{"id":161415,"date":"2026-02-10T13:34:13","date_gmt":"2026-02-10T13:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=161415"},"modified":"2026-02-10T13:34:15","modified_gmt":"2026-02-10T13:34:15","slug":"areas-marinhas-desprotegidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/areas-marinhas-desprotegidas\/","title":{"rendered":"\u00c1reas Marinhas (Des)Protegidas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/maria-chaves-martins-retrato.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-126709\" width=\"444\" height=\"444\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/maria-chaves-martins-retrato.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/maria-chaves-martins-retrato-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/maria-chaves-martins-retrato-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/maria-chaves-martins-retrato-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/maria-chaves-martins-retrato-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Maria Chaves Martins<br \/><\/strong>Licenciada em Direito<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>Num mundo onde o Oceano sofre as consequ\u00eancias da a\u00e7\u00e3o antropog\u00e9nica, as \u00c1reas Marinhas Protegidas (AMP\u2019s) t\u00eam um papel capital na garantia de um Oceano saud\u00e1vel, com capacidade para combater as amea\u00e7as interligadas \u00e0 emerg\u00eancia clim\u00e1tica. O Oceano \u00e9, talvez, o maior aliado na luta pela sobreviv\u00eancia da nossa esp\u00e9cie num contexto de colapso clim\u00e1tico.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que se abandonou a perspetiva de que o Oceano \u00e9 apenas um territ\u00f3rio destinado \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de recursos ou ao transporte mar\u00edtimo. \u00c9, por si s\u00f3, um oceano de oportunidades que devem ser pensadas de forma integrada e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta linha de pensamento que surgem as AMP\u2019s, enquanto \u00e1reas geograficamente definidas, reconhecidas e geridas atrav\u00e9s de meios legais ou outros instrumentos, com o objetivo da conserva\u00e7\u00e3o. Essas \u00e1reas permitem a recupera\u00e7\u00e3o da vida marinha e da biodiversidade, a prote\u00e7\u00e3o de ecossistemas vulner\u00e1veis, seja pela sua singularidade \u2014 como os campos hidrotermais dos A\u00e7ores \u2014 seja pelas amea\u00e7as que as esp\u00e9cies enfrentam, exigindo diferentes n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o: desde \u00e1reas totalmente protegidas at\u00e9 \u00e1reas com menor grau de prote\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo das \u00e1reas n\u00e3o classificadas.<\/p>\n<p>Em muitas AMP\u2019s \u00e9 permitida a coexist\u00eancia de atividades, regulamentadas, sendo escassas as \u00e1reas com proibi\u00e7\u00e3o total, dependendo dos objetivos que presidiram \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o: prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade; cria\u00e7\u00e3o de maternidades ou ber\u00e7\u00e1rios; ou salvaguarda de locais de interesse cultural.<\/p>\n<p>O seu car\u00e1cter protetor permite intensificar o sequestro de carbono, regular o clima, refor\u00e7ar a seguran\u00e7a alimentar, criar oportunidades econ\u00f3micas sustent\u00e1veis \u2014 como a observa\u00e7\u00e3o de vida marinha \u2014 e instituir santu\u00e1rios de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, aumentando a resili\u00eancia clim\u00e1tica. Acresce o seu papel na prote\u00e7\u00e3o costeira.<\/p>\n<p>As AMP\u2019s, quando bem geridas e com objetivos claros, s\u00e3o essenciais para um sistema eficaz de governa\u00e7\u00e3o mar\u00edtima. Ali\u00e1s, foi com esse prop\u00f3sito e com o de travar a minera\u00e7\u00e3o dos fundos marinhos, que entrou em vigor, em Janeiro, o Tratado do Alto-Mar. A par disso, a Europa pretende criar a Lei Europeia dos Oceanos, estando sob consulta p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em linha com a agenda das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Portugal assumiu o compromisso de proteger 30% do mar at\u00e9 2030, tendo, inclusive, antecipado a meta para 2026. Assim, os A\u00e7ores avan\u00e7aram com a revis\u00e3o das AMP\u2019s, alterando, em Dezembro de 2024, o quadro legislativo denominado de RAMPA. Afinal, \u00e9 o Mar dos A\u00e7ores que d\u00e1 a Portugal a sua dimens\u00e3o territorial, legitimando o seu papel ativo na gest\u00e3o do seu espa\u00e7o mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>A altera\u00e7\u00e3o do quadro legislativo, alinhada com as metas 30&#215;30, gerou expectativas progressistas quanto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do Mar dos A\u00e7ores. Foi transmitida a mensagem \u2014 outrora corajosa \u2014 de que a Regi\u00e3o se afirmaria como guardi\u00e3 do Oceano, liderando a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas totalmente protegidas, com 15% das AMP\u2019s sob prote\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p>Contudo, essa mensagem come\u00e7ou a esbater-se no momento que antecedeu a vota\u00e7\u00e3o da segunda altera\u00e7\u00e3o \u00e0 RAMPA, em resultado das propostas apresentadas pelo lobby.<\/p>\n<p>Embora as propostas do lobby n\u00e3o tenham, naquele momento, visto a luz do dia, ficaram adormecidas e despertaram quatro meses depois da RAMPA ser publicada. E, apesar das reclama\u00e7\u00f5es da sociedade civil, o porta-estandarte desta ambi\u00e7\u00e3o, numa cambalhota pol\u00edtica, aceitou a pesca de atum nas AMP\u2019s, originalmente livres dessa atividade, violando o princ\u00edpio constitucional do n\u00e3o retrocesso ambiental e correndo o risco de devolver verbas entregues pelo objetivo, alegadamente, alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Tudo no tempo certo e depois de servidos certos interesses, as AMP\u2019s foram desprotegidas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abE, apesar das reclama\u00e7\u00f5es da sociedade civil, o porta-estandarte desta ambi\u00e7\u00e3o, numa cambalhota pol\u00edtica, aceitou a pesca de atum nas AMP\u2019s (&#8230;)\u00bb<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":109869,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[31,115,397,1222,2819,4005,4063,4064],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u00c1reas Marinhas (Des)Protegidas - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u00abE, apesar das reclama\u00e7\u00f5es da sociedade civil, o porta-estandarte desta ambi\u00e7\u00e3o, numa cambalhota pol\u00edtica, aceitou a pesca de atum nas AMP\u2019s (...)\u00bb\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/areas-marinhas-desprotegidas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u00c1reas Marinhas (Des)Protegidas - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00abE, apesar das reclama\u00e7\u00f5es da sociedade civil, o porta-estandarte desta ambi\u00e7\u00e3o, numa cambalhota pol\u00edtica, aceitou a pesca de atum nas AMP\u2019s (...)\u00bb\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/areas-marinhas-desprotegidas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-02-10T13:34:13+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-02-10T13:34:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/maria-martins-1-dl.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"4 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/areas-marinhas-desprotegidas\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/areas-marinhas-desprotegidas\/\",\"name\":\"\u00c1reas Marinhas (Des)Protegidas - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-02-10T13:34:13+00:00\",\"dateModified\":\"2026-02-10T13:34:15+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"\u00abE, apesar das reclama\u00e7\u00f5es da sociedade civil, o porta-estandarte desta ambi\u00e7\u00e3o, numa cambalhota pol\u00edtica, aceitou a pesca de atum nas AMP\u2019s (...)\u00bb\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/areas-marinhas-desprotegidas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/areas-marinhas-desprotegidas\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/areas-marinhas-desprotegidas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"\u00c1reas Marinhas (Des)Protegidas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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