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Festival de folclore do Porto Formoso é “um museu vivo de fortes vibrações”

Evento segue para a 16.ª edição e contará, este ano, com grupos do Brasil, Eslovénia e Equador. José Maria Cabral, presidente do grupo, acredita que o festival tem margem para continuar a crescer

José Maria Cabral (de castanho, ao centro) é o presidente do grupo folclórico Nossa Senhora da Graça © ARQUIVO CMRG

No próximo dia 12 de agosto, sábado, todos os caminhos vão dar à freguesia do Porto Formoso. O porto de pescas da localidade será palco da 16.ª edição do festival de folclore do Porto Formoso, evento que tem início agendado para as 21h00. A entrada é gratuita para todos quantos queiram assistir a um festival que é já um marco cultural na freguesia e no concelho da Ribeira Grande, de portas abertas ao mundo pelo cariz internacional que já conquistou.

Este ano, para além do grupo da casa – Nossa Senhora da Graça – o festival contará com a presença de grupos do Brasil, Eslováquia e Equador. A diversidade cultural está, assim, garantida para os amantes do folclore e para o reforço do intercâmbio entre países de diferentes latitudes unidos por um denominador comum: a comunhão cultural que nasceu do povo e se desenvolveu com o povo através de várias gerações.

A organização está a cargo do grupo folclórico Nossa Senhora da Graça, presidido por José Maria Cabral que, em declarações ao Diário da Lagoa, levantou um pouco a ponta do véu relativamente ao que se poderá esperar da edição deste ano.

“Esta edição contará com um viver da tradição sob o tema das lavadeiras. Contará ainda com a presença de três grupos internacionais que, certamente, irão enriquecer o evento numa noite recheada de cultura”, disse.

A parceria com o COFIT Açores, Comité Organizador de Festivais Internacionais da Terceira, é uma porta que se mantém aberta. “Como tem sido hábito em anos anteriores, temos uma parceria com o COFIT. Eles têm conhecimentos com grupos de todo o mundo e são um parceiro essencial para trazemos ao Porto Formoso tradições tão ricas de outros cantos do mundo”, acrescenta José Maria Cabral.

Para que tudo seja preparado ao pormenor, o evento começa a ser planeado com bastante antecedência. “O festival é preparado com um ano de antecedência”, adiantou o presidente do grupo Nossa Senhora da Graça, acrescentando que “apesar de ainda não termos realizado a edição deste ano, já estamos a trabalhar na próxima em conjunto com o COFIT para que possamos garantir a presença de grupos de fora”.

É, portanto, um evento que requer muita logística ao nível de viagens, estadias e alimentação. Também é um desafio aliciante para uma freguesia com cerca de 1200 habitantes. José Maria Cabral confirma-o: “realizar um evento desta envergadura num porto de pescas é um desafio, mas também é gratificante. O local reúne todas as condições para que as pessoas possam usufruir de um momento cultural de qualidade, sendo que muitas deles viajam nas suas memórias ao passado, ao tempo em que também elas dançavam folclore. É uma noite de muitas recordações e tradições, é uma noite que mantém viva a chama do folclore, um autêntico museu vivo de fortes vibrações”.

Possibilidade de chuva obriga a pensar num plano B

A magia e o simbolismo que se vivem na noite do festival são únicas, mas as especificidades do clima nos Açores também são únicas, daí que a organização seja forçada a pensar num plano B caso as condições climatéricas não sejam as melhores para realizar o festival ao ar livre.

E o grupo folclórico Nossa Senhora da Graça tem a alternativa pensada. “Não é fácil organizar um festival deste género num local só, mas obviamente que os eventos ao ar livre têm de ter um plano B. Neste caso, a alternativa será o pavilhão desportivo da freguesia”, adiantou. José Maria Cabral espera que não chova, mas se chover o evento não ficará por realizar.

Toda esta logística tem de ser pensada e necessita de parceiros. “A verdade é que não é fácil organizar um festival internacional e posso mesmo afirmar que só o conseguimos realizar por insistência e com pensamentos positivos para os próximos anos”, vincou José Maria Cabral, de olhos postos num salto qualitativo.

“Obviamente que temos de evoluir a nível do festival e temos esse desejo, mas para tal temos de criar as devidas condições. Também relembro que somos um grupo de folclore que tem as suas atuações ao longo do ano, o que nos deixa com menos tempo disponível”, desabafou José Maria Cabral. Também os apoios públicos têm sido essenciais para manter viva a chama da esperança. “A câmara da Ribeira Grande e a junta de freguesia do Porto Formoso têm sido parceiros essenciais. Agradecemos estes e todos os outros apoios que nos vão chegando porque é tudo em prol do folclore”, diz o responsável.

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Acácio Mateus

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