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Pedro Machado, o astrofísico com ligação à Lagoa que tem o nome no Sistema Solar

© ARQUIVO CMPD

Por milhares de asteroides está o Sistema Solar composto. Recentemente, Pedro Machado, natural de Ponta Delgada, mas com ligação familiar à Lagoa, teve a honra de o seu nome ter sido atribuído a um asteroide, o 32599 Pedromachado. O anúncio foi realizado em Flagstaff, cidade do Arizona nos Estados Unidos da América, na Conferência de Asteroides, Cometas e Meteoros e foi publicado no Boletim do WGSBN a 21 de junho de 2023. 

Em nota de imprensa enviada às redações, este asteroide chamava-se inicialmente 2001 QL160. Esta designação corresponde ao dia, ano e à ordem da sua descoberta.  Após quase 22 anos do seu descobrimento, o atual asteroide 32599 Pedromachado demora quatro anos e meio a dar uma volta ao Sol, tem quase três quilómetros de diâmetro e orbita o sol entre os planetas Marte e Júpiter. 

Ao Diário da Lagoa (DL), o investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Pedro Machado, confessa que para ele, esta nomeação foi uma surpresa porque o estudo destes pequenos corpos do sistema solar não é a base da sua investigação. Acredita que o facto de, na última década, ter contribuído com vários artigos científicos e com o estudo destes pequenos corpos relativos à sua detenção e caracterização, foram alguns dos motivos que tornaram possível esta atribuição. Mas “como foi um atributo lateral à minha investigação principal, fiquei incrédulo”, confessa o astrofísico.  

Muitos nomes foram propostos, mas a vitória da votação coube a Pedro Machado. “Eu não estava à espera. Telefonaram-se da União Astronómica Internacional (IAU) a dar esta notícia, dizendo que o meu nome brilhava no céu, mas eu não acreditei”, realça. 

Para o astrofísico do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), na Ciência não se está à procura destas homenagens. Trabalha-se sempre em equipa com o objetivo de contribuir cada vez mais para a área. Com grande alegria, o primeiro açoriano a dar nome a um asteroide, acredita que todo este feito foi possível graças aos seus colegas que dispuseram do seu tempo e do seu trabalho. “Foi um ato de amor”, acrescenta Pedro Machado, com orgulho, por um feito inédito e único.

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Catarina Teixeira

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