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Projeto da Olhar Poente selecionado pela Fundação Calouste Gulbenkian para combater o desemprego jovem na Terceira

Iniciativa vai apoiar 150 jovens da ilha Terceira ao longo de 18 meses, promovendo a integração escolar e profissional através de uma rede que une o setor público, empresas e comunidade

© OLHAR POENTE

A associação Olhar Poente viu o seu projeto “3EAZ_Empoderamento_Educação_Emprego_Azores” ser distinguido como um dos catorze selecionados a nível nacional pela iniciativa Gulbenkian Empregar, da Fundação Calouste Gulbenkian.

Segundo nota de imprensa enviada às redações pela associação, este programa surge com o propósito central de combater a exclusão social e económica, focando-se especificamente na redução da taxa de jovens NEET — aqueles que não estudam, não trabalham, nem frequentam qualquer tipo de formação. Com uma duração prevista de 18 meses, a intervenção irá abranger 150 jovens residentes na ilha Terceira, com idades compreendidas entre os 16 e os 34 anos, que se encontram em situações de especial vulnerabilidade, tais como percursos escolares interrompidos, precariedade laboral, baixas qualificações ou em contexto de risco psicossocial e migratório.

O modelo de atuação do 3EAZ assenta numa estratégia de proximidade que combina a capacitação pessoal e social com a mentoria e o envolvimento direto da comunidade. Mais do que a simples formação técnica, o projeto visa o empoderamento dos participantes, dotando-os de ferramentas que facilitem transições bem-sucedidas para o mercado de trabalho ou para o sistema de ensino.

De acordo com a presidente da Olhar Poente, Sandra Serpa, a eficácia desta iniciativa reside num compromisso sólido estabelecido entre a tríade do serviço público, das empresas privadas e da própria comunidade local. Esta colaboração tripartida pretende não só oferecer saídas profissionais, mas também solidificar um projeto de vida para jovens que, em muitos casos, se encontram desmotivados e sem perspetivas de futuro.

Através desta articulação com entidades públicas e empregadoras, o projeto espera criar oportunidades reais de integração que funcionem como um escudo protetor contra contextos de exclusão. Para a direção da Olhar Poente, a implementação do 3EAZ terá um impacto direto na valorização do capital humano da ilha, reduzindo a exposição dos jovens a situações de risco e potenciando o desenvolvimento de competências que são fundamentais na sociedade atual. Ao investir no acompanhamento personalizado e na criação de redes de apoio sólidas, a associação açoriana reforça o seu papel na coesão social da região, garantindo que estes 150 jovens possam retomar percursos ativos e sustentáveis.