{"id":62980,"date":"2018-07-02T10:20:49","date_gmt":"2018-07-02T10:20:49","guid":{"rendered":"http:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=62980"},"modified":"2025-09-27T21:44:33","modified_gmt":"2025-09-27T21:44:33","slug":"1o-centenario-das-aparicoes-no-monte-dagua-de-pau-1a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/1o-centenario-das-aparicoes-no-monte-dagua-de-pau-1a-parte\/","title":{"rendered":"1\u00ba Centen\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es no Monte D&#8217;\u00c1gua de Pau &#8211; 1\u00aa parte"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #000000;\">A 5 de Julho de 1918 Nossa Senhora apareceu \u00e0 Joana no Monte Santo<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Ermida de Nossa Senhora do Monte, no Pico de \u00c1gua de Pau, foi mandada edificar por Te\u00f3filo Tavares do Canto e sua esposa, Dona Isolina Adelaide Soares. Esta Ermida foi constru\u00edda perto do local onde se deram as apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora a Maria Joana Soares Tavares do Canto, filha deste casal. Maria Joana nasceu em \u00c1gua de Pau, a 21 de Agosto de 1910. Em 1918 j\u00e1 andava na escola quando come\u00e7ou a vir para este Pico com 8 anos, umas vezes na companhia de seus av\u00f3s, paterno e materno e mais tarde com meninas da sua idade. Maria Joana ia com frequ\u00eancia ao Pico rezar na companhia de uma amiga chamada Sofia, um pouco mais jovem, nascida na Am\u00e9rica do Norte, filha de pais irlandeses j\u00e1 falecidos e adoptada como filha por um casal, sem filhos, desta vila. \u00c1s vezes iam acompanhadas de outras e come\u00e7aram a ser notadas pela sua piedosa devo\u00e7\u00e3o. Um dia, Maria Joana disse que vira e falara com Nossa Senhora e revelou que voltaria a aparecer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Semelhante not\u00edcia causou grande alvoro\u00e7o e originou que uma imensa multid\u00e3o desejasse assistir a essa apari\u00e7\u00e3o que veio a ocorrer numa Sexta-feira, 5 de Julho de 1918.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Pouco depois de chegar ao Monte, pelas seis horas da tarde daquele dia, ela disse que ia aparecer uma coisa no sol. De come\u00e7o ningu\u00e9m o podia olhar, tal a intensidade dos seus raios, mas logo esses raios enfraqueceram, permitindo fix\u00e1-lo, deixando ver ent\u00e3o coisas semelhantes \u00e0 figura de Nossa Senhora, Nosso Senhor, Anjos e at\u00e9 como que uma Igreja!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mas, vamos \u00e0 hist\u00f3ria de como tudo come\u00e7ou:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Estava-se, na altura, ainda em plena Primeira Guerra Mundial, quando duas crian\u00e7as que brincavam descuidadas numa casa solarenga da zona da Ermida do Santiago, da Vila de \u00c1gua de Pau, viram um clar\u00e3o no fundo do quintal, isto na dire\u00e7\u00e3o do \u201cPico do Concelho\u201d, tamb\u00e9m conhecido por \u201cPico da Figueira\u201d, do qual surgiu uma imagem de um homem chagado, de cuja fronte brotava sangue devido \u00e0quilo que lhe circundava a cabe\u00e7a, das m\u00e3os e dos p\u00e9s chagados. Deixava transparecer a imagem de Cristo crucificado, segundo depois julgamento feito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Temerosas e apavoradas, as duas crian\u00e7as correram ao encontro dos av\u00f3s de uma delas, da Maria Joana Soares Tavares do Canto, neta dos donos da casa onde tamb\u00e9m moravam seus pais, Te\u00f3filo Tavares do Canto e sua esposa Isolina Adelaide Soares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Seus av\u00f3s n\u00e3o acreditaram naquilo que ambas contaram, tanto mais que as duas crian\u00e7as ainda n\u00e3o haviam atingido oito anos, mas uma irm\u00e3 do dono da casa, de Jo\u00e3o Carlos Tavares do Canto, senhora profundamente crist\u00e3, ouvindo aquilo que ambas as meninas diziam, quedou-se silenciosa, ficando em medita\u00e7\u00e3o, mas depois acreditou nas duas crian\u00e7as, tornando-se, desta forma, sua confidente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A outra menina tinha por nome Maria Sofia, tamb\u00e9m conhecida por Sofia Paulino &#8211; por apelido da m\u00e3e adotiva \u2013 nascida na Am\u00e9rica do Norte, filha de pais de origem irlandesa que l\u00e1 haviam morrido, a qual havia sido adotada por um casal sem filhos que se veio fixar em \u00c1gua de Pau \u2013 sem d\u00favida por ser dali natural \u2013 o qual residia em frente dos pais e av\u00f3s da Maria Joana. Da\u00ed a sua amizade nos brinquedos e na escola.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_63175\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-63175\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-63175\" src=\"http:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1\u00ba-centen\u00e1rio-apari\u00e7\u00f5es-Joana-Agua-de-Pau.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"369\" \/><p id=\"caption-attachment-63175\" class=\"wp-caption-text\"><em><span style=\"color: #000000;\">Maria Joana Soares Tavares do Canto.<\/span><\/em><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As duas meninas continuaram a brincar, como de costume, sob a \u00abjaponeira\u00bb &#8211; roseira do Jap\u00e3o \u2013 que se situava ao fundo do enorme quintal onde colocavam as suas bonecas sobre uma banqueta de pedra que ao redor da \u00e1rvore havia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mais a Maria Joana, embora tamb\u00e9m a Sofia, perdiam muito do tempo que brincavam rezando, porque jamais se lhes sa\u00eda da cabe\u00e7a aquele quadro sobrenatural do homem chagado que tinham visto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Olhando furtivamente, de vez em quando, para o pico l\u00e1 ao fundo, na mesma dire\u00e7\u00e3o da primeira vis\u00e3o, a Joana notou que uma senhora vestida de branco envolta num clar\u00e3o que seus olhos aceitaram, a chamava para o monte. Tamb\u00e9m a Sofia, por ter sido alertada, viu igualmente a misteriosa senhora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mais prudentes e para n\u00e3o serem desmentidas, como o haviam sido antes, as duas meninas contaram mais este acontecimento \u00e0 tia-av\u00f3 da Joana, j\u00e1 sua confidente. Esta, embora soubesse que a encosta do monte n\u00e3o possu\u00eda acesso e era muito \u00edngreme e parcialmente coberta por silvado, aconselhou-as a irem ao monte rezar, ao encontro da senhora que as havia chamado. Mas n\u00e3o s\u00f3 as incentivou a cumprirem aquilo que sentiam, como tamb\u00e9m ela, muito devota senhora, dali avante procurou acompanhar as duas crian\u00e7as que iam orar ao pico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nossa Senhora, na primeira apari\u00e7\u00e3o de aproxima\u00e7\u00e3o, disse \u00e0 vidente Joana, com quem falava, que esta mais a Sofia deviam ir ali, \u00e0quela inclinada encosta, rezar durante dezoito dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Sofia possu\u00eda o poder da vis\u00e3o mas n\u00e3o o da comunica\u00e7\u00e3o com Nossa Senhora, por isso era a Joana quem transmitia \u00e0 sua companheira aquilo que ouvia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Postos os familiares a par do ocorrido, procuraram os mesmos desencoraj\u00e1-las, mas as mesmas persistiam e afirmavam que era Nossa Senhora quem lhes pedia aquela obriga\u00e7\u00e3o. Porque j\u00e1 eram acompanhadas na subida e na descida por muita gente de \u00c1gua de Pau, ent\u00e3o os pais aceitaram aquela misteriosa atra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Numa das apari\u00e7\u00f5es da Senhora \u00e0s meninas, a Mesma, depois das ora\u00e7\u00f5es devidas e as advert\u00eancias habituais, repetiu-lhes que aquele lugar dali avante se chamaria Monte Santo, por isso o n\u00e3o chamassem mais pico. Prometeu-lhes tamb\u00e9m que ia dizer o dia em que ia fazer um milagre para que o povo nelas acreditasse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Embora os familiares da Joana se n\u00e3o manifestassem ou se envolvessem diretamente no caso, n\u00e3o puderam evitar que seu nome aparecesse nos jornais. Al\u00e9m disso, desde h\u00e1 muito o milagre do Monte Santo j\u00e1 era sabido ao perto e ao longe, nos A\u00e7ores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Dada a sua elevada posi\u00e7\u00e3o social, os pais da Maria Joana procuraram manter-se sempre \u00e0 dist\u00e2ncia e n\u00e3o se envolver em qualquer veleidade. Por\u00e9m, porque eram cat\u00f3licos respons\u00e1veis, n\u00e3o deixaram de consultar o seu confessor, o Padre Jo\u00e3o Moniz de Melo, ent\u00e3o p\u00e1roco da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, o qual, tamb\u00e9m, por sua vez se manteve fora dos acontecimentos, porque, naquela altura os milagres em F\u00e1tima ainda se mantinham e se mantiveram por muito tempo periclitantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quem eram os pais da Joana?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Segundo dados fornecidos pelo genealogista Dr. Hugo Moreira: \u00ab Daniel Tavares do Canto Taveira morgado da fam\u00edlia Tavares do Canto, do solar de Nossa Senhora do Vencimento, Capit\u00e3o-M\u00f3r da Vila da Ribeira Grande, padroeiro da capela-m\u00f3r da Igreja do Convento dos Franciscanos, presidente da C\u00e2mara Municipal da Vila da Ribeira Grande, etc., casou em 26 de Abril de 1834, na Ribeira Grande, com Teresa em\u00edlia de Sousa Gamito. Tiveram, entre outros filhos, Fernando Enes Tavares do Canto Taveira, que casou em 9 de Maio de 1853 em \u00c1gua de Pau, com Maria da Gl\u00f3ria Teves de Vasconcelos. Casou-se segunda vez em S. Pedro de Ponta Delgada em 14 de Outubro de 1869 com Maria Isabel do Canto Medeiros e Albuquerque. Teve do 1\u00ba casamento, entre outros, Jo\u00e3o Carlos Tavares do Canto, que casou em 19 de Maio de 1880, em \u00c1gua de Pau, com Estef\u00e2nia Hig\u00ednia de Almeida. Tiveram, entre outros, Te\u00f3filo Tavares do Canto\u00bb (estes \u00faltimos av\u00f4 e pai de Maria Joana Soares Tavares do Canto).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Dado este esclarecimento geneal\u00f3gico, vem o mesmo mostrar que a fam\u00edlia da Joana n\u00e3o podia deixar-se envolver em acontecimentos sobrenaturais posti\u00e7os, tipo de religiosidade burlesca de extors\u00e3o. Estava-se, isto sim, perante mais um acontecimento de apari\u00e7\u00f5es sobrenaturais da M\u00e3e de Cristo, t\u00e3o id\u00eantico como aqueles que aconteceram por todo o Mundo; como os acontecimentos ocorridos no Barral, norte de Portugal, distrito de Viana do Castelo; em F\u00e1tima e na Ilha da Madeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 que notar que as apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora sempre envolveram crian\u00e7as ing\u00e9nuas e sem males de pecado., apari\u00e7\u00f5es estas que surgiam \u2013 e surgem em per\u00edodos de guerras an\u00e1rquicas e situa\u00e7\u00f5es de desmandos sociais de n\u00edvel mundial \u2013 e n\u00e3o por pedidos pessoais e igrejas que Nela creem, mas sim devido a algo que \u00e9 confuso e n\u00e3o f\u00e1cil de interpreta\u00e7\u00e3o. A Igreja Cat\u00f3lica, por justa posi\u00e7\u00e3o, tem tido sempre lugar de primazia nestas apari\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o destas apari\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Perfeitamente enquadrados no tempo e na sensibilidade religiosa dos a\u00e7orianos, como \u00e9 sabido, povo que se manteve ao longo dos s\u00e9culos profundamente agarrado, ao Divino Esp\u00edrito Santo, aceitar os acontecimentos foi f\u00e1cil, tanto mais que se estava a atravessar um tremendo castigo, uma guerra de grande dimens\u00e3o: a Primeira Grande Guerra Mundial que devastava riquezas hist\u00f3ricas e gentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todos os jornais dos A\u00e7ores abordaram o tema das milagrosas apari\u00e7\u00f5es que ocorriam no j\u00e1 \u201cMonte Santo\u201d de \u00c1gua de Pau \u2013 o jornalismo nos A\u00e7ores n\u00e3o era ent\u00e3o mistif\u00f3rio nem sensacional, era um jornalismo consensual, geralmente dirigidos pelos seus propriet\u00e1rios, os quais n\u00e3o viviam daquilo que escreviam, mas sim, embora com muita dificuldade, procuravam abordar pontos de vista de \u00e2mbito social \u2013 por isso muito daquilo que ent\u00e3o se escreveu prevaleceu para a posteridade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quer o \u00abDi\u00e1rio dos A\u00e7ores\u00bb, o Correio dos A\u00e7ores, o Jornal \u00abA Ilha\u00bb, e outros que ent\u00e3o havia, foram os mesmos pr\u00f3digos no muito que escreveram sobre o ent\u00e3o acontecimento ocorrido no j\u00e1 \u00abMonte Santo\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mas foi o \u00abAUTON\u00d3MICO\u00bb aquele que melhor relatou os acontecimentos, visto ter sido o seu diretor e dono quem descreveu tudo aquilo que sentiu e ouviu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ant\u00f3nio Rodrigues Carro\u00e7a, propriet\u00e1rio, diretor e editor do Jornal \u00abAuton\u00f3mico\u00bb, jornal que ganhou no seu tempo alto conceito, tanto em Vila Franca do Campo como em toda a ilha, o mesmo viveu por dentro os acontecimentos do \u00abMonte Santo\u00bb. Embora homem envolvido no dia-a-dia das suas obriga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, nem por isso se limitou a inserir no seu jornal aquilo que ent\u00e3o se dizia sobre a crian\u00e7a milagrosa de \u00c1gua de Pau. Medindo a responsabilidade pelo prisma profissional, quis ser ele pr\u00f3prio a verificar in loco a poss\u00edvel verdade ou a poss\u00edvel mentira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Assim, prometeu que, naquela ocasi\u00e3o, melindrosa, iria esfor\u00e7ar-se para satisfazer a espectativa dos que estavam \u00e0 espera das suas impress\u00f5es. Entrou no \u00abpico\u00bb \u00e0s 4 e 20 minutos da tarde daquela sexta-feira de 5 de julho de 1918 e o seu aspeto, parecia-lhe, soberbo e encantador. Para cima de 10 000 pessoas, com certeza, de v\u00e1rios pontos da ilha, povoavam a parte escalvada e se estendiam ainda pelas encostas, at\u00e9 quase ao arvoredo que o revestia indo at\u00e9 ao sop\u00e9 dele. Umas estavam de p\u00e9 e outras sentadas, muitas com ramos de verdura e flores, e todas no excelente panorama que gozavam aguardavam ansiosas a vinda da menina vidente, que j\u00e1 sa\u00edra de casa, cortejada por seus extremosos pais e muito povo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quatro e meia ou pouco mais chega a ditosa crian\u00e7a no pico. Todos colocavam seus olhares nela com admira\u00e7\u00e3o. Perante aquele mar de gente e sendo o atalho escabroso e escorregadio, a menina \u00e9 conduzida ao colo dum homem at\u00e9 ao lado sul do pico onde a menina foi fazer a sua ora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Enquanto ela se encontrava entregue \u00e0s suas inocentes s\u00faplicas, Rodrigues Carro\u00e7a come\u00e7ou a andar com grande dificuldade, de um lado para o outro, no intuito de ouvir o que diziam, o que havia j\u00e1 passado e corria de boca em boca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Faltavam, por\u00e9m, uns minutos para as 6 horas, e eis que ela apareceu subindo o pico e dizendo a algumas pessoas que a seguiam que ia aparecer uma coisa no sol!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Foi ent\u00e3o que, vendo um facto extraordin\u00e1rio, que lhe pareceu sobrenatural, caiu em terra de joelhos ante t\u00e3o grande maravilha, dos seus l\u00e1bios se escapou esta frase, aprendida em crian\u00e7a com seus pais: &#8211; Louvado seja Deus!!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O sol havia-se despido do seu grande brilho para melhor o fitarem. Parecia um espelho deixando ver figuras que a sua vista n\u00e3o podia distinguir, mas que milhares de pessoas, que estavam em volta dele, diziam numa voz, com grande satisfa\u00e7\u00e3o e assombro, serem de Nossa Senhora, de Nosso Senhor, de anjos e de uma igreja!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Lan\u00e7ando, depois, a vista pelo pico, viu quase todos sem chap\u00e9u, de joelhos como ele, com as m\u00e3os postas, irrompendo em exclama\u00e7\u00f5es de espanto dirigindo fervorosas suplicas \u00e0 Virgem Sant\u00edssima. Um quadro verdadeiramente assombroso e que o comoveu at\u00e9 \u00e0s l\u00e1grimas! E enquanto isso se passava, a feliz vidente parecia desmaiada ao colo do homem, mesmo ao seu lado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m nesta Vila de \u00c1gua de Pau numerosas pessoas s\u00e9rias e dignas de todo o cr\u00e9dito viram do mesmo modo, afirmando quase todas que distinguiram perfeitamente no centro daquele astro Nossa Senhora, anjos e uma igreja. Aguardou-se, em todo o caso, que as autoridades competentes se pronunciassem sobre os factos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Leopoldo Br\u00e9e d\u2019Almeida Tavares de Medeiros, Regedor da Vila e farmac\u00eautico de profiss\u00e3o, foi um daqueles que o respons\u00e1vel diretor do \u00abAuton\u00f3mico\u00bb procurou entre as cerca de 12 000 crentes que se estendiam pelo milagroso monte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Esta extraordin\u00e1ria vis\u00e3o comoveu todos e alguns at\u00e9 \u00e0s l\u00e1grimas. Simultaneamente levantou-se uma onda de incr\u00e9dulos, entre os quais alguns sacerdotes. O caso foi discutido na imprensa, segundo a opini\u00e3o de cada um.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Este tipo de factos estranhos ainda hoje \u00e9 incompreens\u00edvel, mormente por parte daqueles que se desviam de Deus. Foram muitos os outros acontecimentos que se desenrolaram no percurso entre a vis\u00e3o, o milagre do sol e o das imagens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A ci\u00eancia vezes sem conta tenta ultrapassar fen\u00f3menos religiosos que n\u00e3o quer aceitar por ser ci\u00eancia, mas o sobrenatural porque \u00e9 superior ao natural onde a ci\u00eancia encontra o seu campo de a\u00e7\u00e3o, nunca permitiu nem permite que o mist\u00e9rio seja desvendado, precisamente por ser incompreens\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No segredo do seu sentimento, os pais da Joana ocultavam uma tremenda preocupa\u00e7\u00e3o que lhes ia minando as for\u00e7as e a alma. No come\u00e7o das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora \u00e0 sua pequenina filha, a crian\u00e7a deslumbrada por aquilo que sentia e via, pediu ingenuamente que a Virgem Sant\u00edssima a levasse em sua companhia. A resposta da imagem foi afirmativa: que, sim, a levaria quando ela tivesse dezoito anos!&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os pais da vidente notaram na filha um vis\u00edvel desinteresse por tudo aquilo que se desenrolava \u00e1 sua volta, o que n\u00e3o era normal numa crian\u00e7a, deixando de brincar e passando a maior parte do tempo a rezar num ato de verdadeiro sentimento religioso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Entretanto, os pais de Joana foram procurados pelas autoridades policiais de Ponta Delgada que vieram averiguar aquilo que havia acontecido. Verificando que n\u00e3o se tratava de qualquer burla espiritual de extors\u00e3o mental, porque era bastante evidente o grau de riqueza material e social dos pais da crian\u00e7a, a mesma n\u00e3o demorou a sua estadia na Vila de \u00c1gua de Pau, ficando por isso, encerrado este caso de investiga\u00e7\u00e3o civil, porque na outra ningu\u00e9m tocava.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Prudentes, os pais de Maria Joana Tavares do Canto contribu\u00edram para que as repercuss\u00f5es dos milagres ficassem circunscritos temporariamente ao seu meio pr\u00f3prio, mas tamb\u00e9m o Padre Jo\u00e3o Moniz Melo, ent\u00e3o p\u00e1roco de \u00c1gua de Pau, por l\u00f3gica, nunca as abordou. Al\u00e9m disso a ditadura de Sid\u00f3nio Pais n\u00e3o s\u00f3 aterrorizava a Igreja Portuguesa, como aqueles que a serviam, desviando-os da sua miss\u00e3o sacerdotal para cargos da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Por esse motivo \u00e9 que o Padre Jo\u00e3o Moniz Melo tamb\u00e9m era, ao tempo, administrador do Concelho da Lagoa, possivelmente por imposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Decorreram os anos velozmente para os pais e familiares de Joana, porque atrav\u00e9s dela eles sabiam que esta tinha um tempo de vida material determinado. Dia a dia a Maria joana S. Tavares do Canto, a vidente, ia-se apagando fisicamente. A vidente adoeceu em 18 de Setembro e previu a data da sua morte que ocorreu a 6 de Outubro desse ano. Morreu quando completou os dezoito \u2013 dez anos depois do grande milagre \u2013 porque foi assim que Nossa Senhora lhe havia prometido, e a Joana o afirmava com toda a convic\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Seus pais fizeram voto, depois da sua morte, de mandarem edificar uma Ermida no local das apari\u00e7\u00f5es para lembrar este acontecimento, mas o lugar era muito estreito, pelo que foi edificada um pouco afastada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O projecto do edif\u00edcio foi da autoria de Floriano Victor Borges, Agente T\u00e9cnico de Engenharia, natural desta Vila de \u00c1gua de Pau e vivia em frente \u00e0 casa da Joana, onde hoje \u00e9 a Junta de Freguesia e a obra de pedreiro esteve a cargo dos mestres Jos\u00e9 Lu\u00eds Germano e Elias da Concei\u00e7\u00e3o Rocha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>[Fontes:\u00a0Gil Moniz Jer\u00f3nimo, Jornais, Di\u00e1rio dos A\u00e7ores, Correio dos A\u00e7ores, A Ilha, o Auton\u00f3mico, Manuel Eg\u00eddio de Medeiros,\u00a0Antone Amaral USA, Am\u00e9lia Nabinha c\/105 anos nos USA]\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>Por: RoberTo MedeirOs\u00a0<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><em>(Artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o impressa de julho de 2018)<\/em><\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5 de Julho de 1918 Nossa Senhora apareceu \u00e0 Joana no Monte Santo A Ermida de Nossa Senhora do Monte, no Pico de \u00c1gua de Pau, foi mandada edificar por Te\u00f3filo Tavares do Canto e sua esposa, Dona Isolina Adelaide Soares. 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