Diversificação agrícola regista grande dinamismo e atrai jovens nos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou o dinamismo crescente que se tem registado ao nível da diversificação agrícola nos Açores, quer em termos de aumento da área de produção, quer ao nível da adesão de jovens agricultores, considerando que existe ainda muita margem para continuar a crescer de forma sustentável.

“Se atendermos aos últimos quatro anos, as áreas de produção relativas à diversificação agrícola declaradas no programa POSEI cresceram cerca de 40%”, revelou João Ponte, no final da visita a uma exploração de produção de hortícolas na ilha Terceira, salientando, ainda, que entre os 230 jovens que se instalaram pela primeira vez na agricultura no atual quadro comunitário, 25% optou por investir em áreas como a fruticultura, a horticultura e a floricultura, entre outras.

“A evolução do setor agrícola não se opera, portanto, apenas na bovinicultura, como várias vezes se tenta passar para a opinião pública, deturpando a realidade”, afirmou o Secretário Regional.

Para o titular da pasta da Agricultura, outro indicador relevante é o facto de as dotações do POSEI para a área da hortofruticultura terem vindo sempre a crescer, sendo que, desde o início desta legislatura, o aumento foi de quase 40%.

João Ponte revelou ainda que, na proposta de alteração deste programa para 2020, a Ajuda à Produção de Hortofrutiflorícolas e Outras Culturas contempla uma majoração de 10% aos produtores aprovados para a utilização dos regimes de Indicação Geográfica Protegida (IGP), de Denominação de Origem Protegida (DOP), ou certificados em Modo de Produção Biológico (MPB).

“A aposta na diversificação, não só enquanto fator inibidor de importações de géneros alimentares, mas também como exportador, constitui um meio para melhorar a rentabilidade da atividade agrícola, pelo que é desejável o reforço da aposta dos produtores nesta vertente agrícola”, frisou João Ponte.

Em implementação na Região está já o Plano Estratégico para a Agricultura Biológica, que tem como objetivo expandir as áreas de produção e a oferta de produtos agrícolas e agroalimentares, com benefícios ambientais, de saúde, mas, igualmente, ao nível de uma maior valorização das produções.

Paralelamente, já foi concluído o Plano Estratégico para a Apicultura nos Açores, um documento fundamental para o crescimento sustentável do setor do mel e para o desenvolvimento da agricultura, dado o contributo das abelhas enquanto polinizadoras naturais, mas também na polinização de outras plantas, preservando-as e, consequentemente, dando um contributo para o equilíbrio do ecossistema e a manutenção da biodiversidade.

João Ponte referiu que as áreas da horticultura e fruticultura também serão alvo de planos de ação, considerando que serão peças fundamentais para este setor continuar a crescer.

DL/Gacs

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