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Procissão do Santíssimo Sacramento das festas do Nordeste

Procissão do Santíssimo Sacramento das festas do Nordeste com incorporação das crianças da Primeira Comunhão e Profissão de Fé. A procissão contou com a presença das filarmónicas locais (Eco Edificante, Imaculada Conceição e Estrela do Oriente) e da filarmónica convidada Nossa Senhora das Victórias, da freguesia de Santa Bárbara, Ribeira Grande

Concerto dos The Gift em Nordeste

Os The Gift subiram ao palco das Festas do Nordeste para o último de três concertos integrados nas festividades concelhias. A banda de Alcobaça encantou os milhares de fãs que preencheram o recinto das festas e que não se fizeram rogados a acompanhar a vocalista, Sónia Tavares, nos vários temas apresentados

Abertura das Festas do Nordeste

Ivandro cantou para cerca de três mil pessoas na primeira noite das festas. Charanga dos bombeiros abriu as comemorações. Filarmónica Imaculada Conceição no jardim do município

Chuvas fortes causam prejuízos na cultura de milho em São Miguel

© D.R.

A forte chuva que se tem vindo sentir em São Miguel, nas últimas semanas, nomeadamente no passado dia 3 de junho, tem provocado “elevados prejuízos em diversas culturas” como na de milho, “onde se registaram perdas parciais e totais nalgumas sementeiras”, principalmente no norte da ilha, segundo comunicado da Associação Agrícola de São Miguel (AASM).

De acordo com Jorge Rita, presidente da AASM, em declarações ao Diário da Lagoa (DL), “uma das zonas mais afetadas foi a Ribeira Grande e não foi só pela chuvada de 3 de junho. As chuvadas da quinta-feira passada já tinham feito muitos prejuízos em muitas terras de milho. As terras de milho são as que já estão mais identificadas, mas também vamos saber se nas outras produções há prejuízos”.

O presidente alerta também que “a avaliação dos milhos, neste momento, principalmente para os milhos que só foram semeados na semana passada — e que ainda não estão a nascer — só a partir do final desta semana é que vamos saber realmente o nível do prejuízo, se detetarmos que grandes quantidades do terreno semeado não nasceram”.

A Associação Agrícola de São Miguel adverte as entidades governamentais a realizarem, “de uma forma rápida e célere”, um levantamento dos prejuízos verificados em culturas e infraestruturas de apoio à atividade agrícola”, segundo a mesma nota.

© DL

“(…) esse problema ainda não foi resolvido.
É uma situação inaceitável (…)”

JORGE RITA

“Queremos que esse levantamento seja feito rapidamente pela Secretaria Regional da Agricultura. Se precisar do apoio das associações, obviamente que também estaremos disponíveis”, diz Jorge Rita, ao DL.

A Associação Agrícola de São Miguel pede também ao Governo que as indemnizações aos agricultores sejam pagas “no mais curto espaço de tempo, ao contrário das atribuídas no âmbito da depressão Óscar, que ainda estão por regularizar”.

“Não basta só fazer o levantamento: é importante que o Governo agilize, depois, forma de fazer os pagamentos destes prejuízos. Não vale a pena anunciarmos que há os prejuízos e não os pagar. A situação ainda se torna mais grave e complicada” expõe Jorge Rita, que lembra que as indemnizações atribuídas aos agricultores pelos prejuízos provocadas pela depressão Óscar ainda estão por regularizar: “Até hoje esse problema ainda não foi resolvido. É uma situação inaceitável, depois de as ajudas terem sido anunciadas pelo Secretário da Agricultura mais do que uma vez. Essa situação não pode continuar a acontecer. É uma situação desconfortável para os agricultores, ainda por cima quando as ajudas são anunciadas e depois na prática elas não existem. É inaceitável e inadmissível”.

No mesmo comunicado a AASM lamentou ainda que continue a não existir um seguro de colheitas capaz de cobrir as necessidades do setor agrícola, solicitando ao Governo regional e ao Governo da República que agilizem os procedimentos, “para que este instrumento de grande utilidade tenha a devida aplicação na região.

Secretário regional da Agricultura diz-se disponível para apoiar agricultores

© GOVERNO DOS AÇORES

“(…) levantamento será alargado a todas a ilhas
que foram igualmente afetadas pelo mau tempo (…)”

ANTÓNIO VENTURA

O secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, anunciou esta quarta-feira, 5 de junho, que o Governo regional “está disponível para fazer um levantamento dos prejuízos provocados pelo mau tempo que assolou as ilhas do arquipélago nos últimos dias, bem como para atribuir indemnizações aos agricultores de acordo com as perdas apuradas”, lê-se, em nota de imprensa remetida à redação.

O titular da pasta da Agricultura aconselha aos produtores afetados que contactem os serviços de ilha da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, “de forma a poder ser feita uma avaliação técnica dos prejuízos verificados em culturas e infraestruturas de apoio à atividade agrícola”. 

Segundo António Ventura, “este levantamento será alargado a todas a ilhas que foram igualmente afetadas pelo mau tempo” e não apenas a São Miguel.

De acordo com a solicitação da Associação Agrícola, a Secretaria da Agricultura e Alimentação deixa a promessa de “proceder de forma célere e abrangente ao levantamento dos estragos motivados pelas más condições atmosféricas que se fizeram sentir nos últimos dias”.

 

Associação Seniores de São Miguel celebrou 20 anos de “fulgor e determinação”

© CM PONTA DELGADA

A Associação Seniores de São Miguel (ASSM) celebrou 20 anos de existência com uma cerimónia comemorativa realizada esta quarta-feira, 29 de maio, em Ponta Delgada.

Na ocasião, a vereadora com o pelouro da Ação Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina Canto Tavares, felicitou a ASSM pelo “fulgor e determinação” na construção de uma comunidade mais solidária e inclusiva.

“Celebrar 20 anos é um importante marco que nos remete para um balanço daquilo que foi feito, ao escrutínio do que está em curso, mas também ao perspetivar e planear o futuro com fulgor e determinação renovados, dois adjetivos que muito bem caracterizam a sua presidente, Doutora Leonor Anahory, a atual equipa, e todos aqueles que a precederam”, vincou a autarca.

Cristina Canto Tavares aproveitou também para realçar o exemplo do “Zero Projeto”, implementado em 2016, que ao longo dos últimos anos, e muito por força da ASSM, foi conseguindo ampliar o seu raio de ação, até abranger cinco freguesias da malha urbana de Ponta Delgada.

O “Zero Projeto” prevê a recolha dos excedentes alimentares na restauração e unidades hoteleiras do concelho, sendo posteriormente distribuído por pessoas ou agregados familiares com carências económico-sociais.

“Através deste projeto de voluntariado estamos a distribuir refeições a mais de 70 famílias”, detalhou a autarca, sem deixar de explicar que a Câmara Municipal é a entidade que o gere, mas é a Associação Seniores de São Miguel que “está no terreno e o operacionaliza”.

A terminar, a autarca quis ainda realçar a capacidade empreendedora da Associação Seniores de São Miguel e enfatizou “o inspirador exemplo de cidadania ativa” que tem comportado o seu trajeto.

A Associação Seniores de São Miguel foi fundada a 5 de maio de 2004 tendo sido reconhecida em 2017 como pessoa coletiva de utilidade pública.

Registos do Senhor Santo Cristo em exposição no centro comercial

© PARQUE ATLÂNTICO

Nove obras originais de registos do Senhor Santo Cristo, criadas pelos utentes da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA-Açores), vão estar em exposição no centro comercial Parque Atlântico, em Ponta Delgada, de 27 de maio a 12 de junho, de acordo com comunicado do estabelecimento comercial.

De acordo com nota, os trabalhos da exposição intitulada “Registos do Senhor Santo Cristo” foram inspirados numa visita à exposição da artesã Graça Páscoa. “As obras prometem surpreender os visitantes pela sua criatividade, sem deixar de parte a tradição”, lê-se ainda no comunicado.

A iniciativa foi coordenada pelo Serviço de Mediação e Interpretação do Museu Carlos Machado e envolveu a imaginação e o talento de jovens com idades entre os 18 e os 33 anos. “O resultado destaca-se pela beleza dos registos e utilização de materiais variados e inusitados, tais como caixas de vinho, papel de seda, veludo, pérolas, contas de plástico, búzios, escamas de peixe, conchas e vegetação natural”.

Além de nove peças únicas, esta exposição conta ainda com a recriação de um tapete alusivo à procissão do Santo Cristo, feito com aparas de madeiras coloridas, e com uma varanda decorada com a tradicional colcha associada à Festa do Santo Cristo.

Para que os visitantes possam ter uma visão 360º do trabalho e da dedicação dos utentes da APPDA-Açores, será também exibido, no local, um vídeo que documenta o processo de criação dos registos.

Banco Alimentar promove recolha de alimentos de 24 a 26 de maio

© D.R.

O Banco Alimentar Contra a Fome vai promover uma campanha de recolha de alimentos em São Miguel, no próximo fim de semana, com início no dia 24 de maio, sexta-feira, a partir das 13 horas, até dia 26, domingo.

Segundo o comunicado do Banco Alimentar, mais de 700 voluntários vão estar nos postos de recolha colocados em mais de 40 estabelecimentos comerciais, “entregando os nossos sacos e apelando à dádiva dos alimentos mais necessários” na 51ª recolha de alimentos de São Miguel.

“Num momento em que os indicadores sociais da Região registam taxas de pobreza e exclusão social
com aumentos muito preocupantes, pelo aumento generalizado de preços, sobretudo dos créditos
à habitação e da subida do custo da alimentação mais básica, é nossa missão apoiar as famílias
economicamente mais vulneráveis para minimizar a fome e a insuficiência alimentar”, explica a instituição na mesma nota.

O Banco Alimentar diz estar a apoiar com cabazes alimentares cerca de 500 famílias (2.823 pessoas, a maioria empregada com baixos vencimentos, sendo 40% de crianças), “precisando, para garantir este nível de resposta, de 20 mil quilos de alimentos mensais, quantidade só possível de angariar se contar com a colaboração efetiva e material de empresas, entidades oficiais e dos micaelenses.”

Segundo a entidade, “as famílias beneficiárias da ajuda alimentar são indicadas pelo Instituto da Segurança Social dos Açores, pelas nossas 71 associações parceiras distribuidoras, pela Rede de Emergência Alimentar e pelas câmaras municipais com as quais se assinaram protocolos de ajuda alimentar; o Banco Alimentar procede ainda a um rigoroso controlo para evitar duplicações na atribuição dos cabazes”.

O cabaz alimentar básico distribuído é constituído por 16 produtos: arroz, atum e sardinha em conserva, salsichas, azeite, bolachas, café, cereais pequeno-almoço, farinha, enlatados ou secos de leguminosas (feijão grão, ervilha, lentilha), leite, massas, marmelada, óleo, papas e açúcar.

Será ainda possível contribuir através da entrega direta de géneros diretamente no armazém do Banco Alimentar, em Ponta Delgada, ou através de donativos online ou por transferência bancária.

USISM reorganiza serviços prestados no Centro de Saúde de Ponta Delgada

© D.R.

Segundo comunicado da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel (USISM), mantém-se a atividade habitual em todos os centros de saúde e respetivas unidades de saúde com exceção dos serviços prestados na sede do Centro de Saúde de Ponta Delgada, “considerando a situação de calamidade pública regional originada pelo encerramento do Hospital do Divino Espírito Santos de Ponta Delgada”.

Estão assegurados na sede do Centro de Saúde de Ponta Delgada os seguintes serviços: Tratamento de Feridas, Centro de Diagnóstico Pneumológico, Saúde Escolar, Centro de Dissuasão para a Toxicodependência, Serviço de Reembolsos, Gabinete do Utente e as equipas de prestação de cuidados de saúde no domicílio, segundo a mesma nota.

A USISM informa ainda que hoje, terça-feira, estão suspensas as demais atividades assistenciais (consultas) na Sede do Centro de Saúde de Ponta Delgada, mas que o reagendamento destas atividades está a ser acautelado a partir do dia oito.

As Unidades Básicas de Urgência dos Centros de Saúde de Nordeste, Povoação, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo estão abertas 24 horas por dia.

A USISM diz estar “ciente do impacto destes constrangimentos nos seus utentes e está a efetuar todos os esforços para o minimizar. Qualquer nova informação será transmitida em futuros comunicados a serem disponibilizados pela USISM”.

Através do número de telefone 296 249 220, a USISM disponibiliza aos familiares dos doentes internados uma equipa de Assistentes Sociais e Psicólogos para prestar os esclarecimentos necessários. As visitas estão condicionadas por motivos de gestão do espaço físico e de recursos humanos.

V Encontro Açores Brasil decorre na próxima semana em São Miguel

© D.R.

O V Encontro Açores Brasil realiza-se na próxima quinta-feira, 9 de maio, no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, uma iniciativa da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, através da Direção Regional das Comunidades, segundo comunicado do Governo Regional.

A sessão inicia-se às 10h00 e será constituída por dois painéis, um dedicado aos açordescendentes no Brasil e outro sobre os brasileiros nos Açores, sendo ambos transmitidos, em direto e na íntegra, através da página oficial da Direção Regional das Comunidades no Facebook, Comunidades Açores, explica a mesma nota.

O primeiro painel conta com intervenções dos Conselheiros da Diáspora Açoriana eleitos pelos estados brasileiros do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, respetivamente, Daniel Evangelho Gonçalves, Willian Agostinho Marques e Régis Marques Gomes. Este painel é encerrado pela presidente da Associação dos Emigrantes dos Açores, Andrea Moniz-DeSouza.

O segundo painel terá os testemunhos de integração de oito cidadãos brasileiros residentes na ilha de São Miguel, nomeadamente, Acir Meirelles, Anderson Ouro Preto, Ângela Fernandes, Anna Christina Silva, Clayton Carneiro, Eleonora Marino Duarte, Tatiana Clébicar e Wellington Nascimento. O presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores, Leoter Viegas, encerra este painel.

O encerramento oficial do V Encontro Açores Brasil, por volta das 12h00, estará a cargo do Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, que conduzirá os trabalhos dos dois painéis, enquanto o Diretor Regional das Comunidades, José Andrade, fará o enquadramento inicial do evento, de acordo com a mesma nota.

O primeiro Encontro Açores Brasil teve lugar em outubro de 2021, em Ponta Delgada, com as três edições seguintes a realizarem-se em Angra do Heroísmo (março de 2022), Rio de Janeiro (julho de 2022) e Florianópolis (dezembro de 2023).

Esta iniciativa visa reconhecer a importância e valorizar a cooperação entre os Açores e o primeiro destino da emigração açoriana, o Brasil, que é igualmente o país de origem da mais representativa comunidade imigrada na Região.

Os encontros inserem-se na política do Governo dos Açores que reforça e valoriza os laços sociais, culturais e económicos entre a Região Autónoma e a sua diáspora, neste caso particular com as comunidades açordescendentes no Brasil.

Atleta e treinador do Clube de Patinagem de Santa Cruz ambicionam novas conquistas

No mês em que o clube santacruzense completa três décadas de vida, o DL falou com o treinador, Geraldo Andrade bem como com Rafael Costa, bicampeão nacional de patinagem artística e atleta do clube desde os dois anos e meio 

Treinador de Patinagem Artística acompanha atleta desde os dois anos e meio de idade  © ANTÓNIO A. RODRIGUES/ IMAGE FOTOS

Com 30 anos de carreira, primeiro enquanto patinador e depois como treinador, o técnico do Clube de Patinagem Artística de Santa Cruz (CPSC), Geraldo Andrade é também selecionador nacional da Federação Portuguesa de Patinagem, na equipa de cadetes e juvenis.

O técnico lagoense não esconde que os últimos três anos foram difíceis. “Primeiro com a pandemia, foi mau para todos. Perdemos a iniciação toda, as crianças ficaram paradas, mas, em 2021 ficamos sem pavilhão o ano todo. Não tínhamos treinos, eu ficava a aguardar que clubes cancelassem treinos ou que fossem viajar e deixassem a sexta-feira vaga para nós podermos treinar”, relembra.

A situação para o clube lagoense só melhora ligeiramente em 2022. “No ano passado já começámos a fazer treinos regulares só que a pista estava quase sempre muito escorregadia devido ao piso ser novo. Este ano de 2023 é aquele que estou a dizer que vou dar tudo”, garante.

Apesar de todas as dificuldades, o clube, através de atletas como, por exemplo, Rafael Costa, conseguiu importantes conquistas. Geraldo Andrade reconhece mérito a todos os atletas que “continuaram a trabalhar em 2021 em outros pavilhões, em horas tardias” e que apesar de tudo “estão no clube até hoje”. Geraldo salienta que “são atletas com muito valor, porque sempre acreditaram”.

Quanto a Rafael, o treinador diz que se destacou porque “é um miúdo que trabalha e trabalhou muito”. Tal deve-se ao facto de ter acreditado, sem hesitar, no seu trabalho e que tem o suporte dos “pais, treinador, clube, câmara municipal e os próprios colegas”, assegurando que “isso tudo ajuda”.

“Treinei como um leão”

Rafael tem como objetivo ganhar o campeonato nacional pela terceira vez © ANTÓNIO A. RODRIGUES/ IMAGE FOTOS

Rafael Costa vive no Rosário, na Lagoa, e tem 11 anos. Desde os dois anos e meio de idade que está ligado ao CPSC. Durante os oito anos que tem de prática conquistou por duas vezes consecutivas o título nacional de campeão de patinagem artística. Foi ainda pré-convocado para integrar a Seleção Nacional e representar Portugal na Taça da Europa de Patinagem Artística. Só não treina ao domingo. E diz com orgulho: “nunca desisti do meu clube”.

Ao Diário da Lagoa (DL) conta que a sua evolução se tornou evidente quando apareceu “com mais garra e com mais vontade”, ao ganhar o primeiro título, sendo que no segundo ano repetiu o feito sem grande dificuldade.

Rafael conta que se sentiu feliz e confessa que “um bocadinho nervoso porque da primeira vez não foi muito o que eu esperava. Esperava muito mais ainda porque treinei como um leão e como se não houvesse começo nem fim”, diz convictamente.

“No segundo ano consegui concentrar-me mais para fazer o melhor possível. E, olhei para mim próprio e interiorizei que as medalhas não são o mais importante, por isso fui para me divertir”, conta ao DL.

Quanto ao Clube de Patinagem de Santa Cruz diz que é “uma espécie de casa onde as portas estão abertas à vinda de novas crianças dando todo o amor, carinho e felicidade, tal como nós, que aqui estamos, damos a este clube”. 

Em relação ao treinador Geraldo, atira que “é o melhor treinador que já tive na vida, foi o único que me ajudou nos momentos difíceis”. O atleta lagoense destaca também, sem hesitar, a força que os pais lhe dão, salientando que “ficam orgulhosos” e que tem “todo o apoio deles”. 

O mais difícil diz Rafael “é sentir que estamos na derrota”. Mas realça que supera esses momentos através do treino e que prefere antes focar-se “em pensamentos positivos”.

Quanto à participação na Taça da Europa diz que “correu mais ou menos”, uma vez que consegue identificar “algumas falhas”. Mas garante: “não podia sentir-me derrotado, penso todos os dias em voltar a tentar”.

Questionado como consegue conciliar o estudo com o treino e competição, explica que procura “fazer as duas coisas de forma equilibrada”.

Há dias que se sente mais cansado mas a alegria em patinar dá-lhe sempre alento e motivação para “treinar os meus saltos e piões para tentar evoluir e procurar um salto diferente daqueles que já faço”. Ao DL, Rafael confessa que este ano, o seu objetivo é tentar ganhar o campeonato nacional, ir à Taça da Europa e defender o CPSC na Taça de Portugal.

É a patinar que se sente feliz revelando que sobre os patins sente a “profundidade da arte e da imaginação” e como se fosse “um guerreiro”.

Preparação começa logo na iniciação

Geraldo além de treinador do CPSC é também selecionador nacional © D.R.

O CPSC é já uma referência com muitos atletas que por aqui passaram e se destacaram a nivel regional, nacional e europeu. Geraldo Andrade diz que “só é possível porque o clube nasceu com muito carinho, com muitos apoios, com atletas que gostam de patinar e aprender”. 

E recorda que treinou atletas que “tinham fome de patinar, porque queriam patinar, patinar e participar em festivais e espetáculos”. A tal fome de patinar levou-os, a meados dos anos 90, a participar em festivais por toda a ilha, “sem quaisquer condições, sem balneários, queríamos mostrar às pessoas o que era a patinagem artística. E, depois, criou-se a competição e fomos treinando. O segredo é o querer e, também, o gosto que as crianças têm de querer patinar e representar o clube, a própria cidade”.

Quanto aos atletas atuais diz que teve“urgentemente de fazer a iniciação e fazer atletas” e que se trata de um trabalho “mais aprofundado e diferente”. Agora, eles estão muito sensíveis devido a tudo o que se passou. Tenho que agarrar nestes miúdos, criar algum rigor, brincar também, sempre com algum cuidado para não desistirem da patinagem, não terem medo”. 

Geraldo conta que as crianças “estão com muito medo, deixaram de saber correr, deixaram de saber brincar”. Recorda uma das suas últimas formações com o professor Carlos Neto onde disse: “as crianças têm que brincar. Se houver uma árvore que eles querem trepar, deixem trepar, se quiserem cair, que caiam porque as crianças hoje em dia nem sabem cair, têm medo de tudo”. E o treinador confirma que atualmente, as crianças “não sabem andar com as costas direitas. Tudo isto me preocupa porque vejo isso nos meus atletas, só que alguém experiente alertou-me para isso. E, realmente, ele tem toda a razão porque é aquilo que eu vejo”, assegura. 

Geraldo Andrade é selecionador nacional da Federação Portuguesa de Patinagem há cerca de um ano. “Foi uma surpresa para mim e compreendi porque é que o diretor me convidou. Não aceitei de imediato porque ia criar muitos contratempos à minha vida pessoal e como treinador. Mas ele voltou a pedir e disse que já tinha respondido “sim”, por mim, porque precisava de uma pessoa com o meu perfil. Tentei fazer o meu melhor, fui ao campeonato da Europa, fui ao campeonato do mundo e deram-me os parabéns. Disseram que estive à altura e que é para continuar, senti-me orgulho”, conta ao DL.

Quanto aos futuros atletas do clube diz que “cada criança deve experimentar várias modalidades, vários desportos e os pais devem deixar que experimentem, mas a partir do cinco a seis anos devem incentivar sempre para o mesmo. E acreditar”. 

Por último diz que o facto de acompanhar os atletas dos cinco até aos 18 anos “é muito gratificante” e que se considera “um sortudo” e que todas as vitórias resultam “de muito empenho”.