{"id":140482,"date":"2024-09-14T09:11:05","date_gmt":"2024-09-14T09:11:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=140482"},"modified":"2025-09-04T22:40:23","modified_gmt":"2025-09-04T22:40:23","slug":"celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/","title":{"rendered":"Celebrando Cam\u00f5es: A Mudan\u00e7a e o Desconcerto do Mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/maria-joao-ruivo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-140511\" width=\"452\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/maria-joao-ruivo.png 532w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/maria-joao-ruivo-281x300.png 281w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/maria-joao-ruivo-11x12.png 11w\" sizes=\"(max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Maria Jo\u00e3o Ruivo<\/b><br \/>Professora e escritora<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>Por que raz\u00e3o se comemora Cam\u00f5es e a sua obra tantos s\u00e9culos depois, numa \u00e9poca de tanto desinteresse pela leitura, de tanto desencanto e falta de entusiasmo, ainda para mais tratando-se de um poeta de leitura dif\u00edcil e exigente?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar resposta para isto. Sem d\u00favida, um dos segredos dos grandes artistas \u00e9 a sua intemporalidade, mas n\u00e3o se trata apenas <i>do que<\/i> se diz. \u00c9 o modo <i>como<\/i> se diz que enforma a Arte. Cam\u00f5es, enquanto poeta, re\u00fane em si tudo isto, pois retrata a alma humana, o sentir dos Homens e as suas ang\u00fastias e reflex\u00f5es, numa linguagem \u00fanica que de algum modo se ergue na sua superioridade, fazendo-nos sentir uma enorme admira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cam\u00f5es \u00e9 um verdadeiro Humanista, homem de m\u00faltiplos saberes, que representa bem o esp\u00edrito do Renascimento, movimento de viragem que trouxe uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es que influenciaram profundamente a forma como o homem europeu passou a encarar o universo, fruto, em parte, do acesso a novos mundos, realidades e culturas. Essa \u00e9poca apresenta-se como uma importante experi\u00eancia, que traz \u00e0 luz novas mundivid\u00eancias e o reconhecimento do Homem como centro do Universo, por oposi\u00e7\u00e3o ao Teocentrismo medieval, ao mesmo tempo que traz desacertos e desequil\u00edbrios, como \u00e9 pr\u00f3prio da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Na sua obra, Cam\u00f5es, como muitos outros poetas e prosadores da \u00e9poca, aborda n\u00e3o poucas vezes este tema, associando-o Ao Desconcerto do Mundo, e mostrando que<i> Tem o tempo sua ordem j\u00e1 sabida;\/ O mundo n\u00e3o, mas anda t\u00e3o confuso,\/ Que parece que dele Deus se esquece.*<\/i>1 Estes versos podiam ter sido escritos hoje.<\/p>\n<p>Na sua conhecida Esparsa (<i>ao desconcerto do mundo<\/i>), o Poeta apresenta uma reflex\u00e3o bastante incisiva sobre a invers\u00e3o dos valores fundamentais, j\u00e1 que, diz ele, os maus s\u00e3o premiados e nadam num \u201cmar de contentamentos\u201d e os bons s\u00e3o punidos, sofrendo \u201cgraves tormentos\u201d. Ao refletirmos sobre este nosso mundo, n\u00e3o podemos negar que isto \u00e9 de uma atualidade indiscut\u00edvel e coloca a olho nu a injusti\u00e7a e a desarmonia a que os homens est\u00e3o sujeitos, sabendo n\u00f3s que o mundo est\u00e1 longe de ser o que devia, pois nele imperam a corrup\u00e7\u00e3o e a falta de escr\u00fapulos, o que gera in\u00fameras assimetrias e consequentes revoltas, sendo grande a nossa impot\u00eancia perante aquilo a que assistimos. Aqui recordamos, desse breve poema, que o eu l\u00edrico, depois de ter decidido ser mau, buscando ser recompensado, confronta-se com um inesperado castigo, concluindo, ironicamente: <i>(\u2026) Assim que, s\u00f3 pera mim,\/Anda o Mundo concertado. <\/i>Calharia bem, aqui, recordar o soneto \u201cC\u00e1, nesta Babil\u00f3nia, donde mana\u201d, sendo que a Babil\u00f3nia representa o mal presente, o caos, a exist\u00eancia terrena &#8211; <i>onde o mal se afina, e o bem se dana,\/e pode mais que a honra a tirania.-<\/i> e Si\u00e3o o passado, o Para\u00edso, na terminologia crist\u00e3, o bem por que todos suspiramos.<\/p>\n<p>No seu bem conhecido soneto \u201cMudam-se os tempos, mudam-se as vontades\u201d, Cam\u00f5es aborda o tema da mudan\u00e7a constante e inevit\u00e1vel, mostrando que tudo se altera, at\u00e9 mesmo a confian\u00e7a, j\u00e1 que as novidades contrariam as esperan\u00e7as. Numa atitude melanc\u00f3lica, ele expressa o seu desencanto, recordando as m\u00e1goas e questionando se teve algum bem na vida.<\/p>\n<p>Expressa, ainda, a ideia de que na Natureza, a mudan\u00e7a tem um car\u00e1ter positivo, c\u00edclico, de renova\u00e7\u00e3o, mas que nele pr\u00f3prio surge sempre para pior, como nos revela o verso: <i>E em mim, converte em choro o doce canto.<\/i> Esta constata\u00e7\u00e3o conduz o poeta a uma atitude de ceticismo, porque sabe que n\u00e3o pode alterar a ordem das coisas, sentindo, ent\u00e3o, o desencanto e a ang\u00fastia.<\/p>\n<p>Este tema, aqui brevemente aflorado, deveria ser, para n\u00f3s, assunto de reflex\u00e3o, j\u00e1 que o mundo est\u00e1 numa dr\u00e1stica mudan\u00e7a, de tal modo, que os homens se sentem perdidos, porque o que era v\u00e1lido ontem parece que hoje o deixou de o ser e isso conduzir\u00e1 rapidamente a um abismo de que n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil sairmos.<\/p>\n<p>Muito fica por dizer sobre um assunto t\u00e3o vasto como este. A Mudan\u00e7a tornou-se tema privilegiado de muitos escritores que, atentos ao mundo que os rodeava, aproveitaram para denunciar os podres, os desacertos, a corrup\u00e7\u00e3o dos homens e a forma como as mudan\u00e7as afetam tudo aquilo que antes era tido como garantia, ao mesmo tempo que a reconhecem como fator fundamental de progresso e de evolu\u00e7\u00e3o intelectual. <i>Todo o mundo composto de mudan\u00e7as<\/i>, e estas atingem inexoravelmente todos os seres, acabando por ser irrevers\u00edveis no Homem, revelando a fragilidade e a vulnerabilidade desse <i>bicho da terra t\u00e3o pequeno<\/i>. *2<\/p>\n<p>Quando leio Cam\u00f5es, confirmo sempre a sua universalidade e intemporalidade, j\u00e1 que aquilo que ele escreveu \u00e9 t\u00e3o v\u00e1lido hoje como o foi na sua \u00e9poca. E estas s\u00e3o, sem d\u00favida, marcas fundamentais de um grande artista, pois resultam da sua capacidade de reflex\u00e3o, da arg\u00facia com que observou o mundo e o seu tempo, de forma a aperceber-se daquilo que define o Homem na sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p>No fundo, em Cam\u00f5es, a alegria rapidamente se transforma em m\u00e1goa, quando confrontada com o mal presente, mas este sentir do Poeta facilmente se universaliza comprovando a ideia de que, para todos n\u00f3s, o bem \u00e9 passageiro e o mal depressa lhe toma o lugar:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>Um gosto que hoje se alcan\u00e7a<\/i><i><br><\/i><i>amanh\u00e3 j\u00e1 o n\u00e3o vejo;<\/i><i><br><\/i><i>assim nos traz a mudan\u00e7a,<\/i><i><br><\/i><i>de esperan\u00e7a em esperan\u00e7a,<\/i><i><br><\/i><i>e de desejo em desejo. <\/i>*3<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>*1 Soneto \u201cCorrem turvas as \u00e1guas deste rio\u201d<br>*2 Os Lusiadas &#8211; Canto I &#8211; Est\u00e3ncia 106<br>*3 Can\u00e7\u00e3o \u201cS\u00f4bolos rios que v\u00e3o\u201d<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora e escritora Maria Jo\u00e3o Ruivo escreve nesta edi\u00e7\u00e3o em que o Di\u00e1rio da Lagoa assinala os 500 anos do nascimento de Cam\u00f5es.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140514,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[193,203,204,1514,1515],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Celebrando Cam\u00f5es: A Mudan\u00e7a e o Desconcerto do Mundo - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Professora e escritora Maria Jo\u00e3o Ruivo escreve nesta edi\u00e7\u00e3o em que o Di\u00e1rio da Lagoa assinala os 500 anos do nascimento de Cam\u00f5es.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Celebrando Cam\u00f5es: A Mudan\u00e7a e o Desconcerto do Mundo - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Professora e escritora Maria Jo\u00e3o Ruivo escreve nesta edi\u00e7\u00e3o em que o Di\u00e1rio da Lagoa assinala os 500 anos do nascimento de Cam\u00f5es.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-09-14T09:11:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-04T22:40:23+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/maria-joao-ruivo-2.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"639\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/\",\"name\":\"Celebrando Cam\u00f5es: A Mudan\u00e7a e o Desconcerto do Mundo - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-09-14T09:11:05+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-04T22:40:23+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Professora e escritora Maria Jo\u00e3o Ruivo escreve nesta edi\u00e7\u00e3o em que o Di\u00e1rio da Lagoa assinala os 500 anos do nascimento de Cam\u00f5es.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/celebrando-camoes-a-mudanca-e-o-desconcerto-do-mundo\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Celebrando Cam\u00f5es: A Mudan\u00e7a e o Desconcerto do Mundo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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