Log in

Avelino Meneses afirma que entendimentos dos governos Regional e da República sobre avaliação no ensino básico “não são completamente coincidentes”

Avelino Menezes educação açores-

O Secretário Regional da Educação e Cultura reconheceu, em Lisboa, que os entendimentos entre os governos da República e dos Açores sobre a anunciada avaliação das aprendizagens no ensino básico “não são completamente coincidentes”.

Avelino Meneses salientou, no entanto, que “o alinhamento entre as práticas de avaliação da Região e do país é útil, mesmo indispensável, porque em épocas cruciais de prestação de contas impera a paridade com o padrão nacional”.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, o governante açoriano referiu que “por uma tradição questionável e pela falta de dimensão, se renuncia à invenção de um modelo de avaliação externa próprio de cariz regional”.

Contudo, frisou o Secretário Regional da Educação e Cultura, os Açores “na generalidade” ficarão “próximos da adoção do modelo de avaliação externa que vigorará em Portugal”.

O Secretário Regional acrescentou, no entanto, que também se reconhecem “algumas desvantagens” nestas alterações, considerando que “a aplicação de um novo sistema ainda em 2015/2016 corresponde a uma mudança de regras a meio do processo de todo injustificável”.

Nesse sentido, salientou que teria “sido preferível manter o que há e iniciar os novos procedimentos no novo ano letivo, após a assimilação dos objetivos pelos agentes do Sistema Educativo”.

A calendarização das provas de aferição para a última semana de aulas ou na semana seguinte ao fim de aulas, segundo Avelino Meneses, “é também questionável”, já que “haverá demasiada interferência com o trabalho dos docentes envolvidos nas avaliações e nas provas finais”.

Para o Secretário Regional, “o provável conhecimento dos resultados após a atribuição das avaliações somativas de fim de ano não torna possível a integração dos resultados das provas de aferição, concretamente as do 5.º e 8.º anos, na avaliação interna dos alunos, com ponderação definível pelas escolas mediante parâmetros delimitados”.

Nestas circunstâncias, frisou Avelino Meneses, “nos Açores, no ano letivo 2015-2016, haverá provas finais de Português e de Matemática no 9.º ano de escolaridade, mas não se procederá à realização de provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade”.

No ano letivo 2016/2017, segundo Avelino Meneses, “o Sistema Educativo Regional adotará as alterações anunciadas a nível nacional, com provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade e provas finais no 9.º ano”, especificou.

A concretização deste propósito fica, entretanto, dependente da regulamentação dos procedimentos por parte do Ministério da Educação, afirmou o Secretário Regional.

Nesta primeira reunião entre Avelino Meneses e Tiago Brandão Rodrigues foram ainda analisados diversos temas do sistema educativo e da área do desporto.

DL/Gacs

Os leitores são a força do nosso jornal

Subscreva, participe e apoie o Diário da Lagoa. Ao valorizar o nosso trabalho está a ajudar-nos a marcar a diferença, através do jornalismo de proximidade. Assim levamos até si as notícias que contam.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

CAPTCHA ImageChange Image