Defesa do património natural dos Açores é um “imperativo”

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou que a defesa do património natural dos Açores “é uma prioridade”, constituindo-se atualmente “como um imperativo”.

Avelino Meneses, que falava no seminário ‘As alterações climáticas e o património cultural’, adiantou que importa que saia deste fórum a mensagem de que “o património é a causa e é a casa de todos nós”.

Tudo isto, acrescentou, para que “se encontrem as melhores bases de entendimento e os melhores meios de intervenção”, para que se desenvolvam “políticas de profilaxia patrimonial que garantam a transmissão para o futuro da herança do passado”.

Para o Secretário Regional, nesse sentido, há que “insistir” no aprofundamento da investigação à luz do trabalho efetuado, por exemplo, por Afonso Chaves e José Agostinho, pelo que a existência da Universidade dos Açores “deve ser a garantia de que assim se faz e de que assim se fará”.

Avelino Meneses destacou ainda, numa altura em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, como “objetivo capital” a mobilização da juventude para a causa patrimonial, através, nomeadamente, da inclusão de temas do património cultural no ensino e na investigação.

Neste seminário, organizado pelo Governo dos Açores, através da Direção Regional da Cultura, sob tutela da Secretaria Regional da Educação e Cultura, cerca de uma dezena de especialistas debatem, ao nível da esfera pública regional, as consequências das alterações climáticas e os problemas daí decorrentes para o património cultural.

Inserindo-se nas iniciativas promovidas pela Direção Regional da Cultura no Ano Europeu do Património Cultural, que procuram pensar o património cultural na comunidade e construir um conceito de responsabilidade partilhada, o seminário ‘As Alterações Climáticas e o Património Cultural’ encerra um conjunto de três, cujo propósito foi o de debater na esfera pública regional questões relacionadas com património mundial da UNESCO, a fruição das infraestruturas culturais por um público mais vasto e diversificado, e a preservação e a salvaguarda do património para futuras gerações.

DL/Gacs

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