{"id":127531,"date":"2023-09-15T21:49:07","date_gmt":"2023-09-15T21:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=127531"},"modified":"2025-09-27T21:55:50","modified_gmt":"2025-09-27T21:55:50","slug":"natalia-a-pose-e-o-abraco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/natalia-a-pose-e-o-abraco\/","title":{"rendered":"Nat\u00e1lia: A Pose e o Abra\u00e7o"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"523\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/natalia-correia-arquivo-ricardo-martins-mota.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-127532\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/natalia-correia-arquivo-ricardo-martins-mota.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/natalia-correia-arquivo-ricardo-martins-mota-300x163.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/natalia-correia-arquivo-ricardo-martins-mota-768x418.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/natalia-correia-arquivo-ricardo-martins-mota-18x10.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\"><sub>\u00a9\u00a0ARQUIVO PESSOAL DE RICARDO MARTINS MOTA<\/sub><\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olhamos para o conjunto de fotografias aqui publicado e reparamos logo na voca\u00e7\u00e3o majest\u00e1tica da autora de \u201cA Madona\u201d. Sempre em pose, sentada a solo, com amigos, junto a um busto. Perto de um santo. Erguia-se assim Nat\u00e1lia Correia. Como mulher mundana e espiritual, entregue a todos os deuses. Um dia, escreveu: \u201cCreio nos anjos que andam pelo mundo,\/ creio na Deusa com olhos de diamantes,\/ creio em amores lunares com piano ao fundo,\/creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes\u201d. Como quem diz: em tudo creio \u2013 tudo o que circule com a cauda da transcend\u00eancia. Uma mulher das tert\u00falias, da pol\u00e9mica, da palavra em voz alta, da provoca\u00e7\u00e3o humor\u00edstica, e algu\u00e9m que reinventou, em sentido feminino, uma das mais belas manifesta\u00e7\u00f5es religiosas e culturais do arquip\u00e9lago a\u00e7oriano: o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Esp\u00edrito Santo.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Sou da ilha das l\u00ednguas de fogo. Com elas aprendi a metrificar o esp\u00edrito. O indiz\u00edvel\u201d. Nat\u00e1lia Correia era uma micaelense com uma l\u00edngua de fogo. Percorrendo a ilha de S\u00e3o Miguel, cruzamo-nos com algumas. Mulheres com desafiadora verve, insubmiss\u00e3o org\u00e2nica, explos\u00f5es sem aviso. Ela gostaria de ser vista assim. \u201cA import\u00e2ncia de ter nascido a\u00e7oriana \u00e9 de tal ordem que insularidade e poesia se fundem em mim produzindo uma diferencia\u00e7\u00e3o que me \u00e9 por vezes dolorosa\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos 11 anos, na viagem que fez com a irm\u00e3 e com a m\u00e3e, que a criou sozinha, com esp\u00edrito livre e culto, levou a ilha consigo. O seu apartamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as em tempo escolar, no Liceu D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, fazia-se de um magma separador. Quando voltou a pisar o cascalho da sua terra, nunca mais abandonou a vontade de se apresentar como filha do vulcanismo das ilhas. Fernando Dacosta, em \u201cO Botequim da Liberdade\u201d, partilha um coment\u00e1rio de Nat\u00e1lia, numa visita aos A\u00e7ores: \u201cA Lagoa do Fogo s\u00f3 deve ser visitada \u00e0s tr\u00eas da madrugada, altura em que se desoculta aos iniciados\u201d. Uma origem tel\u00farica tornada mito, mist\u00e9rio e s\u00edmbolo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Poucos sabem que a \u00e2nsia de voltar emergiu num restaurante lisboeta, numa altura em que j\u00e1 havia galgado os 30 anos. Emocionou-se, at\u00e9 ao solu\u00e7o, com as m\u00fasicas do folclore micaelense inclu\u00eddas na banda sonora do espa\u00e7o, e, passados 15 dias, voltou. Para se demorar, para pesquisar. Para escrever versos como <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu vos direi da ilha que na dorna\/ do Arcanjo \u00e9 eterna em ch\u00e3o escasso.\/Fulva de gado ao dia. \u00c0 noite morna.\/ Embebida no verde. E o mar cola\u00e7o\u201d. Para ter a calma que, dizia, s\u00f3 encontrava no ch\u00e3o insulano<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao olhar estas fotografias, ocorre a ideia de que h\u00e1 v\u00e1rias Nat\u00e1lias \u2013 e todas podem ser encontradas na rec\u00e9m-publicada biografia \u201cO Dever de Deslumbrar\u201d, de Filipa Martins. Ser m\u00faltiplo na voca\u00e7\u00e3o e na curiosidade, desdobrou-se em \u00e1reas diversas. A come\u00e7ar pela literatura, a sua voca\u00e7\u00e3o primeira, aquela pela qual mais desejava ser reconhecida. Experimentou, com grande preocupa\u00e7\u00e3o formal, diferentes g\u00e9neros, o romance, o ensaio, o teatro, o di\u00e1rio, a poesia, na qual balan\u00e7ou entre a tradi\u00e7\u00e3o barroca, o fulgor surrealista e o mais absoluto romantismo. Distinguiu-se na pol\u00edtica, na vida c\u00edvica, na edi\u00e7\u00e3o, na investiga\u00e7\u00e3o. Organizou uma \u201cAntologia de Poesia Portuguesa Er\u00f3tica e Sat\u00edrica\u201d. Assumiu-se antifascista e \u201cibericista\u201d. Celebrou a androginia e o \u00f3cio. Fundou o libert\u00e1rio Botequim, defendeu, perante todos os moralismos, o casal Francisco S\u00e1 Carneiro e Snu Abecassis, escreveu um poema sat\u00edrico num debate sobre a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Veio para a literatura, mas a orat\u00f3ria tamb\u00e9m a convocou. E, de certo modo, olvidou a sua arte liter\u00e1ria, ainda por clarear.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sob o ponto de vista psicol\u00f3gico, ao contr\u00e1rio do que possa parecer, tamb\u00e9m era m\u00faltipla, complexa. Para citar Filipa Martins, \u201ca intelig\u00eancia e o desconcertante sentido de autoencena\u00e7\u00e3o majest\u00e1tico\u201d ocultava \u201cuma fragilidade complexa e paradoxal, com raiz numa inf\u00e2ncia marcada por abandonos e uma afetividade dispersa\u201d. H\u00e1 uma verdade na sombra destas fotografias. A mulher em pose esconde uma menina \u00e0 espera de um abra\u00e7o.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhamos para o conjunto de fotografias aqui publicado e reparamos logo na voca\u00e7\u00e3o majest\u00e1tica da autora de \u201cA Madona\u201d. Sempre em pose, sentada a solo, com amigos, junto a um busto. Perto de um santo. Erguia-se assim Nat\u00e1lia Correia.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":127532,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Nat\u00e1lia: A Pose e o Abra\u00e7o - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Olhamos para o conjunto de fotografias aqui publicado e reparamos logo na voca\u00e7\u00e3o majest\u00e1tica da autora de \u201cA Madona\u201d. 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