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Direito de Resposta da Presidente do Conselho de Administração do HDES

A propósito da notícia publicada pelo Diário da Lagoa, online, no dia 21 de maio com o título “Presidente do Conselho de Administração do HDES desmentida por Bombeiros”, recebemos da presidente do Conselho de Administração do HDES o seguinte Direito de Resposta:

Manuela Menezes (segunda a contar da esquerda) exerce o direito de resposta © DL

“Foi, ontem, publicado no Jornal de que V.Exa. é diretor uma notícia, de âmbito Regional, com o título “Presidente do Conselho de Administração do HDES desmentida por Bombeiros”.
Antes de mais, cumpre referir a V. Exa. que o Conselho de Administração deste Hospital repudia veementemente o título e o destaque dado à notícia, porquanto ser patente que tal informação foi descontextualizada de toda a informação que foi prestada aos órgãos de comunicação social na conferência de imprensa realizada no HDES no passado dia 15 de maio.
Com efeito, o objeto da referida conferência de imprensa foi o incêndio que ocorreu nas instalações hospitalares no dia 4 de maio, cuja gravidade e extensão, originaram a declaração de Calamidade Pública Regional, o que foi feito através da Resolução do Conselho do Governo nº 39, de 10 de maio de 2024, publicada na I Série do Jornal Oficial da RAA, nº 39, de 10 de maio.
Neste âmbito, quando o V. profissional de comunicação questionou o C.A sobre a existência de um novo foco de incêndio ocorrido na tarde do dia 10 de maio, a questão foi naturalmente interpretada, por todos os elementos do Conselho de Administração, de que se estaria a falar de um reacendimento ou recidiva do incêndio ocorrido no dia 4 de maio. Daí que a resposta por parte da Presidente do C.A tenha sido que, de facto, não houve nenhum novo foco de incêndio.
Com isso, pretendia-se afirmar que o sinistro ocorrido no dia 4 de maio nas instalações hospitalares foi totalmente debelado, encontrando-se o C.A, juntamente com a tutela, autoridade de proteção civil e demais entidades envolvidas, a trabalhar não só com vista a aferir a dimensão dos danos provocados como, acima de tudo, em encontrar soluções que não ponham em causa a continuidade da prestação dos Serviços de Saúde à população em geral.
Questão diversa e que indubitavelmente não teve a ver com nenhum reacendimento e (ou) recidiva do incêndio ocorrido a 4 de maio, foi um pequeno fogo, devidamente localizado e circunscrito, que ocorreu na tarde do dia 10 de maio, quando se trabalhava nas limpezas de remoção dos detritos do incêndio, onde foi usado um equipamento usual nesses tipos de trabalhos (maçarico) e que, internamente, foi prontamente resolvido pelos funcionários do HDES no âmbito do exercício das suas funções. Não obstante, o Agente da PSP que se encontrava no exterior do local onde decorriam os trabalhos de limpeza e remoção, entendeu, por sua iniciativa, solicitar a intervenção dos bombeiros, o que, como refere a peça, não foi necessário, porquanto, a situação foi controlada e extinta pelos próprios operários que estavam a desempenhar as tarefas de desmontagem e remoção. Tratou-se, assim, de trabalhos programados para uma área técnica do hospital, pelo que não existiu um novo foco de incêndio, mas sim uma consequência normal dos trabalhos que estavam a ser realizados e que deram origem a uma interpelação da Corporação de Bombeiros, por parte de Agente da PSP, que no local constataram que efetivamente não havia qualquer fogo que justificasse a sua intervenção.
Em conformidade com o exposto, realçando-se a justeza da resposta dada ao V. jornalista, bem como a comprovada desadequação do título da peça em causa, objetivamente difamatório e alarmista, vem o Conselho de Administração do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPER, ao abrigo do disposto no artigo 25º da Lei nº 2/99, de 13 de janeiro (Lei de imprensa) exercer o seu direito de RESPOSTA E RECTIFICAÇÃO, o que deverá seguir os termos e requisitos constantes do artigo 26º do diploma em causa.
Mais se requer que a presente resposta e retificação seja publicada com o mesmo destaque dado à notícia em causa, quer a nível de paginação quer ainda a nível de imagem utilizada na V. peça jornalística.”

Manuela Gomes de Menezes
A Presidente do Conselho de Administração

Presidente do Conselho de Administração do HDES desmentida por Bombeiros

Manuela Gomes de Menezes negou à comunicação social a existência de um foco de incêndio que terá ocorrido no passado dia 10 de maio. Bombeiros dizem que foram chamados e informados

Manuela Menezes (segunda a contar da esquerda) disse na conferência que “não houve” um segundo foco de incêndio © DL

O jornal Diário da Lagoa (DL) marcou presença na segunda conferência de imprensa do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), no passado dia 15 de maio, depois de na primeira conferência, que aconteceu no dia oito, ter recusado participar perante a informação recebida no próprio dia de que não haveria direito a questões.

Nesta segunda conferência, agora com direito a perguntas, perante uma denúncia feita ao nosso jornal de que tinha existido um segundo foco de incêndio no final de tarde do dia 10 de maio, questionou-se a presidente do Conselho de Administração do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), Manuela Gomes de Menezes.

“É verdade que foi necessário chamar os bombeiros na semana passada porque houve um novo foco de incêndio que não foi conhecido?”, questionou o Diário da Lagoa.

“Não, não houve nenhum foco de incêndio. Não houve”, respondeu Manuela Menezes perante os jornalistas presentes e respetiva comunicação social.

O DL, perante a resposta que negava a denúncia, questionou por e-mail ainda os Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada no passado dia 17 de maio. A corporação viria a dar resposta também por e-mail no dia 20 de maio.

“No dia 10 de maio, pelas 18h35, houve contacto para o nosso Centro de Comunicações e Operações para incêndio na área técnica dos grupos geradores do Hospital do Divino Espírito Santo”, começa por afirmar o comandante do corpo de Bombeiros de Ponta Delgada, Nuno Barbosa.

“A saída dos meios do nosso quartel sede ocorreu pelas 18h37, num total de duas viaturas e quatro bombeiros”, prossegue o comandante.

“À chegada ao local os bombeiros foram informados acerca de um pequeno foco de incêndio que havia sido prontamente extinto por operários que desenvolviam trabalhos de corte para desmontagem dos grupos geradores danificados durante o incêndio do passado dia 04 de maio”, conclui o responsável.

A presidente do Conselho de Administração do HDES, Manuela Gomes de Menezes, terá assim negado aos jornalistas a existência de um foco de incêndio, que terá ocorrido no dia 10 de maio depois do incêndio que deflagrou nas instalações do hospital de Ponta Delgada na primeira semana de maio.

Incêndio deflagra no Hospital Divino Espírito Santo

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O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, deparou-se na manhã deste sábado, 4 de maio, com um alerta de incêndio.

De acordo com um comunicado do HDES, “o foco de incêndio foi detetado no piso 1 e foi acionado o plano de emergência do hospital e estão a ser tomadas todas as medidas previstas no mesmo”.

Uma fonte a que o Diário da Lagoa teve acesso, começou por avançar que o incêndio “terá começado na casa das máquinas e alastrou-se”, sendo que terá tido origem no quadro elétrico do hospital.

Os utentes inicialmente começaram a ser transportados para o exterior do hospital e os Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada chegaram ao local onde estiveram a combater o incêndio. Posteriormente os Centros de Saúde em São Miguel começaram a acolher utentes, bem como o hospital CUF Açores, na Lagoa, e a Clínica do Bom Jesus em Ponta Delgada.

© DL

O maior hospital da região, acabou depois por publicar na sua página de Facebook um comunicado a informar que “o Serviço de Urgência, o Bloco Operatório e o Bloco de Partos” estavam encerrados e a apelar “a todos os utentes em situação de urgência” que se dirigissem ao hospital da cidade da Lagoa.

A secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, por volta das 12h30, em declarações à RTP Açores afirmou que “o perigo deste incêndio deve-se a dois factos. O primeiro, por estar em causa o fornecimento de energia ao hospital. O segundo, pela questão do fumo que, entretanto, propagou em diversas áreas do hospital”, enquanto salientou que “felizmente não há vítimas, nem há quem corra qualquer perigo de vida”.

“A nossa preocupação é garantir a segurança de todos os doentes que estão no hospital e, também, da população da ilha de São Miguel que — ainda para mais neste fim de semana — o seu número está muito acima do que é habitual”, esclareceu a secretária regional.

Mónica Seidi avançou, ainda, que o Governo regional dos Açores está em contacto com a USISM, com os Centros de Saúde da ilha de São Miguel, com o hospital da CUF Açores e com a Clínica do Bom Jesus. Também já se procedeu à transferência de doentes que estavam internados na unidade de cuidados intensivos, na unidade de neonatais, cuidados intermédios e paliativos. As urgências nos Centros de Saúde estão a funcionar durante 24 horas também.

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Às 16h11 o incêndio foi dado como extinto. Segundo o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Rui Andrade, estiveram envolvidos na operação 104 bombeiros, 26 ambulâncias e 18 veículos de combate a incêndios. Há a registar nove feridos ligeiros em resultado do combate ao incêndio, todos bombeiros.

Notícia atualizada ao longo deste sábado.