Festival Pride Azores decorre entre 28 e 30 de agosto

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Abrir armários, criar pontes é o tema do terceiro festival anual LGBTS nos Açores, Festival Pride Azores.
Durante os dia 28, 29 e 30 de agosto, na maior cidade do arquipélago, Ponta Delgada na ilha de São Miguel, a associação LGBT Pride Azores em parceria com várias entidades apresenta esta ação de visibilidade para com o ser Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e seus simpatizantes (LGBTS).
Em encontros tertúlia, apresentações, exposições e rodagem de filmes de temática a orientação sexual, assim a associação dá mais visibilidade a uma minoria que raramente é falada em praça pública mas que afeta todas as famílias açorianas. A terminar o festival a manifestação nas ruas dá bem vindas a todas as pessoas que queiram participar para realizar a Marcha LGBTS a prol dos direitos humanos para todos os seres humanos, refere uma nota enviada à nossa redação.

“Viver naturalmente perante a sociedade, não ter medo de ser quem é, falar sobre amor, parceiros e a vida quotidiana que inclui o ser gay ou lésbica, isso é derrubar os armários da vergonha da sua orientação sexual,” diz Terry Costa, o presidente da associação que foi criada a dezembro de 2001 e já apresentou dois festivais em Ponta Delgada e marcou o Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia nas ilhas do Faial, Pico e Terceira, nestes seus primeiros 3 anos de atividade.

“Um dos maiores problemas na nossa sociedade é que as pessoas vivem ás escuras e não partilham o que os nossos colegas heterossexuais nunca tiveram problema em partilhar, a sua orientação sexual,” continua Terry Costa. 

Assim com o tema “abrir armários, criar pontes” a Pride Azores pretende incentivar que os açorianos e açorianas que são de orientação sexual não heterossexual se sintam um pouco mais confortáveis consigo próprios e passem a viver naturalmente perante sociedade.

A programação do Festival Pride Azores é aberta ao público em geral. A Marcha que acontece no sábado 30 de agosto tem encontro nas Portas da Cidade pelas 18h e percorre a Avenida até às Portas do Mar.

“Não é necessário ser LGBT para participar numa manifestação a prol dos direitos humanos para todos os seres humanos, por isso a sigla contém o S que representa os simpatizantes, as pessoas que não se identificam LGBT mas apoiam, simpatizam, com orientação sexual e identidade de género diferente da sua,” termina Terry Costa.

DL/ALGCTPA

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