O Governo dos Açores, através da Direção Regional das Pescas, decidiu agendar uma reunião do Conselho Administrativo do Fundopesca para 12 de janeiro, de modo a analisar a situação das descargas de pescado nas lotas do arquipélago no mês de dezembro. A decisão foi tomada após a Federação das Pescas dos Açores ter enviado um ofício ao Presidente do Conselho Administrativo do Fundo Pesca a solicitar uma reunião.
O Conselho Administrativo do Fundopesca, órgão consultivo em que têm assento representantes dos pescadores, dos armadores, da Lotaçor e das Secretarias Regionais da Solidariedade Social e do Mar, Ciência e Tecnologia, irá reunir no dia 12 de janeiro, na Horta, para decidir se o fundo de compensação salarial deve ser ativado.
O Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores, vulgarmente designado por Fundopesca, foi criado em 2002 com o objetivo de atribuir uma compensação salarial aos pescadores açorianos quando, em determinadas situações previstas na lei, estejam impedidos de exercer a sua atividade.
Segundo José António Fernandes, houve um ano com uma quebra de rendimentos muito grande, considerando que, após uma análise dos valores anuais da pesca e, de forma particular, o mês de dezembro, verifica-se que este tem sido “muito mau tempo” nos Açores, enquanto nos últimos dez dias não tiveram lugar “grandes descargas” em lota.
Segundo José António Fernandes o rendimento do pescado em lota foi de 27,5 milhões de euros, enquanto em 2013 este valor atingiu os 31,5 milhões de euros, totais considerados “muito maus”.
De referir que já no decorrer desta legislatura, em setembro de 2013, procedeu-se a uma alteração do regime jurídico do diploma, introduzindo-se melhorias para que exista mais transparência, previsibilidade e justiça social.
É da competência do Conselho Administrativo definir os critérios a observar aquando da ativação deste fundo.
DL/GaCS
Os leitores são a força do nosso jornal
Subscreva, apoie o Diário da Lagoa. Ao valorizar o nosso trabalho está a ajudar-nos a marcar a diferença, através do jornalismo de proximidade. Assim levamos até si as notícias que contam.
Laisser un commentaire