
A Associação de Veteranos do Clube Operário Desportivo assinalou na passada sexta-feira, 27 de fevereiro, o seu 15.º aniversário com a inauguração de uma nova sala de convívio no Campo Municipal João Gualberto Borges Arruda, na cidade da Lagoa.
O novo espaço, resultante de uma colaboração entre a autarquia local e a associação, surge com o propósito de servir não apenas os associados, mas também a comunidade em geral, funcionando como um ponto de encontro e dinamização de atividades sociais.
A cerimónia oficial contou com a presença de dirigentes dos Veteranos do Operário e de representantes do município. De acordo com os responsáveis, a infraestrutura visa fomentar o espírito de equipa e a valorização do associativismo, reforçando o papel do desporto como ferramenta de integração e fortalecimento dos laços comunitários na região. Para marcar a data e a abertura do espaço, foi realizado um jogo amigável entre a equipa de veteranos e uma formação composta por funcionários da Câmara da Lagoa.
Fundada a 28 de fevereiro de 2011, a associação lagoense tem-se dedicado à prática de futebol de 11 no escalão de veteranos. Ao longo de mais de uma década, a associação tem promovido diversos intercâmbios desportivos e culturais, organizando jogos com clubes da ilha de São Miguel, bem como com equipas de Portugal Continental, Madeira e do estrangeiro, projetando o nome do concelho da Lagoa através do desporto.

A direção do Clube Operário Desportivo (COD) confirmou esta sexta-feira, 20 de fevereiro, em comunicado, que a sua equipa sénior de futebol vai manter-se em prova no Campeonato de Futebol dos Açores e na Taça de São Miguel. A decisão surge após dias de incerteza em que o cenário de abandono imediato das competições esteve seriamente em cima da mesa, como medida drástica para estancar a crise financeira que assola o emblema lagoense.
A estrutura diretiva do clube admite que equacionou o encerramento da atividade da equipa sénior devido à “débil situação financeira” que se arrasta há vários anos. A esta realidade somam-se críticas severas à gestão desportiva da Região Autónoma dos Açores, com a direção a lamentar o “manto de incerteza” lançado pelo Governo regional e o que classifica como um “garrote financeiro” provocado pela diminuição dos apoios oficiais. Segundo o clube lagoense, a sobrevivência da instituição tem sido posta em causa por “cortes cegos e critérios discricionários”.
A reversão da decisão de desistência foi possível graças a um movimento de solidariedade e à mobilização de novos apoios nos últimos dias esclarece o COD. Embora a direção ressalve que os problemas financeiros não desapareceram, os recursos agora garantidos permitem que a equipa finalize a época 2025/2026 sem agravar o passivo do clube. Os fabris da Lagoa aproveitam ainda para deixar um reparo aos seus associados, mencionando que muitos não têm as quotas em dia, e lamentou as “portas que permaneceram fechadas” durante este processo crítico.
Com 78 anos de história e raízes profundas na Fábrica do Álcool, o Operário reafirma o seu papel de serviço público no concelho da Lagoa, apelando a uma reflexão profunda sobre a sustentabilidade do desporto nos Açores. Para a direção, o sistema atual sobrevive à custa da “resiliência de uns poucos” que substituem as obrigações constitucionais do Estado, garantindo que o clube continuará a lutar para honrar o seu historial e palmarés nas competições em que está inserido.

Nasceu em Lisboa, no Bairro de Alvalade, em 1978, mas foi nos Açores, mormente em São Miguel, que se estabeleceu profissionalmente, ilha onde ainda hoje reside e exerce a profissão de agente da PSP. Mas Bruno Oliveira também é conhecido pela sua profunda ligação ao futebol e pela dedicação a um part-time que deixa qualquer tipo de viatura como nova.
O resumo da infância vivida na capital portuguesa, antes de rumar à maior ilha dos Açores, é feito na primeira pessoa: “Cresci em Lisboa, num contexto simples, mas muito rico em vivências. Passei grande parte da infância na rua, a jogar à bola e a conviver com amigos do bairro, algo muito típico da época. Foi uma infância marcada por valores como o respeito, a entreajuda e a noção de responsabilidade, muito incutidos pela família. A cidade, com toda a sua diversidade social, ajudou-me desde cedo a perceber realidades muito diferentes”, recordou.
Embalado pelas recordações e com as memórias bem presentes, Bruno Oliveira mostrou ser um homem de convicções fortes, não tivesse ele decidido abraçar uma carreira na Polícia de Segurança Pública (PSP) bem cedo, inspirado pela missão de servir o bem comum.
“A ideia de ingressar na PSP começou a ganhar forma ainda jovem. Sempre tive um forte sentido de justiça e uma vontade genuína de ajudar os outros. O contacto com elementos da polícia e a perceção do papel fundamental que desempenham na sociedade foram determinantes. A estabilidade profissional também foi um fator importante, mas, acima de tudo, pesou a missão de servir a população”, disse.
Quem opta por esta via profissional não espera facilidades no dia a dia. E Bruno Oliveira sabe-o perfeitamente, não apenas pela exigência do serviço, mas, igualmente, pelo diferente tipo de pessoas com que tem que lidar nas mais diversas situações.
Daí reconhecer que o percurso na PSP tem sido “exigente, mas muito enriquecedor, tanto a nível profissional, como pessoal. O trabalho diário envolve contacto direto com o público, prevenção criminal e intervenção em ocorrências diversas”, especificou.
Não raras vezes, Bruno Oliveira lida com “todo o tipo de pessoas”, desde “cidadãos em dificuldade, vítimas, mas também suspeitos da prática de crimes”. É, assumiu, “um trabalho que exige equilíbrio emocional, capacidade de comunicação e tomada de decisão sob pressão”.
Na vida de um agente da PSP o risco está sempre presente. Bruno Oliveira reconhece-o sem rodeios. “Sim! Houve situações em que senti que o risco era real. Faz parte da profissão. Nessas alturas, o treino, a experiência e o trabalho em equipa fazem toda a diferença. O medo existe, mas aprende-se a controlá-lo e a agir com profissionalismo”.
A opção Açores foi como que por arrastamento devido à carreira profissional dos pais. “A ida para os Açores surgiu no âmbito da carreira profissional dos meus pais, através de uma oportunidade de colocação. Foi um desafio grande, não só a nível profissional, mas também pessoal. A adaptação a um novo contexto geográfico e social acabou por ser muito positiva e marcou-me profundamente”, adiantou.
Nos Açores, Bruno Oliveira também se dedicou ao futebol, primeiro como guarda-redes, depois como treinador de guarda-redes. Representou diversos clubes na ilha e, mais recentemente, esteve ao serviço do Operário na qualidade de treinador dos guardiões dos fabris. As recordações são, por isso, muitas.
“O futebol foi sempre uma paixão. Como guarda-redes vivi momentos muito intensos, de grande responsabilidade e superação. Mais tarde, como treinador de guarda-redes, tive a oportunidade de transmitir conhecimentos e ajudar jovens atletas a evoluir, o que foi extremamente gratificante. O futebol galvanizou alguns valores fundamentais como disciplina, resiliência e espírito de equipa”, reconhece.
Entretanto, no último ano, optou por fazer uma pausa para “reorganizar prioridades”. “A pausa prendeu-se, sobretudo, com questões pessoais. Nem sempre é fácil conciliar tudo e senti necessidade de abrandar e reorganizar prioridades. Não foi um adeus definitivo, mas sim um tempo para refletir e recuperar energia”, adiantou.
Pausa no futebol, mas não na pintura automóvel, outra das suas paixões, algo que foi “descobrindo ao longo do tempo”. Primeiro por “curiosidade”, mas depois, com o passar dos anos, “acabou por se tornar uma atividade que me dá grande satisfação. Gosto do lado prático e criativo da pintura automóvel, do cuidado com o detalhe e do resultado final. É uma forma de desligar do stress do dia a dia”, disse.

O Clube Operário Desportivo jogou contra o Lusitano Évora, em partida da jornada 6, do Campeonato de Portugal, Série D, da Liga 2, no Complexo Desportivo do Lusitano, no passado domingo, 6 de outubro.
Apesar dos esforços dos fabris, o Lusitano Évora ganhou por 2-0, no jogo arbitrado por Diogo Coelho.
Logo aos 28 minutos do jogo, Dida aproveitou uma oportunidade, e aumentou vantagem da equipa eborense para 1-0.
Na segunda parte, os fabris inquietaram-se e Fábio Mesquita viu o cartão vermelho aos 54 minutos, ficando a equipa lagoense reduzida a 10. Manuel Sousa e Dani Sousa, por sua vez, viram cartões amarelos, a poucos momentos do árbitro assinalar os 90 minutos.
O Lusitano Évora, jogando em casa, insistiu até aos últimos minutos para elevar a vantagem. Cassiano marcou no prolongamento, aos 97 minutos, ditando um desfecho de dois golos sofridos pelos fabris.
O Operário encontra-se agora na 9.ª posição da classificação, com seis pontos (duas vitórias e duas derrotas). O Lusitano Évora, com 14 pontos, está em primeiro no campeonato.

A vitória sobre o Sport Club Angrense por 2-0 no passado dia 21 de abril, no Campo João Gualberto Borges Arruda, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, levou o Clube Operário Desportivo (COD) a sagrar-se campeão, na 17.ª e penúltima jornada do Campeonato de Futebol dos Açores (CFA) 2023/2024. Ao somar 14 vitórias no CFA, os fabris garantiram o regresso ao Campeonato de Portugal pela quinta vez na sua história.
O primeiro golo dos fabris foi marcado por Daniel Sousa, logo no início da partida, aos três minutos. Aos 38 minutos, Lucas Reis colocou o Operário a dois pontos de vantagem à equipa terceirense, assegurando o título.
Numa primeira parte em que o clube lagoense se superiorizou em relação ao adversário, os adeptos nas bancadas começaram a fazer a festa.
Na segunda parte o Operário foi gerindo o esforço e o Angrense teve ainda uma oportunidade para reduzir o marcador no placard por Adriano Soares, mas o jogador da ilha Terceira atirou por cima da baliza de Hugo Viveiros.
No final da partida, o treinador, o presidente, dirigentes, sócios, adeptos e a claque Fúria Fabril fizeram a festa no relvado três anos depois do último título. Trata-se do quinto título de campeão de futebol dos Açores do Clube Operário Desportivo.
Já no dia seguinte, após a partida, em declarações ao Diário da Lagoa (DL), o treinador Bruno Vieira, que ergue assim o seu primeiro troféu como treinador da equipa sénior, salienta que o percurso do clube foi um “processo contínuo” em relação à época anterior em que assumiu o comando técnico da equipa a apenas alguns jogos do campeonato terminar.
“Tínhamos a ambição de lutar para subir de divisão, o que não foi possível, e depois na Taça de São Miguel em que voltamos a não ser felizes”, começa por recordar.
“O processo de continuidade assentou em ter um dever para cumprir perante o clube, pois sentimos que nos faltava algo. Isso foi muito importante para entrarmos com o espírito de missão nesta temporada”, assegurou o treinador fabril.
Questionado sobre o facto da equipa ter conseguido recuperar o apoio dos adeptos e da claque Fúria Fabril, Bruno evidencia que se trata de “todo um trabalho invisível em que apenas sou mais um” para depois destacar que este é o seu quarto ano de ligação ao clube lagoense.“Para mim outro grande motivo de orgulho que coloco ao mesmo nível de ser campeão é termos agora cento e tal atletas no clube, a contar com os miúdos, quando há quatro anos eram apenas cerca de vinte”, realça o treinador.
“Agora eles já vão para os treinos e jogos com a camisola do clube, ficam e gostam de estar ali connosco”, por isso está “com o sentimento de dever cumprido”.
O segredo para a conquista do título diz que se trata de “muito trabalho” e de um reajustamento “nos momentos de dúvida não deixar que um grão de areia se torne em dois, três e quatro grãos”, destacando que é necessário “ser rigoroso, trabalhar e ser fiel nas ideias” assegurando que o pormenor faz a diferença porque “muitas vezes chama-me chato no treino”. Quanto ao futuro diz que haverá tempo para parar e pensar para “tomar um rumo”.
Esta é a quinta subida de divisão do clube lagoense. A primeira de todas foi em 1990/91 sob o comando técnico de Armando Fontes. Nessa época, o vencedor de cada ilha disputava a Taça dos Campeões Açorianos e o vencedor rumava aos nacionais. Nesse ano o Operário ganhou todos os títulos que havia para ganhar. A segunda conquista aconteceu em 1995/96, com o treinador Mariano Raposo e a terceira em 2003/2004 sob o comando técnico de Portela. A quarta conquista do título de campeão dos Açores aconteceu em 2020/2021, pela mão do treinador Emanuel Simão. Agora, a quinta da história do clube foi alcançada ao comando de Bruno Vieira.
Logo após a conquista do título de campeão, os fabris voltaram ao campo, em provas decisivas.
No passado dia 28 de abril, Operário derrotou, por 4-1, o Juventude Desportiva Lajense, na casa da equipa terceirense, no Campo Manuel Linhares Lima, Praia da Vitória.
Neste encontro da 18.º jornada do Campeonato de Futebol dos Açores, o fabril Matheus Bunsas inaugurou o marcador, aos 44 minutos. Dezasseis minutos depois, aos 60, Vítor Miranda, da equipa terceirence, igualou os pontos. No entanto, seis minutos depois, Jarju colocou a equipa lagoense novamente em vantagem. Seguiu-se dois golos de Diogo Medeiros, um aos 75 minutos, e outro aos 89, assegurando a vitória ao Operário.
Na última quarta-feira, 1 de maio, o Operário e o Clube Desportivo de Rabo de Peixe (CDRP) defrontaram-se na final da Taça de São Miguel, no Campo Marquês Jácome Correia.
O marcador só inaugurou aos 67 minutos, com o único golo do jogo, de Rafael Benevides, da equipa dos pescadores.
Os fabris ainda tentaram igualar, aos 81 minutos, com uma bola rematada por Mamadu Candé, de livre, que passou perto do poste. Aos 90, o Operário teve mais uma oportunidade, mas Rodrigo Simão cabeceou à barra.
O tempo esgotou-se e o desfecho impediu o clube lagoense de agarrar a Taça de São Miguel.