O Diretor Regional do Turismo, João Bettencourt, afirmou, em Lisboa, que a via para o Turismo nos Açores passa inequivocamente pela adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável, já que “os recursos naturais e culturais constituem a base de todas as suas atividades económicas”.
João Bettencourt, numa intervenção que proferiu no seminário ‘Turismo e Ordenamento do Território em Portugal: Balanço e Desafios’, promovido pela Embaixada Britânica e pelo UK Trade & Investment, salientou que têm sido implementadas nos Açores “políticas que zelam pela preservação ambiental, pressupondo que o crescimento económico e turístico e a proteção do meio ambiente são objetivos compatíveis e complementares”.
Nesse sentido, apontou como exemplos o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), os Planos Diretores Municipais (PDM), os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), a criação de Parques Naturais de Ilha, as Reservas da Biosfera das ilhas Graciosa, Flores e Corvo, as Zonas de Proteção Especial, bem como a publicação de leis específicas que regulamentam a utilização dos recursos naturais, como os trilhos turísticos e a observação de cetáceos, entre outros diplomas legais que visam salvaguardar a proteção de espécies da fauna e flora.
O Diretor Regional do Turismo considerou ter sido imperioso “iniciar este processo de regulação antes que pudessem ser cometidos erros que viessem a degradar o destino turístico dos Açores”.
No fundo, frisou João Bettencourt, “trata-se de comprovar que o Turismo depende da plena conservação dos recursos naturais e ambientais para criar emprego qualificado e desenvolvimento económico”, assegurando que este trabalho continuará a ser desenvolvido com o mesmo empenho e a convicção de que só assim será possível garantir um futuro sustentável para o Destino Açores.
DL/GaCS
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