{"id":132478,"date":"2024-04-17T11:06:05","date_gmt":"2024-04-17T11:06:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=132478"},"modified":"2025-09-27T21:38:49","modified_gmt":"2025-09-27T21:38:49","slug":"o-tagarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-tagarela\/","title":{"rendered":"O Tagarela"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"445\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Rui Tavares de Faria<\/b><b><br><\/b>Professor e Investigador<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>O tagarela \u00e9 o terceiro retrato \u00e9tico que consta da obra de Teofrasto e \u00e9, ironicamente, um dos mais curtos, se n\u00e3o o mais curto dos trinta <i>Caracteres.<\/i> Ironicamente, porque associamos, por norma, o tagarela \u00e0quele indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna, na maior parte das extensas intera\u00e7\u00f5es que desencadeia. O autor grego define a tagarelice como \u201ca narrativa dos discursos imensos e sem nexo.\u201d (<i>Char.<\/i> 3.1.), mas o que nos d\u00e1 a ler \u00e9 extremamente curto, talvez para nos poupar de perdas de tempo a pensar sobre o vazio que domina o falat\u00f3rio prolixo do tagarela.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que sucede com a l\u00edngua grega antiga, que apresenta o voc\u00e1bulo \u1f00\u03b4\u03bf\u03bb\u03b5\u03c3\u03c7\u03af\u03b1\u03c2 (transliterado em <i>adolesch\u00edas<\/i>) para este tipo humano, a palavra portuguesa \u201ctagarela\u201d sugere, desde logo pelo seu escopo fon\u00e9tico, uma sucess\u00e3o de sons que nos parecem querer reproduzir, de certa forma, aquilo que efetivamente significa: o tagarela \u00e9 algu\u00e9m que emite um enunciado discursivo longo e sem ter ponta por onde se lhe pegue, devido \u00e0 aus\u00eancia de nexo. \u00c9 como se da boca do tagarela ouv\u00edssemos, em jeito onomatopeias de beb\u00e9, t\u00e1-t\u00e1-t\u00e1, t\u00e1-t\u00e1-t\u00e1, g\u00e1-g\u00e1, t\u00e1-t\u00e1, r\u00e9-r\u00e9-r\u00e9, t\u00e1-t\u00e1, g\u00e1-g\u00e1-g\u00e1, r\u00e9-r\u00e9, t\u00e1-t\u00e1-t\u00e1, l\u00e1-l\u00e1. Vira o disco e toca o mesmo. Na verdade, \u00e9 esta a perce\u00e7\u00e3o com que ficamos do perfil conversacional do tagarela.<\/p>\n<p>Segundo Teofrasto, o tagarela \u201csenta-se ao lado de um fulano que n\u00e3o conhece de parte nenhuma e come\u00e7a por lhe fazer o elogio da mulher; depois conta-lhe o sonho que teve na noite anterior; por fim, desfia-lhe, tim-tim por tim-tim, o que comeu ao jantar.\u201d (<i>Char.<\/i> 3.2.) Que levante o dedo quem nunca passou por este epis\u00f3dio estranho! Os espa\u00e7os de elei\u00e7\u00e3o dos tagarelas s\u00e3o os transportes p\u00fablicos coletivos e as salas ou filas de espera de um servi\u00e7o qualquer. No autocarro, no comboio e tamb\u00e9m no avi\u00e3o, estando n\u00f3s a viajar sem companhia, corremos o risco de travar conhecimento com o tagarela. Se j\u00e1 est\u00e1 sentado no banco ao lado do nosso quando chegamos, mostra-se logo sol\u00edcito e simp\u00e1tico. Disponibiliza-se para nos arrumar a bagagem e at\u00e9 se encolhe para que tenhamos a \u00e1rea do nosso lugar mais folgada. Esta \u00e9 a fase de aquecimento. Se lhe agradecemos com um franco sorriso, estamos tramados! Por isso, um obrigado neutro ser\u00e1 a melhor op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas salas ou filas de espera, o tagarela manifestar-se-\u00e1, penso seu, por causa da exaspera\u00e7\u00e3o que lhe causa precisamente a natureza do lugar ou situa\u00e7\u00e3o em que se encontra: a espera! Acredito, contudo, que a inexist\u00eancia de um motivo tamb\u00e9m lhe fomentar\u00e1 a abertura da boca. O problema \u00e9 se algu\u00e9m lhe d\u00e1 troco\u2026 a\u00ed, o fulano fala e fala, d\u00e1 opini\u00e3o sobre A, diz mal de B, evoca um C, volta a opinar sobre o A, mas j\u00e1 de outro modo; n\u00e3o se cala, portanto. A espera, que j\u00e1 de si \u00e9 desagrad\u00e1vel, parece tornar-se intermin\u00e1vel na presen\u00e7a de um tagarela. Os seus destinat\u00e1rios j\u00e1 n\u00e3o lhe respondem, por isso n\u00e3o s\u00e3o interlocutores, e normalmente entreolham-se, culpando em sil\u00eancio aquele que, sem querer, abriu as portas \u00e0 tagarelice. Esta \u00e9 uma experi\u00eancia pela qual j\u00e1 ter\u00e1 passado todo o leitor, contando que n\u00e3o tenha sido ele \u2013 lamento \u2013 a vestir a pele do tagarela.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da constata\u00e7\u00e3o objetiva do car\u00e1cter que assina a autoria dos \u201cdiscursos imensos e sem nexo\u201d, creio que podemos alargar esse comportamento individual a outros \u00e2mbitos que n\u00e3o apenas os atr\u00e1s mencionados. Pensemos, por exemplo, na verborreia que ouvimos da boca dos mais variados e distintos l\u00edderes pol\u00edticos. E neste dom\u00ednio Portugal at\u00e9 se vai safando bem; basta verificarmos o efeito de certos fluxos palavrosos no eleitorado, se tivermos em conta os resultados da \u00faltima ida \u00e0s urnas. Como \u00e9 poss\u00edvel que, em certas na\u00e7\u00f5es, a tagarelice consiga confundir-se com a demagogia? Como \u00e9 poss\u00edvel que os cidad\u00e3os se submetam \u00e0 loquacidade vazia daqueles que encabe\u00e7am as listas do partido a quem acaba confiado o futuro de um grande pa\u00eds ou, pelo contr\u00e1rio, o futuro de um decl\u00ednio galopante?<br>O tipo humano do tagarela converte pelo cansa\u00e7o. O mesmo se passa com os gatos, que miam e miam at\u00e9 lhes darmos o que de facto pretendem. Mas, enquanto nos rendemos \u00e0 beleza dos felinos, que podemos mimar (se eles nos deixarem), em rela\u00e7\u00e3o aos tagarelas a nossa vontade vai para a surdez moment\u00e2nea. Quando isso acontece, corremos, por\u00e9m, um risco: o tagarela pensa que estamos atentos \u00e0 sua conversa, que estamos de acordo com o que, sem nexo, vai falando e nos cansando e, sem querer, ainda nos envolvemos nas incoer\u00eancias tagareladas, involuntariamente.<\/p>\n<p>Se, nas edi\u00e7\u00f5es anteriores, pude deixar algumas sugest\u00f5es pr\u00e1ticas para sabermos lidar com o dissimulado e com o bajulador, relativamente ao tagarela devo confessar-vos que nada me ocorre de \u00fatil ou l\u00f3gico, sem ser o remate que o pr\u00f3prio Teofrasto d\u00e1 ao seu retrato: \u201cDe tipos desta for\u00e7a \u00e9 preciso fugir a sete p\u00e9s e passar de largo a todo o pano, se se quiser evitar uma seca. \u00c9 obra aguentar um parceiro que n\u00e3o sabe distinguir o que \u00e9 ter tempo livre ou estar ocupado.\u201d (<i>Char.<\/i> 3.4.). Assim, ocorrem-me algumas ideias, disparatadas e dignas de um tagarela, dir\u00e3o uns, ou engra\u00e7adas e exequ\u00edveis, pensar\u00e3o outros. Aqui v\u00e3o: 1. seguir a moda dos jovens e dos desportistas e ter sempre uns auscultadores postos nas orelhas, quando vamos viajar ou estamos em contexto de espera para sermos atendidos em algum servi\u00e7o; 2. n\u00e3o encarar o tagarela nos olhos e mostrar um ar alienado, nas circunst\u00e2ncias antes referidas; 3. simular um telefonema de modo a sair do jogo desinteressante da tagarelice; por fim, 4. exibir m\u00e1 cara, o mesmo \u00e9 dizer n\u00e3o esbo\u00e7ar qualquer ind\u00edcios de sorriso ou de concord\u00e2ncia no atinente \u00e0 verborreia que vai fluindo e tentando dominar o ambiente.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o &#8220;indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna&#8221;.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[401,402,403,192],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Tagarela - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o &quot;indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna&quot;.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-tagarela\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Tagarela - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o &quot;indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna&quot;.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-tagarela\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-04-17T11:06:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-27T21:38:49+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/\",\"name\":\"O Tagarela - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-04-17T11:06:05+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-27T21:38:49+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o \\\"indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna\\\".\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Tagarela\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. As not\u00edcias que contam. A partir da Lagoa, nos A\u00e7ores, para o mundo.\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\"},\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/author\/diariodalagoa\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O Tagarela - Di\u00e1rio da Lagoa","description":"Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o \"indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna\".","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-tagarela\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"O Tagarela - Di\u00e1rio da Lagoa","og_description":"Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o \"indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna\".","og_url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/o-tagarela\/","og_site_name":"Di\u00e1rio da Lagoa","article_published_time":"2024-04-17T11:06:05+00:00","article_modified_time":"2025-09-27T21:38:49+00:00","og_image":[{"width":960,"height":960,"url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Di\u00e1rio da Lagoa","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Di\u00e1rio da Lagoa","Tiempo de lectura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/","url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/","name":"O Tagarela - Di\u00e1rio da Lagoa","isPartOf":{"@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website"},"datePublished":"2024-04-17T11:06:05+00:00","dateModified":"2025-09-27T21:38:49+00:00","author":{"@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece"},"description":"Este m\u00eas Rui Tavares de Faria escreve sobre o \"indiv\u00edduo que n\u00e3o se cala, que fala pelos cotovelos e que n\u00e3o reconhece o qu\u00e3o despropositado se torna\".","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-tagarela\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O Tagarela"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website","url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/","name":"Di\u00e1rio da Lagoa","description":"Di\u00e1rio da Lagoa. As not\u00edcias que contam. A partir da Lagoa, nos A\u00e7ores, para o mundo.","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece","name":"Di\u00e1rio da Lagoa","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g","caption":"Di\u00e1rio da Lagoa"},"url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/author\/diariodalagoa\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132478"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132478"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132478\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":158635,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132478\/revisions\/158635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}