{"id":162805,"date":"2026-04-02T15:08:19","date_gmt":"2026-04-02T15:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=162805"},"modified":"2026-04-02T15:15:42","modified_gmt":"2026-04-02T15:15:42","slug":"a-ciencia-nao-tem-de-anular-a-fe-nem-a-fe-tem-de-anular-a-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/a-ciencia-nao-tem-de-anular-a-fe-nem-a-fe-tem-de-anular-a-ciencia\/","title":{"rendered":"\u201cA ci\u00eancia n\u00e3o tem de anular a f\u00e9 nem a f\u00e9 tem de anular a ci\u00eancia\u201d"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\">Em entrevista ao Di\u00e1rio da Lagoa, o enfermeiro e romeiro H\u00e9lio Ponte reflete sobre como a espiritualidade e a evid\u00eancia cl\u00ednica se complementam no cuidado ao pr\u00f3ximo, num testemunho onde a farda do hospital e o xaile da romaria se unem pelo mesmo prop\u00f3sito: a vida<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-1-acacio-mateus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162808\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-1-acacio-mateus.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-1-acacio-mateus-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-1-acacio-mateus-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-1-acacio-mateus-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>H\u00e9lio Ponte nasceu em Vila Franca do Campo onde viveu at\u00e9 2004, atualmente reside na Ribeira Grande <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 AC\u00c1CIO MATEUS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>H\u00e9lio Ponte nasceu em Vila Franca do Campo no ano de 1976, onde viveu at\u00e9 2004, mas sem nunca perder a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 terra de origem. Atualmente vive na Ribeira Grande com a esposa e o filho. Toda a fam\u00edlia e ascendentes s\u00e3o de Vila Franca do Campo.<\/p>\n<p>Viveu uma inf\u00e2ncia normal, sem luxos, no ber\u00e7o de uma fam\u00edlia humilde. Enquanto crian\u00e7a, passou muito tempo com os amigos, em particular no cais do Tagarete, mantendo sempre uma estreita liga\u00e7\u00e3o \u00e0 igreja, inicialmente como ac\u00f3lito.<\/p>\n<p>Filho de pai pescador e uma de fam\u00edlia ligada ao mar, viu o pai mudar de vida quando passou a motorista mar\u00edtimo, mas sem perder o \u2018ch\u00e3o\u2019 de \u00e1gua. A m\u00e3e, dom\u00e9stica, tratava das lides da casa.<\/p>\n<p>\u00c9 o filho mais velho de tr\u00eas \u2013 irm\u00e3o de Raquel e Jos\u00e9 M\u00e1rio \u2013 e o seu percurso acad\u00e9mico come\u00e7ou na ent\u00e3o Escola Prim\u00e1ria de Vila Franca do Campo (atualmente EB1\/JI Prof. Ant\u00f3nio dos Santos Botelho), Escola Preparat\u00f3ria de Vila Franca do Campo (agora designada de EB\/S Armando Cort\u00eas-Rodrigues), Escola Secund\u00e1ria Antero de Quental e, mais tarde, Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada (atualmente Escola Superior de Sa\u00fade da Universidade dos A\u00e7ores).<\/p>\n<p>Nesta entrevista, fala da f\u00e9, da romaria, do ser romeiro, do ser enfermeiro e de como a ci\u00eancia e a f\u00e9 se podem complementar na salva\u00e7\u00e3o de pessoas.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"960\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiro-vila-franca-crianca-por-acacio-mateus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162809\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiro-vila-franca-crianca-por-acacio-mateus.jpg 640w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiro-vila-franca-crianca-por-acacio-mateus-200x300.jpg 200w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiro-vila-franca-crianca-por-acacio-mateus-8x12.jpg 8w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 AC\u00c1CIO MATEUS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p><b>DL: Quando decidiu ser enfermeiro?<\/b><b><br \/><\/b>O meu ensino secund\u00e1rio, por v\u00e1rios fatores, n\u00e3o foi totalmente linear. Alguns sobressaltos, d\u00favidas talvez t\u00edpicas da idade. Nunca fui um \u201caluno de excel\u00eancia\u201d, mas tinha consci\u00eancia que sempre dei o meu melhor. Em 1997 fiz exames nacionais e iniciei o curso de enfermagem nesse mesmo ano, ainda como curso de bacharelato terminando em 2000, mas tivemos oportunidade de fazer de imediato o ano complementar de forma\u00e7\u00e3o em enfermagem que terminou em 2001 dando-nos a equival\u00eancia a licenciatura. Nesta altura j\u00e1 enfermeiros formados h\u00e1 v\u00e1rios anos j\u00e1 estavam a regressar aos bancos da universidade para obterem a mesma equival\u00eancia. Foi uma mais-valia ter-nos sido dada essa oportunidade.<\/p>\n<p><b>DL: Foi algo que j\u00e1 queria ou foi uma oportunidade de carreira\/estabilidade?<\/b><b><br \/><\/b>Um misto de ambas. Talvez tenha descoberto essa apet\u00eancia bem tarde ou, se calhar, at\u00e9 foi no momento certo, ser\u00e1 sempre uma inc\u00f3gnita, mas n\u00e3o me arrependo de nada e tenho a certeza que fa\u00e7o-o com rigor e dedica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o gosto de falar do termo \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d, acho demasiado forte e n\u00e3o acho que se adeque por completo a esta profiss\u00e3o. \u00c9, acima de tudo, necess\u00e1rio o saber, saber estar e saber ser. Na altura era uma profiss\u00e3o com muita sa\u00edda e coloca\u00e7\u00e3o garantida. Tamb\u00e9m foi uma oportunidade de estabilidade de carreira e rapidamente (em menos de um ano) entrei para os quadros do HDES.<\/p>\n<p><b>DL: Sempre trabalhou na mesma \u00e1rea ou tem vindo a mudar de \u00e1rea?<\/b><b><br \/><\/b>Desde que comecei a exercer atividade profissional foi sempre nesta \u00e1rea e na mesma institui\u00e7\u00e3o, o HDES.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiros-vila-franca-por-acacio-mateus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162810\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiros-vila-franca-por-acacio-mateus.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiros-vila-franca-por-acacio-mateus-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiros-vila-franca-por-acacio-mateus-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/romeiros-vila-franca-por-acacio-mateus-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 AC\u00c1CIO MATEUS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><b>DL: Ser romeiro foi uma decis\u00e3o repentina ou j\u00e1 tinha outros familiares romeiros na fam\u00edlia que o foram \u201cpuxando\u201d para a romaria?<\/b><b><br \/><\/b>A pergunta foi muito bem colocada: desde quando \u00e9s romeiro e n\u00e3o desde quando vais de romeiro. S\u00e3o duas perspetivas completamente diferentes porque a romaria \u00e9 uma viv\u00eancia para a vida e n\u00e3o s\u00f3 aqueles oito dias. Acaba por ser uma conduta e n\u00e3o um mero rito anual de penit\u00eancia. At\u00e9 podemos questionar o porqu\u00ea deste penitenciar nos dias de hoje, mas n\u00e3o \u00e9 uma procura de sacrif\u00edcio desmedido porque, acima de tudo, quer-se miseric\u00f3rdia e n\u00e3o sacrif\u00edcios. Acaba tamb\u00e9m por ser um \u201cpeso\u201d e responsabilidade porque somos logo apontados ao m\u00ednimo deslize no dia a dia. N\u00e3o participamos numa romaria por sermos \u201csantos e exemplo\u201d (nunca haveria romarias assim), vamos na mesma por termos um prop\u00f3sito e um chamamento. Obviamente que h\u00e1, infelizmente, quem se desvie do que \u00e9 fazer e estar numa romaria.<\/p>\n<p>Nunca tive familiares pr\u00f3ximos que fossem romeiros na altura em que comecei. Fiz a minha primeira romaria em 2006 e desde ent\u00e3o nunca mais deixei a mesma. S\u00f3 me arrependo de n\u00e3o ter come\u00e7ado mais cedo. No entanto, tal n\u00e3o foi poss\u00edvel por m\u00faltiplos fatores, especialmente os estudos. Vila Franca do Campo s\u00f3 retomou as romarias no ano de 2000 depois de um grande interregno desde 1979 e, em boa hora, voltaram nas pessoas dos irm\u00e3os Carlos Sa\u00eata, Jos\u00e9 Pimentel e Herm\u00ednio Sousa, ficando depois entregue ao nosso atual mestre, irm\u00e3o Carlos Vieira, e melhor entregue n\u00e3o poderia ficar.<\/p>\n<p>Sempre gostei de ver os ranchos de romeiros, sempre tive a minha liga\u00e7\u00e3o \u00e0 igreja e aos seus movimentos, como ac\u00f3lito, escuteiro e no Grupo de Jovens Vicentinos, mas nunca surgira oportunidade de o concretizar. Depois de ler o livro \u201cDi\u00e1rio de uma Romaria\u201d, de 2005, do irm\u00e3o mestre Carlos Vieira, foi o incentivo que faltava. N\u00e3o me sentia necessariamente afastado da igreja nessa altura, mas faltava algo e a romaria foi o que faltava.<\/p>\n<p>Lembro-me perfeitamente da minha primeira romaria. A minha primeira pernoita de sempre na Faj\u00e3 de Cima foi mesmo um testar das for\u00e7as e de for\u00e7a de vontade, n\u00e3o pela fam\u00edlia que nos recebeu que foi de um carinho formid\u00e1vel, mas por outros fatores desde \u00e1gua fria e eu, por respeito e ainda acanhado e novato, tive vergonha de dizer, desde barulho de vizinhos\u2026dormi pouco ou mesmo nada. Na madrugada seguinte, no Alto da M\u00e3e de Deus, em Ponta Delgada, s\u00f3 me apetecia vomitar. N\u00e3o estava fisicamente bem e questionei mesmo o que eu fazia ali. Foi o primeiro e \u00fanico momento desde que sou romeiro que essa \u201ctenta\u00e7\u00e3o\u201d de sair da romaria me passou pela cabe\u00e7a. N\u00e3o estava mesmo bem. Mas os irm\u00e3os mais experientes foram sempre me incentivando. A refei\u00e7\u00e3o na paragem na Casa de Sa\u00fade de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o foi o volte-face. Desde ent\u00e3o que n\u00e3o consigo imaginar um ano sem ter essa semana de isolamento e introspe\u00e7\u00e3o. Sei bem ao que me vou sujeitar, ao desconforto, \u00e0 dor, a poucas horas de sono, a dias que podem ser mesmo violentos. Sim, dependendo de v\u00e1rias circunst\u00e2ncias, uma romaria pode mesmo ser violenta f\u00edsica e psicologicamente. Os tr\u00eas anos de interregno devido \u00e0 pandemia n\u00e3o foram f\u00e1ceis de lidar.<\/p>\n<p><b>DL: Sendo um homem da medicina, onde por vezes se operam verdadeiros milagres que salvam pessoas, at\u00e9 onde vai a medicina e onde come\u00e7a a f\u00e9\/devo\u00e7\u00e3o das pessoas?<\/b><b><br \/><\/b>Numa das reuni\u00f5es de prepara\u00e7\u00e3o da romaria falamos precisamente disso, do equil\u00edbrio entre a f\u00e9 e a ci\u00eancia. Faz-se a compara\u00e7\u00e3o com as duas asas de uma ave. A mesma s\u00f3 voa em seguran\u00e7a se as duas asas estiverem bem. Uma asa \u00e9 a raz\u00e3o (a ci\u00eancia) e a outra \u00e9 a f\u00e9 (Deus). \u00c9 perfeitamente poss\u00edvel esse equil\u00edbrio desde que vejamos esse equil\u00edbrio na base da complementaridade e n\u00e3o do conflito. S\u00e3o duas formas complementares de se buscar a verdade. O pr\u00f3prio Einstein via a ci\u00eancia e a racionalidade do universo como evid\u00eancia no limite de algo superior, de uma intelig\u00eancia criadora. V\u00e1rias pessoas ligadas \u00e0 igreja foram tamb\u00e9m cientistas como Georges Lema\u00eetre, sacerdote, que desenvolveu a teoria do Big Bang, do \u00e1tomo primordial. A ci\u00eancia explica como aconteceu e a f\u00e9 o porqu\u00ea de acontecer. A ci\u00eancia n\u00e3o tem de anular a f\u00e9, nem vice-versa. Na nossa civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, se \u00e9 que \u00e9 permitido usar esta express\u00e3o sem que me atirem sete pedras, a cria\u00e7\u00e3o de universidades crist\u00e3s s\u00e3o o exemplo de como a f\u00e9 crist\u00e3 pode fomentar o conhecimento e desenvolvimento cient\u00edfico. A medita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 vista como ci\u00eancia da mente.<\/p>\n<p>Entendo que consegui uma forma\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica e cat\u00f3lica l\u00facida no sentido de entender que h\u00e1 espa\u00e7o para a f\u00e9 e a ci\u00eancia conviverem e complementarem-se uma \u00e0 outra. Efetivamente, j\u00e1 fui questionado nesse sentido, n\u00e3o necessariamente apenas relacionado com a profiss\u00e3o que exer\u00e7o, mas porque h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o muitas vezes errada com o grau de ensino e a cren\u00e7a numa religi\u00e3o, credo ou f\u00e9. Uma n\u00e3o invalida a outra, mas \u00e9 certo que me baseio no dia-a-dia na evid\u00eancia cient\u00edfica no exerc\u00edcio da minha profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"640\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-2-acacio-mateus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162811\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-2-acacio-mateus.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-2-acacio-mateus-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-2-acacio-mateus-768x512.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-2-acacio-mateus-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 AC\u00c1CIO MATEUS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><b>DL: J\u00e1 teve algum paciente que pensou que poderia n\u00e3o sobreviver e, sem que nada aparente o pudesse justificar, recuperou-se?<\/b><b><br \/><\/b>Sim, v\u00e1rias vezes. Cada pessoa tem mecanismos fisiol\u00f3gicos ou condicionantes provocados por doen\u00e7a que originam diferentes formas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do seu estado normal de sa\u00fade como situa\u00e7\u00f5es de traumatismo grave, por exemplo, em especial das c\u00e9lulas nervosas. Neste preciso momento em que partilhamos estas ideias acredito que est\u00e1 a acontecer uma situa\u00e7\u00e3o destas num caso extremamente delicado e inst\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas voltando ao tal equil\u00edbrio necess\u00e1rio entre a f\u00e9 e a ci\u00eancia, a primeira tamb\u00e9m pode influenciar decis\u00f5es relacionadas com o prolongamento de medidas de suporte artificial de vida ou at\u00e9 mesmo interrup\u00e7\u00e3o da mesma em casos extremos. H\u00e1 sempre a quest\u00e3o de tratamentos ou prolongamento dos mesmo que se transformam em aut\u00eantica distan\u00e1sia. A dignidade at\u00e9 no morrer est\u00e1 acima de tudo, e um morrer sem dor acima de tudo. \u00c9 l\u00edcito usarmos a f\u00e9 para manter medidas desproporcionadas ao doente que at\u00e9 podem atentar \u00e0 dignidade humana? \u00c9 o tal equil\u00edbrio que \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"960\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-rosco-por-acacio-mateus.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162816\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-rosco-por-acacio-mateus.jpg 640w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-rosco-por-acacio-mateus-200x300.jpg 200w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/helio-ponte-rosco-por-acacio-mateus-8x12.jpg 8w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00a9 AC\u00c1CIO MATEUS<\/mark><\/sup><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p><b>DL: A f\u00e9 salva pessoas?<\/b><b><br \/><\/b>Sendo cat\u00f3lico n\u00e3o posso excluir isso, mas como disse anteriormente, no dia-a-dia, baseio-me na evid\u00eancia cient\u00edfica no exerc\u00edcio da minha profiss\u00e3o. A f\u00e9, numa vertente catequ\u00e9tica tamb\u00e9m \u00e9 falada nas nossas reuni\u00f5es de prepara\u00e7\u00e3o. \u00c9 o acreditar sem ver. \u00c9 um dom gratuito da gra\u00e7a de Deus e n\u00e3o o resultado de obras humanas, a tal dicotomia entre a ci\u00eancia como evid\u00eancia e a \u201cfalta\u201d da evid\u00eancia que \u00e9 a f\u00e9, o acreditar sem ver. Mas a f\u00e9 tamb\u00e9m pode ser intelectual, n\u00e3o tem necessariamente de estar ligada a uma cren\u00e7a ou religi\u00e3o, mas tamb\u00e9m a uma filosofia de vida, por exemplo. A mesma promove a liga\u00e7\u00e3o a algo maior que n\u00e3o se v\u00ea, o tal acreditar sem ver. Pode trazer paz e conforto em momentos dif\u00edceis, de forma alguma est\u00e1 descartado que a f\u00e9 n\u00e3o desempenhe o seu papel na recupera\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a, nem que seja no conforto e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um facto real. Um Cavaleiro da Ordem de Santiago de Compostela, residente em Ponta Delgada, em 2013 confiou fervorosamente a ora\u00e7\u00e3o ao nosso rancho por um bisneto que tinha nascido com v\u00e1rias complica\u00e7\u00f5es. Os m\u00e9dicos tinham muitas reservas sobre a sobreviv\u00eancia do mesmo. Na romaria de 2014 esta inten\u00e7\u00e3o foi rezada fervorosamente, assim como todas as outras, e a verdade \u00e9 que o menino \u00e9 hoje uma crian\u00e7a saud\u00e1vel. O seu bisav\u00f4 testemunhou esta viv\u00eancia \u00e0 Ordem. A mesma atribuiu a Medalha de Ouro da Ordem ao Rancho de Vila Franca do Campo. Ter\u00e1 sido s\u00f3 a medicina? A ora\u00e7\u00e3o e a f\u00e9? Ambas juntas? D\u00e1 que pensar estas e muitas outras situa\u00e7\u00f5es. Como j\u00e1 foi dito numa romaria &#8220;busca-se tamb\u00e9m aqui o que a Ci\u00eancia n\u00e3o resolve!&#8221;<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m d\u00e1 que pensar. Na igreja da Senhora do Ros\u00e1rio na Povoa\u00e7\u00e3o h\u00e1 uma imagem invocada como Senhora do \u00d3 ou Senhora do Parto. Invocada para que a futura m\u00e3e tenha uma &#8220;hora pequenina&#8221; (parto sem dificuldade) ou por quem n\u00e3o consegue engravidar. Duas situa\u00e7\u00f5es ocorreram em que ap\u00f3s anos a tentar engravidar, mesmo com o aux\u00edlio de medica\u00e7\u00e3o tal n\u00e3o aconteceu e ap\u00f3s o pedido de ora\u00e7\u00e3o do nosso rancho \u00e0 mesma imagem no ano seguinte estava-se a agradecer a concretiza\u00e7\u00e3o do pedido de ora\u00e7\u00e3o. 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