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Edição Crítica ao “Auto do Espírito Santo” lançada em Vila Franca do Campo

© CM VILA FRANCA DO CAMPO

Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, foi palco do lançamento da Edição Crítica, da responsabilidade de Pedro Paulo Câmara, autor e investigador, do Auto do Espírito Santo, da autoria de Armando Côrtes-Rodrigues, num evento aberto ao público que decorreu esta quinta-feira, 12 de outubro.

Pedro Paulo Câmara, em declarações enviadas ao Diário da Lagoa, defende que: “o Auto revela temas e uma moldura humana locais que são íntimos a Côrtes-Rodrigues, retrato de um movimento regionalista que oferece credibilidade à identidade nacional, colocando em destaque e valorizando as suas particularidades”. E acrescenta, ainda, que “o Auto deve ser entendido como objeto de análise social e histórica, precisamente tendo em conta as circunstâncias espácio-temporais que definem a sua conceção e a sua colocação em cena.”

Segundo nota da autarquia vilafranquense, o lançamento do livro no auditório municipal, tratou-se de um encontro “muito participado” e que contou com a presença de várias dezenas de pessoas.

A sessão foi presidida pelo presidente do município, Ricardo Rodrigues e contou com uma intervenção crítica da atriz, encenadora e poeta, Eleonora Marino Duarte.

A reedição da obra teve o apoio da câmara municipal da vila da costa sul micaelense e contou com a chancela da editora Ilha Nova, num projeto que visa recuperar a vida e obra do autor vilafranquense, Armando Côrtes-Rodrigues, contribuindo, assim, para a dignificação do seu legado.

O Auto do Espírito Santo apresenta um significado especial na produção literária de Armando Côrtes-Rodrigues, pois a peça haveria de ser escrita para constar da Récita de Gala, que decorreria no Teatro Micaelense, de homenagem ao Chefe de Estado, general Craveiro Lopes, de visita oficial a São Miguel, em junho de 1957.

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