{"id":102305,"date":"2022-07-03T12:20:31","date_gmt":"2022-07-03T12:20:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=102305"},"modified":"2025-09-28T00:36:43","modified_gmt":"2025-09-28T00:36:43","slug":"a-canadinha-o-velho-as-carrocas-e-o-poco-e-a-policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/es\/a-canadinha-o-velho-as-carrocas-e-o-poco-e-a-policia\/","title":{"rendered":"A Canadinha, O Velho, as carro\u00e7as e o po\u00e7o&#8230; e a Pol\u00edcia!"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\">At\u00e9 metade do s\u00e9culo vinte tudo era transportado de carro\u00e7a em \u00c1gua de Pau<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Roberto-Medeiros.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-100168\" width=\"387\" height=\"387\"\/><figcaption><strong>Roberto Medeiros<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>No meu tempo \u2013 estou a falar dos anos 60 \u2013, quando era crian\u00e7a, a \u201cCanadinha\u201d que ligava a rua do Valverde de Baixo \u00e0 rua da Carreira em \u00c1gua de Pau, era um labirinto, escuro, terreiro, cheio de regatos, covas e prop\u00edcio a topadas, j\u00e1 que quase toda a gente andava descal\u00e7o.<\/p>\n<p>A escurid\u00e3o era medonha, pois n\u00e3o tinha luz. Ao tempo, nem t\u00e3o pouco as \u00fanicas duas casas no cimo da rua tinham luz ainda at\u00e9.<\/p>\n<p>Todos tinham medo de \u00e0 noite passar na Canadinha. Quem por l\u00e1 se atrevia a passar, teria de ser a p\u00e9 e nunca de carro, porque n\u00e3o havia, pois em 1964 n\u00e3o chegavam \u00e0 meia d\u00fazia os convers\u00edveis na nossa terra.<\/p>\n<p>Mesmo quem os tivesse e quisesse l\u00e1 passar n\u00e3o podia, porque n\u00e3o passava um carro, antes de se alargar a \u00abCanadinha\u00bb na mesma d\u00e9cada (verea\u00e7\u00e3o de meu pai, Manuel Eg\u00eddio de Medeiros).<\/p>\n<p>Outra raz\u00e3o ainda era o facto de as pessoas, ao tempo tamb\u00e9m, temerem \u201cO Velho\u201d, recordam-se? As m\u00e3es metiam medo aos filhos, avisando-os que se n\u00e3o chegassem cedo a casa podiam encontrar na rua o \u201cVelho da Canadinha\u201d. Fosse l\u00e1 o que isso fosse, a inten\u00e7\u00e3o das m\u00e3es era amedrontar as crian\u00e7as para n\u00e3o permanecerem at\u00e9 muito tarde na rua.<\/p>\n<p>E, aqui \u00e9 que est\u00e1 a resposta ou motivo principal porque \u201cno meu tempo todos tinham medo de &#8220;\u00e0 noite&#8221; passar na Canadinha\u201d\u2026 Era porque, antigamente, as crian\u00e7as e os rapazes brincavam na rua! Hoje j\u00e1 n\u00e3o brincam!<\/p>\n<p>Antes a gente andava e brincava nas ruas at\u00e9 \u00ab\u00e0s Trindades\u00bb e hoje n\u00e3o tem hora para brincar na rua com amigos. Trocaram os amigos pelas \u00abtablets sem chocolate\u00bb e agora \u00e9 \u00abboca-fechada\u00bb e \u00abcabe\u00e7a-no-ar\u00bb e dedos a \u00abtocar-piano\u00bb nos telem\u00f3veis e outras formas de tecnologia moderna\u2026 e ficam toda a noite a jogar, na maioria das vezes \u2013 consigo pr\u00f3prio!<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 Canadinha, que, como era escura \u00abc\u2019m\u00f3-dem\u00f3ne\u00bb, a gente, os \u00abrapazins\u00bb do meu tempo nem se atreviam a por l\u00e1 passar, pois sem luz, aquele negrume, metia medo. Mais tarde foi alargada na curva, passou a ter luz p\u00fablica, outras casas l\u00e1 se constru\u00edram e as que l\u00e1 estavam ganharam nova cara e depois viria a ser pavimentada, como hoje se encontra.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o podemos rapar nada da hist\u00f3ria de nenhum lugar. Podemos mudar, melhorar e passar por l\u00e1 quando se quiser agora. Mas, a Canadinha, nunca me sair\u00e1 da cabe\u00e7a porque no meu subconsciente ao tempo de menino, era l\u00e1 que estava \u201cO Velho\u201d!<\/p>\n<p>Mas, a hist\u00f3ria n\u00e3o acaba aqui. Tem muitos outros epis\u00f3dios mais antigos, por isso vou contar, pelo menos mais um, para n\u00e3o esticarmos a martela, ou seja, n\u00e3o fazer a hist\u00f3ria muito comprida.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Moinho-da-Vila-de-Joaquim-dArruda.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-102306\"\/><figcaption><strong><sup>Moinho da Vila de Joaquim d\u2019Arruda <\/sup><\/strong><sup><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 D.R.<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Ainda muito antes do meu tempo, anos 60, de quando brinc\u00e1vamos a amarrar portas pelos puxadores e depois batendo, fug\u00edamos&#8230; no tempo de meu pai, nos anos 30, o que havia mais pelas nossas ruas eram carro\u00e7as e carroceiros. Era o meio de transporte que havia. Nesse tempo, a juventude dava-se ao regalo de brincar tamb\u00e9m pregando partidas d\u2019um corisco!<\/p>\n<p>Em noites escuras, e quais eram as que n\u00e3o eram? \u00c1gua de Pau possu\u00eda, \u00e0 \u00e9poca, segundo o jornal \u00abo Lagoense\u00bb 84 l\u00e2mpadas distribu\u00eddas pela vila toda! Ent\u00e3o, alguns rapazes, cujos nomes at\u00e9 podia cit\u00e1-los quase todos, organizavam-se em grupos de \u00abmalfazejas d\u2019ocasi\u00e3o\u00bb e indo pelas noites escuras e frias, de rua em rua, levavam as carro\u00e7as, paradas \u00e0 porta dos donos, sem os mesmos por isso darem e arrastavam-nas para o Po\u00e7o da Canadinha.<\/p>\n<p>O Po\u00e7o localizava-se nas traseiras do Audit\u00f3rio Municipal Ferreira da Silva. Esse po\u00e7o recebia as \u00e1guas das chuvas que corriam do Caminho do Mato e Valverdes, levadas pela Canadinha abaixo, enchendo-o no Inverno. No outro dia, era uma carga de trabalhos para se retirar as carro\u00e7as de dentro do Po\u00e7o, sobretudo, porque ficavam empilhadas umas sobre as outras!<\/p>\n<p>N\u00e3o se admirem os mais novos quando os pais lhes dizem \u201cn\u00e3o fa\u00e7am isso, n\u00e3o fa\u00e7am aquilo\u201d! \u00c9 que eles j\u00e1 fizeram o mesmo e o pior \u00e9 que est\u00e3o a imaginar os filhos a passarem pelo que eles j\u00e1 passaram. No fundo, eles at\u00e9 querem que os filhos experimentem\u2026, mas que n\u00e3o se magoem! E, pensam isso, como disse, com alguma saudade que uns expressam num sorriso escondido, se a experi\u00eancia lhes foi favor\u00e1vel, ou com cara de poucos amigos, se a coisa n\u00e3o lhes correu l\u00e1 muito bem, no seu tempo!<\/p>\n<p>Voltando \u00e0s carro\u00e7as\u2026 no Po\u00e7o! Era nesta altura que entrava em a\u00e7\u00e3o o senhor Ernesto Pol\u00edcia. Deste ningu\u00e9m tinha medo, pois tinha farda, falava alto, mas tinha bom cora\u00e7\u00e3o, de manteiga, dizia-se!<\/p>\n<p>Mas, a mulher (!) essa (?) n\u00e3o era para brincadeiras! Se ele \u00e9 que vestia a farda, pois ela \u00e9 que era conhecida por Maria Pol\u00edcia! Obrigava o marido a correr os cantos todos de \u00c1gua de Pau para dar cobro a todas as irregularidades ocasionadas com ou sem culpa volunt\u00e1ria. C\u00e1 se faz \u2013 c\u00e1 se paga, dizia a Tia Maria Pol\u00edcia!<\/p>\n<p>Um dia, o tio Ernesto Pol\u00edcia fez espera a dois carroceiros. Ambos eram compadres de meu pai. Um, era o tio Francisco Augusto de Medeiros, que ao tempo era ainda um rapazote e que, numa noite, vinha seguido pelo tio Virg\u00ednio Mestre, ambos nas suas carro\u00e7as, carregadas de carga dos armaz\u00e9ns da cidade para A Cova da On\u00e7a, em \u00c1gua de Pau.<\/p>\n<p>Era noite serrada, regressavam nas suas carro\u00e7as puxadas por bois, portanto, de tra\u00e7\u00e3o lenta e pesados pela carga que transportavam tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>A viagem durara mais do que esperavam e as velas, luz de presen\u00e7a na estrada, tinham-se esmirrado, antes de chegarem a \u00c1gua de Pau e assim vinham sem a ilumina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria que se exigia aos meios de transporte que circulavam \u00e0 noite nos caminhos.<\/p>\n<p>Os dois carroceiros n\u00e3o se preocuparam, pois mesmo em noite escura como a que estava, os bois conheciam bem o caminho e por isso deixavam-se ser levados por eles.<\/p>\n<p>Passaram as tr\u00eas cruzes (antiga f\u00e1brica da chic\u00f3ria), atravessaram o caminho velho (hoje parcialmente substitu\u00eddo por miradouro) e preparavam-se para descer a ladeira das Escaninhas (Foral Novo).<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que o Tio Ernesto Pol\u00edcia est\u00e1 \u00e0 espera deles, para ver se traziam luz de presen\u00e7a nas suas carro\u00e7as. Ele sente o guincho das rodas das carro\u00e7as de boi a aproximarem-se e coloca-se no meio do caminho e brada:<\/p>\n<p>&#8211; Alto! N\u00e3o tens luz. Est\u00e1s multado! Identifica-te?<\/p>\n<p>O carroceiro da frente que era Francisco Augusto de Medeiros face \u00e0 pergunta responde:<\/p>\n<p>&#8211; C\u00e1 e L\u00e1! E, pica o boi para n\u00e3o parar nem abrandar o andamento.<\/p>\n<p>&#8211; C\u00e1 e L\u00e1? Isso \u00e9 algum nome? C\u2019m\u00e9 o teu nome carroceiro?<\/p>\n<p>Entretanto as carro\u00e7as n\u00e3o abrandaram e avan\u00e7aram em dire\u00e7\u00e3o ao tio Ernesto Pol\u00edcia. Como ele era baixinho e gordinho, com a escurid\u00e3o, nem se atreveu a aproximar-se da carro\u00e7a e afastou-se para n\u00e3o ser atropelado.<\/p>\n<p>Vendo passar na sua frente o segundo carroceiro que era Virg\u00ednio Mestre, fez-lhe a mesma pergunta, j\u00e1 que tamb\u00e9m n\u00e3o trazia luz de presen\u00e7a:<\/p>\n<p>&#8211; Alto! Est\u00e1s multado! Identifica-te? Veio logo a resposta.<\/p>\n<p>&#8211; L\u00e1 e C\u00e1! Atira-lhe o Virg\u00ednio Mestre ati\u00e7ando o boi com a aguilhada, para que se apressasse a descer a ladeira do Foral Novo.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, o que \u00e9 isso? Um \u00e9 o \u2018c\u00e1-e-l\u00e1\u2019 e o outro \u00e9 o \u2018l\u00e1-e-c\u00e1\u2019, isso \u00e9 nome de gente? Quando eu souber quem voc\u00eas s\u00e3o, v\u00e3o os dois \u2018p\u00e1 pioula\u2019, v\u00e3o ver!<\/p>\n<p>O que os dois queriam dizer, com c\u00e1-e-l\u00e1 e l\u00e1-e-c\u00e1, era que a suas vidas, era andar de \u00c1gua de Pau para a cidade e da cidade para \u00c1gua de Pau, no transporte de mercadorias.<\/p>\n<p>Afinal at\u00e9 responderam bem, mas, tamb\u00e9m, isso n\u00e3o era nenhuma esp\u00e9cie de identifica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 se sabe e bem entendido!<\/p>\n<p>Fico por aqui\u2026 por hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Cr\u00f3nica publicada na edi\u00e7\u00e3o impressa de <span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/DL_2022.06.pdf\">junho de 2022<\/a><\/span><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 metade do s\u00e9culo vinte tudo era transportado de carro\u00e7a em \u00c1gua de Pau No meu tempo \u2013 estou a falar dos anos 60 \u2013, quando era crian\u00e7a, a \u201cCanadinha\u201d que ligava a rua do Valverde de Baixo \u00e0 rua da Carreira em \u00c1gua de Pau, era um labirinto, escuro, terreiro, cheio de regatos, covas [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":109870,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A Canadinha, O Velho, as carro\u00e7as e o po\u00e7o... e a Pol\u00edcia! 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