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Especialização inteligente dos Açores é essencial para acesso aos fundos comunitários, afirma Brito e Abreu

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia disse, na Horta, que o Governo dos Açores quer “criar condições que desenvolvam competências na Região e que a tornem competitiva em áreas de maior valor acrescentado”.

Fausto Brito e Abreu falava no âmbito de um seminário sobre a criação de clusters nos Açores, onde salientou que a ligação da Ciência ao meio empresarial é “uma prioridade” do Executivo.

Este seminário realizou-se no âmbito da Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente da Região – RIS3 Açores, a implementar até 2020 e que apresenta três áreas prioritárias, nomeadamente ‘Pescas e Mar’, ‘Agricultura, Pecuária e Agroindústria’ e ‘Turismo’.

Brito e Abreu referiu que “os seminários que se estão a realizar são um passo pré-definido pela Comissão Europeia, que exige que sejam criados grupos temáticos, ou seja, os clusters, que terão acesso facilitado aos fundos do próximo quadro financeiro de apoio”.

“Devemos focar o investimento em investigação e inovação, em primeira instância, nos pilares da Estratégia RIS3”, defendeu o Secretário Regional, frisando que estes seminários podem funcionar como “plataformas de diálogo entre os vários agentes, de modo a encorajar a criação de uma rede de parcerias”.

“Devemos ter capacidade de competir pela qualidade e pela diferença”, disse Brito e Abreu, apontando “a consolidação das atividades marítimas tradicionais”, como a pesca, o transporte marítimo, a náutica desportiva e de recreio e o turismo, mas também “o desenvolvimento de novas atividades económicas”, como a aquacultura, a biotecnologia marinha ou a exploração de recursos minerais marinhos, como o caminho a seguir no âmbito do eixo ‘Pescas e Mar’.

Para o eixo ‘Agricultura, Pecuária e Agroindústria’, Fausto Brito e Abreu apontou “a necessidade de investigar e desenvolver novas técnicas de processamento, conservação e embalagem, que permitam facilitar o acesso a novos mercados e valorizar os produtos”.

No que respeita ao eixo do ‘Turismo’, o Secretário Regional defendeu que é preciso “definir e consolidar produtos turísticos específicos da realidade açoriana, que se baseiam em fatores diferenciadores da Região, nomeadamente os recursos naturais e a biodiversidade”.

A Estratégia RIS3 parte da contribuição da Política de Coesão para os objetivos da estratégia Europa 2020 e é uma condição imposta pela Comissão Europeia aos Estados Membros para a mobilização dos fundos do novo Quadro Comunitário de Apoio.

Os seminários sobre a criação de clusters nos Açores, que se destinam a empresários, investigadores, associações profissionais, autarquias e público em geral, já se realizaram na Terceira e no Faial, decorrendo sexta-feira em São Miguel, numa iniciativa onde são desenvolvidos aspetos relacionados com os fundamentos e a importância dos processos de clusterização e se analisa o processo da criação de clusters nos Açores.

DL/Gacs

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