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Nevoeiro

Beatriz Moreira da Silva

Enquanto não houve descanso,
o céu chorava dias cinzentos;
Seríamos nós os aplausos d’tempestade;
a conta gotas de pingas d’gente.

Talvez fosse prova d’nevoeiros,
ou trovoadas de raiva d’interesseiros;
Escassez de um nada que sempre tropeçou no mundo;
Não é assim tão estranho ser-se meio gente quando não se vê o profundo.

Enquanto não houve nada,
as estrelas sussurravam;
d’que nos pertence surgirá sempre consequente;
d’aquilo que abraçamos no escuro com a força d’que estamos seguros.

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