{"id":163476,"date":"2026-04-25T14:16:34","date_gmt":"2026-04-25T14:16:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=163476"},"modified":"2026-04-25T14:30:25","modified_gmt":"2026-04-25T14:30:25","slug":"os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/","title":{"rendered":"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\">Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. \u00c9 neste contexto que surge a reflex\u00e3o de Pedro Sequeira de Carvalho, advogado, docente e escritor, que prop\u00f5e um olhar ancorado na experi\u00eancia africana e na realidade insular, articulando passado e presente num espa\u00e7o comum marcado pela L\u00edngua Portuguesa e pela heran\u00e7a pol\u00edtica partilhada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"896\" height=\"736\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-163492\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1.jpg 896w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1-300x246.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1-768x631.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1-15x12.jpg 15w\" sizes=\"(max-width: 896px) 100vw, 896px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\"><sup>\u00a9 DIREITOS RESERVADOS<\/sup><\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Na entrevista \u00e0 nossa reportagem, o jurista sublinha o papel determinante da revolu\u00e7\u00e3o portuguesa na abertura do caminho para a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos africanos, incluindo S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, onde o processo conduziu \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um governo de transi\u00e7\u00e3o liderado por s\u00e3o-tomenses e, posteriormente, \u00e0 independ\u00eancia nacional em 1975. A partir desta base hist\u00f3rica, evidencia tamb\u00e9m uma fragilidade na transmiss\u00e3o dessa mem\u00f3ria \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es, apontando para um distanciamento crescente face ao significado do 25 de Abril, num contexto onde o desconhecimento hist\u00f3rico se torna um fator de risco para a constru\u00e7\u00e3o de identidade coletiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\">Ao mesmo tempo, Pedro Sequeira de Carvalho enquadra o 25 de Abril como elemento central no debate sobre cidadania, direitos humanos e forma\u00e7\u00e3o dos Estados nos pa\u00edses lus\u00f3fonos, destacando o seu impacto na arquitetura constitucional e jur\u00eddica dessas na\u00e7\u00f5es. Entre a an\u00e1lise acad\u00e9mica e a interven\u00e7\u00e3o c\u00edvica, defende ainda a necessidade de mobiliza\u00e7\u00e3o da juventude e da sociedade civil para responder aos desafios atuais, recuperando o esp\u00edrito de transforma\u00e7\u00e3o associado \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, agora reinterpretado \u00e0 luz das exig\u00eancias contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: Como interpreta o significado da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, tendo em conta o contexto hist\u00f3rico das ent\u00e3o col\u00f3nias<\/strong> <strong>portuguesas?<\/strong><br \/><span lang=\"pt-BR\">A<\/span><span lang=\"pt-BR\"> revolu\u00e7\u00e3o dos Cravo foi importante tanto para Portugal como para as col\u00f3nias portuguesas em \u00c1frica, o que inclui necessariamente S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. A Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos salvou Portugal da ditadura mais longa da Europa ocidental e abriu o caminho para autodetermina\u00e7\u00e3o das col\u00f3nias portuguesas. \u00c9 uma revolu\u00e7\u00e3o que s\u00f3 pecou por ser tardia, mas tudo o que vem em nome da liberdade, em nome da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos, em nome da emancipa\u00e7\u00e3o dos povos, em nome da Rep\u00fablica, em nome da democracia, antes tarde do que nunca. Por ela chegamos ao Acordo de Argel assinado em 26 de novembro de 1974, alguns meses logo ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o. Acordo este que fez com que, pela primeira vez na nossa hist\u00f3ria, tiv\u00e9ssemos um Governo liderado por um s\u00e3o-tomense Dr. Leonel M\u00e1rio d\u00b4Alva que foi o Chefe do Governo de Transi\u00e7\u00e3o de 21 de dezembro de 1974 at\u00e9 12\/07\/1975, data em que S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe tornou-se um pa\u00eds independente, tendo eleito pela primeira vez um presidente da Rep\u00fablica &#8211; Dr. Manuel Pinto da Costa. Portanto, sem a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos a Independ\u00eancia de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e chegaria um dia, porque j\u00e1 estava na hora para chegar, mas talvez chegaria um pouco mais tarde ainda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: De que forma a mem\u00f3ria do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o influencia hoje a perce\u00e7\u00e3o do 25 de Abril entre as novas gera\u00e7\u00f5es santomenses?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">De uma forma muito fraca. N\u00f3s temos somente uma t\u00e9nue mem\u00f3ria do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m do pr\u00f3prio 25 de Abril. Talvez porque n\u00e3o tivemos uma luta armada, ou talvez porque a grande parte da nossa luta ser sido feita na clandestinidade e fora do territ\u00f3rio nacional. N\u00e3o consigo dizer ao certo, falta-nos ainda uma verdadeira constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. E, se este exerc\u00edcio fosse feito, levar-nos-ia a fazer uma melhor conex\u00e3o entre este processo e 25 de Abril. Talvez seja de lamentar, mas se perguntarmos aos jovens das novas gera\u00e7\u00f5es o que significa \u201c25 de Abril\u201d, a grande maioria ir\u00e1 responder numa s\u00f3 palavra \u201cnada\u201d, e o desconhecimento da hist\u00f3ria \u00e9 sempre grave para quaisquer na\u00e7\u00e3o. Quando este desconhecimento \u00e9 geracional, \u00e9 bem pior ainda-\u00e9 toda uma gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sabe de onde veio e, por conseguinte para onde vai.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: Enquanto docente universit\u00e1rio na \u00e1rea das ci\u00eancias sociais e jur\u00eddicas, como enquadra o 25 de Abril no debate acad\u00e9mico sobre cidadania, direitos humanos e constru\u00e7\u00e3o do Estado em pa\u00edses lus\u00f3fonos?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">O 25 de Abril foi a porta para a liberdade das col\u00f3nias portuguesas depois de mais de 500 anos de coloniza\u00e7\u00e3o. Fez com que a vis\u00e3o de Portugal al\u00e9m mar morresse. Quaisquer debates nos pa\u00edses lus\u00f3fonos sobre a cidadania, direitos humanos e constru\u00e7\u00e3o desses mesmos Estados deve ter como a pedra angular o 25 de Abril. Hoje, somos estados soberanos, gozamos de plenos direitos de cidadania nos respetivos pa\u00edses, em todas as Constitui\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses lus\u00f3fonos, enquanto estatutos fundamentais da comunidade pol\u00edtica dos Estados modernos, reconhece os direitos fundamentais aos respetivos cidad\u00e3os &#8211; tudo isto teve uma g\u00e9nese, tudo isto nasceu de uma revolu\u00e7\u00e3o, esta revolu\u00e7\u00e3o deve uma data &#8211; 25 de Abril de 1974, e ficou conhecida como a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos. \u00c9 verdade que o regime ditatorial reinante j\u00e1 estava podre, mas o 25 de Abril fez cair a fruta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: Considerando o seu percurso na \u00e1rea da juventude e pol\u00edticas p\u00fablicas, que li\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o portuguesa podem ser aplicadas aos desafios atuais enfrentados pela juventude em contextos africanos?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">Confesso que sei pouco sobre esta revolu\u00e7\u00e3o portuguesa. N\u00e3o sei se existe uma agenda propositada, mas esta revolu\u00e7\u00e3o praticamente n\u00e3o faz parte dos curr\u00edculos escolares em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Talvez por saberem que o conhecimento \u00e9 poder e o conhecimento da hist\u00f3ria ser maior entre todos eles, h\u00e1 uma agenda que fa\u00e7a com que o nanismo cognitivo acerca da revolu\u00e7\u00e3o portuguesa seja muito grande. Todavia, sei o suficiente para dizer que talvez seja necess\u00e1rio, nos tempos presentes, dentro de cada pa\u00edses lus\u00f3fonos, sobretudo no meu que \u00e9 S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe um 25 de Abril com as caracter\u00edsticas modernas, n\u00e3o liderada pela classe militar, mas sim pela sociedade civil. \u00c9 verdade que hoje h\u00e1 direitos plasmados nos ordenamentos jur\u00eddicos dos pa\u00edses lus\u00f3fonos, mas a sua efetiva\u00e7\u00e3o em forma de pol\u00edticas p\u00fablicas nas vidas das juventudes tem ficado muito a desejar. As autoridades estatais acham que \u201cbasta falar de a\u00e7\u00facar para a boca da juventude ficar doce\u201d, pelo que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio trazer o pr\u00f3prio a\u00e7\u00facar \u00e0 boca das juventudes. Sendo assim, para que haja uma verdadeira mudan\u00e7a, deve haver um envolvimento da juventude na luta pela mudan\u00e7a. Deve ser a juventude a vanguarda da luta pela constru\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a que quer ver acontecer. Quem liderou e esteve no volante do 25 de abril foram os jovens militares ativos, din\u00e2micos, crentes nos dias melhores, cientes dos seus poderes de fazer a mudan\u00e7a. Precisamos desse mesmo esp\u00edrito. Os jovens atuais pertencentes a sociedade civil deve recuperar esse esp\u00edrito que reinou no 25 de Abril de 1974 em Portugal.<\/span><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"917\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-2-917x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-163493\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-2-917x1024.jpg 917w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-2-269x300.jpg 269w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-2-768x858.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-2-11x12.jpg 11w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-2.jpg 1035w\" sizes=\"(max-width: 917px) 100vw, 917px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\"><sup>\u00a9 DIREITOS RESERVADOS<\/sup><\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: A sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e teatral aborda temas sociais estruturais. De que forma o esp\u00edrito do 25 de Abril, ligado \u00e0 liberdade e transforma\u00e7\u00e3o social, atravessa a sua escrita?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">A minha escrita \u00e9 tamb\u00e9m uma escrita de liberdade e de transforma\u00e7\u00e3o social, embora n\u00e3o seja uma escrita propriamente revolucion\u00e1ria. Ela tem como o principal objetivo espelhar a realidade, cabendo quem ver concluir que h\u00e1 a necessidade de fazer alguma coisa para a mudan\u00e7a dessa realidade. Quando falo em realidade, falo nela da perspetiva de o que \u00e9 e de o que deveria ser para estabelecer este padr\u00e3o comparativo. Espelhando o caos que \u00e9 diante da ordem que deveria ser, fica o consumidor da minha literatura com este desafio- tenho o bem e o mal diante de mim, cabe-escolher. O meu prop\u00f3sito \u00e9 que seja uma escolha ativa e consciente. N\u00e3o escrevo para que o leitor depois de ler, continue em cima do muro, escrevo sim para que o leitor possa ver os dois lados e, decidir atravessar a ponte saindo do lado do caos em dire\u00e7\u00e3o ao lado da ordem. A minha escrita, sobretudo as produ\u00e7\u00f5es teatrais, t\u00eam sempre em foco uma melhor sociedade constru\u00edda com as m\u00e3os dos pr\u00f3prios cidad\u00e3os pertencentes deste mesma sociedade. Se eu tivesse que escolher um lema para as minhas produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias seria: Melhor cidad\u00e3o, melhor na\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: Enquanto jurista com interven\u00e7\u00e3o em processos legislativos e institucionais, como avalia o impacto indireto do 25 de Abril nos sistemas jur\u00eddicos e democr\u00e1ticos dos pa\u00edses africanos de l\u00edngua portuguesa?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">O 25 de Abril \u00e9 um movimento da esquerda que n\u00e3o ficou somente em Portugal. Foi o mesmo movimento que foi determinante para que os pa\u00edses africanos da l\u00edngua portuguesa tornassem independentes. N\u00e3o foi a mera coincid\u00eancia que todos os pa\u00edses africanos de l\u00edngua portuguesa chegaram \u00e0 Independ\u00eancia pelas m\u00e3os dos partidos da esquerda &#8211; MPLA por Angola, PAIGC por Guin\u00e9 Bissau e Cabo Verde, FRELIMO por Mo\u00e7ambique e MLSTP por S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Por tudo isto, o impacto indireto do 25 de Abril nos sistemas jur\u00eddicos e democr\u00e1ticos desses pa\u00edses \u00e9 ainda bem marcante. Portugal era a maior refer\u00eancia que tinham em termos legislativos. Apesar de n\u00e3o ter sido pac\u00edfica a tomada de Independ\u00eancia dos pa\u00edses africanos de l\u00edngua portuguesa, mas os portugueses, atrav\u00e9s dos acordos para as mesmas Interdepend\u00eancias, conseguiram participar, de forma direta e indireta, na constru\u00e7\u00e3o dos sistemas jur\u00eddicos e democr\u00e1ticos desses pa\u00edses. No caso concreto de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, n\u00f3s somos Portugal em termos do esp\u00edrito do nosso sistema legislativo e do nosso sistema democr\u00e1tico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: A partir da sua experi\u00eancia como l\u00edder associativo e dinamizador cultural, que papel atribui \u00e0 cultura e \u00e0s artes na preserva\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria do 25 de Abril no espa\u00e7o lus\u00f3fono?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">A cultura \u00e9 tudo, ela pode conservar uma realidade, e pode reconstruir uma nova realidade. A cultura e as artes podem um dia erguer as suas vozes e fazer toda uma sociedade ouvir elas dizendo- \u201cBasta!&#8221;, n\u00f3s estamos a seguir um caminho errado. \u00c9 a hora de mudarmos de rumo\u201d. E a boa not\u00edcia \u00e9 que quando a arte e a cultura falam em voz alta, normalmente elas s\u00e3o ouvidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"JUSTIFY\"><strong>DL: Num momento em que Portugal assinala mais um anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o, que mensagem considera essencial transmitir \u00e0s comunidades lus\u00f3fonas sobre o legado e a atualidade do 25 de Abril?<br \/><\/strong><span lang=\"pt-BR\">A luta ainda n\u00e3o acabou. Os males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes, muitos com as mesmas roupagens, outros com novas vestes. Todos os sistemas t\u00eam quem dele recebe os benef\u00edcios, pelo que essas pessoas far\u00e3o de tudo para o retorno do sistema outrora combatido e vencido, mas n\u00e3o abatido na totalidade pela revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril. Pelo que ainda constituiu um desafio a cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade civil esclarecida, ativa dispostas a combater o regresso daquele mau momento, e mais, consciente de que a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi perfeita e muito menos acabada, por isso, esta gera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem um quinh\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sob a sua responsabilidade a ser feita. AVANTE! O povo \u00e9 quem mais ordena.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. <\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":163492,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[12],"tags":[184,363,1517,4933,4998,5013,5014],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-04-25T14:16:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-04-25T14:30:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"896\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"736\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/\",\"name\":\"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-04-25T14:16:34+00:00\",\"dateModified\":\"2026-04-25T14:30:25+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. As not\u00edcias que contam. A partir da Lagoa, nos A\u00e7ores, para o mundo.\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\"},\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/author\/diariodalagoa\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense - Di\u00e1rio da Lagoa","description":"Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense - Di\u00e1rio da Lagoa","og_description":"Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.","og_url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/","og_site_name":"Di\u00e1rio da Lagoa","article_published_time":"2026-04-25T14:16:34+00:00","article_modified_time":"2026-04-25T14:30:25+00:00","og_image":[{"width":896,"height":736,"url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pedro-sequeira-de-carvalho-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Di\u00e1rio da Lagoa","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"Di\u00e1rio da Lagoa","Est. reading time":"11 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/","url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/","name":"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense - Di\u00e1rio da Lagoa","isPartOf":{"@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website"},"datePublished":"2026-04-25T14:16:34+00:00","dateModified":"2026-04-25T14:30:25+00:00","author":{"@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece"},"description":"Num tempo em que a mem\u00f3ria hist\u00f3rica cruza-se com os desafios contempor\u00e2neos da lusofonia, a leitura do 25 de Abril de 1974 ganha novas camadas quando observada a partir de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/os-males-combatidos-na-revolucao-dos-cravos-ainda-estao-presentes-avalia-pedro-sequeira-de-carvalho-jurista-sao-tomense\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"\u201cOs males combatidos na revolu\u00e7\u00e3o dos cravos ainda est\u00e3o presentes\u201d, avalia Pedro Sequeira de Carvalho, jurista s\u00e3o tomense"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website","url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/","name":"Di\u00e1rio da Lagoa","description":"Di\u00e1rio da Lagoa. As not\u00edcias que contam. A partir da Lagoa, nos A\u00e7ores, para o mundo.","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece","name":"Di\u00e1rio da Lagoa","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/2cb5cef90a26f8fbd4d9d930608102c5?s=96&d=mm&r=g","caption":"Di\u00e1rio da Lagoa"},"url":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/author\/diariodalagoa\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163476"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=163476"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163476\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":163499,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/163476\/revisions\/163499"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/163492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=163476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=163476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=163476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}