acordo com nota de imprensa no partido social democrata.

Délia Melo falava no debate de urgência sobre “a situação da Saúde na Região Autónoma dos Açores”, após a estrutura hospitalar ter ficado inoperacional “sem deixar, no entanto, de prestar os cuidados aos seus utentes”.

“Uma situação de calamidade como essa exige uma resposta pronta, coordenada e eficaz para minimizar os danos e garantir a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos. E foi isso que aconteceu”, reiterou, citada na mesma nota,

Pelo contrário, considera Délia Melo, o PS “vem a plenário na ânsia de alarmar os açorianos para tentar obter dividendos políticos”, sem dirigir “uma palavra à capacidade de coordenação e resposta do Governo Regional dos Açores”, como vem sendo o seu hábito.

“Onde há eficácia, o PS inventa problemas. Onde há transparência, o PS levanta suspeitas. Onde há factos, o PS cria teorias da conspiração”, apontou ainda.

Isto a começar por propor um debate “assente numa base falaciosa – que a ação do Governo se pauta pela opacidade e que há informações de um perito que, supostamente, contradizem o Governo Regional, quando na realidade tal não sucede”, de acordo com a deputada do PSD/Açores.

Para Délia Melo, “o PS está a politizar um tema perante um momento de maior fragilidade de sempre no Serviço Regional da Saúde”, precisamente por ser “difícil criticar um trabalho que tem sido exemplar, da parte de todos, e as decisões de um Governo que tem respondido de forma cabal à situação desde a primeira hora”.

“Mas têm [os socialistas] de se contentar em criticar o que não existe, em procurar problemas onde só há soluções”, aditou a parlamentar social-democrata que lamentou “a forma como o assunto está a ser tratado”.

Délia Melo reforçou a “transparência por que todo o processo se tem pautado” e reafirmou, por seu turno, “que, apesar do normal aumento das listas de espera numa situação de calamidade, várias respostas foram disponibilizadas à população e a prestação de cuidados de saúde primários não foi colocada em causa”, lê-se, na mesma nota.