O projeto de “crowdfunding” para o aproveitamento das sementes de castor (uma praga nos Açores) já foi aprovado e a partir de agora está disponível para financiamento, através do site: http://ppl.com.pt/pt/prj/oleo-de-castor.
Em simultâneo com os seus objetivos concretos, é uma forma de testar a sociedade açoriana ao nível da economia social e de intervenção, pois esse dinheiro acabará por ir para quem mais necessita, mas em troco de trabalho e não como simples esmola – o que é uma inovação. A ideia foi apresentada pela 1ª vez como proposta eleitoral do Partido da Terra nas Eleições Regionais de 2012 e agora foi convertida em projecto de “crowdfunding”, revela o seu promotor.
Este é um projeto que visa fazer o aproveitamento das sementes da planta Ricinus Communis, uma infestante em determinados locais das ilhas, mas das quais se pode produzir o famoso “Óleo de Castor”, que é muito utilizado em cosmética, medicina e indústria. A estratégia passa por incentivar as famílias mais pobres a apanhar as sementes (tal como hoje fazem com a apanha de Amoras) e entregá-las num centro onde serão tratadas e produzido o óleo, que será posteriormente comercializado localmente como loção capilar.
Segundo é explicado, a comercialização numa 1º fase será feita nos mercados locais em frascos de vidro como tratamento capilar. Em simultâneo será vendido através da internet, no E-Bay e pela página do Facebook. O óleo de castor também é passível de ser transformado em sabonete e essa será a 2ª fase do projeto.
O PVP do óleo de castor será de 3,00€ por frasco. Refira-se que para além do valor dos seus benefícios cosméticos, o argumento da intervenção social terá um peso importante. O óleo será processado e engarrafado na cozinha industrial da Junta de Freguesia de São Pedro, cumprindo assim as exigências higio-sanitárias em vigor. A facturação será feita através da minha actividade em nome individual, que alargarei para a actividade (CAE) 10413 – Produção de óleos vegetais brutos, lê-se.
As utilizações do óleo de ricínio são inúmeras e amplamente divulgadas na Internet. Existem muitas marcas do produto à venda em todo o mundo. O óleo é considerado pela US Food and Administration como “seguro e efectivo” mesmo para uso interno. Neste caso o óleo não será comercializado como produto medicinal, mas apenas cosmético, não existindo quaisquer contraindicações documentadas a esse nível e não necessitando de certificação oficial para ser comercializado. Entra na categoria dos óleos extraídos de plantas, neste caso para utilização externa.
As suas propriedades cosméticas estão bem documentadas. O óleo de rícino quando aplicado e massajado diretamente sobre o couro cabeludo estimula o crescimento de um cabelo forte e saudável, pois melhora a circulação sanguínea, o que é vital para estimular o crescimento. Contém ácido gordo Omega 6 que estimula o couro cabeludo e folículos pilosos, fortalecendo os fios e tornando o cabelo menos frágil. Também nutre as raízes, hidrata e condiciona, deixando o cabelo macio e suave. Pontas duplas e ressecamento são rapidamente corrigidos pelo poder de hidratação do óleo. É uma boa opção se não quiser usar condicionador. Deixa o cabelo mais sedoso, e brilhante. O óleo de rícino pode também combater infecções do couro cabeludo que conduzem a perda de cabelo. As suas propriedades germicidas tornam-no eficaz para o tratamento da caspa, foliculite, seborreia, etc.
Segundo o promotor, o dinheiro destina-se à compra de uma máquina manual de extração do Óleo de Castor, frascos de vidro e aquisição das sementes (cerca de 3 mil quilos, que poderão produzir cerca de 1.500 litros de óleo). Os lucros serão reinvestidos na aquisição de mais semente, de forma a garantir que todas as sementes serão escoadas e assim cumprido o objetivo de criar mais um complemento de rendimento para os mais pobres.
DL
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