{"id":160395,"date":"2025-12-10T17:14:41","date_gmt":"2025-12-10T17:14:41","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=160395"},"modified":"2025-12-10T20:02:42","modified_gmt":"2025-12-10T20:02:42","slug":"marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/","title":{"rendered":"Marco Furtado: \u201co que me move \u00e9 simples: cuidar\u201d"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\">Em entrevista do Di\u00e1rio da Lagoa, Marco Furtado, presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, na Ribeira Grande, fala do seu percurso e de como \u00e9 ser detentor de um cargo p\u00fablico<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/marco-furtado-presidente-jf-ribeirinha-2025-c-acacio-mateus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-160418\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/marco-furtado-presidente-jf-ribeirinha-2025-c-acacio-mateus.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/marco-furtado-presidente-jf-ribeirinha-2025-c-acacio-mateus-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/marco-furtado-presidente-jf-ribeirinha-2025-c-acacio-mateus-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/marco-furtado-presidente-jf-ribeirinha-2025-c-acacio-mateus-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Marco Furtado tem 46 anos e h\u00e1 oito que \u00e9 presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 AC\u00c1CIO MATEUS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><b>DL: Quem \u00e9 o Marco Furtado?<\/b><b><br \/><\/b>Sou, antes de tudo, filho da Ribeirinha. Nasci em Ponta Delgada, na freguesia de S\u00e3o Jos\u00e9, mas foi apenas o lugar onde vim ao mundo. A minha vida \u2014 todas as minhas ra\u00edzes, brincadeiras e aprendizagens \u2014 est\u00e1 na Ribeirinha. Cresci na Rua dos Moinhos, numa rua estreita, sem sa\u00edda, mas que para mim era o universo inteiro. Hoje vivo noutra rua, mas continuo no mesmo ch\u00e3o. Sou o mesmo Marco, com os p\u00e9s assentes na terra que me fez homem. Tenho 46 anos e h\u00e1 oito que sou presidente da Junta. O tempo passa depressa, mas a responsabilidade n\u00e3o diminuiu \u2014 aumentou. Antes disso, fui um dos fundadores da Associa\u00e7\u00e3o \u201cOs Ribeirinhos\u201d. Cri\u00e1mos o \u00abRibeira Fest\u00bb, mas percebemos que o mais urgente n\u00e3o era a festa: era o sil\u00eancio dos que precisavam. A minha vida sempre foi comunit\u00e1ria. Nunca precisei de um cargo para me sentir \u00fatil.<br \/>Hoje sou Chefe de Servi\u00e7os, presidente da Junta e da Casa do Povo, vice-presidente da Assembleia da Filarm\u00f3nica da Ribeirinha do Sant\u00edssimo Salvador do Mundo, membro da dire\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Pais da Escola Secund\u00e1ria da Ribeira Grande, vogal da ANAFRE A\u00e7ores, conselheiro do Conselho de Ilha e participante em v\u00e1rios movimentos c\u00edvicos e partid\u00e1rios. Mas isso \u00e9 apenas o que fa\u00e7o \u2014 n\u00e3o o que sou.<br \/>Sou filho do Faustino, das Gramas de Cima, e da Cacha\u00e7a, da Ribeirinha. Cresci numa casa onde o amor se media pelo que se partilhava, n\u00e3o pelo que se tinha. Aos 14 anos j\u00e1 trabalhava na restaura\u00e7\u00e3o. Nunca me esque\u00e7o do dia em que comprei as minhas primeiras Levi\u2019s com o meu esfor\u00e7o. Enquanto outros iam para a praia, eu fazia 12 horas de trabalho. Foi assim que continuei a estudar.<br \/>Tinha o sonho de ir para a universidade e ser enfermeiro, mas abdiquei quando o meu pai entrou em reforma por invalidez. A vida ensinou-me que servir \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma profiss\u00e3o. Trabalhei numa mercearia, depois entrei para o Casanova, onde ainda hoje estou. Subi devagar, mas sempre com dignidade. Trabalhei a servir em casamentos e como barmen que trabalha horas sem fim, aprendi a servir os outros e isto vinha de um modo natural.<br \/>Sou tolerante em muito, e firme quando \u00e9 preciso. E a minha maior profiss\u00e3o? Ser marido e pai de tr\u00eas filhos. J\u00e1 fui operado \u00e0 coluna. J\u00e1 estive quase sem andar. Mas continuo aqui, porque o que me move \u00e9 simples: cuidar.<\/p>\n<p><b>DL: Como foi a sua inf\u00e2ncia?<br \/><\/b>Foi feliz. Foi pura. Rica em experi\u00eancias e pobre em excessos. N\u00e3o trocava nada.<br \/>A minha fam\u00edlia sempre foi alegre. Fiz parte do coro juvenil, dos \u201cCadar\u00e7os\u201d, grupo de teatro, j\u00e1 fiz duas romarias, brincava na rua, fazia asneiras \u2014 e recebia umas boas pancadinhas de amor da minha m\u00e3e e uns raspanetes bem merecidos do meu pai, verbais, sempre. Ele nunca me tocou. Foram esses momentos que me moldaram.<br \/>Amo profundamente o meu pai, que j\u00e1 partiu. Era um homem de princ\u00edpios, s\u00e9rio, \u00edntegro. E admiro muito a minha m\u00e3e e as minhas irm\u00e3s \u2014 mulheres de for\u00e7a, que at\u00e9 hoje s\u00e3o o meu porto seguro. Fomos t\u00e3o felizes com t\u00e3o pouco. T\u00ednhamos sopa, p\u00e3o, batata com macarr\u00e3o \u2014 e calor humano. A porta da nossa casa estava sempre aberta. Literalmente: s\u00f3 um cortinado separava a rua do corredor. E nunca faltou comida para n\u00f3s ou para quem entrasse. Era outra \u00e9poca, em que n\u00e3o era preciso trancar portas, porque os cora\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m estavam abertos. O meu av\u00f4 paterno, que n\u00e3o sabia ler, dava catequese. Sabia a B\u00edblia de cor. \u00c0s quintas-feiras, \u00edamos \u00e0s Gramas aprender com ele. A f\u00e9 e a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o eram conceitos \u2014 eram vida. O meu av\u00f4 materno, o Mestre Alfredo \u201cCacha\u00e7a\u201d, herdou o apelido da av\u00f3, que vendia cacha\u00e7a\u2026 e bebia mais do que vendia. S\u00e3o mem\u00f3rias que me acompanham at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><b>DL: Qual foi o seu primeiro trabalho?<br \/><\/b>O primeiro foi com o meu av\u00f4, que era retelhador \u2014 toda a freguesia o conhecia como Mestre Alfredo Cacha\u00e7a. Eu era o seu servente, com 12 anos. Ele recebia o dinheiro, dava uma parte \u00e0 minha m\u00e3e e guardava o resto em frascos de caf\u00e9. Nas festas do Sant\u00edssimo Salvador do Mundo, abria os frascos e dividia o dinheiro pelos dias da festa. Aquilo era uma alegria que n\u00e3o se explica. Era uma festa dentro da festa.<br \/>Depois vieram os restaurantes, os casamentos, os turnos longos. Fui barman no Pixis, servi no Clube de Tiro, servi em casamentos e at\u00e9 festas de div\u00f3rcio. Aos 18 anos, a vida obrigou-me a crescer depressa: o meu pai adoeceu, reformou-se por invalidez, e eu deixei o sonho da universidade.<br \/>Trabalhei na mercearia da Dona Or\u00e2nia e do Jo\u00e3o Medeiros \u2014 onde aprendi que servir bem \u00e9 uma arte. Aprendi tamb\u00e9m a enrolar caf\u00e9 em papel com mestria, a lidar com nomes, e a olhar as pessoas nos olhos. Em 1998 entrei para a Casanova, onde continuo. E continuei a trabalhar em festas durante anos, sempre com respeito, esfor\u00e7o e prop\u00f3sito.<\/p>\n<p><b>DL: Como foi chegar \u00e0 presid\u00eancia da Junta de Freguesia?<br \/><\/b>Foi especial. E foi natural. J\u00e1 estava na Junta como tesoureiro, a convite do presidente de ent\u00e3o. Quando chegou o momento de assumir a lideran\u00e7a, senti que era o caminho certo. Mas n\u00e3o entrei por vaidade. Entrei com alegria, sim, mas com responsabilidade, com consci\u00eancia, com sentido de miss\u00e3o. Ser presidente n\u00e3o \u00e9 sentar-se numa cadeira. \u00c9 arrega\u00e7ar as mangas. \u00c9 estar ao servi\u00e7o. E \u00e9 isso que tenho feito.<\/p>\n<p><b>DL: \u201cEst\u00e1 sempre em campanha\u201d. Comente.<br \/><\/b>Se estar em campanha \u00e9 ouvir quem precisa, entrar nas casas das pessoas, acompanhar quem sofre, atender chamadas ao domingo, resolver o que consigo e encaminhar o que n\u00e3o depende de mim \u2014 ent\u00e3o sim, estou sempre em campanha. Mas eu n\u00e3o lhe chamo campanha. Chamo-lhe compromisso. Chamo-lhe presen\u00e7a. Chamo-lhe verdade. A pol\u00edtica, para mim, s\u00f3 faz sentido assim. Com alma. Com dedica\u00e7\u00e3o. Com amor ao pr\u00f3ximo e ao lugar onde vivemos.<\/p>\n<p><b>DL: Quais as maiores adversidades que enfrentou?<br \/><\/b>A maior dificuldade \u00e9 querer fazer e n\u00e3o poder. Faltam meios, faltam leis, falta or\u00e7amento. Temos tido o apoio da C\u00e2mara Municipal da Ribeira Grande, \u00e9 verdade, mas \u00e9 preciso ser persistente, reivindicativo. \u00c0s vezes falta tempo. Outras vezes \u00e9 preciso dizer \u201cn\u00e3o\u201d, mesmo quando custa. O caso do Multibanco \u00e9 o exemplo mais claro: meses de burocracia, pessoas desesperadas, e n\u00f3s sem poder resolver de imediato. Outra dor \u00e9 o vandalismo. Custa ver destru\u00eddo o que se construiu com sacrif\u00edcio. E sim, liderar \u00e9 muitas vezes solit\u00e1rio. Nem todas as decis\u00f5es agradam mas quando s\u00e3o tomadas com consci\u00eancia, dorme-se bem.<\/p>\n<p><b>DL: Como encara a responsabilidade social?<br \/><\/b>Com naturalidade. Sempre esteve em mim. Desde pequeno aprendi que quem pode, ajuda. Hoje, como presidente, tenho a obriga\u00e7\u00e3o (e o privil\u00e9gio) de continuar esse legado. Trabalho com institui\u00e7\u00f5es, com fam\u00edlias, com a minha equipa. N\u00e3o por vaidade, mas por dever. Servir tamb\u00e9m \u00e9 saber dizer: \u201cagora n\u00e3o posso ajudar mais, agora tem de fazer pela sua vida\u201d. Mas nunca viramos as costas a um problema.<\/p>\n<p><b>DL: O que ainda falta fazer na Ribeirinha?<br \/><\/b>Falta muito, e n\u00e3o tenho problema em diz\u00ea-lo. Mas h\u00e1 muito trabalho de base feito e projetos preparados: o Porto de Santa Iria, o polidesportivo, redes de \u00e1gua e saneamento, pavimenta\u00e7\u00f5es, estacionamento, reabilita\u00e7\u00e3o da igreja, coreto, zona da ribeira, Caminho das Gramas, refor\u00e7o do abastecimento de \u00e1gua\u2026 Eu fiz um plano para 15 a 20 anos. Nada se faz em quatro, oito ou 12. Mas \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o pensar o futuro. Quem governa apenas para o seu mandato n\u00e3o \u00e9 gestor, \u00e9 mau pol\u00edtico. Se continuar, darei seguimento. Se n\u00e3o, deixo tudo preparado para quem vier. A Ribeirinha n\u00e3o \u00e9 de quem governa. \u00c9 de quem vive nela. Um desafio \u00e9 o combate \u00e0s toxicodepend\u00eancias j\u00e1 temos as ideias, faltam os meios mas vamos chegar l\u00e1, j\u00e1 fazemos muito mas muito com pouco.<\/p>\n<p><b>DL: O que o move a continuar?<br \/><\/b>O que me move \u00e9 simples: ainda tenho mais para dar. Enquanto sentir que sou \u00fatil, estarei aqui. Quando deixar de o ser, sairei com dignidade. E move-me tamb\u00e9m preparar os jovens. Acreditar neles. Dar-lhes responsabilidade. Eu, com 14 anos, j\u00e1 sabia que o dinheiro era pouco, mas o amor era muito. E fui \u00e0 luta. Compet\u00eancia n\u00e3o se compra, conquista-se. Este ser\u00e1 o meu \u00faltimo mandato. Porque ainda acredito na pol\u00edtica feita com alma. Porque amo a minha terra. N\u00e3o amo o nome, amo a ideia de servir, de ajudar, de fazer a diferen\u00e7a. E enquanto puder, enquanto Deus permitir, estarei aqui: pela Ribeirinha, pela minha gente, pela minha miss\u00e3o.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista do Di\u00e1rio da Lagoa, Marco Furtado, presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, na Ribeira Grande, fala do seu percurso e de como \u00e9 ser detentor de um cargo p\u00fablico.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":160418,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12],"tags":[50,359,2454,3762,3763],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Marco Furtado: \u201co que me move \u00e9 simples: cuidar\u201d - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Em entrevista do Di\u00e1rio da Lagoa, Marco Furtado, presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, na Ribeira Grande, fala do seu percurso e de como \u00e9 ser detentor de um cargo p\u00fablico.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Marco Furtado: \u201co que me move \u00e9 simples: cuidar\u201d - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Em entrevista do Di\u00e1rio da Lagoa, Marco Furtado, presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, na Ribeira Grande, fala do seu percurso e de como \u00e9 ser detentor de um cargo p\u00fablico.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-12-10T17:14:41+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-12-10T20:02:42+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/marco-furtado-presidente-jf-ribeirinha-2025-c-acacio-mateus.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"640\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/\",\"name\":\"Marco Furtado: \u201co que me move \u00e9 simples: cuidar\u201d - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-12-10T17:14:41+00:00\",\"dateModified\":\"2025-12-10T20:02:42+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Em entrevista do Di\u00e1rio da Lagoa, Marco Furtado, presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, na Ribeira Grande, fala do seu percurso e de como \u00e9 ser detentor de um cargo p\u00fablico.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/marco-furtado-o-que-me-move-e-simples-cuidar\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Marco Furtado: \u201co que me move \u00e9 simples: cuidar\u201d\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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