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José Manuel Bolieiro inaugura Presépio e Árvore de Natal da Presidência em cerimónia intergeracional

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, inaugurou na passada sexta-feira, 12 de dezembro, o Presépio e a Árvore de Natal da Presidência do Governo, numa cerimónia que decorreu no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, e que se destacou pela proximidade e pelo convívio entre diferentes gerações.

O líder do executivo regional, acompanhado pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, recebeu cerca de 45 elementos da Casa do Povo de Arrifes. O grupo incluía crianças do Centro Intergeracional e utentes das valências de Centro de Dia e Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), cumprindo a tradição natalícia de abrir o Palácio à comunidade.

Nos jardins da residência oficial, junto ao Presépio, Bolieiro dirigiu uma mensagem a todos os açorianos, nas nove ilhas e na diáspora, sublinhando o significado da quadra como um tempo de amor e esperança.

“Estamos num período natalício que nos convoca para o melhor espírito que o nascimento do Menino Jesus nos coloca à flor da pele: o amor e a esperança”, afirmou o presidente do Governo regional.

Referindo-se à importância de abrir o Palácio à comunidade, o governante destacou o simbolismo do encontro entre crianças e idosos, valorizando o calor humano e a partilha intergeracional. “É com enorme agrado que, cumprindo a tradição da árvore de Natal na Presidência do Governo, recebemos crianças e idosos para celebrar, para os receber com calor e carinho, neste Palácio de Sant’Ana”, acrescentou.

Num contexto internacional de instabilidade, José Manuel Bolieiro apelou ainda à paz, ao bom convívio e à união, defendendo que o respeito, o carinho e o amor ao próximo são essenciais para a superação de problemas.

A cerimónia contou também com a presença da presidente da Direção da Casa do Povo de Arrifes, Lurdes Massa, do presidente da Junta de Freguesia de Arrifes, Miguel Sousa, e dos funcionários do Palácio de Sant’Ana.

Bolieiro afirma que a região é um “Centro de Gravidade” no Atlântico e pede maior responsabilidade europeia na defesa

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu esta quarta-feira, 10 de dezembro, em Ponta Delgada, que o arquipélago assume uma posição geoestratégica determinante para a segurança global, devendo ser reconhecido como um “centro de gravidade entre a Europa, a América e África” e não uma periferia.

O líder do executivo açoriano sublinhou a necessidade de uma maior articulação entre as políticas de segurança, defesa e coesão territorial, alertando que “o Atlântico volta a ser um eixo estratégico decisivo” e instando a União Europeia a fortalecer a sua capacidade de ação no panorama transatlântico.

A intervenção de José Manuel Bolieiro ocorreu na sessão solene de abertura do nono Curso Intensivo de Segurança e Defesa (CISEDE), promovido pelo Instituto da Defesa Nacional, que regressa à Região, um facto que o governante não considera uma coincidência, refletindo a importância estratégica dos Açores.

O líder do executivo regional enquadrou o curso num momento de profundas mudanças geopolíticas, onde o Atlântico Norte concentra rotas essenciais, infraestruturas críticas e dinâmicas de projeção de forças, sendo também um espaço de crescente competição entre grandes potências. Bolieiro classificou o mar como, simultaneamente, “fronteira de risco e reserva de futuro”, defendendo que a abordagem à segurança deve ir além da dimensão estritamente militar e integrar áreas como portos, aeroportos, comunicações, ciência, tecnologia e investigação.

O Presidente do Governo regional salientou que, embora os Estados Unidos continuem a ser o “pilar central da defesa coletiva ocidental”, é fundamental que a Europa assuma maior responsabilidade pela sua própria segurança. “A NATO continua indispensável, mas a União Europeia tem de fortalecer a sua capacidade de ação”, declarou.

Bolieiro destacou ainda o papel da Base das Lajes, afirmando que é “muito mais do que uma infraestrutura militar”, constituindo um ativo central em cenários de apoio logístico, patrulhamento marítimo e resposta a crises no Atlântico.

O governante defendeu também a importância de investimentos com dupla utilização, militar e civil, apontando para a modernização dos portos, o reforço da vigilância marítima, o desenvolvimento de capacidades espaciais em Santa Maria e a expansão das comunicações seguras. “Cada euro investido nos Açores é também um investimento em segurança europeia e em coesão territorial,” afirmou, defendendo que o exercício do poder político deve respeitar o princípio da subsidiariedade e as competências próprias da Região Autónoma.

José Manuel Bolieiro sublinhou que a coesão territorial deve ser encarada como um pilar da segurança, alertando que territórios com fraca conectividade e poucas oportunidades económicas se tornam mais vulneráveis. “Uma estratégia de defesa que ignore as pessoas fragiliza-se a médio prazo,” advertiu. O presidente do Governo Regional concluiu que os Açores podem ser um exemplo de coerência no quadro europeu, lembrando a citação de Vitorino Nemésio sobre como “a geografia vale outro tanto como a história” no arquipélago, e reiterando que a segurança da Europa começa “muito para lá do seu continente”.

Jorge Rita exige previsibilidade financeira e Governo dos Açores responde com calendário de pagamentos para 2026

Presidente da Associação Agrícola de São Miguel alertou para os pagamentos em atraso e a necessidade de incentivos fiscais para jovens agricultores, ao que o presidente do Governo dos Açores respondeu com o anúncio de 24 milhões de euros em fundos comunitários e o compromisso de negociar um calendário de pagamentos para 2026

© CLIFE BOTELHO

A abertura oficial do Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono, no Recinto da Feira de Santana, concelho da Ribeira Grande, ficou marcado esta sexta-feira, 28 de novembro, pelos discursos do presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), Jorge Rita, e do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, sobre a sustentabilidade do setor agrícola açoriano.

Jorge Rita exigiu o fim dos atrasos nos pagamentos de ajudas e uma política de incentivo fiscal para os jovens agricultores açorianos, ao que o presidente do Governo regional dos Açores respondeu com o anúncio de fundos comunitários e um compromisso de maior previsibilidade financeira para 2026.

O presidente da AASM iniciou o seu discurso elogiando a “extraordinária qualidade” da produção regional, que lidera todos os rankings da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal. Contudo, realçou que este desempenho não se reflete de forma justa no rendimento dos agricultores, criticando a falta de agressividade comercial e a necessidade de se promover a marca Açores de forma mais consistente.

O líder associativo apontou o que considera ser um grave problema social, nomeadamente a dificuldade em atrair jovens para um setor que exige “dedicação 365 dias por ano”. Para reverter a situação, defendeu que, além do reforço das ajudas, é crucial “reduzir as questões fiscais” e eliminar a alegada discriminação nas ajudas nacionais. A reivindicação mais urgente centrou-se nos pagamentos em atraso, tendo Jorge Rita exigido a calendarização das ajudas para que os produtores tenham previsibilidade, enquanto sublinhou que cumprem “à risca” os seus compromissos fiscais e com a Segurança Social, enquanto esperam a mesma retidão por parte do Governo dos Açores.

© CLIFE BOTELHO

Já o presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro, no seu discurso, reconheceu que o atraso nos pagamentos o deixa “comovido e incomodado”, prometendo um esforço para cumprir os compromissos. O principal anúncio de investimento foi a abertura, a partir de dezembro, do PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, com a disponibilização de 24 milhões de euros em investimentos distribuídos mensalmente ao longo de seis meses “para assegurar pagamentos a tempo e horas”.

Em resposta às críticas de burocracia, o presidente do executivo açoriano anunciou medidas de simplificação, incluindo o aumento da taxa de comparticipação de 75% para 85%, a eliminação dos limites máximos de investimento e a eliminação da exigência de estudos económicos, visando melhorar a liquidez dos empresários. Adicionalmente, anunciou e destacou o reforço de dois milhões para candidaturas no programa VITIS, financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Garantia, incentivando a diversificação da vitivinicultura.

Face aos atrasos nos pagamentos, o governante assumiu o compromisso de negociar um calendário de pagamentos: “Nós vamos negociar um calendário de pagamentos para 2026, para que dê previsibilidade, estabilidade e regularidade nos pagamentos,” assegurou. O discurso terminou com o reconhecimento do papel essencial dos agricultores açorianos como “jardineiros do nosso ambiente” e um elogio ao “hoje Comendador Jorge Rita” pela sua capacidade de “diálogo e crítica construtiva”.

Aprovado orçamento dos Açores para 2026

© MIGUEL MACHADO/GRA

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores aprovou esta quinta-feira, 27 de novembro, em votação final global, o Orçamento da região para 2026.

Em declarações no final da sessão, o presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, manifestou “satisfação” com o resultado, afirmando que a decisão “salvaguarda os interesses dos açorianos e da Região Autónoma dos Açores” e garante a estabilidade política e orçamental necessária para um ano que descreve como “particularmente decisivo” para o arquipélago.

O líder do executivo açoriano deixou uma palavra de reconhecimento aos deputados que viabilizaram o documento, valorizando a responsabilidade demonstrada, e sublinhou que o processo parlamentar voltou a evidenciar “humildade democrática” e a força do diálogo político, uma vez que propostas de alteração provenientes de diferentes partidos foram aprovadas quando acrescentavam valor e mantinham a coerência do orçamento.

Para José Manuel Bolieiro, este método reforça a legitimidade de um documento construído “com visão, consistência e sentido de futuro”.

O presidente do Governo sublinhou que os Açores atravessam um momento que exige escolhas responsáveis, suportadas por recursos finitos mas orientados por prioridades claras.

O governante reafirmou que o executivo segue uma visão para a região assente na confiança dos cidadãos, na valorização das nove ilhas e no papel estratégico que o arquipélago assume no Atlântico.

Para José Manuel Bolieiro, a autonomia vive hoje um “tempo de oportunidade”, num contexto em que a relevância geoestratégica dos Açores para Portugal e para a Europa deve traduzir-se em investimentos concretos e retornos efetivos para a economia regional.

O presidente do Governo chamou a atenção para o peso excecional dos fundos comunitários, em especial do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cuja execução considera complexa e exigente.

“Esta votação revela sentido de responsabilidade num ano que vai exigir muito de todos nós”, afirmou, acrescentando que preferia que todas as forças políticas encarassem este desafio com “boa interpretação do interesse dos Açores”.

O responsável adiantou ainda que os fundos europeus em curso são determinantes na modernização das infraestruturas, na criação de oportunidades económicas, na valorização das ilhas e no bem-estar das famílias.

“Fizemos sempre o possível, com enorme esforço e com a escassez de recursos que tínhamos”, referiu, argumentando que foram alcançados resultados concretos na economia, na sustentabilidade das empresas e na recuperação da saúde pública.

Medidas estruturantes, como a redução fiscal, os apoios sociais, o investimento em creches gratuitas ou os complementos de pensão, têm tido impacto direto na vida das pessoas e são expressão de um novo paradigma político, realçou.

O presidente do Governo dos Açores concluiu assumindo que quer “sempre mais e melhor” para os Açores, mas observou que o Governo tem o mérito de, na comparação com o passado, ter conseguido avanços relevantes em áreas centrais para a Região.

“Com tanto contexto e dificuldade, o que fizemos, fizemos porque nos esforçámos muito e fomos competentes”, afirmou, concluindo que, apesar do muito já alcançado, permanece o compromisso de continuar a fazer mais: “Tanto feito, tanto para fazer”.

Governo regional surpeendido pela decisão da Ryanair de deixar de voar para os Açores

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A Ryanair vai deixar de voar para os Açores a partir de março de 2026. A decisão foi avançada pela companhia aérea de baixo custo no seu site online. A transportadora diz que os Açores vão perder seis rotas e 400 mil passageiros. A decisão deve-se ” às elevadas taxas aeroportuárias (definidas pelo monopólio aeroportuário francês ANA) e à inação do Governo português, que aumentou as taxas de navegação aérea em +120% após a Covid e introduziu uma taxa de viagem de 2€, numa altura em que outros Estados da UE estão a abolir taxas de viagem para garantir o crescimento de capacidade, que é escasso”.

Em comunicado, a Ryanair diz que “o monopólio da ANA não tem qualquer plano para aumentar a conectividade de baixo custo com os Açores. A ANA não enfrenta concorrência em Portugal – o que lhe permitiu obter lucros monopolistas, aumentando as taxas aeroportuárias portuguesas sem qualquer penalização – numa altura em que aeroportos concorrentes noutros países da UE estão a reduzir taxas para estimular o crescimento”. 

O Governo dos Açores já reagiu à notícia. Em comunicado, a secretaria regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas “manifesta surpresa perante o comunicado oficial da Ryanair emitido hoje relativamente à operação para a Região Autónoma dos Açores, porquanto a Visit Azores acompanha atentamente a operação dessa companhia aérea na Região”.

O executivo garante que a Visit Azores “está ativamente empenhada e a manter contactos diretos e regulares com a Ryanair, pelo que o comunicado emitido hoje é entendido como extemporâneo, contrariando inclusivamente notícias e declarações recentes do CEO da companhia em que afirmava a vontade de investir nos Açores e reativar a base operacional em Ponta Delgada”.

A Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas mantém-se expectante relativamente ao trabalho que está a ser desenvolvido pela Visit Azores, reconhecendo que “decorre um complexo processo de interação, que envolve várias entidades, e sinalizando, porém, que há, hoje, como já aconteceu em situações passadas, questões alegadamente relacionadas com taxas aeroportuárias e ETS alheias à região”.

 

Governo regional vai adquirir 12 ambulâncias para os bombeiros dos Açores

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A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, através do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, adjudicou um concurso público para a aquisição de 12 ambulâncias de socorro, num investimento total de 880.860,00 euros. “Este esforço integra-se numa estratégia abrangente do Governo dos Açores, que visa modernizar, expandir e reforçar a frota de ambulâncias ao serviço dos diversos corpos de bombeiros do arquipélago” indica a nota de imprensa do executivo regional.

Para Alonso Miguel, secretário regional com a tutela da Proteção Civil nos Açores, “estas novas viaturas, equipadas com tecnologia de ponta para o transporte e prestação de cuidados de emergência médica, irão não só aumentar a capacidade de resposta às emergências, como também garantir melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde e bombeiros envolvidos nas operações de socorro”.

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, sob a tutela da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, desempenha um papel central na gestão do sistema de transporte terrestre de emergência médica nos Açores, sendo responsável por coordenar as operações de socorro e garantir a adequada prestação de cuidados de saúde extra-hospitalares em todo o território.

Para o governante, “a aquisição destas 12 novas ambulâncias representa mais um passo na consolidação do seu papel como entidade fundamental para a proteção e bem-estar da população açoriana”.

Alonso Miguel esclareceu que “este investimento se insere num plano mais vasto do Governo dos Açores, focado na melhoria contínua do Sistema de Proteção Civil Regional”.

“Ao dotar a Proteção Civil de meios mais modernos e eficientes, o Governo assegura que a resposta às emergências se torna cada vez mais rápida, eficaz e acessível a todos os habitantes das ilhas”, vincou.

A este investimento somam-se um conjunto de nove viaturas vermelhas, que incluem autotanques, prontos-socorros, Auto-Salvamentos, 19 Auto-comandos, nove ambulâncias de socorro, duas viaturas SIV e um reboque multivítimas, num investimento global previsto de 5,6 milhões de euros.

O secretário regional apontou que “todos estes investimentos representam um esforço financeiro significativo e refletem, de forma inequívoca, o firme compromisso do Governo regional dos Açores para com a melhoria das condições humanas e materiais dos corpos de bombeiros e com o reforço da capacidade de ação do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, em prol da proteção e salvaguarda das populações”.

Moradores dos apartamentos Quintas do Mar “estupefactos” com respostas do Governo regional

A falta de água, a degradação dos edifícios e a ausência de intervenções na manutenção dos apartamentos nas Quintas do Mar, em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, levaram os moradadores a denunciar a situação ao Diário da Lagoa. O caso levou o Bloco de Esquerda a questionar a Direção Regional da Habitação. No entanto, as respostas da tutela contradizem a versão dos moradores, que se dizem “estupefactos” com as explicações oficiais

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O Diário da Lagoa denunciou as queixas dos moradores nas Quintas do Mar, na vila de Rabo de Peixe, relativas à falta de manutenção nos apartamentos, falhas no abastecimento de água e às sucessivas ausências de resposta por parte da tutela. No seguimento da notícia veiculada pelo nosso jornal, o Bloco de Esquerda apresentou um requerimento ao Governo dos Açores com um conjunto de questões relacionadas com a insatisfação dos moradores.

Em resposta ao requerimento do Bloco de Esquerda, a Direção Regional da Habitação confirmou que “em dezembro de 2023, ocorreu uma avaria no grupo hidropressor (…) que condicionou o abastecimento de água em alguns apartamentos”.

Na sequência do sucedido, e face à necessidade urgente de reparar a bomba de água, a Direção Regional da Habitação optou “em dezembro de 2023, pela instalação de uma bomba provisória, por empréstimo, após contato com a empresa Sousa & Garcês”.

Mais acrescenta a DRH que, em durante o ano de 2024, foi “rececionada da administração do condomínio uma proposta para solução definitiva” que passava pela “instalação de uma central hidropressora com duas bombas, quadro elétrico e limpeza do reservatório”.

No final de 2024 aconteceu a passagem da gestão dos apartamentos para uma nova empresa de condomínio – a Loja do Condomínio (sem qualquer justificação conhecida para tal) –, tendo esta realizado uma “avaliação técnica em agosto de 2025 que concluiu que a pressão da rede pública era suficiente, chegando mesmo a ser excessiva para a tubagem existente”, motivo pelo qual foi decidido “desligar o grupo hidropressor e instalar um redutor de caudal”.

No mesmo requerimento, em resposta ao Bloco de Esquerda, a Direção Regional da Habitação adianta que “não foi confirmada a ocorrência de inundações por sobrepressão em maio de 2025” e assegura que a qualidade da água está em “conformidade legal para consumo humano”, acrescentando que as demais intervenções – portas, janelas, e remoção total do parque infantil – obedecem a uma “calendarização com início previsto durante o segundo semestre de 2025”.

No exercício do contraditório, o grupo de moradores que denunciou as ocorrências ao Diário da Lagoa em agosto passado, não escondeu a “estupefação” pelas respostas do Governo dos Açores/Direção Regional da Habitação ao requerimento do Bloco de Esquerda.

“Nunca tivemos bomba de água por empréstimo e estivemos várias semanas com falhas de água entre dezembro e janeiro de 2023. A empresa Sousa & Garcês é que conseguiu remediar a situação que permanece inalterada desde então. Mais recentemente surgiram novos problemas com a canalização a apodrecer e cheia de ferrugem. Por segurança, optaram por desligar a bomba sem avisar os moradores e colocaram um redutor de caudal. Só demos por isso porque a pressão da água não era suficiente para tomar banho porque os esquentadores não disparavam”, explicaram os moradores quando contactados pelo Diário da Lagoa.

“Por que motivo o Governo não esclareceu porque alguns condóminos já pagaram por uma bomba nova que até hoje nunca foi instalada? Ou por que motivo menciona a pressão excessiva e nega a existência de inundações por sobrepressão quando, pelo menos quatro condóminos, queixaram-se (e reportaram à DRH) de inundações nos seus apartamentos por rebentamento da canalização? E por que um técnico da DRH esteve a fazer um levantamento dos danos? E por que remeteram respostas para os contratos em vigor e, passados quatro meses, nenhuma resposta oficial foi dada às queixas apresentadas?”, questionam os mesmos moradores.

Lamentaram ainda que “pouco ou nada tenha sido dito quanto à substituição das portas partidas, nichos de água, luz e gás sem segurança, remoção do parque infantil que se encontra em precárias condições há vários anos, infiltrações várias desde o segundo andar às garagens ou falta de proteção do quadro elétrico na garagem”.

No mesmo dia em que o Governo dos Açores emitiu a resposta ao requerimento do Bloco de Esquerda, a EDA notificou o condomínio que o fornecimento de eletricidade relativo às áreas comuns dos prédios sitos às ruas da Misericórdia, Providence, Hamilton e Bermudas seria interrompido por falta de pagamento de faturas vencidas.

Governo dos Açores reforça compromisso com agricultores e garante continuidade dos apoios

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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu esta quinta-feira,  27 de março, em audiência os novos corpos sociais da Associação Agrícola de São Miguel (AASM) e da Cooperativa União Agrícola (CUA), liderados por Jorge Rita.

Em nota de imprensa, o líder do executivo açoriano destaca o papel estratégico destas instituições, enaltecendo o trabalho desenvolvido em prol da sustentabilidade e valorização da agricultura nos Açores.

“Deixo uma palavra de gratidão pela competência e o trabalho desenvolvido, que tem sido fundamental para a sustentabilidade dos nossos empresários agrícolas”, afirma, sublinhando ainda que “a afirmação da qualidade e da excelência da cadeia de valor resultante do produto agroalimentar tem a ver com a excelência do trabalho realizado”. 

José Manuel Bolieiro assegura que a agricultura vai continuar a ser uma prioridade no quadro orçamental do Governo dos Açores, garantindo que “os apoios são para manter” e que “não haverá novamente o regresso dos rateios” – uma referência às medidas adotadas por anteriores governos que levaram à redução dos subsídios agrícolas.

O governante reforça que a estabilidade e previsibilidade dos apoios financeiros são essenciais para garantir a continuidade e o desenvolvimento do setor. 

O executivo açoriano diz manter um diálogo permanente com a União Europeia para garantir o reforço dos fundos do POSEI, um programa de apoio à produção agrícola nas regiões ultraperiféricas.

“Estamos a trabalhar para que o POSEI disponha de meios suficientes para assegurar os apoios justos e devidos à economia produtiva regional”, explicou José Manuel Bolieiro, acrescentando que, para 2025, o Estado português assumirá um financiamento de aproximadamente 16 milhões de euros. 

No decorrer da reunião, ficou também estabelecido um compromisso para a realização de encontros regulares, de forma a garantir um acompanhamento próximo das necessidades do setor e a previsibilidade dos pagamentos dos apoios financeiros. 

Jorge Rita, que recentemente foi reeleito para o seu último mandato à frente da AASM e da CUA, considerou a reunião produtiva e mostrou-se satisfeito com as garantias dadas pelo Governo dos Açores.

“O Governo continua a ser um parceiro essencial dos agricultores”, afirmou, realçando a importância do diálogo entre as entidades representativas do setor e o executivo açoriano. 

O encontro reforçou a relação de cooperação entre o Governo dos Açores e os agricultores açorianos, num momento em que a estabilidade e o fortalecimento do setor são fundamentais para a economia da Região.

Secretária do Turismo destaca investimento em infraestruturas turísticas sustentáveis

© SRTMI

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, destacou, este sábado, 22 de março, a “importância crescente do investimento no turismo dos Açores, não só pelas oportunidades que daí surgem, mas também pela linha de desenvolvimento sustentável que o Governo tem vindo a trilhar ao longo da sua atuação”.

Berta Cabral falava, em representação do presidente do governo, na cerimónia de inauguração do Azores Homes Resort & Spa, uma nova infraestrutura de alojamento turístico localizado na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada.

Este é um investimento com características específicas, da responsabilidade de um emigrante açoriano que, segundo a governante, “identificou nos Açores uma oportunidade no setor do turismo e concretizou o seu investimento num ‘resort’ direcionado para o segmento familiar, um nicho estratégico e com grande potencial de crescimento”.

A titular da pasta do Turismo realça que “o momento escolhido para o investimento não poderia ser mais oportuno, uma vez que a procura por alojamento tem aumentado, e o turismo nos Açores tem registado um crescimento sustentável e sustentado, desde a pandemia, com subidas significativas em 2022, 2023 e 2024”, evidenciando que os proveitos do setor têm superado o crescimento das dormidas, o que demonstra a criação e retenção de valor na região.

Berta Cabral frisou, ainda, que “o turismo tem tido na região um impacto transversal expressivo na economia, sendo um dos setores que mais impulsiona o desenvolvimento de outras atividades, gerando emprego para quase 20 mil pessoas, correspondendo a mais de 17% da população ativa”.

Em paralelo, a governante relembrou a importância do aumento dos transportes aéreos na procura turística pelo arquipélago.

“Os Açores possuem atualmente uma forte conectividade aérea com o exterior, recebendo visitantes de diversas nacionalidades ao longo do ano. Existem mais de 14 companhias aéreas a operar na região, incluindo TAP e SATA, além de outras transportadoras internacionais, que ligam os Açores a mercados-chave da Europa e dos Estados Unidos e Canadá, exemplificando com as frequências diárias de voos para Nova Iorque, Boston, Toronto, entre outros, refletindo claramente o crescente interesse pelo destino”, disse.

Em resultado, a atratividade da região também se evidencia pelos reconhecimentos internacionais.

“Os Açores são a única região do mundo com certificação ouro de sustentabilidade pela Earthcheck e foram eleitos o melhor destino de aventura do mundo em 2023 e 2024. A combinação de natureza exuberante e oferta turística estruturada confere aos Açores uma posição privilegiada no mercado global do turismo”, prosseguiu a responsável da tutela do Turismo.

Berta Cabral destacou, por seu turno, que é também na aposta no turismo de longa duração, tendência em crescimento, que se está a reduzir a sazonalidade e a atrair mais visitantes durante todo o ano.

“O novo empreendimento pode responder a esta necessidade, oferecendo alojamento adequado a famílias que viajam com crianças e familiares próximos, proporcionando-lhes privacidade e conforto”, asseverou.

Berta Cabral terminou a sua intervenção desejando, em nome do Governo dos Açores, votos de sucesso para o empreendimento e um apelo à continuidade do investimento na Região, deixando o repto de que “os Açores oferecem condições ideais para negócios sustentáveis que contribuam para a dinamização do crescimento económico e social” do arquipélago.

José Manuel Bolieiro destaca “crescimento sustentável e qualidade” dos Açores

© MIGUEL MACHADO/GRA

A abertura da Better Tourism Lisboa (BTL) 2025 decorreu esta manhã, 13 de março, onde marcou presença o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, acompanhado pela secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral.

O presidente do executivo açoriano, destacou o crescimento sustentado e qualitativo do turismo na Região Autónoma dos Açores.

“Os Açores têm muito potencial para crescer em termos de quantidade, mas temos tido um crescimento consistente e, sobretudo, qualitativo”, afirmou José Manuel Bolieiro, sublinhando que a região tem apostado na qualidade, na excelência e na certificação dos produtos e atividades turísticas, assegurando um maior valor acrescentado para os operadores.

O Governo regional, em nota de imprensa enviada às redações, salienta que os números de 2024 são “prova do sucesso do turismo nos Açores. Pela primeira vez, o arquipélago registou mais de 4,2 milhões de dormidas, representando um crescimento de 12,4% face a 2023 e de 27,6% face a 2022”.

“Os proveitos na hotelaria ultrapassaram os 187 milhões de euros, um aumento de 46% em relação a 2022, enquanto o Turismo em Espaço Rural superou os 18 milhões de euros. No total, os proveitos turísticos ultrapassaram os 200 milhões de euros, reforçando a notoriedade e competitividade da região a nível internacional”, lê-se na nota do governo açoriano.

O líder do Governo regional destacou igualmente a distinção dos Açores como o primeiro arquipélago do mundo a obter o Nível Ouro da certificação de “Destino Sustentável” pela Earth Check, alcançada em 2024. Nos últimos dois anos, a região também foi eleita como o “Melhor Destino de Turismo de Aventura do Mundo” e “da Europa” pelos World Travel Awards.

“Somos o primeiro arquipélago no mundo certificado como ‘Destino Sustentável’, já com o Nível Ouro”, frisou o governante.

José Manuel Bolieiro sublinhou ainda que a sustentabilidade está no centro do desenvolvimento turístico regional, beneficiando tanto residentes como visitantes.

“Defendemos que o turismo só é bom enquanto for bom para quem nos visita, mas, acima de tudo, enquanto for bom para quem cá vive”, destacou.

Durante a sua visita à BTL, o presidente do Governo dos Açores percorreu as quatro dezenas de stands das 37 empresas e agentes de turismo regionais presentes no evento, bem como os espaços representativos dos 19 municípios dos Açores, evidenciando a importância da colaboração entre o setor público e privado para o crescimento sustentado da atividade turística.

O ministro da Economia, Pedro Reis, também visitou o Stand dos Açores e destacou a região como um exemplo a seguir na estratégia do turismo nacional.

“Os Açores são uma potência em crescimento e um caso de sucesso na aposta num turismo de qualidade, sustentável e diferenciador. Este é um modelo que devemos valorizar e replicar”, afirmou Pedro Reis.

O presidente do Governo reforçou, por fim, que o crescimento dos proveitos tem superado o das dormidas, evidenciando a aposta na qualidade do destino.

“Estamos a crescer mais em qualidade do que em quantidade. Esse é um fator de enorme relevância para a sustentabilidade do destino e para nos prepararmos para um futuro cada vez mais competitivo”, finalizou.