{"id":131586,"date":"2024-03-21T13:03:08","date_gmt":"2024-03-21T13:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/?p=131586"},"modified":"2025-09-27T21:37:49","modified_gmt":"2025-09-27T21:37:49","slug":"o-bajulador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/o-bajulador\/","title":{"rendered":"O Bajulador"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-140593\" width=\"446\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg 960w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1-12x12.jpg 12w\" sizes=\"(max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p style=\"text-align: center;\"><b>Rui Tavares de Faria<\/b><br>Professor e Investigador<\/p>\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<p>O bajulador \u00e9 o segundo tipo humano sobre o qual Teofrasto discorre nos <i>Caracteres.<\/i> \u00c0 semelhan\u00e7a do que sucede com os demais, o autor come\u00e7a por definir o conceito \u00e9tico, neste caso concreto a bajula\u00e7\u00e3o, para, depois, elencar cerca de uma dezena de aspetos e\/ou situa\u00e7\u00f5es em que atuam os indiv\u00edduos tidos no rol dos bajuladores. Citando Teofrasto (<i>Char.<\/i> 2.1.), \u201ca bajulice define-se como uma colagem degradante, mas lucrativa para o adulador,\u201d car\u00e1cter que deve ser distinguido da complac\u00eancia. Segundo Maria de F\u00e1tima Silva em nota \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o portuguesa, Arist\u00f3teles estabelece um contraste entre o bajulador e o complacente na <i>\u00c9tica a Nic\u00f3maco<\/i> (1108a 26-29), onde se l\u00ea: \u201cdos que se esfor\u00e7am por ser am\u00e1veis (\u2026) aquele que exagera sem nenhum objetivo \u00e9 o complacente; aquele que o faz na mira de obter qualquer vantagem \u00e9 o bajulador.\u201d<\/p>\n<p>Nos dias que correm, o termo \u201cbajulador\u201d n\u00e3o \u00e9 desconhecido das pessoas. Confrontados com frases ou exclama\u00e7\u00f5es do tipo \u201cAquele fulano assume-se, agora, o melhor amigo do Sr. Diretor\u2026 \u00e9 um grandess\u00edssimo bajulador!\u201d, at\u00e9 os indiv\u00edduos menos familiarizados com a palavra em causa chegam facilmente ao seu significado: \u201cAh! \u00c9 um graxista! Um lambe-cus!\u201d Na verdade, \u201cdar graxa\u201d ou \u201clamber o cu\u201d (em sentido metaf\u00f3rico, claro) \u00e9 um comportamento humano t\u00e3o antigo quanto a pr\u00f3pria esp\u00e9cie. Para tirar proveito de uma certa condi\u00e7\u00e3o, de um certo favor, sempre o homem se predisp\u00f4s ao ato de \u201cengraxar\u201d, \u201cbajular\u201d. Trata-se, portanto, de uma atua\u00e7\u00e3o \u00e9tica que, embora por vezes ensaiada, conforme os objetivos ou lucros que pretende atingir o bajulador, flui como que naturalmente na nossa sociedade atual.<\/p>\n<p>Tal como o dissimulado, que se comporta na maior das espontaneidades, tamb\u00e9m o bajulador se manifesta como se fosse perfeitamente normal elogiar tudo e todos; contudo, permanecem (ainda) escondidos os verdadeiros intuitos por que se norteiam tamanhos paneg\u00edricos. Teofrasto diz que o bajulador est\u00e1 permanentemente ao lado ou muito perto do alvo do qual tenciona aproveitar-se, \u201carranca-lhe um borboto do casaco, ou tira-lhe dos cabelos qualquer palhita que o vento l\u00e1 tenha deixado. E a sorrir, vai dizendo: \u2018Est\u00e1s a ver? H\u00e1 s\u00f3 dois dias que te n\u00e3o vejo, e a quantidade de brancas que te apareceram na barba. Se bem que se diga que, para a tua idade, tens uma barba bem preta\u2019.\u201d (<i>Char.<\/i> 2.3.) O epis\u00f3dio apresentado pelo autor dos <i>Caracteres<\/i> n\u00e3o \u00e9 de todo original e encontra correspond\u00eancias no nosso quotidiano. Quantas e quantas vezes n\u00e3o come\u00e7a o bajulador por adular-nos, referindo-se \u00e0 nossa apar\u00eancia f\u00edsica, negando (com a falsidade que lhe esconde os fins lucrativos da adula\u00e7\u00e3o) aquilo que os nossos pr\u00f3prios olhos veem diante do espelho todos os dias? \u201cEst\u00e1s mais magro!\u201d, diz-nos o bajulador, quando a balan\u00e7a bem no-lo contraria. \u201cTu est\u00e1s cada vez mais novo, caramba!\u201d, enaltece-nos o bajulador, quando o cart\u00e3o de cidad\u00e3o n\u00e3o mente e as dores nas articula\u00e7\u00f5es nos denunciam, em dias mais h\u00famidos, que estamos precisamente \u00e9 mais velhos! Ser\u00e3o in\u00f3cuos esses elogios?<\/p>\n<p>Mas a atua\u00e7\u00e3o do bajulador n\u00e3o se fica por considera\u00e7\u00f5es elogiosas ao f\u00edsico das suas v\u00edtimas, os tais piropos intencionais que levantam ami\u00fade a autoestima de que n\u00e3o a tem bem nivelada, a adula\u00e7\u00e3o com fins lucrativos estende-se igualmente \u2013 ou sobretudo \u2013 \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de comportamentos que chegam a ser abusivos. Teofrasto d\u00e1-nos conta, com bastante gra\u00e7a, da multiplicidade de <i>modi operandi<\/i> desse tipo humano: \u201cse o parceiro abre a boca para falar, o bajulador manda calar toda a gente; e, entretanto, vai-lhe fazendo elogios, de modo que ele os ou\u00e7a.\u201d (<i>Char.<\/i> 2.4); \u201ca quem quer que se lhes apresente pela frente, manda parar, para dar passagem a Sua Excel\u00eancia.\u201d (<i>Char.<\/i> 2.5); \u201cse o sujeito vai de visita a um amigo, o bajulador corre \u00e0 frente a anunciar\u201d (<i>Char.<\/i> 2.8). Enfim, na incessante necessidade de se mostrar prest\u00e1vel, quando, no fundo, o que quer \u00e9 \u201cplantar verde para colher maduro\u201d, o bajulador est\u00e1 ao inteiro dispor daquele que mais n\u00e3o \u00e9 do que uma v\u00edtima, o bajulado.<\/p>\n<p>De que modo nos \u00e9 poss\u00edvel, hoje, em pleno s\u00e9culo XXI, &#8211; num pa\u00eds como o nosso, onde a corrup\u00e7\u00e3o e o favorecimento dependem do \u201cengraxan\u00e7o\u201d e do \u201cculambismo\u201d, termos que intitulam uma cr\u00f3nica de Miguel Esteves Cardoso, primeiramente publicada no <i>P\u00fablico,<\/i> em julho de 1995, e agora integrada no seu livro <i>\u00daltimo Volume<\/i>, cuja leitura recomendo vivamente &#8211; conviver com pessoas que, ao inv\u00e9s de nos reconhecerem (com ou sem elogios) por aquilo que somos, numa clara valoriza\u00e7\u00e3o da meritocracia, nos bajulam a toda a hora? \u00c9 este o estado em que se encontra a sociedade \u2013 a de ontem, a de hoje e a de amanh\u00e3. A evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana, em termos de car\u00e1cter, e n\u00e3o s\u00f3, caminha para um descalabro que se caracteriza pela (quase) total aus\u00eancia de valores e princ\u00edpios \u00e9ticos edificados sobre a verdade e sobre a consciencializa\u00e7\u00e3o de que o conv\u00edvio entre os homens n\u00e3o tem de se pautar pela falsidade, pelo oportunismo ou pela bajula\u00e7\u00e3o. Dos bajuladores \u2013 os estranhos simp\u00e1ticos, sempre prest\u00e1veis e com um sorriso esbo\u00e7ado \u2013 livrai-nos, [Senhor!]<\/p>\n<p>Como evitar que caiamos no discurso das falinhas mansas dos bajuladores? Em primeiro lugar, creio que aceitar um elogio, seja de quem for, de maneira efusiva como se estiv\u00e9ssemos a ouvir a mais bela declara\u00e7\u00e3o de amor n\u00e3o \u00e9 um procedimento adequado; acho at\u00e9 que \u00e9 mais de meio caminho andado para nos precipitarmos nas malhas da bajulice. Por isso, reconhe\u00e7amos a simpatia do elogio do bajulador com um simples obrigado. Em segundo lugar, acredito que os indiv\u00edduos que sofrem de baixa autoestima apreciem com bons olhos as considera\u00e7\u00f5es lisonjeiras de quem os adula. Nestes casos, o recurso a terapias devidamente certificadas pode ser o melhor rem\u00e9dio a ter de cair na rede da adula\u00e7\u00e3o. Em terceiro e \u00faltimo lugar, sou da opini\u00e3o de que devemos ter a perfeita consci\u00eancia do que somos e do que valemos, tornando-se-nos, assim, poss\u00edvel detetar, em tempo \u00fatil, as investidas do bajulador. Se nos diz, por exemplo, que estamos muito bem fisicamente, anu\u00edmos, dizendo que os nossos espelhos em casa n\u00e3o nos s\u00e3o mentirosos; se nos diz que estamos bem para a idade que temos de facto, acrescentamos que a lei da vida nos favorece; se nos gaba a viva-voz para que possamos ouvi-lo, mesmo n\u00e3o estando ao nosso lado, atuamos como se os prazenteios n\u00e3o nos fossem dirigidos. Nada como n\u00e3o reagir.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor e investigador Rui Tavares de Faria escreve nesta edi\u00e7\u00e3o sobre &#8220;os indiv\u00edduos tidos no rol dos bajuladores.&#8221;<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":140593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[191,192,193],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Bajulador - Di\u00e1rio da Lagoa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Professor e investigador Rui Tavares de Faria escreve nesta edi\u00e7\u00e3o sobre &quot;os indiv\u00edduos tidos no rol dos bajuladores.&quot;\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/o-bajulador\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Bajulador - Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Professor e investigador Rui Tavares de Faria escreve nesta edi\u00e7\u00e3o sobre &quot;os indiv\u00edduos tidos no rol dos bajuladores.&quot;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/en\/o-bajulador\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-03-21T13:03:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-27T21:37:49+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/rui-tavares-de-faria-1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Di\u00e1rio da Lagoa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-bajulador\/\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-bajulador\/\",\"name\":\"O Bajulador - Di\u00e1rio da Lagoa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-03-21T13:03:08+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-27T21:37:49+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#\/schema\/person\/1615a002370e8857b6f972834bc43ece\"},\"description\":\"Professor e investigador Rui Tavares de Faria escreve nesta edi\u00e7\u00e3o sobre \\\"os indiv\u00edduos tidos no rol dos bajuladores.\\\"\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-bajulador\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-bajulador\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/o-bajulador\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Bajulador\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/diariodalagoa.pt\/\",\"name\":\"Di\u00e1rio da Lagoa\",\"description\":\"Di\u00e1rio da Lagoa. 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