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Bolieiro manda recados à República

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, voltou a lembrar, em debate parlamentar, vários incumprimentos do governo da República para com a região, sublinhando ser necessário “cumprir Portugal inteiro”.

Bolieiro apresentou alguns “factos objetivos e indesmentíveis” que comprovam alguns dos incumprimentos da República: “O não financiamento à universidade dos Açores, o não lançamento do concurso para rotas aéreas não liberalizadas com obrigações de serviço público, o fim de vida útil dos atuais cabos submarinos e a sua não substituição ou as faltas de pagamentos referentes à recuperação de danos causados pelo furacão Lorenzo, nomeadamente no que diz respeito ao porto das Lajes das Flores”.

Elencou ainda alguns dos sucessos da governação atual, que contrastam com os anos anteriores de governos socialistas: “A tarifa Açores, a redução fiscal no máximo permitido, o programa novos idosos e o fim dos rateios aos agricultores” foram medidas destacadas no debate parlamentar.

“Temos feito um caminho de concertação com a sociedade civil e com os parceiros sociais. E isso parece que incomoda [a oposição], porque nunca foi alcançado pelos governos anteriores”, prosseguiu ainda, referindo-se ao acordo de parceria assinado na semana passada no âmbito da comissão permanente do conselho económico e social dos Açores.

O governo dos Açores, precisou José Manuel Bolieiro, “não vê o governo da República como um inimigo externo”, mas, vincou, “tem de manter na agenda os vários incumprimentos para com a região e fazer um chamamento ao governo para cumprir Portugal inteiro”.

O relacionamento entre instituições, acrescentou, “mesmo com discordâncias, deve ser cordial e urbano, mas são necessárias respostas do governo da República para uma solução dos problemas sob a sua alçada, ação que deve de ser feita em nome dos Açores e de Portugal”.

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