Festival de bandas mantém viva a memória de António Moniz Barreto

© CM LAGOA

O cineteatro lagoense Francisco d’Amaral Almeida acolhe no dia 27 de novembro, pelas 16h00, o IX Festival de Bandas Filarmónicas António Moniz Barreto. Esta iniciativa, de caráter cultural, é organizada pela associação musical da Lagoa, com o apoio da câmara municipal, e pretende ser, mais uma vez, uma homenagem ao prestigiado lagoense António Moniz Barreto, que sempre viveu pela música, tendo pertencido, inclusive, às duas bandas filarmónicas da cidade.

Este ano, a nona edição do festival contará com a atuação da sociedade filarmónica Lira do Rosário e da banda filarmónica Estrela d’Alva, tendo por convidada a banda Lealdade de Vila Franca do Campo. Este festival assinala também o 15.º aniversário da associação musical da Lagoa.

As bandas farão um pequeno desfile, pelas 16h00, com saída de pontos distintos. A banda Lealdade de Vila Franca do Campo sairá do largo Sainte Therese e percorrerá a rua 25 de Abril. A banda Lira do Rosário sairá do porto dos Carneiros e percorrerá a rua dr. José Pereira Botelho. Já a banda Estrela d’Alva sairá do edifício dos Paços do Concelho e percorrerá as ruas Almeida Garret e Herculano Amorim Ferreira. As três bandas terminarão o percurso em frente à igreja de Nossa Senhora do Rosário, onde interpretarão a peça “O Açoriano”, da autoria de António Moniz Barreto, seguindo-se a participação de cada uma no cineteatro lagoense Francisco d’Amaral Almeida.

António Moniz Barreto nasceu em 1907, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, tendo deixado um grande legado no campo da música, como compositor e pela sua paixão pelas bandas filarmónicas. Cultivou o seu conhecimento musical de forma autodidata tendo começado a tocar flautim com oito anos. Com 18 anos regeu a sociedade filarmónica Lira do Rosário, responsabilidade que manteve durante 43 anos, tendo efetuado um trabalho meritório nas composições de várias marchas fúnebres, graves, canções, ordinários, fantasias e rapsódias. Pertenceu também à sociedade filarmónica Estrela D’Alva, onde permaneceu três anos, até à sua morte, em 1978.

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