{"id":151759,"date":"2025-05-02T20:26:52","date_gmt":"2025-05-02T20:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=151759"},"modified":"2025-09-27T21:39:18","modified_gmt":"2025-09-27T21:39:18","slug":"o-supersticioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/o-supersticioso\/","title":{"rendered":"O Supersticioso"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"444\" height=\"444\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Rui Tavares de Faria<\/strong><br>Professor e investigador<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>O leitor que tem seguido, com regularidade, esta coluna e que, at\u00e9 provavelmente, j\u00e1 foi ler <i>Os Caracteres<\/i>, de Teofrasto, esperaria que, por raz\u00f5es l\u00f3gicas, ao d\u00e9cimo segundo car\u00e1cter \u2013 o inoportuno \u2013 se seguisse o d\u00e9cimo terceiro. Mas, eis que optei por adulterar a ordem. Explico: os tr\u00eas tipos humanos que v\u00eam descritos depois do retrato comentado no m\u00eas passado \u2013 XIII. O Intrometido; XIV. O Est\u00fapido; XV. O Autoconvencido \u2013 caem um pouco na repeti\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas das personagens sobre as quais tenho vindo a escrever. Para n\u00e3o entediar o meu leitor, passei para o d\u00e9cimo sexto car\u00e1cter da lista teofr\u00e1stica, XVI. O Supersticioso, porque se reveste de novidade e n\u00e3o torna \u2013 creio eu \u2013 repetitivo nem aborrecido este espa\u00e7o do Di\u00e1rio da Lagoa, que se quer <i>a priori<\/i> leve e descontra\u00eddo.<\/p>\n<p>De acordo com o autor grego, \u201ca supersti\u00e7\u00e3o \u00e9 simplesmente o temor do sobrenatural\u201d (<i>Char.<\/i> 16.1.). \u00c0 primeira leitura, n\u00e3o nos parece haver uma liga\u00e7\u00e3o direta ou expl\u00edcita com o conceito que hoje temos de supersticioso. Maria de F\u00e1tima Silva esclarece, em nota \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o portuguesa, que a \u201c<i>deisidaimon\u00eda<\/i> [i.e. a supersti\u00e7\u00e3o] exprime etimologicamente <i>o temor dos deuses ou do sobrenatural<\/i> e \u00e9, na justa medida, uma atitude de piedade, embora o risco de exagero a encaminhe para um temor ou subservi\u00eancia exagerada perante o divino. A supersti\u00e7\u00e3o leva \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de pr\u00e1ticas f\u00fateis ou a apelos constantes \u00e0 divindade, como profilaxia contra um receio permanente de sinais de perigo que se inferem at\u00e9 das situa\u00e7\u00f5es mais comezinhas.\u201d O esclarecimento da tradutora de Teofrasto vem, pois, ao encontro, em larga escala, daquilo que consideramos supersti\u00e7\u00e3o, nos dias de hoje. Contudo, esta atitude n\u00e3o se circunscreve, como bem sabemos, ao dom\u00ednio religioso ou do culto sobrenatural. Atualmente, h\u00e1 muitas situa\u00e7\u00f5es corriqueiras que manifestam receios que traduzem o car\u00e1cter supersticioso do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Teofrasto diz que o supersticioso \u201c\u00e9 um sujeito que lava as m\u00e3os em tr\u00eas fontes, encharca-se em \u00e1gua benta, mete uma folha de louro na boca e assim fica preparado para come\u00e7ar o dia.\u201d (<i>Char.<\/i> 16.2) ou \u201cse um gato lhe atravessa o caminho, ele n\u00e3o d\u00e1 mais um passo antes que algu\u00e9m por ali passe, ou sem atirar tr\u00eas pedras pela rua fora.\u201d (<i>Char.<\/i> 16.3.). Assim descrito, o leitor moderno j\u00e1 se rev\u00ea ou j\u00e1 rev\u00ea em algu\u00e9m os tra\u00e7os de car\u00e1cter motivados pela supersti\u00e7\u00e3o. Quem \u00e9 que ainda n\u00e3o recorre \u00e0s folhas de louro e as guarda em recantos da casa ou na carteira, para garantir prosperidade, porque ter\u00e1 lido num blogue que \u00e9 recurso do \u201ctira e queda\u201d? Quem, ao ver um gato preto que pode ou n\u00e3o cruzar o respetivo caminho, n\u00e3o pensas no mau agoiro que o epis\u00f3dio lhe poder\u00e1 trazer? Quem n\u00e3o acredita que o treze \u00e9 o n\u00famero do azar e que a sexta-feira, calhando em dia treze, pode ser um dia fatal?<\/p>\n<p>O temor que sente para que nada de mal aconte\u00e7a leva o supersticioso a encetar um conjunto de rituais para se sentir protegido e aben\u00e7oado. No <i>Instagram<\/i>, por exemplo, proliferam mensagens que alimentam esse temor. Frases do tipo \u201cSe n\u00e3o digitar SIM, algo de mal\u00e9fico ir\u00e1 acontecer nos pr\u00f3ximos sete minutos\u2026\u201d ou \u201cH\u00e1 algu\u00e9m que n\u00e3o deixa de pensar em voc\u00ea. O nome desse algu\u00e9m come\u00e7a pela letra do seu segundo contacto do partilhar em WhatsApp\u2026\u201d, enriquecidas por m\u00fasicas de fundo que lembram casas assombradas ou cenas de filmes do Hitchcock. Estes jogos \u2013 que \u00e9, no fundo, do que se trata \u2013 estimulam a supersti\u00e7\u00e3o que, por sua vez, se torna em cren\u00e7a, assumindo a forma quase de uma psicopatia.<\/p>\n<p>Contudo, h\u00e1 outras supersti\u00e7\u00f5es mais engra\u00e7adas que persistem. \u201cSe passares por debaixo daquela escada, n\u00e3o cresces mais\u2026\u201d, avisa a av\u00f3 que n\u00e3o quer que o neto de sete anos se afaste muito de si; ou \u201cSe brindares com \u00e1gua, n\u00e3o ter\u00e1s sexo durante sete anos\u2026\u201d, adverte o conviva que quer \u00e9 emborcar mais uns copos. Sempre penso no que dir\u00e1 um(a) prostituto(a), que faz da pr\u00e1tica sexual o seu of\u00edcio profissional, se for confrontado(a) com uma advert\u00eancia dessas. E muitas mais supersti\u00e7\u00f5es poderiam ser aqui listadas, \u00e0s quais se juntariam aquelas em que pensa o meu caro leitor.<\/p>\n<p>Mas, estando eu a escrever este texto na Sexta-feira Santa (uso a mai\u00fascula como conven\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica e em sinal de respeito pelos fi\u00e9is), creio que se me imp\u00f5e um breve apontamento relativamente a um assunto que, por desconhecimento de muitos crentes, se tornou n\u00e3o numa manifesta\u00e7\u00e3o de f\u00e9 \u2013 mortifica\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria \u2013, mas numa supersti\u00e7\u00e3o tola. \u201cEm dia de Sexta-Feira Santa, n\u00e3o se come carne!\u201d, alertam os supostos entendidos, pastores de rebanhos, para recordar o tom metaf\u00f3rico das Sagradas Escrituras. N\u00e3o explicam, por\u00e9m, a raz\u00e3o dessa pr\u00e1tica! H\u00e1 mesmo quem pense que n\u00e3o deve comer carne, porque \u00e9 o dia em que Cristo morre, e estaria a \u201ccomer o seu corpo!\u201d N\u00e3o \u00e9 disso que se trata. A Igreja Cat\u00f3lica sugere a pr\u00e1tica do jejum e da abstin\u00eancia na Sexta-Feira Santa, o mesmo \u00e9 dizer que o crente deve evitar tudo quanto d\u00ea prazer ao seu corpo, no dia da morte de Cristo. Deve come\u00e7ar pelo que come, portanto. Ora, antigamente, a carne era um alimento bem mais caro do que o peixe. Assim, na Sexta-Feira Santa, deve optar-se pelo jejum aliment\u00edcio ou pela ingest\u00e3o de alimentos que n\u00e3o traduzam o sup\u00e9rfluo ou o luxo. Hoje, est\u00e1 o peixe pela hora de morte! Como fazer, ent\u00e3o, se a carne \u00e9 bem mais em conta do que o peixe? Passar-se a vegetariano ou vegano?<\/p>\n<p>Os supersticiosos continuar\u00e3o, pois, a comer peixe, para n\u00e3o incorrer na desonra do pecado. Esquecem-se, ironicamente, de que h\u00e1 famintos pelo mundo inteiro para quem os ossos de uma costeleta de porco seriam um pit\u00e9u para fazer um caldo capaz de alimentar quatro crian\u00e7as e dois adultos, fosse em que dia fosse de um qualquer calend\u00e1rio religioso. Assim sendo, que n\u00e3o se parta do ato genu\u00edno de ter e expressar f\u00e9 para o zelo desenfreado que desemboca na futilidade do excessivo \u201ctemor do sobrenatural\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Os supersticiosos continuar\u00e3o, pois, a comer peixe, para n\u00e3o incorrer na desonra do pecado. 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