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Auditório Ferreira da Silva inaugura exposição e documentário sobre fibras vegetais e memória local em Água de Pau

Sofia de Medeiros apresenta exposição ‘Fibras Vegetais’ e é apresentado documentário ‘Água de Pau: Memórias da Água’, destacando património e identidade da vila

© CM LAGOA
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O Auditório Ferreira da Silva, na Vila de Água de Pau, inaugura na próxima sexta-feira, 6 de março, pelas 18h00, a exposição «Fibras Vegetais», da artista Sofia de Medeiros, e apresenta o documentário «Água de Pau: Memórias da Água», com base no espólio fotográfico de Roberto Medeiros.

O anúncio foi feito pela Câmara Municipal da Lagoa e revela que a exposição resulta de uma residência artística em colaboração com os artesãos lagoenses Alcídio Andrade e Lurdes Couto, focada na exploração e valorização das fibras vegetais, matéria-prima inserida no projeto municipal «Entrelaçar Fibras Vegetais».

De acordo com a autarquia lagoense, o projeto foi criado com o objetivo de garantir a sustentabilidade e preservação da arte do entrelaçado com fibras vegetais, valorizando os saberes tradicionais transmitidos de geração em geração e o conhecimento das plantas e dos seus ciclos. Assentando em matérias-primas de maior expressão no concelho da Lagoa, como o vime, a espadana e a folha de milho, o projeto visa assegurar a transmissão destas técnicas e incentivar o surgimento de novos artesãos, face à redução do seu número atualmente.

O projeto estrutura-se em dois eixos: um dirigido à comunidade em geral e outro à comunidade escolar do concelho de Lagoa. No eixo escolar, a arte de entrançar fibras vegetais integra a disciplina de Educação Tecnológica do segundo e terceiro ciclo, sensibilizando os alunos para a sua importância e promovendo competências técnicas e criativas.

© CM LAGOA

O documentário «Água de Pau: Memórias da Água» é um registo audiovisual que recupera histórias, vivências e identidades locais através das imagens da coleção fotográfica de Roberto Medeiros. Este trabalho constitui um importante testemunho visual da comunidade pauense e da sua evolução ao longo do tempo, propondo uma reflexão sobre a fotografia enquanto instrumento de memória e identidade coletiva.

O documentário abordará numa primeira parte o colecionismo e o papel do colecionador na construção da memória social. Numa segunda parte, através da coleção fotográfica, destaca a importância do elemento água na história da vila, explorando dimensões como vida, espiritualidade e património, e reforçando o sentimento de pertença da comunidade à sua terra.

Este momento cultural pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre arte contemporânea, património e memória coletiva, reforçando a criação artística enquanto instrumento de preservação e valorização da identidade local. A entrada no Auditório Ferreira da Silva será livre.

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