Câmara de Lagoa assina “Declaração Lagoa – Governação Local para a Saúde”

A cidade de Lagoa, mais precisamente o Nonagon- Parque de Ciência e de Tecnologia de São Miguel, acolhe, ao logo do dia de hoje, 26 de outubro, o VII Fórum da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, associação parceira da OMS (Organização Mundial de Saúde), no âmbito do seu XXI aniversário.

Este evento bianual, este ano é subordinado ao tema “Governação para a Saúde”, e junta intervenientes na promoção da saúde a nível autárquico nacional.

Falando na sessão de abertura do evento, a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, destacou o facto deste fórum permitir, aos autarcas e técnicos, debater e trocar ideias, sobre o modo de atuação municipal nesta matéria, sendo uma oportunidade estimulo à definição de estratégias conjuntas de promoção da saúde.

No decorrer do fórum será assinada a “Declaração Lagoa – Governação Local para a Saúde”, onde constam 18 compromissos, um ponto alto para o município lagoense, que define a obrigatoriedade do cumprimento de algumas metas, referiu a autarca.

“Assumir a promoção da saúde como uma prioridade incute uma mudança na forma como as pessoas, as organizações e o poder local pensam, compreendem e tomam decisões sobre essa matéria tão importante para todos nós”, referiu Cristina Calisto.

A autarca lagoense recordou que o município de Lagoa aderiu à Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis, “por estar consciente que a saúde das pessoas que vivem nas cidades é altamente dependente das condições de vida e de trabalho; do ambiente físico; da realidade socioeconómica e da qualidade e acessibilidade aos serviços de saúde, sentindo a necessidade de dar resposta às mudanças ocasionadas pela globalização e pela aceleração da urbanização”.

Cristina Calisto destacou as apostas do município no desenvolvimento de medidas de saúde através do desporto, nomeadamente com a disponibilização de vários recursos e projetos: trilhos pedestres; circuitos de manutenção ao ar livre; “Projeto Sénior”; “Lagoa Ativa, Famílias em Movimento”; “Projeto Náutica/0” e aulas de natação gratuitas para todos os idosos dos centros de convívio.

Através de todas estas ações, o município de Lagoa desenvolveu um trabalho conjunto e colaborativo com vários grupos, associações e entidades sociais e desportivas do concelho que colaboram na promoção do desporto como um veículo para a adoção de estilos de vida saudáveis e de educação pessoal e cívica.

Por seu turno, o Presidente da Rede de Municípios Saudáveis, Joaquim Santos, recordou que são 21 anos de trabalho, num projeto que, de nove municípios fundadores, atingiam em 2018, 55 municípios associados, que abrange quase 40% da população, sendo objetivo da rede continuar a crescer.

Segundo referiu, nestes 21 anos, foram inúmeros os ganhos obtidos, tendo sido, igualmente, vários os objetivos alcançados.

Joaquim Santos recordou que a Rede tem incentivado a criação e desenvolvimento dos perfis de planos de desenvolvimento de saúde dos municípios associados, bem como apoiado a definição de construção de ferramentas de suporte, a avaliação e monitorização dos ganhos em saúde.

Sobre o tema deste fórum, o autarca considera um tema pertinente, tendo em conta a atual fase do panorama nacional, até porque, em 2019, comemora-se 40 anos do Serviço Nacional de saúde, o que considera ser tempo suficiente para analisar os ganhos e identificar insuficiências.

“A presença nos Açores deve também servir para perceber como a governação, na área da saúde, com competências próprias, potencia as políticas de saúde junto das populações”, realçou.

Falando igualmente na sessão de abertura deste Fórum, o Secretário Regional da Saúde destacou a relevância do envolvimento dos municípios na estratégia de promoção de hábitos de vida saudáveis dos cidadãos, onde frisou que “ninguém melhor do que o poder local para conhecer a realidade comunitária e responder de forma ajustada à realidade dos problemas e das potencialidades de cada território”.

Na ocasião, Rui Luís sublinhou a disponibilidade do Governo dos Açores para colaborar na promoção da saúde e na preservação do ambiente urbano, como tem sido demonstrado através de parcerias com diversas entidades, onde destacou que a aposta do Executivo passa por uma intervenção transversal ao ciclo de vida dos açorianos e intersectorial, envolvendo os diferentes departamentos do governo e parceiros como a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores.

O Secretário Regional referiu que a tutela tem vindo a reforçar um conjunto de ações e medidas de modo a contribuir para uma região e para cidades cada vez mais saudáveis, seja na vertente do individuo seja na vertente coletiva.

No âmbito da alimentação e da prevenção dos comportamentos de risco, Rui Luís lembrou a implementação do Programa Regional para a Promoção da Alimentação Saudável, do Programa Prevenir em Família e na Comunidade, e ainda programas direcionados para a prevenção dos consumos do álcool e do tabaco.

Atualmente, a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis conta com 50 municípios membros, sendo que três são dos Açores.

De salientar que, esta é a segunda vez que o evento, a nível nacional, acontece na Região Autónoma dos Açores, tendo a última sessão decorrido em 2010, em Ponta Delgada.

DL/CML/Gacs

Categorias: Local, Saúde

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