Centro de artes Arquipélago recebe exposição de Tomaz Borba Vieira

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O Centro de Artes Contemporâneas Arquipélago, na Ribeira Grande, em São Miguel, recebe, de 13 de março a 27 de junho, a exposição “’nós’ nas traves do sótão”, do pintor micaelense Tomaz Borba Vieira.

Os desenhos a tinta-da-china que vão ser exibidos surgem de um período de convalescença em que o artista “desenvolveu este corpo de trabalho olhando para as traves do teto do seu quarto”, explica a nota de imprensa enviada hoje pelo centro de artes.

“Na horizontal, o que Tomaz vê está acima dele, nas traves de madeira, onde começa a ver vida a acontecer. Os nós da madeira desenham figuras e ele passa-as para o papel”, lê-se na descrição do trabalho.

A obra apresenta “figuras antropomorfizadas, macacos e sereias, que convivem e se relacionam” e é visível “uma comunidade (um ‘nós)” que se forma no teto de madeira.

Entre as figuras há “fios ou linhas que ligam as várias personagens, há caminhos que se percorrem e possibilidades de sonhos”.

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A mostra “’nós’ nas traves do sótão”, acrescenta cinco obras a uma série de desenhos que foram lançados pela editora açoriana Letras Lavadas, numa caixa com dez gravuras em formato A3, que abre com o poema “O Circo da Espera”, de Renata Correia Botelho.

Tomaz Borba Vieira nasceu em 1938, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Estudou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, Arte Mural na Academia de Belas Artes de Florença, Pedagogia na Universidade de Lisboa e é mestre em Ciências da Educação pela Universidade de Boston.

Lecionou no ensino técnico, preparatório, secundário e superior, tendo passado por várias escolas de Ponta Delgada, pela Escola de Artes Decorativas António Arroio e pela Universidade dos Açores.

Enquanto artista, já apresentou o seu trabalho em cerca de 30 exposições individuais e 70 exposições coletivas. Fundou o Castelo – Centro Cultural, na Caloura, ilha de São Miguel, em 2005.

Tem publicados os livros “Herdar Estrelas” (2000), “Degrau de Perda” (2003), “O Carcereiro da Vila” (2008), “Navegação Interior” (2013) e “O Lugar da Maçã” (2019).

Foi-lhe atribuída a Insígnia Autonómica de Reconhecimento pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em 2006.

Lusa/ DL

Categorias: Cultura

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