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Açores reforçam “importância estratégica” no setor espacial com protocolo

© SRAPC

O Governo regional dos Açores formalizou um protocolo de cooperação com a Agência Espacial Portuguesa, visando reforçar a “importância estratégica” da região no setor espacial, conforme divulgado pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades.

Segundo a nota de imprensa envida às redações, a parceria, assinada pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelo presidente da Agência Espacial Portuguesa, Ricardo Conde, visa articular a Estratégia dos Açores para o Espaço com o plano nacional, criando um “ecossistema espacial” na região.

Na cerimónia realizada no Palácio da Conceição, Paulo Estêvão assinalou que a criação deste ecossistema reforça a importância dos Açores, que já eram cruciais do ponto de vista marítimo, e agora se expandem para um novo setor de grande relevância. Uma das missões centrais para os próximos anos é o projeto europeu “Space Rider”, que envolve o desenvolvimento de um veículo espacial reutilizável para a realização de experiências científicas em microgravidade. A ilha de Santa Maria foi definida como o local de retorno e desembarque deste veículo.

O governante adiantou que a contribuição regional para este projeto ascende a três milhões de euros, verba destinada a apoiar a criação de um Centro Tecnológico Espacial em Santa Maria, orçado no total em 15 milhões de euros. O local de desembarque em Santa Maria será uma infraestrutura central para o apoio de Portugal ao “Space Rider”, dispondo de um centro de controlo de aterragem, além de uma plataforma de processamento de cargas úteis com competências altamente especializadas. “Somos o único ponto de regresso na Europa de veículos espaciais. Isto dá-nos uma importância estratégica fundamental”, reforçou o secretário regional.

Para além do “Space Rider”, o desenvolvimento do setor espacial em Santa Maria inclui ainda a preparação de infraestruturas para lançamentos suborbitais e, futuramente, orbitais, que permitirão o lançamento de satélites.

O protocolo firmado tem a duração de três anos, renovável por iguais períodos, e visa definir o quadro geral de cooperação e a execução conjunta de atividades em cinco eixos prioritários definidos na Estratégia dos Açores para o Espaço. As áreas de cooperação incluem o desenvolvimento do setor downstream (aplicações baseadas em dados espaciais), a instalação de locais de ensaio para tecnologias espaciais, a promoção do acesso ao Espaço, o fomento da investigação, desenvolvimento e inovação (I&D+i), e a divulgação, educação e cultura científica para o Espaço.

Para monitorizar e coordenar os trabalhos, será criado um grupo de acompanhamento conjunto, composto por representantes de ambas as partes, que contribuirá para a elaboração do plano de atividades da Agência Espacial Portuguesa e definirá planos anuais de ação conjunta a serem realizados na Região Autónoma dos Açores.