{"id":154247,"date":"2025-06-16T14:01:07","date_gmt":"2025-06-16T14:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=154247"},"modified":"2025-09-27T21:39:13","modified_gmt":"2025-09-27T21:39:13","slug":"o-eterno-descontente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-eterno-descontente\/","title":{"rendered":"O Eterno Descontente"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"381\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Rui Tavares de Faria<\/strong><br>Professor e investigador<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>Tendo desrespeitado a ordem estabelecida por Teofrasto para os seus <i>Caracteres<\/i> na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, passando cerca de meia d\u00fazia de tipos humanos, pelas raz\u00f5es que assinal\u00e1mos, hoje propomos uma releitura do XVII car\u00e1cter: o Eterno Descontente. Trata-se do \u00fanico retrato apresentado nestes moldes, isto \u00e9, al\u00e9m do determinante artigo definido \u201co\u201d e do nome comum \u201cdescontente\u201d, a tradutora da obra de Teofrasto opta pela inclus\u00e3o do adjetivo \u201ceterno\u201d com o intuito de reproduzir o impacto sem\u00e2ntico que o termo grego \u03bc\u03b5\u03bc\u03c8\u03b9\u03bc\u03bf\u03b9\u03c1\u03af\u03b1 encerra. Segundo Maria de F\u00e1tima Silva, referindo ao t\u00edtulo deste car\u00e1cter em l\u00edngua grega, \u201cetimologicamente \u03bc\u03b5\u03bc\u03c8\u03b9\u03bc\u03bf\u03b9\u03c1\u03af\u03b1 \u00e9 o coment\u00e1rio desfavor\u00e1vel (\u03bc\u03ad\u03bc\u03c6\u03bf\u03bc\u03b1\u03b9) \u00e0 parte que cabe a cada um (\u03bc\u03bf\u1fd6\u03c1\u03b1), no que respeita \u00e0 pr\u00f3pria vida ou destino, ou seja, no quotidiano do indiv\u00edduo. O eterno descontente de Teofrasto \u00e9 um indiv\u00edduo sem iniciativa, que se lamenta a cada benef\u00edcio que o seu c\u00edrculo social lhe proporciona.\u201d<\/p>\n<p>Assim, contrariamente ao que possa pensar o leitor contempor\u00e2neo, o descontentamento n\u00e3o \u00e9 aqui sin\u00f3nimo de ambicioso. Muito se ouve, ora como refor\u00e7o pedag\u00f3gico, ora como voto de est\u00edmulo, ora como mera \u201cpancadinha nas costas\u201d, a frase \u201ctens de ser descontente\u201d, porque isso permite ir mais longe, concretizar novos objetivos. J\u00e1 Fernando Pessoa, no poema \u201cO Quinto Imp\u00e9rio\u201d da sua obra <i>Mensagem<\/i>, enuncia que \u201cser descontente \u00e9 ser homem\u201d (v. 13), mas n\u00e3o \u00e9 neste sentido que se constr\u00f3i o retrato do car\u00e1cter teofr\u00e1stico. Talvez por isso a tradutora tenha recorrido ao adjetivo \u201ceterno\u201d para qualificar o tipo caracterizado pelo autor grego, deixando no ar um certa ironia: se algu\u00e9m \u00e9 naturalmente descontente, s\u00ea-lo-\u00e1 sempre; consider\u00e1-lo um \u201ceterno descontente\u201d \u00e9 exp\u00f4-lo ao rid\u00edculo e \u00e9 isso o que pretende Teofrasto. Por isso \u2013 e como \u00e9 habitual em termos estruturais \u2013, o autor refere que \u201co eterno descontentamento \u00e9 uma deprecia\u00e7\u00e3o injustificada dos benef\u00edcios que nos cabem em sorte.\u201d (<i>Char.<\/i> 17. 1).<\/p>\n<p>Transpondo para os nossos dias o conceito apresentado, podemos afirmar que o eterno descontente \u00e9 aquele que, tendo tudo para estar contente e ser feliz, insiste em queixar-se, n\u00e3o hesita em contrariar tudo e todos com a finalidade de manifestar que a (sua) vida \u00e9, afinal, um \u201ceterno descontentamento\u201d num sentido negativo. Estando tudo bem, para o eterno descontente falta sempre qualquer coisa; havendo sucesso pessoal e profissional, para o eterno descontente h\u00e1 sempre uma falha a apontar. E assim sucessivamente. O eterno descontente do nosso tempo \u00e9 aquela nuvem negra e espessa que persiste no c\u00e9u azul e n\u00e3o se importa com o desconforto em que vive e que causa aos que o rodeiam.&nbsp;<\/p>\n<p>Do conjunto de tra\u00e7os elencados por Teofrasto para o retrato deste tipo humano, detenhamo-nos em, pelo menos, dois ou tr\u00eas. O eterno descontente \u201cqueixa-se de Zeus, n\u00e3o porque chova, mas porque a chuva veio tarde demais\u201d (<i>Char.<\/i> 17.4) ou, ent\u00e3o, \u201ccompra um escravo por um pre\u00e7o em conta, depois de muito marralhar com o vendedor: \u2018Admirado ficava eu\u2019 \u2013 comenta ele \u2013 \u2018se, por este pre\u00e7o, tivesse comprado uma coisa de jeito\u2019.\u201d (<i>Char.<\/i> 17.6). Estamos certos de que, depois da leitura destes dois exemplos, j\u00e1 o meu caro leitor se ter\u00e1 recordado dos eternos descontentes com quem se cruzou e ainda continua a cruzar-se. S\u00e3o uns \u201cchatos\u201d de primeira categoria! Chi\u00e7a! Nunca est\u00e3o bem onde est\u00e3o, nem com quem est\u00e3o, nem por causa da raz\u00e3o por que est\u00e3o. S\u00e3o a imagem do indiv\u00edduo que n\u00e3o est\u00e1 bem nem com a vida em geral, nem com nada do bom e do bem que a vida lhe deu e d\u00e1. Normalmente s\u00e3o pessoas sisudas, pouco sorridentes, aparentam uma tens\u00e3o vis\u00edvel at\u00e9 fisicamente, sobretudo no modo como mant\u00eam os ombros retra\u00eddos. Bem-sucedidos no trabalho, bem relacionados familiar e afetivamente, o semblante dos eternos descontentes reflete o contr\u00e1rio, uma apatia e falta de iniciativa que se tornam evidentes e desagrad\u00e1veis. N\u00f3s, os que n\u00e3o nos tomamos por \u201ceternos descontentes\u201d, porque n\u00e3o o somos de facto, ficamos mesmo sem saber como abordar este tipo de gente\u2026<\/p>\n<p>Noutros casos, o eterno descontentamento estende-se a circunst\u00e2ncias inusitadas. Teofrasto assinala que \u201cchega algu\u00e9m com a boa nova: \u2018O teu filho nasceu!\u2019 E ele: \u2018Pois podes acrescentar que o patrim\u00f3nio se me reduziu a metade, que n\u00e3o mentes!\u2019\u201d (<i>Char.<\/i> 17. 7) ou \u201cdepois de ganhar, por voto un\u00e2nime, um processo, ainda censura quem lhe escreveu o discurso por ter passado em claro muitos argumentos de peso.\u201d (<i>Char.<\/i> 17.8). Quem \u00e9 que, no seu perfeito ju\u00edzo, n\u00e3o explode de alegria com o nascimento de um filho? Quem \u00e9 que n\u00e3o manifesta um al\u00edvio depois de ganhar um processo judicial? Ao que se pode deduzir dos <i>Caracteres<\/i>, h\u00e1 efetivamente um certo tipo humano que constitui a resposta negativa \u00e0s duas quest\u00f5es colocadas. Haja paci\u00eancia!<\/p>\n<p>Tenhamos em mente que o descontentamento existe e que pode ser visto numa \u00f3tica positiva, quando associado \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o comedida, \u00e0 busca de algo que torna o indiv\u00edduo mais feliz ou contente; evitemos, pois, conceber o descontentamento como sin\u00f3nimo de eterna insatisfa\u00e7\u00e3o, tal um queixume ou uma lam\u00faria incessantes. Afastemos a nuvem negra dos nossos c\u00edrculos. Assim, cremos que n\u00e3o se torna poss\u00edvel o cont\u00e1gio de tamanha negatividade quanto \u00e0 forma como vivemos e concebemos a nossa vida.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abO eterno descontente do nosso tempo \u00e9 aquela nuvem negra e espessa que persiste no c\u00e9u azul e n\u00e3o se importa com o desconforto em que vive e que causa aos que o rodeiam.\u00bb<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[192,193,3040],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Eterno Descontente - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u00abO eterno descontente do nosso tempo \u00e9 aquela nuvem negra e espessa que persiste no c\u00e9u azul e n\u00e3o se importa com o desconforto em que vive e que causa aos que o rodeiam.\u00bb\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-eterno-descontente\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Eterno Descontente - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00abO eterno descontente do nosso tempo \u00e9 aquela nuvem negra e espessa que persiste no c\u00e9u azul e n\u00e3o se importa com o desconforto em que vive e que causa aos que o rodeiam.\u00bb\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-eterno-descontente\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-06-16T14:01:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-27T21:39:13+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"5 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-eterno-descontente\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-eterno-descontente\/\",\"name\":\"O Eterno Descontente - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-06-16T14:01:07+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-27T21:39:13+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"\u00abO eterno descontente do nosso tempo \u00e9 aquela nuvem negra e espessa que persiste no c\u00e9u azul e n\u00e3o se importa com o desconforto em que vive e que causa aos que o rodeiam.\u00bb\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-eterno-descontente\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-eterno-descontente\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-eterno-descontente\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Eterno Descontente\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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