{"id":149960,"date":"2025-02-16T14:32:24","date_gmt":"2025-02-16T14:32:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=149960"},"modified":"2025-09-27T21:39:29","modified_gmt":"2025-09-27T21:39:29","slug":"o-disparatado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-disparatado\/","title":{"rendered":"O Disparatado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"444\" height=\"444\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Rui Tavares de Faria<\/b><br>Professor e investigador<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>O d\u00e9cimo primeiro car\u00e1cter a que Teofrasto dedica nove pontos muito breves \u00e9 o disparatado, termo com que o leitor da atualidade est\u00e1 inteiramente familiarizado. O retrato que dele faz o autor grego \u00e9, na verdade, curto, sugerindo talvez nesta extens\u00e3o a brevidade do \u201cdisparate\u201d que \u00e9, nas suas palavras, \u201cuma atitude espalhafatosa e chocante\u201d (<i>Char.<\/i> 11.1). A julgar pela defini\u00e7\u00e3o enunciada, estamos em crer que vivemos atualmente num \u201cdisparate\u201d constante, pois s\u00e3o tantas as situa\u00e7\u00f5es ilustrativas de espalhafato e os epis\u00f3dios que nos chocam diariamente que s\u00f3 podemos concluir o seguinte: estamos a conviver com um mundo \u201cdisparatado\u201d!<\/p>\n<p>Quanto ao perfil deste tipo \u00e9tico, Teofrasto enumera circunst\u00e2ncias hilariantes que nos permitem encontrar facilmente correspond\u00eancias, nos dias de hoje, daquele que, \u201cdiante de senhoras, arrega\u00e7a as fraldas e mostra o sexo\u201d (<i>Char.<\/i> 11. 2) ou, \u201cno teatro, bate palmas quando os outros deixam de bater; assobia aos atores que os outros admiram; e, no meio do sil\u00eancio geral, estica o pesco\u00e7o e arrota, de modo a fazer o anfiteatro inteiro voltar-se para ele\u201d (<i>Char.<\/i> 11.3). \u00c9 uma figura caricata de facto, mas bastante comum na nossa contemporaneidade. Pelo menos na de Ponta Delgada ou, em sentido lato, na nossa ilha de S. Miguel.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 um ou dois anos a comunica\u00e7\u00e3o social impressa noticiava casos de exibi\u00e7\u00e3o dos genitais por indiv\u00edduos sem-abrigo aos turistas que se passeavam pelas art\u00e9rias centrais da capital micaelense. Os estrangeiros, pensando aqui encontrar o \u201cpara\u00edso perdido\u201d \u2013 n\u00e3o o de Milton, mas o de uma revista tur\u00edstica qualquer \u2013, deparavam-se com uma imagem pervertida do jardim do \u00c9den, onde homens despiam as cal\u00e7as e abanavam o \u201cmangalho\u201d, no canto de uma das v\u00e1rias ruelas que comp\u00f5em o centro hist\u00f3rico de Ponta Delgada. Acredito que tenha havido quem tivesse gostado de apreciar o estado masculino aut\u00f3ctone na sua mais nua representa\u00e7\u00e3o, mas, por outro lado, n\u00e3o deixa de ser um grande \u201cdisparate\u201d ter de lidar com situa\u00e7\u00f5es como essas. De h\u00e1 algum tempo para c\u00e1 deixou de se ouvir falar sobre os disparatados que baixavam as cal\u00e7as ou os cal\u00e7\u00f5es para exibir a potencialidade (ca\u00edda) do abono de fam\u00edlia! Ter\u00e3o encontrado abrigo ou ter\u00e3o sido acolhidos por algum(a) turista que neles reconheceu potencial naquela sua arte exibicionista? Nunca se sabe\u2026<\/p>\n<p>Outros disparates, por\u00e9m, mant\u00eam-se e tendem a constituir tra\u00e7os caracterizadores intr\u00ednsecos de um certo tipo de gente apalermada. O que \u201cbate palmas quando os outros deixam de bater\u201d \u00e9 um indiv\u00edduo que persiste. N\u00e3o no teatro, que aqui, na nossa terrinha, n\u00e3o h\u00e1 espet\u00e1culos dessa arte com a frequ\u00eancia e a fartura com que existem noutras cidades. O disparatado local aplaude com\u00edcios, perante a verborreia dominante de discursos pol\u00edticos vazios e mal estruturados; louva, com aplausos, as figuras p\u00fablicas da pra\u00e7a, sobretudo aquelas que chegaram onde chegaram por uma s\u00e9rie de disparates; bate palmas a si pr\u00f3prio, porque n\u00e3o tem qualquer no\u00e7\u00e3o do qu\u00e3o disparatado \u00e9. N\u00e3o \u201cassobia aos atores\u201d, mas grita \u201cbuhhh\u201d, quando algu\u00e9m com dois dedos de testa anuncia um bom plano estrat\u00e9gico para a resolu\u00e7\u00e3o de um dado problema, ou \u201carrota\u201d diante de algu\u00e9m respeitado, simplesmente porque se quer fazer notar. Vistos os cen\u00e1rios nesses prismas, temos mesmo de considerar a hip\u00f3tese de o nosso mundo se ter convertido num aut\u00eantico e enorme disparate.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 epis\u00f3dios espalhafatosos e chocantes que convidam \u00e0 presen\u00e7a o disparatado. E estes epis\u00f3dios s\u00e3o, ali\u00e1s, bem corriqueiros. Quantas vezes n\u00e3o \u201cpassa um sujeito com quem [o disparatado] n\u00e3o tem intimidade nenhuma e ele p\u00f5e-se a cham\u00e1-lo pelo nome\u201d (<i>Char.<\/i> 11.5) como se fossem grandes amigos? Quantas vezes \u201cum fulano vem a sair do tribunal, depois de ter perdido um processo importante e o nosso homem [i.e. o disparatado] salta-lhe em cima para lhe dar os parab\u00e9ns\u201d (<i>Char.<\/i> 11.6)? \u00c9 claro que, nestes casos, o disparatado se confunde com o despropositado, aquele indiv\u00edduo que, n\u00e3o tendo ideia do rid\u00edculo a que se exp\u00f5e, atua com a maior das naturalidades nas circunst\u00e2ncias mais caricatas ou adversas.<\/p>\n<p>Em tempos ouvia-se ami\u00fade da boca dos adultos \u2013 dos nossos pais e av\u00f3s, por exemplo \u2013 a express\u00e3o \u201cn\u00e3o digas disparates\u201d, como forma de negar um dado pedido aos mais novos. \u00c0 primeira vista at\u00e9 nos pareceria desadequado usar o termo \u201cdisparate\u201d para dizer \u201cn\u00e3o\u201d a um \u201cposso sair logo \u00e0 noite com os meus amigos?\u201d, mas, se pensarmos um pouco, veremos que o prop\u00f3sito da pergunta prev\u00ea uma situa\u00e7\u00e3o espalhafatosa ou at\u00e9 chocante. Basta para isso atentarmos no estado em que os jovens adolescentes regressam a casa \u00e0s cinco da manh\u00e3, completamente alcoolizados e drogados. Foi um disparate! Ou, ent\u00e3o, quando se anunciava alguma coisa sem sentido, descabida aos olhos dos mais velhos, era tamb\u00e9m vulgar escutar-se o \u201cn\u00e3o digas disparates\u201d. Muitas vezes estes \u201cdisparates\u201d coincidiam com rumores, maledic\u00eancias que se tinha ouvido a fulano ou beltrano e que desonravam sicrano ou sicrana.&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 que se vive da forma como se vive, dando aten\u00e7\u00e3o a disparates e sendo conivente com disparatados. H\u00e1 que ter a no\u00e7\u00e3o de que chocar os outros n\u00e3o \u00e9 \u2013 nunca foi \u2013 uma atitude eticamente louv\u00e1vel. Op\u00f5e-se ao ato de disparatar a consci\u00eancia da discri\u00e7\u00e3o, propriedade de car\u00e1cter em vias de extin\u00e7\u00e3o. Porque se antes os disparatados atuavam numa esfera social paralela, a mais provinciana, hoje lideram empresas e governam pa\u00edses e tomam decis\u00f5es em nome do disparate em que se metamorfoseou o seu c\u00e9rebro. Quer isto dizer que se tornaram numa esp\u00e9cie \u00e9tica em aut\u00eantica prolifera\u00e7\u00e3o. \u00c9 lament\u00e1vel, portanto, mas \u00e9 a realidade.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Se antes os disparatados atuavam numa esfera social paralela, a mais provinciana, hoje lideram empresas e governam pa\u00edses e tomam decis\u00f5es em nome do disparate (&#8230;)&#8221;.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[192,193,2409,2410],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Disparatado - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&quot;Se antes os disparatados atuavam numa esfera social paralela, a mais provinciana, hoje lideram empresas e governam pa\u00edses e tomam decis\u00f5es em nome do disparate em que se metamorfoseou o seu c\u00e9rebro.&quot;\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-disparatado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Disparatado - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&quot;Se antes os disparatados atuavam numa esfera social paralela, a mais provinciana, hoje lideram empresas e governam pa\u00edses e tomam decis\u00f5es em nome do disparate em que se metamorfoseou o seu c\u00e9rebro.&quot;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-disparatado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-02-16T14:32:24+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-27T21:39:29+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-disparatado\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-disparatado\/\",\"name\":\"O Disparatado - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-02-16T14:32:24+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-27T21:39:29+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"\\\"Se antes os disparatados atuavam numa esfera social paralela, a mais provinciana, hoje lideram empresas e governam pa\u00edses e tomam decis\u00f5es em nome do disparate em que se metamorfoseou o seu c\u00e9rebro.\\\"\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-disparatado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-disparatado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-disparatado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Disparatado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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