
A Câmara Municipal de Ponta Delgada anunciou a promoção de uma iniciativa de educação ambiental focada na problemática do lixo marinho, destinada a envolver os alunos do nono ano de escolaridade da Escola Básica Integrada (EBI) dos Arrifes. Segundo a nota enviada pela autarquia, a ação está inserida no calendário do Programa Bandeira Azul 2026 e pretende sensibilizar as camadas mais jovens para a preservação dos ecossistemas costeiros da ilha de São Miguel. O programa arrancou no passado dia 16 de abril com uma sessão teórica de sensibilização dirigida a três turmas, momento este que serviu para enquadrar as causas e os impactos negativos dos resíduos que chegam ao mar, preparando o terreno para a intervenção direta no terreno.
A vertente prática desta ação decorrerá no próximo dia 27 de abril, também durante o período da manhã, tendo como cenário a Praia das Milícias. Durante a atividade, os estudantes não se limitarão à recolha de resíduos no areal; o exercício contempla igualmente a identificação e a contabilização rigorosa de tudo o que for removido. Esta metodologia permite aos jovens compreender, de forma científica e prática, quais são os tipos de detritos que mais afetam as zonas balneares do concelho. Para a autarquia, o objetivo central passa por reforçar a importância de comportamentos ambientalmente responsáveis e de uma gestão correta de resíduos, aliando o conhecimento académico à experiência cívica.
Esta iniciativa surge na sequência do trabalho desenvolvido em anos anteriores pela Câmara de Ponta Delgada. De acordo com os dados fornecidos pela autarquia, a edição de 2025 desta mesma ação resultou na recolha de 13 quilos de resíduos diversos. Entre os materiais encontrados no areal no ano passado, destacaram-se beatas de cigarro, azulejos, cordas, metais e fragmentos de plástico, ilustrando a diversidade de poluentes que ameaçam a biodiversidade marinha local.

O bispo de Angra iniciou este sábado, 18 de abril, a primeira de três visitas pastorais previstas este ano para a maior ilha do arquipélago, escolhendo a ouvidoria de Vila Franca do Campo como ponto de partida. O primeiro dia ficou marcado por um forte caráter intergeracional, com encontros que passaram pelas crianças da catequese, idosos e jovens crismandos, num roteiro centrado na proximidade às pessoas.
A visita teve início na igreja Matriz de Vila Franca do Campo, onde o prelado foi recebido pela comunidade e pelos membros do Conselho Pastoral. Em declarações ao sítio Igreja Açores, explicou o sentido desta presença: “A minha primeira expetativa é conhecer melhor… conhecer as alegrias e dificuldades. Depois poder contribuir para a confirmação na fé de tantas pessoas, não só daqueles que vão receber o sacramento, mas também aqueles que trabalham”. Sublinhou ainda que não chega como “fiscal”, mas como alguém que quer “acrescentar e ajudar”.
Ao longo do dia, reforçou a ideia de uma Igreja próxima.
“A Igreja não está fora do mundo, aliás, ninguém vive isolado. A Igreja sai, vai à rua conhecer as dificuldades, seja numa creche, numa escola ou num lar. A visita pastoral não é à sacristia, mas às pessoas”.

O primeiro momento, vivido com as crianças do sexto ano da catequese, trouxe um tom particularmente intimista ao arranque da visita. Na simplicidade do encontro, entre olhares curiosos e alguma timidez própria da idade, D. Armando Esteves Domingues procurou criar um ambiente de proximidade, falando de forma direta e acessível, quase como quem conversa em família. Mais do que um discurso formal, foi um diálogo feito de gestos, perguntas e pequenas histórias, onde a atenção das crianças se manteve presa a cada palavra.
“Encontrar-me com todos é pensar no futuro”, disse-lhes, convidando-os a olhar para a fé como um caminho vivo, que um dia poderá também passar pelas suas mãos.
Recordou a sua própria vocação, nascida num retiro onde se deixou “seduzir por Jesus”, e procurou traduzir essa experiência numa linguagem que os mais novos pudessem compreender: um Deus próximo, que conhece cada pessoa pelo nome, que sabe “o que cada um faz, onde mora, o que pensa” e que nunca abandona, mesmo quando se erra.
Num dos momentos mais marcantes, deixou um apelo simples, mas exigente: “Ama sempre, mas se te cansares de amar, continua a amar”. As palavras foram acolhidas num silêncio atento, quebrado aqui e ali por sorrisos e gestos de cumplicidade. Falou ainda de um Deus que “é um esbanjador de amor” e de um Jesus que “é o caminho, a verdade e a vida”, reforçando a ideia de que a fé se vive no quotidiano, nas pequenas escolhas de cada dia.

Seguiu-se a visita à Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo, uma das mais antigas dos Açores, onde contactou com os idosos. Ali, o ritmo abrandou e o ambiente ganhou um tom mais contemplativo. Entre palavras serenas e gestos de carinho, pediu aos utentes que rezassem pela visita pastoral, acabando por partilhar com eles um momento de oração. A instituição, responsável por diversas valências sociais – do lar à creche, passando pela farmácia e pelo ATL – e pela organização das festas do Senhor da Pedra, continua a ser um pilar da vida social e religiosa da Vila.
Alguns dos responsáveis pastorais mostraram satisfação com o arranque da visita.
Carlos Vieira, coordenador do Conselho Pastoral da ouvidoria, sublinhou “a alegria e empenho” da comunidade na preparação e no acolhimento do prelado, reconhecendo também que é preciso falar dos desafios que a ouvidoria enfrenta como a diminuição da prática religiosa e da participação na catequese. Ainda assim, destacou a vontade de mostrar ao bispo “a realidade, os desafios e também as fragilidades”.

Já Graça Amaral evidenciou a forma como o bispo se relacionou com os mais novos: “Mostrou que sabe estar com todas as idades. Os miúdos beberam tudo o que ele disse”. Para a representante do conselho pastoral de ouvidoria ao Conselho pastoral Diocesano, esta será “uma semana especial e de graça”, preparada com dedicação por toda a comunidade, incluindo a escola e os diferentes movimentos.
O dia terminou com um encontro com jovens crismandos, fechando um percurso que, logo no primeiro dia, ligou diferentes gerações em torno da mesma vivência de fé. A visita pastoral prolonga-se ao longo da semana, com um programa intenso que pretende dar a conhecer a realidade local e fortalecer a presença da Igreja no quotidiano das pessoas.

Polícias da esquadra da PSP da Ribeira Grande levaram a cabo uma operação de combate ao tráfico de estupefacientes que culminou na detenção, em flagrante delito, de dois homens, de 47 e de 51 anos, na freguesia da Ribeirinha.
A investigação desenvolvida pela PSP, no âmbito de um inquérito criminal, permitiu apurar as circunstâncias em que os dois suspeitos detidos agiam para a concretização, articulada entre ambos, da venda de estupefacientes, heroína e substâncias sintéticas.
No decurso da operação, e com recurso aos adequados meios de obtenção da prova, foram apreendidos diversos objetos e utensílios utilizados na preparação, acondicionamento e distribuição de substâncias estupefacientes, bem como armas ilegais e munições de arma de fogo.
Paralelamente, foram apreendidas quarenta doses individuais de heroína e cento e trinta doses individuais de droga sintética.
Após serem presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Ponta Delgada, ambos os arguidos ficaram em prisão preventiva, a aguardar os ulteriores termos do processo. No que respeita à brigada de investigação criminal da Ribeira Grande, no âmbito das suas competências de investigação e prevenção criminal, realizou, nos últimos dois anos, oitenta e quatro detenções em operações policiais, maioritariamente relacionadas com o tráfico de estupefacientes, visando a prevenção e repressão de atividades criminosas, tendo sido aplicada a cinquenta dos detidos a medida de coação de prisão preventiva.

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, aprovou a adjudicação do procedimento concursal para a aquisição, instalação e manutenção de um sistema de cirurgia robótica destinado ao hospital do Divino Espírito Santo (HDES), investimento que reforça a modernização do serviço regional de saúde.
No âmbito da decisão agora tomada, foi adjudicada a aquisição, instalação e manutenção de um sistema de cirurgia robótica, pelo valor de 2,4 milhões de euros, e a aquisição, instalação e manutenção de uma mesa operatória emparelhável com sistema robótico, pelo valor de 114 mil euros.
O sistema a instalar no HDES corresponde ao modelo IS5000 – Intuitive da Vinci 5, o mais avançado sistema de cirurgia robótica de 5.ª geração, sendo o primeiro deste tipo a ser adjudicado em Portugal. Este equipamento incorpora mais de cento e cinquenta inovações tecnológicas, incluindo visualização tridimensional de alta-definição, maior precisão cirúrgica e tecnologia de ‘feedback’ de força, permitindo aos profissionais de saúde uma intervenção mais segura e eficaz.
Este avanço tecnológico traduz-se em benefícios diretos para os utentes, nomeadamente através da realização de cirurgias minimamente invasivas, com menor trauma, redução de complicações e tempos de recuperação mais curtos.
Para Mónica Seidi, “este investimento representa um passo decisivo na qualificação do serviço regional de Saúde, colocando os Açores na linha da frente da inovação tecnológica em saúde a nível nacional, com benefícios claros na qualidade dos cuidados prestados e na segurança dos utentes”.

A ilha de São Miguel prepara-se para acolher, a partir de amanhã, 18 de abril, a primeira visita pastoral de D. Armando Esteves Domingues desde o início do seu episcopado. O périplo arranca na ouvidoria de Vila Franca do Campo e prolonga-se até ao dia 26 de abril, marcando um momento que a Igreja local classifica como histórico. Sob o lema “Bendito o que vem em nome do Senhor”, a iniciativa pretende ser, acima de tudo, um espaço de comunhão e renovação espiritual para a comunidade cristã vilafranquense. Segundo nota de imprensa enviada pela Ouvidoria de Vila Franca do Campo, a agenda do bispo de Angra será intensa e descentralizada, com passagens previstas pelas paróquias de Água d’Alto, São Pedro, Ponta Garça e Matriz, incluindo contactos diretos com escolas, associações, movimentos de leigos e visitas a doentes.
O padre José Borges, ouvidor local, destaca a importância deste encontro que rompe com o protocolo institucional para se focar nas pessoas. “Não é apenas uma formalidade do calendário; é, acima de tudo, um encontro de família”, sublinha o sacerdote, descrevendo D. Armando Esteves Domingues como “um pastor com cheiro a ovelhas”, cuja presença reforça o sentimento de que a comunidade não caminha isolada. Para o responsável, a visita é uma oportunidade para o prelado conhecer de perto a realidade de uma ouvidoria que já trabalha há vários anos numa dinâmica de cooperação entre paróquias, facilitando a implementação das orientações diocesanas e o caminho sinodal proposto pelo Papa Francisco.
Contudo, a visita pastoral será também um momento de reflexão sobre as fragilidades que afetam a prática religiosa na região. Entre os temas que a ouvidoria pretende levar ao diálogo com o bispo figuram a diminuição da participação ativa dos fiéis e a premente escassez de vocações sacerdotais. O padre José Borges alerta ainda para a crescente sobrecarga do clero, notando que “hoje, um padre assume várias paróquias, com as mesmas exigências de sempre”, o que obriga a um olhar mais atento sobre a saúde e o bem-estar dos sacerdotes. Apesar destes desafios, a estrutura pastoral de Vila Franca do Campo mantém o otimismo, sustentando que a fé da população permanece viva, ainda que confrontada com as exigências de uma vida quotidiana mais complexa.
A preparação deste evento mobilizou conselhos pastorais e equipas de formação, culminando numa assembleia eclesial que reforçou o papel dos leigos na Igreja. O programa inclui momentos de particular simbolismo, como encontros com jovens e escuteiros, a celebração de crismas e a denominada “Festa da Fé”. O encerramento oficial da visita pastoral terá lugar no dia 26 de abril, na Igreja Matriz de Vila Franca do Campo, com uma celebração eucarística que deverá reunir representantes de todas as comunidades da ouvidoria. Conforme sintetiza o padre José Borges, o objetivo final desta passagem de D. Armando Esteves Domingues pela localidade é claro: “Queremos construir juntos um caminho de fraternidade e futuro”.

A Câmara Municipal da Lagoa aprovou, por unanimidade, o Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens para o período 2026-2030, um instrumento estratégico que visa reforçar a proteção, o bem-estar e o desenvolvimento integral das crianças e jovens do concelho.
Trata-se do primeiro plano desta área a ser aprovado a nível regional, tendo surgido a partir de um compromisso efetuado aquando da visita do Presidente do Comissariado de Apoio à Infância, Emanuel Areias, à Lagoa.
Este plano resulta de um trabalho em rede, entre a autarquia e diversas entidades com intervenção na área da infância e juventude, tendo por base o diagnóstico das principais problemáticas identificadas pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagoa.
Entre os principais desafios identificados destacam-se a exposição à violência doméstica, as situações de negligência parental e os comportamentos antissociais e de indisciplina. Face a este diagnóstico, o plano define três eixos prioritários de intervenção: prevenção e combate à violência doméstica, prevenção e combate à negligência parental e promoção de comportamentos saudáveis entre crianças e jovens.
O documento integra um conjunto alargado de medidas que passam pela sensibilização da comunidade, formação de profissionais, reforço do apoio às famílias, promoção da saúde e do bem-estar emocional, bem como o desenvolvimento de programas educativos e preventivos em contexto escolar e comunitário.
Com vigência até 2030, o plano prevê uma monitorização contínua e avaliações periódicas, com o objetivo de medir o impacto das ações implementadas e ajustar estratégias sempre que necessário.

O Dia Municipal do Bombeiro foi assinalado numa cerimónia evocativa do 151.º aniversário dos bombeiros voluntários da Ribeira Grande, momento que contou com a presença do presidente da autarquia, Jaime Vieira.
Na sua intervenção, o autarca enalteceu o percurso da corporação, sublinhando a sua relevância para além do território local. O autarca destacou o “percurso heróico da associação” e o seu protagonismo que “ultrapassa largamente as fronteiras do concelho e da ilha”, considerando-a um “exemplo a nível nacional e internacional”.
“Este executivo camarário reforçou o apoio financeiro através da celebração de um protocolo financeiro com a corporação, porque sabemos que o vosso trabalho exige meios, exige estabilidade, exige respeito, respeito humano, mas também respeito traduzido em investimento”, afirmou Jaime Vieira.
A cerimónia ficou igualmente marcada pela valorização do legado da associação, fundada a 15 de abril de 1875, sendo a mais antiga corporação de bombeiros dos Açores.
Entre os anúncios feitos, o presidente da câmara reiterou o compromisso da autarquia com o futuro da instituição, destacando a criação de um centro de treinos no concelho — uma ambição antiga dos bombeiros locais — e anunciou a intenção do município em apoiar a construção de um muro de treinos integrado naquele que será o primeiro centro de formação do género na região.

A Marinha Portuguesa, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), coordenou o resgate de um velejador solitário do veleiro “NICOLA DEUX”, que se encontrava a navegar a 585 milhas náuticas (cerca de 1 080 quilómetros), a noroeste da ilha de São Miguel.
O alerta foi dado pelo tripulante do veleiro de bandeira britânica, através da ativação de uma radiobaliza de emergência, após a embarcação ter sido atingida por condições meteorológicas adversas verificadas no local, provocando a quebra do mastro.
De imediato, foi empenhado para a posição do veleiro o navio NRP Figueira da Foz, que se encontra em missão na Zona Marítima dos Açores.
Após o resgate, e já a bordo do navio da Marinha Portuguesa, o tripulante foi observado pela equipa de saúde, constatando-se que se encontrava bem, não sendo necessário qualquer tratamento médico urgente.
Esta ação contou, também, com o empenhamento da Força Aérea Portuguesa, através do RCC Lajes, bem como de três navios mercantes que se encontravam a operar na área.

A Associação de Municípios dos Açores (AMRAA) defendeu, na reunião de trabalho com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a necessidade de existir um “tratamento diferenciado para os municípios açorianos, atendendo aos constrangimentos permanentes da insularidade, da dispersão territorial e dos sobrecustos associados à realidade regional”, informou, através de comunicado.
A AMRAA sublinhou que os municípios açorianos “não podem continuar a ser avaliados e financiados com base em critérios desenhados para a realidade continental, sem consideração pelas especificidades próprias das regiões autónomas”.
O presidente do conselho de administração da AMRAA, Carlos Ferreira, afirmou que “os municípios açorianos não pedem privilégios. Exigem apenas que os seus constrangimentos reais sejam reconhecidos e devidamente considerados nas políticas nacionais”.
No decurso da reunião, a AMRAA alertou para as crescentes dificuldades sentidas pelos municípios na execução do PRR e do PT2030, designadamente a falta de respostas do IHRU, a escassez de empreiteiros e projetistas, o aumento dos custos de construção, a falta de propostas em concursos públicos e os prazos de execução desajustados à realidade regional.
Carlos Ferreira salientou que “aos municípios açorianos não falta vontade de executar. O que existe são limitações objetivas de mercado, de escala e de contexto territorial que têm de ser compreendidas”.
A AMRAA destacou igualmente a necessidade de rever o modelo de financiamento municipal, defendendo mecanismos compensatórios para os custos acrescidos da insularidade, maior flexibilidade na execução de fundos comunitários e reforço das verbas destinadas às autarquias açorianas. “Não é possível exigir mais competências, mais investimento e mais resposta social aos municípios, mantendo exatamente os mesmos instrumentos de financiamento”, acrescentou Carlos Ferreira.
A reunião permitiu ainda registar, com particular relevância, a convergência entre a ANMP e a AMRAA quanto à necessidade de reconhecer, no quadro da revisão da Lei de Finanças Locais, a especificidade dos municípios açorianos e os encargos permanentes associados à insularidade e à fragmentação territorial. A habitação, a proteção civil, os transportes, a gestão de resíduos, a água, o saneamento e a adaptação às alterações climáticas foram igualmente identificados como áreas de crescente pressão sobre os orçamentos municipais.
Carlos Ferreira defendeu ainda uma relação mais próxima e regular entre a ANMP e os Açores, considerando que a realidade municipal açoriana exige acompanhamento contínuo e não apenas contactos pontuais. “A insularidade não pode continuar a ser vista como uma nota de rodapé nas políticas públicas nacionais”, concluiu.

As entidades subscritoras do memorando conjunto — Associação de Alojamento Local dos Açores, Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, Federação Agrícola dos Açores e Associação da Hotelaria de Portugal (AHP – Açores) — assinalam “com satisfação a aprovação”, por unanimidade, do carácter de urgência do projeto de criação do Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas dos Açores.
Este avanço surge na sequência de uma semana de intenso trabalho institucional, durante a qual foram realizadas sete audiências e uma conferência com forças políticas regionais, nacionais e europeias, onde foi apresentada uma posição conjunta sobre os desafios da promoção e da acessibilidade aérea na região.
A criação deste fundo constitui uma das “medidas centrais propostas no memorando apresentado pelas entidades”, sendo vista como um instrumento “essencial para reforçar a conectividade aérea, atrair novas rotas e recuperar a capacidade de gerar procura para o destino Açores”, pode ler-se no comunicado divulgado pela ALA – Associação de Alojamento Local dos Açores.
A aprovação, por unanimidade, da urgência representa, no entender da ALA, um “sinal claro de reconhecimento da importância do tema e da necessidade de uma resposta rápida”. Trata-se, acrescenta a associação, de um momento “relevante para a região, que poderá, num curto espaço de tempo, dotar-se de um instrumento fundamental para reforçar a sua capacidade negocial e competitividade no setor do turismo”.
As entidades apelam agora à “continuidade deste espírito de convergência, para que o processo legislativo possa avançar com a mesma celeridade e resultar numa solução eficaz para os desafios que os Açores enfrentam”.