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Câmara de Ponta Delgada exige limpeza de grotas ao Governo regional

© CM PONTA DELGADA

Numa visita, realizada nesta sexta-feira, às freguesias mais afetadas pela intempérie, o presidente da câmara de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, em comunicado, assegura que verificou “a existência de troncos de árvores, pneus e outros tipos de resíduos de considerável volume” em algumas das grotas que “causaram alarme à população” e “sérios constrangimentos a diversas famílias”.

Pedro Nascimento Cabral, exige assim que o Governo regional proceda a um reforço dos trabalhos de limpeza e desobstrução das grotas do concelho de forma a prevenir novas inundações e salvaguardar a proteção de pessoas e bens em futuras intempéries.

“As zonas e linhas de águas de risco estão já identificadas e aquilo que a câmara municipal apenas exige é que o Governo regional faça a sua parte, no âmbito da limpeza eficaz e permanente a que deve proceder sobre estas ribeiras e grotas”, asseverou o autarca.

“Atrevo-me a dizer que, apenas por milagre, não têm resultado vítimas mortais deste tipo de eventos. Por isso, é urgente que o Governo dos Açores atue já e previna situações de catástrofe ao longo dos próximos meses, onde existe a previsão de novos eventos com chuvas torrenciais e fenómenos que colocam em risco a população”, alertou o presidente do município, depois de visitar as freguesias das Capelas, Santo António, Remédios, Ajuda da Bretanha e Mosteiros.

“A câmara municipal está, de facto, disponível para articular com a administração regional ações neste campo. Nós não podemos é, no momento em que nos encontramos, depararmo-nos com as ribeiras sem estarem devidamente limpas e desobstruídas”, vincou, acrescentando que o trabalho de limpeza das linhas de água precisa de ser efetuado de forma regular e constante.

“Desde o primeiro minuto que as equipas da câmara municipal têm estado junto das populações e, nos encontros reiterados com as pessoas, detetamos a existência de várias situações que carecem de uma intervenção concreta. Precisamos efetivamente de desenvolver mecanismos de cooperação com o Governo, que tem de fazer a sua parte no que toca à proteção das nossas encostas e à limpeza das margens e leitos dos nossos cursos de água”, reforçou o presidente da autarquia de Ponta Delgada.

O executivo garante que tem estado “em contacto permanente com estas famílias, uma delas já realojada numa casa que é propriedade do município”.

“Estamos a proceder ao levantamento de dados e de todos os prejuízos sociais, em ordem a perceber que enquadramento poderão ter as situações destes agregados familiares no âmbito dos novos termos do Regulamento Municipal de Apoio à Habitação Degradada”, frisou o autarca.

O executivo camarário realça, ainda, que promoveu este ano alterações ao regulamento, que passou a contemplar uma nova tipologia de apoio destinada à habitação degradada por danos resultantes de situações de intempérie, calamidade, catástrofe natural ou incêndio.

O valor máximo desse apoio foi fixado em 25 mil euros e, conforme esclareceu Pedro Nascimento Cabral, e é aplicado a candidatos em que as casas afetadas se constituam como habitações próprias permanentes, abrangendo agregados familiares cujo valor do rendimento mensal ‘per capita’ seja igual ou inferior a 125 por centro do Indexante dos Apoios Sociais”.

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