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Clube de Patinagem de Santa Cruz a captar novos patinadores

© D.R.

O Clube de Patinagem de Santa Cruz vai dinamizar sessões de treino para captação de novos patinadores entre os três aos seis anos.

A acontecer no pavilhão da Escola Básica e Integrada de Lagoa, os treinos acontecem à terça e quinta-feira, das 18h00 às 19h00, e ao sábado das 10h00 às 11h00.

Geraldo Andrade, treinador do Clube de Patinagem de Santa Cruz, explica ao nosso jornal que “a turma terá um treinador dedicado a eles, uma hora de treino disponível para que aprendem a brincar, tendo a atenção de um técnico só para os mais novos, proporcionando assim momentos de diversão e sobretudo com segurança”.

O técnico lagoense recorda que “todos os anos, por esta altura, o clube foca se em receber novos atletas e isso porque os pais procuram ocupar os filhos em atividades desportivas conciliando com a escola e ATL’s, por exemplo”.

Outro objetivo desta iniciativa passa por dar a conhecer o clube e “a hipótese de novas crianças experimentarem algo que possam vir a gostar e se adaptarem. Após decisão, poderão efetivar a inscrição e serem atletas federados”, explica o treinador lagoense.

Segundo Geraldo Andrade, como a patinagem é um desporto individual e complexo, é aconselhável iniciar a modalidade aos três, quatro ou cinco anos de idade.

Sobre os benefícios do desporto, o treinador considera que este é “uma chave para o sucesso. Ajudará a criança a crescer saudável e ensinará que a vida é feita com obstáculos, uns mais fáceis do que outros. A patinagem, um desporto com muita exigência técnica e também artística, é uma mais avalia para um crescimento saudável e perspicaz”.

As inscrições são realizadas entrando em contacto com o clube, e os patins são disponibilizados aos participantes.

José Raimundo defende que “todos nós somos embaixadores da promoção dos valores éticos no desporto”

Recém eleito presidente-adjunto da Federação de Patinagem de Portugal, José Raimundo faz um balanço positivo do trabalho realizado. O lagoense considera que a patinagem artística, com cerca de 10 mil atletas federados no país, tem tido um crescimento “bastante acentuado”

José Raimundo foi recentemente eleito presidente-adjunto da Federação de Patinagem de Portugal © DL

DL: Que balanço faz da patinagem artística?
Bastante positivo. A patinagem artística em Portugal tem crescido de ano para ano. Depois da pandemia bateu todos os recordes e este ano já ultrapassou o ano anterior, que já foi um ano histórico. Estamos com cerca de 10 mil atletas federados na patinagem artística, a nível nacional. É um número bastante bom. Há um crescimento bastante acentuado, que depois também vai ao encontro daquilo que é a qualidade da patinagem apresentada, quer na Europa, quer no mundo. 

DL: A ética no desporto também é fundamental para a patinagem?
A ética no desporto é fundamental para tudo, para o desporto em geral. Neste caso, a Federação de Patinagem de Portugal tem isso alinhado e coordenado com o plano nacional da ética no desporto do IPDJ, em diversas ações que o mesmo tem, desde logo por uma promoção de valores com o lema “patina pela ética”, que é passar valores aos atletas, é oferecido merchandising, são feitas várias ações de sensibilização nas questões relacionados com a ética. 

DL: Faz um balanço positivo dos cargos que tem ocupado neste espaço de tempo?
Sem dúvida que o balanço é muito positivo, desde logo os objetivos que foram propostos e alcançados, com resultados muito positivos. Claro que há sempre muito a fazer ainda, há mais objetivos a atingir.

DL: Tem  observado o que se passa nos Açores? Acha que há condições para praticar ou há alguma coisa que falte ainda?
Acho que no caso do hóquei em patins, por exemplo, as instalações são um grande entrave ao desenvolvimento da sua atividade. Enquanto cá estive, sempre me debati com pavilhões. Tirando o pavilhão Carlos Silveira, o Sidónio Serpa, e o Complexo da Ribeira Grande, todos os outros não estão preparados para a prática do hóquei em patins. E pior do que isso é que há clubes a treinar dois escalões no mesmo espaço, o que não é bom e não contribui para o desenvolvimento e a própria competitividade do hóquei em patins, neste caso concreto. Tem de haver uma sensibilidade por parte de quem gere as instalações desportivas e quem governa, de ter alguma atenção especial nesse sentido, porque é importante todas as modalidades poderem promover o seu desenvolvimento.

DL:  Como olha o futuro da patinagem?
Acho que tem de ser um crescimento sustentável e adaptado aos desafios. Por termos um crescimento bastante acentuado, é necessário adaptá-lo aos quadros competitivos, e isto será uma preocupação do futuro. Claro que nesse caso concreto, quanto mais quantidade tivermos, certamente vamos ter mais competitividade e também melhor qualidade. Penso que os clubes cada vez mais se estão estruturando para aquilo que é a organização desportiva da patinagem e acabam por, de alguma forma, ter outro tipo de objetivos, de organizações e estruturas.
Estou muito optimista, sem dúvida, nas diversas frentes. Com formação certamente também — que é um pilar bastante importante — iremos dar passos bastante interessantes no crescimento dos próprios agentes não-desportivos que também são muito importantes para toda a estrutura de uma modalidade.

Patinagem com balanço positivo em São Miguel

Fundada em 1947, a Associação de Patinagem de São Miguel (APSM), conta com 70 anos de existência. O presidente, Aurino de Sousa, foi reeleito recentemente e reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do desporto na região

Aurino de Sousa é presidente da APSM desde 2022 © DL

Aurino de Sousa, 70 anos, natural de São José, Ponta Delgada, tem a mesma idade da associação. Iniciou a sua atividade como vogal e a partir de 2022 tornou-se presidente. É no seu mandato que há um processo de mudança na APSM. Reorganizou o espaço, organizou a gala em comemoração dos 70 anos da associação, promoveu cursos de formação e lançou o livro “APSM Patina há 70 anos – Bodas de Platina”. 

Aos 14 anos entrou no mercado de trabalho como técnico de eletricidade. Com o passar do tempo, o gosto pela patinagem começou a surgir e a intensificar-se. “Já gostava da patinagem e acompanhava sempre o hóquei do Santa Clara, estava sempre dentro do assunto”, diz. 

Atualmente a APSM é constituída pelo Clube Patinagem de Santa Cruz, Clube Patinagem da Vila das Capelas, Clube de Patinagem de São Vicente Ferreira, Escola de Patinagem de Ponta Delgada, Clube de Patinagem de São Pedro, Academia de Patinagem Artística dos Açores, Clube Patinagem RibeiraGrandense. Marítimo Sport Clube, Hoquei Clube PDL e CHC Caldeiras Hóquei Clube, são as equipas de hóquei em patins. A atual direção é constituída pelo presidente, o vice-presidente Lino Batista e José António Lemos como secretário. Nádea Vieira assume as funções de tesoureira e Vitória Sousa as de vogal. 

Reformado, dedica-se integralmente à associação. Perguntamos se se sentia cansado. “Estou sempre ativo. Vou fazer 70 anos, mas o espírito é jovem”, respondeu. Ao refletir sobre a sua trajetória, destaca com orgulho que, se pudesse voltar atrás no tempo, faria tudo novamente, reafirmando o seu compromisso com o desenvolvimento do desporto na região. 

“Estamos limitados”

Leandro Paula é diretor técnico do hóquei em patins © DL

Leandro Paula, diretor técnico de hóquei em patins, confessa ao DL o objetivo de reativar modalidades. A patinagem de velocidade é uma delas. 

“Neste momento, a nível de hóquei em patins, estamos a crescer bem”, diz. No entanto, não deixa de realçar a limitação que existe a nível de infraestruturas, “queremos crescer e não podemos, estamos limitados”, continua. 

O piso, mas principalmente as tabelas, são os principais problemas. As tabelas do hóquei em patins são barreiras que cercam a pista de hóquei, delimitando a área de jogo. São essenciais para manter a segurança dos jogadores e espectadores. “Já pedimos ajuda e apoio e a resposta é que não há verba”, afirma o diretor. 

Para Leandro Paula, os pavilhões e instalações desportivas nas escolas não estão suficientemente preparados para a prática desta atividade. A patinagem é uma modalidade que faz parte do ensino e que é muito importante para o desenvolvimento psicomotor da criança mas, para o especialista de hóquei em patins, “não basta só dizer isso, é preciso um equilíbrio”. 

O diretor técnico reforça a vontade de investir na patinagem de velocidade como próximo projeto, “talvez com isso, o governo, a direção regional de educação e do desporto, cheguem à conclusão do que é realmente preciso”.

Treinador lagoense arrecada medalhas para a seleção nacional no campeonato europeu

Atletas da seleção sob o comando do selecionador Geraldo Andrade arrecadaram uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze na competição onde participaram 18 países

Geraldo Andrade, selecionador nacional de patinagem artística, é também treinador do Clube de Patinagem de Santa Cruz © DL

O treinador e selecionador lagoense Geraldo Andrade conquistou três medalhas para Portugal no Campeonato da Europa de Patinagem Artística, que decorre de 21 a 31 de julho, no município de Fafe. Geraldo Andrade faz parte da equipa técnica da seleção nacional desde 2022.

No escalão juvenil feminino, a atleta Rita Azinheira conquistou medalha de ouro. Já nos escalões de cadetes femininos, Cíntia Neves arrecadou medalha de prata e Matilde Antunes medalha de bronze.

A competição, a decorreu no Pavilhão Multiusos de Fafe, conta com a participação de 600 atletas, oriundos de 18 países. Considerando as comitivas técnicas e de acompanhamento, estima-se a presença de mais de 1.500 pessoas no evento desportivo.

O Campeonato da Europa de Patinagem Artística é organizado pelo World Skate European é organizado pela World Skate European e conta com organização da Federação Portuguesa de Patinagem (FPP), Associação de Patinagem do Minho (APM) e Grupo Desportivo Nun’Álvares, com apoio do Município de Fafe.

Atleta e treinador do Clube de Patinagem de Santa Cruz ambicionam novas conquistas

No mês em que o clube santacruzense completa três décadas de vida, o DL falou com o treinador, Geraldo Andrade bem como com Rafael Costa, bicampeão nacional de patinagem artística e atleta do clube desde os dois anos e meio 

Treinador de Patinagem Artística acompanha atleta desde os dois anos e meio de idade  © ANTÓNIO A. RODRIGUES/ IMAGE FOTOS

Com 30 anos de carreira, primeiro enquanto patinador e depois como treinador, o técnico do Clube de Patinagem Artística de Santa Cruz (CPSC), Geraldo Andrade é também selecionador nacional da Federação Portuguesa de Patinagem, na equipa de cadetes e juvenis.

O técnico lagoense não esconde que os últimos três anos foram difíceis. “Primeiro com a pandemia, foi mau para todos. Perdemos a iniciação toda, as crianças ficaram paradas, mas, em 2021 ficamos sem pavilhão o ano todo. Não tínhamos treinos, eu ficava a aguardar que clubes cancelassem treinos ou que fossem viajar e deixassem a sexta-feira vaga para nós podermos treinar”, relembra.

A situação para o clube lagoense só melhora ligeiramente em 2022. “No ano passado já começámos a fazer treinos regulares só que a pista estava quase sempre muito escorregadia devido ao piso ser novo. Este ano de 2023 é aquele que estou a dizer que vou dar tudo”, garante.

Apesar de todas as dificuldades, o clube, através de atletas como, por exemplo, Rafael Costa, conseguiu importantes conquistas. Geraldo Andrade reconhece mérito a todos os atletas que “continuaram a trabalhar em 2021 em outros pavilhões, em horas tardias” e que apesar de tudo “estão no clube até hoje”. Geraldo salienta que “são atletas com muito valor, porque sempre acreditaram”.

Quanto a Rafael, o treinador diz que se destacou porque “é um miúdo que trabalha e trabalhou muito”. Tal deve-se ao facto de ter acreditado, sem hesitar, no seu trabalho e que tem o suporte dos “pais, treinador, clube, câmara municipal e os próprios colegas”, assegurando que “isso tudo ajuda”.

“Treinei como um leão”

Rafael tem como objetivo ganhar o campeonato nacional pela terceira vez © ANTÓNIO A. RODRIGUES/ IMAGE FOTOS

Rafael Costa vive no Rosário, na Lagoa, e tem 11 anos. Desde os dois anos e meio de idade que está ligado ao CPSC. Durante os oito anos que tem de prática conquistou por duas vezes consecutivas o título nacional de campeão de patinagem artística. Foi ainda pré-convocado para integrar a Seleção Nacional e representar Portugal na Taça da Europa de Patinagem Artística. Só não treina ao domingo. E diz com orgulho: “nunca desisti do meu clube”.

Ao Diário da Lagoa (DL) conta que a sua evolução se tornou evidente quando apareceu “com mais garra e com mais vontade”, ao ganhar o primeiro título, sendo que no segundo ano repetiu o feito sem grande dificuldade.

Rafael conta que se sentiu feliz e confessa que “um bocadinho nervoso porque da primeira vez não foi muito o que eu esperava. Esperava muito mais ainda porque treinei como um leão e como se não houvesse começo nem fim”, diz convictamente.

“No segundo ano consegui concentrar-me mais para fazer o melhor possível. E, olhei para mim próprio e interiorizei que as medalhas não são o mais importante, por isso fui para me divertir”, conta ao DL.

Quanto ao Clube de Patinagem de Santa Cruz diz que é “uma espécie de casa onde as portas estão abertas à vinda de novas crianças dando todo o amor, carinho e felicidade, tal como nós, que aqui estamos, damos a este clube”. 

Em relação ao treinador Geraldo, atira que “é o melhor treinador que já tive na vida, foi o único que me ajudou nos momentos difíceis”. O atleta lagoense destaca também, sem hesitar, a força que os pais lhe dão, salientando que “ficam orgulhosos” e que tem “todo o apoio deles”. 

O mais difícil diz Rafael “é sentir que estamos na derrota”. Mas realça que supera esses momentos através do treino e que prefere antes focar-se “em pensamentos positivos”.

Quanto à participação na Taça da Europa diz que “correu mais ou menos”, uma vez que consegue identificar “algumas falhas”. Mas garante: “não podia sentir-me derrotado, penso todos os dias em voltar a tentar”.

Questionado como consegue conciliar o estudo com o treino e competição, explica que procura “fazer as duas coisas de forma equilibrada”.

Há dias que se sente mais cansado mas a alegria em patinar dá-lhe sempre alento e motivação para “treinar os meus saltos e piões para tentar evoluir e procurar um salto diferente daqueles que já faço”. Ao DL, Rafael confessa que este ano, o seu objetivo é tentar ganhar o campeonato nacional, ir à Taça da Europa e defender o CPSC na Taça de Portugal.

É a patinar que se sente feliz revelando que sobre os patins sente a “profundidade da arte e da imaginação” e como se fosse “um guerreiro”.

Preparação começa logo na iniciação

Geraldo além de treinador do CPSC é também selecionador nacional © D.R.

O CPSC é já uma referência com muitos atletas que por aqui passaram e se destacaram a nivel regional, nacional e europeu. Geraldo Andrade diz que “só é possível porque o clube nasceu com muito carinho, com muitos apoios, com atletas que gostam de patinar e aprender”. 

E recorda que treinou atletas que “tinham fome de patinar, porque queriam patinar, patinar e participar em festivais e espetáculos”. A tal fome de patinar levou-os, a meados dos anos 90, a participar em festivais por toda a ilha, “sem quaisquer condições, sem balneários, queríamos mostrar às pessoas o que era a patinagem artística. E, depois, criou-se a competição e fomos treinando. O segredo é o querer e, também, o gosto que as crianças têm de querer patinar e representar o clube, a própria cidade”.

Quanto aos atletas atuais diz que teve“urgentemente de fazer a iniciação e fazer atletas” e que se trata de um trabalho “mais aprofundado e diferente”. Agora, eles estão muito sensíveis devido a tudo o que se passou. Tenho que agarrar nestes miúdos, criar algum rigor, brincar também, sempre com algum cuidado para não desistirem da patinagem, não terem medo”. 

Geraldo conta que as crianças “estão com muito medo, deixaram de saber correr, deixaram de saber brincar”. Recorda uma das suas últimas formações com o professor Carlos Neto onde disse: “as crianças têm que brincar. Se houver uma árvore que eles querem trepar, deixem trepar, se quiserem cair, que caiam porque as crianças hoje em dia nem sabem cair, têm medo de tudo”. E o treinador confirma que atualmente, as crianças “não sabem andar com as costas direitas. Tudo isto me preocupa porque vejo isso nos meus atletas, só que alguém experiente alertou-me para isso. E, realmente, ele tem toda a razão porque é aquilo que eu vejo”, assegura. 

Geraldo Andrade é selecionador nacional da Federação Portuguesa de Patinagem há cerca de um ano. “Foi uma surpresa para mim e compreendi porque é que o diretor me convidou. Não aceitei de imediato porque ia criar muitos contratempos à minha vida pessoal e como treinador. Mas ele voltou a pedir e disse que já tinha respondido “sim”, por mim, porque precisava de uma pessoa com o meu perfil. Tentei fazer o meu melhor, fui ao campeonato da Europa, fui ao campeonato do mundo e deram-me os parabéns. Disseram que estive à altura e que é para continuar, senti-me orgulho”, conta ao DL.

Quanto aos futuros atletas do clube diz que “cada criança deve experimentar várias modalidades, vários desportos e os pais devem deixar que experimentem, mas a partir do cinco a seis anos devem incentivar sempre para o mesmo. E acreditar”. 

Por último diz que o facto de acompanhar os atletas dos cinco até aos 18 anos “é muito gratificante” e que se considera “um sortudo” e que todas as vitórias resultam “de muito empenho”.