{"id":160812,"date":"2026-01-07T14:25:48","date_gmt":"2026-01-07T14:25:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=160812"},"modified":"2026-01-07T14:50:24","modified_gmt":"2026-01-07T14:50:24","slug":"do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/","title":{"rendered":"Do Torre\u00e3o da Faj\u00e3: Ol\u00e1 2030, At\u00e9 j\u00e1 2040 \u2013 uma cr\u00f3nica de Ano Novo (parte I)"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bruno-pacheco.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-160727\" width=\"383\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bruno-pacheco.jpg 500w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bruno-pacheco-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bruno-pacheco-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bruno-pacheco-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Bruno Pacheco<\/strong><\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Olhar para a frente, pensar no que pode vir por a\u00ed abaixo, n\u00e3o \u00e9 pr\u00e1tica comum entre os \u201cmortais dos burgos a\u00e7orianos\u201d. A maioria silenciosa acredita que isso deve ficar nas m\u00e3os dos governos, dos partidos e de algumas elites sa\u00eddas das universidades. Nada mais errado. Uma sociedade s\u00f3 se desenvolve em plenitude quando todos saem da sua zona de conforto, dos sof\u00e1s e das tascas desta vida, e agem em prol do bem comum. Para isso, \u00e9 imperioso termos uma sociedade civil verdadeiramente atuante.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Agora que entramos em 2026, temos a obriga\u00e7\u00e3o moral, pol\u00edtica e social de pensar no que queremos para a pr\u00f3xima d\u00e9cada. Sim, essa que come\u00e7a j\u00e1 ali, ao virar da esquina: em 2030.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Pois pensar o futuro n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio acad\u00e9mico nem um luxo reservado a quem tem tempo para semin\u00e1rios e planos estrat\u00e9gicos. \u00c9 uma necessidade b\u00e1sica de qualquer comunidade que queira continuar a existir com algum controlo sobre o seu destino. O problema \u00e9 que, por c\u00e1, habitu\u00e1mo-nos a viver num presente prolongado, quase \u201cfrisado\u201d, em que o essencial \u00e9 resolver o imediato, gerir o inc\u00f3modo e adiar as escolhas dif\u00edceis. E assim se governa. E assim se chega sempre atrasado ao futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">No ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia, \u00e9 imperioso que, enquanto sociedade, sejamos capazes de quebrar tabus, desafiar o nosso destino e ser audazes o suficiente para lan\u00e7ar os fundamentos de uma regi\u00e3o mais feliz e verdadeiramente pr\u00f3spera.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o e pobreza: desafios da mesma moeda<\/strong><\/h3>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Recentemente, fomos \u201cagraciados\u201d com uma melhoria no \u00edndice de pobreza. Deix\u00e1mos de ser a regi\u00e3o mais pobre do pa\u00eds para passarmos a ser\u2026 a segunda mais pobre. Mesmo diante deste fraco resultado, houve quem se colocasse em bicos de p\u00e9s numa esp\u00e9cie de panaceia de idolatria, mais pr\u00f3xima de coros de igreja desafinados do que de uma leitura s\u00e9ria da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Mas, para al\u00e9m das estat\u00edsticas e dos rankings ocasionais, continuamos a olhar para a pobreza quase exclusivamente pelo lado da \u201cm\u00e3o estendida\u201d. Evita-se ir ao fundo da quest\u00e3o: as falhas estruturais que, passados 50 anos de autonomia, persistem na verdadeira democratiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">\u00c9 daqui que decorre a necessidade de refundar a forma como temos estruturado o nosso sistema educativo. Pensar a educa\u00e7\u00e3o para a quarta d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, com a intelig\u00eancia artificial omnipresente, n\u00e3o pode ser um exerc\u00edcio de adapta\u00e7\u00e3o cosm\u00e9tica. Deve ser, acima de tudo, o momento em que se coloca, de uma vez por todas, o est\u00edmulo \u00e0 criatividade, ao pensamento cr\u00edtico e \u00e0 autonomia intelectual no centro do desenvolvimento pedag\u00f3gico das nossas crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Na d\u00e9cada que a\u00ed vem, insistir num ensino baseado na repeti\u00e7\u00e3o e na memoriza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 meio caminho andado rumo ao precip\u00edcio. Nenhum indicador estat\u00edstico conseguir\u00e1 disfar\u00e7ar esse fracasso e os pr\u00f3ximos anos exigir\u00e3o uma educa\u00e7\u00e3o baseada em tr\u00eas pilares simples e exigentes: mais dom\u00ednio da l\u00edngua portuguesa, mais ensino art\u00edstico em todas as suas express\u00f5es e mais filosofia para todos. Sem pensamento cr\u00edtico, n\u00e3o h\u00e1 verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o. Este deve ser o verdadeiro tri\u00e2ngulo da educa\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o e Economia: sobreviver n\u00e3o \u00e9 desenvolver<\/strong><\/h3>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Ao longo de mais de 500 anos de hist\u00f3ria, os A\u00e7ores aprenderam a sobreviver. Em grande medida porque, \u201cde volta e meia\u201d, empurr\u00e1vamos para outras paragens os que por c\u00e1 andavam; outras vezes, porque surgiram din\u00e2micas \u00e0 volta de alguns produtos ou mat\u00e9rias-primas que davam um \u201cempurr\u00e3o\u201d; e outras (poucas) vezes, porque aproveit\u00e1vamos o que a geografia nos deu: nove ilhas plantadas no Atl\u00e2ntico m\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Com o advento da Autonomia Moderna e do \u201cdinheiro da CEE\u201d, houve um grande impulso. Recuper\u00e1mos algum tempo perdido, convergiu-se, mas, na ess\u00eancia, continuamos com muitas fragilidades. Agora, passados 50 anos de Autonomia, percebemos que o modelo de desenvolvimento baseado no bet\u00e3o e nos subs\u00eddios de converg\u00eancia atingiu o seu limite de validade. O problema \u00e9 que a nossa economia continua a ser um reflexo direto do nosso d\u00e9fice educativo: uma economia de baixa intensidade tecnol\u00f3gica, altamente dependente do setor p\u00fablico e com produtividade que teima em n\u00e3o descolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Sobreviver n\u00e3o \u00e9 desenvolver. E o drama da pr\u00f3xima d\u00e9cada reside precisamente aqui: como \u00e9 que uma regi\u00e3o com os nossos \u00edndices de abandono escolar e de literacia poder\u00e1 competir num mercado global em que a intelig\u00eancia artificial e a automa\u00e7\u00e3o v\u00e3o canibalizar os empregos de rotina? A isto soma-se a perda, que pode ser brutal, dos fundos de coes\u00e3o \u2014 o tal &#8220;dinheiro da comunidade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">A liga\u00e7\u00e3o \u00e9 direta e cruel: sem uma reforma profunda na educa\u00e7\u00e3o, a nossa economia de 2030 continuar\u00e1 a ser uma economia de &#8220;servi\u00e7os de baixo valor&#8221;, onde o talento jovem, aquele que realmente poderia criar empresas disruptivas a partir destas nove ilhas, continuar\u00e1 a ver no aeroporto uma sa\u00edda promissora, \u00e2 altura da sua ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">N\u00e3o podemos querer uma &#8220;Economia Azul&#8221; ou um &#8220;Hub Tecnol\u00f3gico no Atl\u00e2ntico&#8221; se continuarmos a tratar a educa\u00e7\u00e3o como uma linha de montagem de diplomas e n\u00e3o como um viveiro de empreendedores e pensadores. O desafio econ\u00f3mico de 2030-2040 n\u00e3o se resolve com mais fundos comunit\u00e1rios para infraestruturas; resolve-se com o investimento radical no \u00fanico recurso que n\u00e3o precisa de fretes mar\u00edtimos para ser exportado: o conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">E, neste ponto, n\u00e3o podemos ter d\u00favidas de que o caminho se faz com apostas musculadas em determinadas mat\u00e9rias, de forma a construir massa cr\u00edtica que permita criar as condi\u00e7\u00f5es de diferencia\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias. N\u00e3o se pode meter dinheiro em tudo; temos de ser seletivos e apostar nas diferen\u00e7as positivas que cada ilha apresenta no seu contexto econ\u00f3mico. Mesmo nas \u00e1reas n\u00e3o emergentes, como a agricultura, o turismo e a pesca, a aus\u00eancia de investimento na diferencia\u00e7\u00e3o e na capacita\u00e7\u00e3o dos intervenientes far\u00e1 com que continuemos na \u201ccepa-torta\u201d de produtos e servi\u00e7os de baixo valor.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o e as depend\u00eancias: o drama vive entre n\u00f3s<\/strong><\/h3>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">H\u00e1 um drama que est\u00e1 a vibrar na nossa sociedade. \u00c9 do conhecimento geral que, nos nossos A\u00e7ores, sempre tivemos problemas graves com as depend\u00eancias. A do \u00e1lcool \u00e9 a mais c\u00e9lebre, mas outras tamb\u00e9m se somam.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Se este problema cr\u00f3nico \u00e9 de longa data \u2014 dizem at\u00e9 que por motivos sociol\u00f3gicos t\u00edpicos das viv\u00eancias em ilhas \u2014, a verdade \u00e9 que, no p\u00f3s-COVID, ganhou uma dimens\u00e3o transcendente por via do \u201cadvento\u201d das sint\u00e9ticas. Estas \u201cnovas drogas\u201d, para al\u00e9m de trazerem desafios significativos \u00e0s entidades com compet\u00eancia no combate ao tr\u00e1fico, s\u00e3o, acima de tudo, um veneno para todos: para os que \u201cca\u00edram\u201d nessa desgra\u00e7a, para as suas fam\u00edlias e para aqueles que convivem, mesmo que ao longe, com esses dramas. Pensar que n\u00e3o somos tocados por estas realidades \u00e9 como acreditar no Pai Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Desde logo, esta \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade: p\u00fablica e particular. Por outro lado, em alguns locais, \u00e9 um problema de seguran\u00e7a p\u00fablica e de s\u00e3 conviv\u00eancia no espa\u00e7o comum. E, n\u00e3o menos importante, \u00e9 tamb\u00e9m um problema de economia que se agravar\u00e1. Estas novas drogas, ao contr\u00e1rio das antigas, destroem mais rapidamente as capacidades cognitivas dos consumidores. Numa economia que j\u00e1 sofre por falta de bra\u00e7os e mentes, a epidemia das sint\u00e9ticas funciona como um dreno invis\u00edvel que retira do jogo quem deveria estar a ajudar a construir o futuro. Como disse, em tempos, um Presidente de uma c\u00e2mara de com\u00e9rcio, esta quest\u00e3o \u00e9, a par da educa\u00e7\u00e3o, um desafio estrutural para a nossa economia.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conclus\u00e3o (intercalar)<\/strong><\/h3>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">\u00c9 tempo de assumirmos que a nossa maior falha n\u00e3o foi a falta de recursos, mas a incapacidade de transformar a escola e a forma\u00e7\u00e3o no motor de uma nova autonomia: a autonomia intelectual que gera riqueza.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Do Torre\u00e3o da Faj\u00e3, o horizonte \u00e9 vasto, mas a neblina do imobilismo ainda \u00e9 densa. Se chegarmos a 2030 a discutir as mesmas estat\u00edsticas de pobreza e os mesmos modelos de &#8216;m\u00e3o estendida&#8217;, teremos falhado n\u00e3o apenas a uma d\u00e9cada, mas a uma gera\u00e7\u00e3o inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">A d\u00e9cada de 2030 n\u00e3o pode ser apenas mais um intervalo entre per\u00edodos eleitorais. Tem de ser a d\u00e9cada da revolu\u00e7\u00e3o do conhecimento nos A\u00e7ores. Para isso, \u00e9 preciso que a tal maioria silenciosa des\u00e7a das bancadas e assuma o campo de jogo. O futuro n\u00e3o se espera, desenha-se. E se n\u00e3o formos n\u00f3s, os &#8216;mortais dos burgos&#8217;, a exigir e a construir esta mudan\u00e7a, o 2040 que nos espera ser\u00e1 apenas o eco melanc\u00f3lico de uma autonomia que teve tudo para ser grande, mas escolheu ser apenas &#8216;remediada&#8217;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Ol\u00e1 2030. O tempo urge. At\u00e9 j\u00e1 2040.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abSe chegarmos a 2030 a discutir as mesmas estat\u00edsticas de pobreza e os mesmos modelos de &#8216;m\u00e3o estendida&#8217;, teremos falhado n\u00e3o apenas a uma d\u00e9cada, mas a uma gera\u00e7\u00e3o inteira.\u00bb<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":160730,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[31,79,1742,2819,3846,3877],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Do Torre\u00e3o da Faj\u00e3: Ol\u00e1 2030, At\u00e9 j\u00e1 2040 \u2013 uma cr\u00f3nica de Ano Novo (parte I) - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u00abSe chegarmos a 2030 a discutir as mesmas estat\u00edsticas de pobreza e os mesmos modelos de &#039;m\u00e3o estendida&#039;, teremos falhado n\u00e3o apenas a uma d\u00e9cada, mas a uma gera\u00e7\u00e3o inteira.\u00bb\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Do Torre\u00e3o da Faj\u00e3: Ol\u00e1 2030, At\u00e9 j\u00e1 2040 \u2013 uma cr\u00f3nica de Ano Novo (parte I) - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00abSe chegarmos a 2030 a discutir as mesmas estat\u00edsticas de pobreza e os mesmos modelos de &#039;m\u00e3o estendida&#039;, teremos falhado n\u00e3o apenas a uma d\u00e9cada, mas a uma gera\u00e7\u00e3o inteira.\u00bb\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-01-07T14:25:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-01-07T14:50:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bruno-pacheco-2.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"673\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/\",\"name\":\"Do Torre\u00e3o da Faj\u00e3: Ol\u00e1 2030, At\u00e9 j\u00e1 2040 \u2013 uma cr\u00f3nica de Ano Novo (parte I) - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-01-07T14:25:48+00:00\",\"dateModified\":\"2026-01-07T14:50:24+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"\u00abSe chegarmos a 2030 a discutir as mesmas estat\u00edsticas de pobreza e os mesmos modelos de 'm\u00e3o estendida', teremos falhado n\u00e3o apenas a uma d\u00e9cada, mas a uma gera\u00e7\u00e3o inteira.\u00bb\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/do-torreao-da-faja-ola-2030-ate-ja-2040-uma-cronica-de-ano-novo-parte-i\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Do Torre\u00e3o da Faj\u00e3: Ol\u00e1 2030, At\u00e9 j\u00e1 2040 \u2013 uma cr\u00f3nica de Ano Novo (parte I)\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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