Depresão Julia faz-se sentir esta quarta-feira, dia 20 de fevereiro

Segundo o IPMA, a depressão JULIA deverá, às 00 TUC de quarta-feira (20 de fevereiro), encontrar-se centrada em 45.4N 37.6W a noroeste (NW) do arquipélago dos Açores, a uma distância de cerca de 860 km, com uma pressão atmosférica prevista no seu centro de 946 hPa, com deslocamento para este-nordeste (E/NE), provocando um aumento significativo da intensidade do vento e da agitação marítima em toda a região.

É esperado, na quarta-feira, vento com rajadas na ordem dos 110 km/h, durante a madrugada no grupo Ocidental, na madrugada e manhã no grupo Central e no grupo Oriental durante a tarde. Em relação à agitação marítima, as ondas deverão atingir os 7 a 8 metros de altura significativa nas ilhas do grupo Ocidental e os 6 a 7 metros no grupo Central.

A superfície frontal, com actividade moderada a forte, associada à depressão JULIA deverá provocar precipitação por vezes FORTE nas ilhas dos grupos Central e Oriental.

Entretanto a Autoridade Marítima Nacional e Marinha alertam para mar agitado e ondulação forte no arquipélago dos Açores a partir da madrugada de quarta-feira.

A previsão do estado do mar e do vento prevê um agravamento das condições meteorológicas e oceanográficas no arquipélago dos Açores (Depressão Júlia), entre a madrugada de quarta-feira e a madrugada de sexta-feira.

A agitação marítima será caracterizada por ondulação proveniente do quadrante oeste, com altura significativa que poderá atingir os 12 metros e período médio a variar entre os 14 e 16 segundos.

O vento poderá registar velocidades superiores a 72 km/h e rajadas acima de 110 km/h.

Assim, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha reforçam a recomendação, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.

Recomenda-se o reforço da amarração e vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas, bem como evitar passeios junto ao mar, de onde se destacam os molhes de proteção dos portos.

Aconselha-se igualmente que os marítimos mantenham um estado de vigilância permanente e o acompanhamento da evolução da situação meteorológica, dos avisos à navegação e de previsão meteorológica radiodifundidos pela Marinha relativos à previsão meteorológica do IPMA, bem como outras informações das capitanias sobre as condições de acesso aos portos, evitando sair para o mar até que as condições melhorem.

À população em geral que frequente as zonas costeiras, aconselha-se que se abstenham da prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como da prática de atividades lúdicas nas zonas expostas à agitação marítima, sendo essencial que assumam uma postura preventiva não se expondo desnecessariamente ao risco.

Caso exista absoluta necessidade de se deslocar até à orla costeira, deverá manter uma atitude vigilante.

Desaconselha-se vivamente a pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba nas frentes costeiras atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.

DL/IPMA

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